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1/04/2024

Pseudo-concursos da RTP


A propósito de um "pseudo-concurso" "Temos Artista - Especial Fado" no programa "A Praça da Alegria" na RTP:

Não somos muito de comentar, sobretudo em redes sociais porque invariavlemente é "chover no molhado", mas, por excepção, deixamos um comentário no Facebook do respectivo programa.

Infelizmente a RTP presta-se a estas tristes figuras. O apelo ao voto das massas, que por regra têm em conta a simpatia e não a qualidade intrínseca do talento dos concorrentes, dá nisto e demonstra que o factor da receita das chamadas tem mais peso. O júri, mesmo que competente, como o José Gonzalez, que percebe como poucos do fado, faz apenas figura de corpo-presente.

 Neste caso, apesar de globalmente ter reconhecido a qualidade do Franklim e da Tânia e de apontar as fragilidades técnicas da mais jovem, a Bea, que demonstrou notoriamente problemas de dicção, atrapalhação com algumas palavras e de respiração, e que, todavia, naturalmente pela sua juventude tem qualidades a explorar, com caminho a percorrer e muito a aprender, viu o público a confirmar o paradoxo destes pseudo-concursos que acabam por premiar a capacidade dos familiares, amigos, escola, empresa e comunidade local onde se inserem, em concentrarem os telefonemas.

Posto isto, estes pseudo-concursos na RTP, não são mesmo para levar a sério e em rigor sujeita-se a eles quem quer. Dá-lhes montra? Dá! Isso é o mais importante? Cada um que responda por si!

Em todo o caso, de pouco ou nada vale comentar aqui méritos, justiça ou injustiças. Ninguém da RTP e da produção se incomoda com isso nem virá aqui prestar contas. Quem não gostar, como eu, ponha de lado no prato. Apenas comentei agora, pela primeira e última vez, porque apesar de já ter ocorrido antes, este caso foi flagrante no paradoxo criado, em que de facto a qualidade e o mérito não contaram para o totobola. 

O próprio júri deve ter-se sentido mal mas faz parte do contrato aguentarem com estas singularidades. É para isso que lhes pagam. Poderia haver uma classificação apenas pelo júri, mas isso já seria pedir de mais. O nosso modelo de televisão, mesmo pseudo-público não se compadece com  lirismos e o liga, liga, liga, é quem mais ordena!

[foto: RTP]

1/02/2024

Compêndio de Geografia - Livro escolar antigo

 



Compêndio de Geografia, para o Ensino Primário Complementar, de António C. de Magalhães Mateus - Edição da Atlântida - Coimbra - Ano de 1949. Dimensões de 12 x 18 cm - 108 páginas.

11/10/2023

Philips 1946

 


Cartaz de 1946 - Modelo de receptor de rádio Philips.

Há quase 80 anos, como hoje, já as mulheres bonitas e glamourosas faziam parte da publicidade, como neste cartaz, em que às tantas o produto quase passa despercebido. Olhando para o velhinho concurso da RTP "O Preço Certo", poderemos quase ver aqui uma Lenka ou uma  Tété com ares sedutores e maozinhas de fada a polir um frigorífico, um ar-condicionado ou um micro-ondas. Há coisas que são intemporais.

Quanto ao modelo parece ser um: 758U – 1946, com as seguintes características:

Construtor : Philips; Eindhoven (tubes international!); Netherlands
Ano : 1946 Tipo: Radio – or past WW2 tuner
Valvulas: UCH21 UCH21 UBL21 UY1N
Bandas: Broadcast, Long Wave and Short Wave.
Caixa de Madeira
Dimensão: 520 x 335 x 230 mm
Peso: 8,5 Kg Voltagem : 220 V

10/04/2023

Tabuada Escolar Ratinho


Capa de uma das antigas tabuadas Ratinho da Papelaria Fernandes.



Outras capas da Tabuada Ratinho



Esta tabuada Ratinho tem já uma longa história e ao longo dos anos conheceu diferntes versões mas ainda continua no mercado.


Sobre a Papelaria Fernandes:

A génese da Papelaria Fernandes remonta a 1891, ano em que Joaquim Lourenço e o seu sobrinho Artur Lourenço fazem uma sociedade tomando de trespasse uma loja na então Rua do Rato, onde hoje encontramos o Largo do Rato, em Lisboa.

O nome 'Fernandes' foi herdado do anterior proprietário da loja, mas o facto de os clientes assim tratarem Artur Lourenço, levou os dois sócios a adoptar oficialmente a designação de "Fernandes & Companhia, Lda" em 1919.

A designação manteve-se até 1957, data em que a empresa foi transformada em sociedade anónima e se passou a chamar "Papelaria Fernandes, SARL" até 1986.

A actividade industrial do grupo data de 1917, com o arranque da tipografia e do fabrico de sobrescritos e, mais tarde, com encardernação, litografia, gravura e cartonagem. Já a expansão da rede de lojas acontece a partir de 1935, com a abertura de um primeiro espaço na rua do Ouro. 

Em 1986, a empresa volta a mudar de designação, desta feita para "Papelaria Fernandes - Indústria e Comércio, SA", e a admissão à cotação na Bolsa de Valores de Lisboa dá-se um ano mais tarde. Atingiu o seu máximo histórico em Agosto de 1993, ao cotar nos 6,4 euros (valor ajustado à transição para a moeda única).

Em 1988, dá-se a entrada da Inapa no capital, accionista que passa a controlar a gestão da empresa. Assegura a sua reorganização orgânica, criando várias empresas, entre as quais a Transfer (transportes), a Papelaria Fernandes - Lojas e a Fernandes Téc nica - Desenho e Reprodução.

A partir de 2000, a Inapa aliena a sua participação e é substituída pela "Fundação Ernesto Lourenço Estrada "e por Joe Berardo.

Alguns anos mais tarde, em 2009, a "Papelaria Fernandes" lá declarou a insolvência e em Agosto do ano seguinte encerrou 12 das suas então 14 lojas. Restaram as lojas lisboetas no Largo do Rato e na Rua do Ouro. Em 2013 foi inaugurada uma nova loja que se juntou às duas que haviam sobrevivido. 

Na actualidade, a avaliar pela informação no site indexado à empresa, existem 6 lojas em diferentes locais do país. Loja do Rato, Loja Moda e Loja do Saldanha, em Lisboa ainda a Loja Tortosendo - Covilhã, Loja Abrantes e Loja Almada.

(fonte principal: Diário de Notícias)

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