6/14/2008
6/08/2008
Kalar - Banda Desenhada - Revista "O Falcão"
Neste contexto, para quem tomou conhecimento com a Banda Desenhada a partir dos anos 60 e 70, conhece perfeitamente a revista juvenil "O Falcão", de tiragem semanal, hoje extinta, mas que durante muitos anos fez a delícia de todos os entusiastas das aventuras desenhadas, dos seus heróis, cenários e personagens. A par da revista Mundo de Aventuras, será talvez a edição mais conhecida e popular de todas quanto se publicaram entre nós.
A revista foi quase sempre semanal mas também quinzenal e até mensal. Foi publicada em 3 séries, a primeira com 82 números (formato maior e com várias histórias em continuação), a segunda (formato bolso) com 1286 e a terceira, mais recente, com apenas 25 números.
Kalar destaca-se essencialmente pelo rigor do seu desenho, o que não é muito comum na revista "O Falcão", quase sempre com arte de pouca qualidade. Marco desenvolve páginas de um rico pormenor e valor estético, com uma profunda textura, quer ao nível da representação humana mas principalamente da fauna e cenários da selva. Cada página está sempre povoada de animais e impregnada da densidade da paisagem tropical africana. São famosos os seus desenhos de vários animais da série, que, inclusive, deram lugar a obras complementares, designadas de O Bestiário, publicadas em francês e em espanhol.
6/02/2008
Cromos soltos - Humberto Coelho - S.L. Benfica - 72/73
Humberto Coelho
Notabilizou-se como defesa-central ao serviço do S.L. Benfica, onde venceu 8 campeonatos, 6 taças e 1 supertaça. Esteve ainda na final da Taça UEFA, então a duas mãos, que perdeu para o Anderlecht, em 82/83. Do Benfica foi transferido para o Paris Saint Germain, de França (75/76, 76/77). De seguida passou pelos Estados Unidos no Las Vegas Quicksilver, mas por pouco tempo, regressando a Portugal e ao seu Benfica, onde terminou a carreira em grande.
Depois de abandonar o futebol chegou a ser seleccionador da selecção de Portugal (onde como jogador fora internacional A por 64 vezes), tendo registado uma excelente campanha e presença no Euro 2000, onde chegou às meias-finais. Seguiram-se projectos internacionais como seleccionador de Marrocos e Coreia do Sul.
Por estes dias foi noticiado que vai abraçar um novo projecto como seleccionador nacional da Tunísia.
6/01/2008
Vickie o Viking
Vickie era um rapazinho alegre e inteligente, filho de Halvar, chefe da aldeia viking de Flake, e Ilda, sua mulher. Devido à sua astúcia e inteligência, o pequeno viking cedo começou a acompanhar o pai e os seus guerreiros em algumas das suas expedições e aventuras, apesar da opinião contrária da sua mãe, Ilda, no papel de mãe galinha, equilibra e sensata.
Uma das características do Vickie era a solução que ele engendrava sempre que uma determinada situação se apresentava complexa e de difícil para seu pai e para o resto dos vikings. Então ele pensava, pensava, ...esfregava o nariz e a ideia surgia-lhe. Depois era só o tempo necessário para a mesma ser posta em prática e, pronto, tudo acabava em bem e o episódio tinha um final feliz.
Para além do próprio Vickie e seus pais, a série contava com várias personagens, todas elas divertidas e carismáticas: A amiga de Vickie, Ilvy, Gilby, o seu rival, Ulme, o músico, com a sua inseparável harpa, o alegre Gorm, os inseparáveis e casmurros amigos Snorre e Tjur, o bom gigante Fax, Urobe, o ancião e na parte dos inimigos o terrível Sven.
Para além de Vickie, a figura mais forte e omnipresente era seu pai, Halvar, sempre num papel de chefe sabichão, terrível e fanfarrão mas que no fundo era um coração bola de manteiga, sempre posto na linha pela sua cara-metada Ilda. Fartava-se de se meter em trapalhadas que o filho, com a sua astúcia e inteligência sempre acabava por resolver.
Vickie o viking nasceu a partir de uma série de livros infantis de autoria do sueco Runer Jonsson. Posteriormente foi feita uma adaptação animada pela televisão alemã e austríaca e um estúdio de animação japonês, o Nippon Animation, com uma série de 78 episódios, de 25 minutos cada, entre 1972 e 1974.
Para além de toda a envolvência da série, a música de abertura e o respectivo genérico ficaram sempre bem vivos. Como memória palpável guardo uma caderneta de 210 cromos, editada em 1975 pela Disvenda, que conta a história da caçada aos lobos e que o pequeno Vickie venceu pela astúcia.
5/31/2008
Publicidade Nostálgica - Pastilhas elásticas Piratas
As famosas pastilhas elásticas PIRATAS, fabricadas pela fábrica DIANA, sediada em Évora, para além de serem um excelente produto e muito popular entre a criançada, teve o mérito de lançar diversos artigos à volta da marca, como várias colecções de cromos, uma revista e até um clube de sócios que usufruía de diversas vantagens.
A revista. recheada de assuntos do agrado da malta, foi lançada em 1965 e durou até finais dos anos 70. Inicialmente era de publicação semanal mas posteriormente passou para uma periodicidade mensal.
Das colecções de cromos e respectivas cadernetas editadas, são conhecidas as famosas “COMBÓIOS”, “AVIÕES A JACTO” e “EUROPA GEOGRÁFICA, POLÍTICA E ECONÓMICA” (possuo ambas). Famosa ficou também a colecção de cromos TRUQUES DE MAGIA.
Para além destas foram publicadas outras mais, porventura menos conhecidas.
Por tudo isso, por todo esse fantástico legado, as pastilhas elásticas PIRATAS merecem bem a nossa admiração e fazem parte do imaginário infantil de muitos portugueses.
5/27/2008
Calimero - É uma injustiça, não é?
Das muitas séries de animação que passaram na RTP, hoje recordo o Calimero, o pintainho preto (não era preto, era sujo), com a sua característica e inseparável casca de ovo na cabeça.
Entre aventuras e desventuras, Calimero considerava-se sempre um infeliz e injustiçado, quer pelos amigos quer pelas situações em que se envolvia e que invariavelmente lhe corriam mal. Deste modo, lamentando-se constantemente, ficou célebre a sua frase "é uma injustiça, não é?" ou então, "Não é justo eles serem grandes e eu pequeno". Mas, no fundo, no fim de todas as peripécias do seu dia-a-dia, Calimero acabava por conquistar toda a gente com a sua simplicidade, honestidade e bom coração.
Ainda hoje o termo ou conceito do lamuriento e infeliz Calimero é frequentemente atribuído a quem passa o tempo a lamentar-se da vida, dos outros e até de si próprio.
Calimero fazia-se acompanhar nas suas aventuras pela sua namorada Priscila, sempre ajuizada e contraponto coerente às desventuras do seu amigo, também o aprendiz de cineasta, Valério, a gorduchinha Susi, o seu rival Papero Piero e a leal Rosella, entre outros.
A série, tal como se tornou famosa, foi produzida em duas épocas distintas: de 1973 a 1974 e de 1993 a 1994, mas já antes se tornou muito popular em Itália com uma série de anúncios publicitários para uma marca de detergentes. Calimero é uma criação dos irmãos Nino Pagot e Toni Pagot, datada de 1963.
A versão que faz parte das minhas memórias é a produzida nos anos 70, em estúdio japonês, e que, se a memória não me atraiçoa, passou na RTP nos finais de 70 e princípios de 80. A série tornou-se muito popular, não só em Itália, como também em Portugal, França, Alemanha e Japão, entre muitos outros países. A segunda versão, com grafismo mais moderno, onde Calimero faz papel de jornalista, creio que não obteve o mesmo êxito.
5/24/2008
A Biblioteca Itinerante da Gulbenkian
Não pretendo aqui fazer a história deste fantástico serviço, até porque há locais onde isso já é feito, como neste sítio, por exemplo, e pela Internet não faltam referências ao mesmo. Apenas de referir que o serviço foi criado pelo administrador da Fundação, Branquinho da Fonseca, em 1958.
O que quero recordar de modo especial é que a visita da Biblioteca Itinerante ao largo da minha aldeia acontecia uma vez por mês, sempre num dia certo, que agora não rcordo, mas tenho ideia de ser a uma quarta-feira, sempre a meio da tarde, e que eu frequentei durante toda a década de 70. Sei que depois continuou por mais alguns anos, acabando por terminar talvez no início dos anos 90. Sei também que oficialmente o serviço durou de 1958 a 2002. Durante esse período adquiriu cerca de cinco milhões de livros (de todos os géneros) e fez 97 milhões de empréstimos. Os serviços foram então entreguesas às autarquias que serviam.
São inesquecíveis as recordações da chegada da Biblioteca Itinerante, com a sua carrinha enigmática, o modelo Citroen HY (fabricado entre os anos de 1947 a 1981), que só por si irradiava uma magia fascinante. A que vinha ao largo da minha aldeia era de cor verde velho (mais ou menos igual à da última imagem). Tinha duas portas na parte traseira que se abriam de par-em-par e uma parte superior que abria para cima, para dar acesso ao fantástico mundo dos livros, da leitura e do fascínio das histórias e das imagens. Essa aura de reino maravilhoso era reforçado pelo tipo de leitura dos primeiros anos, onde preferencialmente eu escolhia livros de contos de fadas, repletos de reinos, reis, rainhas, princesas, gigantes, anões, fadas, feiticeiras e todo o resto da família de seres que povoam o imaginário infantil.
Aos poucos fui deixando as histórias infantis e mergulhei em livros sobre a fauna e flora, repletos de ilustrações maravilhosas e muitos outros livros sobre a terra, a história, as artes e as ciências.
Recordo ainda que aguardáva-mos pelo dia da visita da Biblioteca Itinerante com justificada impaciência. Todos queriam ser os primeiros a ser atendidos para melhor escolher.
Lembro-me que eram dois os senhores que acompanhavam a Biblioteca, sendo um o motorista e o outro o encarregado ou revisor, o que anotava as devoluções e as requisições.
Não tenho a certeza quanto ao número de livros que se podia requisitar, mas creio que eram cinco.
Também recordo os momentos angustiantes quando tinha que devolver os livros danificados pela ira da mãe, como censora inquisitória, quando, hipnotizado pela leitura, eu não cumpria os deveres da escola e da casa. Nessas alturas não havia outro remédio senão tratar dos ferimentos às páginas rasgadas colando-as com cola e com fita adesiva, daquela clássica, e dissimular o melhor possível os livros feridos entre os resistentes. Claro que o revisor dava por ela mas fazia vista grossa pois a devolução de livros danificados devia ser norma nas aldeias, resultado da luta dos pais, alguns analfabetos e pouco dados à leitura, preocupados apenas com a mão-de-obra da pequenada e o cumprimento das suas responsabilidades. A leitura e o tempo dispendido com os livros eram considerados pura malandrice, pelo que habitualmente era paga ao tabefe. Pelo meio os livros também eram castigados.
(mais)
Totobola - Guia do apostador 1973/1974
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