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4/25/2008

O pião - Jogos e brincadeiras de infância


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O pião, no meu tempo de criança, era um dos brinquedos inseparáveis, sempre pronto a entrar em jogos e brincadeiras.
O pião é um brinquedo fabricado em madeira, torneado, com forma sensivelmente de ás-de-espadas, e com um bico metálico espetado na sua parte inferior. Fazia ainda parte inseparável do pião um fio com um comprimento mais ou menos de 1,50 m, o qual era primeiramente preso na saliência superior do pião e depois enrolado em espiral a partir do bico metálico, envolvendo parte do corpo do pião. Seguidamente, a ponta restante do fio era enrolada no dedo indicador e o pião era aconchegado na palma da mão. Depois o braço era puxado atrás e num gesto rápido, lançava-se para a frente arremessando o pião ao chão, num movimento de retorno, de modo a que o fio nesse movimento fizesse rodar o pião.
O fio tem vários nomes, dependendo da região. Na minha zona chamava-se de liceira, mas também é conhecido por baraço, cordel ou guita.
O bico também pode ter vários nomes (ferrão, espeto ou cone). Pode, ainda, apresentar vários tipos, nomeadamente o bico grosso, em forme de cone e o bico fino, tipo ponta de prego. 

Os piões de bico grosso eram utilizados no "jogo da nica", em que o objectivo era acertar alternadamente no pião dos colegas de modo a pô-lo fora de um círculo e do combate, quanto mais danificado melhor. Por essa razão, nesse jogo eram utilizados piões velhos, já desgastados de anteriores batalhas, sendo assim menor o prejuízo. Quando se conseguia de um golpe rachar ao meio o pião do adversário era uma vitória inesquecível que, não raras vezes, era precedida de uma cena de pancadaria entre os intervenientes.
O pião de bico fino, que emprestava mais velocidade e tempo de rotação, era utilizado no "jogo do dura", em que os piões eram lançados em simultâneo, ganhando aquele que se mantivesse mais tempo "em pé", ou seja, a rodar. Também era muito popular o "jogo das conchas" (caricas ou cápsulas metálicas das cervejas e refrigerantes). Este jogo consistia num círculo desenhado no chão, com mais ou menos 1,20 m de diâmetro, para onde cada jogador atirava, a partir de uma distância mais ou menos de 2 a 3 metros, uma carica de acordo com uma ordem estabelecida pela declaração dos termos "primas", para o primeiro a lançar, "xigas", para o segundo e "restas" para o terceiro. Depois, cada jogador, na sua ordem, lançava o pião para o interior do círculo tentando acertar nas caricas de modo a que estas saltassem fora do círculo, conquistando assim as mesmas. De referir que enquanto o pião rodasse, era permitido o "apanhar" com a mão, o que se fazia com um movimento de mão aberta  de modo a que o pião saltasse para a mão por entre os dedos indicador e médio, sendo novamente lançado de encontro à carica. Por vezes conseguia-se desta forma vários movimentos. Para além das própias caricas, servia de pagamento nos jogos do pião, os cromos, botões e pincholas (botões grandes arrebatados aos sobretudos e casacos) ou até mesmo tostões, entre meninos mais endinheirados.

Outra das brincadeiras que se praticava era "adormecer" o pião. Nesta situação o pião era lançado numa superfície dura e plana (soalho ou ladrilho) e este atingia uma rotação tal que ficava em rápido movimento mas imobilizado no mesmo sítio, sendo então possível ouvir o característico som do "adormecimento".
O pião era um brinquedo de rapazes, assim como os respectivos jogos, pelo que era raro ver-se uma rapariga participar nestas brincadeiras, excepto aquelas chamadas de "maria-rapaz", muito dadas a brincadeiras masculinas. As meninas praticavam sobretudo a "macaca", jogo de que falaremos noutra ocasião.

Noutras localidades existem diversos jogos associados ao pião, sendo alguns mais ou menos comuns a todo o país mas outros mais restritos. Em certas regiões, nomeadamente em Trás-os-Montes e Alto Douro, os jogos associados ao pião eram suspensos na Quaresma, por se considerar que a sua prática "era picar o Corpo de Cristo".
Hoje em dia os brinquedos das crianças e dos rapazes são outros, nomeadamente as consolas de vídeo-jogos, leitores de vídeo e áudio e telemóveis, pelo que este antigo brinquedo de madeira faz apenas parte do nosso imaginário ou apenas como elemento de decoração, fazendo lembrar, a quem o usou, os bons velhos tempos da sua infância e as brincadeiras sadias sempre aliadas ao recreio e ao exercício físico.

4/22/2008

Crónica Feminina


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A revista "Crónica Feminina" é um dos grandes ícones dos anos 60 e um marco editorial da já extinta Agência Portuguesa de Revistas, de Aguiar e Dias. O primeiro número foi publicado a 29 de Novembro de 1956, sendo dirigida por Milai Bensabat (directora e editora) e como chefe de redacção a Maria Carlota Álvares da Guerra.

A revista, em formato de bolso, 16,7x12 cm, apresentava a capa colorida, litografada, e o interior num característico tom de sépia. A cor extendia-se também por algumas páginas de anúncios, quase sempre em papel de melhor qualidade.

A revista, virada essencialmente para a classe média,  vivia fundamentalmente de temas queridos às mulheres de então, nomeadamente assuntos de sociedade, do espectáculo, do cinema, da rádio e TV, culinária, moda, lavores, o correio sentimental e mais tarde a popular fotonovela, que se acompanhava avidamente semana após semana.

Para além de tudo quanto se possa dizer sobre a "Crónica Feminina", apesar das restrições conservadoras e próprias do estado do regime, foi sem dúvida um meio de comunicação que chegou a milhares e milhares de mulheres portuguesas, da cidade e aldeias e até no ultramar, às quais ajudou a transmitir e a moldar todo um espírito de conhecimento e mentalidade de abertura e modernidade tão característico dos anos 60.

A revista conheceu os seus tempos áureos na década de 60 mas prolongou-se pelos anos 70. Depois de já ter terminado, ainda houve uma tentativa de retomar o título, creio que no início dos anos 80, mas, já inserida num mercado forte e diversificado, teve pouco êxito, não conseguindo impôr-se, pelo que terminou pouco depois. Não tendo informação da data rigorosa do seu último número, das várias dezenas, mesmo centenas, de exemplares que conservo, as edições mais recentes correspondem aos nº 1546, edição de 10 de Julho de 1986, na qual era dado destaque às novelas brasileiras"Corpo a Corpo" e "Vereda Tropical" e nº 1561 de 23 de Outubro de 1986 na qual, para além dos destaques às novelas referidas (que ainda duravam) se informa que a então popular Valentina Torres aguardava bébé, A revista Crónica Feminina tinha nesse final do ano de 1986 um preço de capa de  40$00.

A Agência Portuguesa de Revistas, depois de altos e baixos foi à falência, com esta a ser decretada em 7 de Abril de 1988, sendo que a componente editorial e gráfica já havia sido suspensa há vários meses. Neste contexto, mesmo que sem data e números rigorosos e documentados, será de supor que a embelmática revista "Crónica Feminina" tenha conhecido o fim do seu longo percurso editorial lá pelo ano de 1987.

Vendem-se cromos de caramelos

os grandes ases do futebol portugues santa nostalgia

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Actualmente o panorama das edições e venda de cromos de futebol em Portugal está condenado aos malefícios de um monopólio detido pela multinacional Panini. Mercê de um acordo iniciado nos anos 90 com o sindicato dos futebolistas, as inúmeras editoras portuguesas existentes até então (Agência Portuguesa de Revistas, Mabilgráfica, Manil, Clube do Cromo, Francisco Más, Sorcácius, Acrópole, António G. Silva, etc) , com forte actividade sobretudo nos anos 70/80, acabaram por se extinguir pelo que os coleccionadores de cromos têm que se confirmar agora com uma edição anual, para além das referentes à competição UEFA - Champions League e às do Euro e Mundial, de dois em dois anos. A riqueza da diversidade foi arrumada, valendo apenas algumas intromissões dos jornais desportivos, mas sempre com outros formatos e quase sempre restringidos aos "três grandes" (Benfica, Sporting e FC Porto).

Felizmente, para o legado do coleccionismo de cromos no nosso país, nem sempre foi assim pelo que dos anos 90 para baixo existem muitas edições, produzidas por também múltiplas editoras. É certo que nem sempre com padrões de qualidade e de formato, mas os meios gráficos também eram outros que não hoje. Contudo, mesmo assim, são objectos de culto que qualquer collecionador gosta de possuir e admirar.

Entre o leque amplo de cadernetas de cromos de futebol, as clássicas cadernetas de cromos de caramelos, são hoje objectos de apreciada estima, tão procurados quanto raros. Publicaram-se regularmente até ao início dos anos 70, quase sempre associadas a fábricas ou casas de confeitaria (Universal, Francesa, Victória, Altesa), já que os cromos eram distribuídos na forma de embrulho de rebuçados de caramelos. Esta prática extinguiu-se com o aparecimento dos cromos surpresa, dentro de saquetas e mais tarde pelos cromos auto-colantes, como sucede ainda hoje.

As cadernetas de cromos de caramelos são raras pelo óbvio factor da sua antiguidade (predominância nos anos 50 e 60) e ainda porque as mesmas depois de completas eram devolvidas no ponto de venda a troco de um brinde, normalmente uma bola de borracha. Esta prática, muito comum nas edições de caramelos, tornou-se assim num factor de raridade. As poucas que existem são quase sempre incompletas, faltando principalmente o chamado cromo carimbado, que dava franquia ao recebimento do prémio. Por outro lado, os tempos eram outros, e mesmo custando tostões, os cromos eram um artigo a que nem todas as crianças conseguiam chegar, para além da dificuldade de distribuição fora das cidades e vilas. Hoje de facto são raras e valiosas, mas mesmo assim demasiado inflacionadas pelo interesse despertado  e divulgado ao nível da Internet. No meio de todo este interesse de coleccionadores, há também muitos oportunistas e gente pouco séria, não hesitando em veder "gato por lebre", recorrendo a fotocópias a laser, enganando os menos conhecedores (um dia destes divulgaremos aqui os nomes de alguns oportunistas e vigaristas da nossa praça).

Esta caderneta, "Os grandes ases do futebol português", da época de 72/73, uma edição da Universal, foi uma das primeiras colecções de cromos que coleccionei. Tenho várias colecções de cromos de caramelos, algumas repetidas, e cerca de duas centenas de cadernetas de cromos de futebol e outras tantas de cromos extra-futebol, outrora designadas de didácticas.
Infelizmente, a componente de cultura geral, muito forte nos anos 60 e 70,  acabou há muito nos cromos e actualmente a temática das edições da Panini e da inglesa Merlin, são basicamente do mundo do espectáculo, do cinema e dos filmes de animação e séries da TV, muito mediáticas mas pouco ou nada instrutivas.
Sinais dos tempos e tendências..

4/14/2008

Dois anos de férias - A Ilha Chairman

 

 ilha chairman

Do sítio: Júlio Verne em Portugal

No iate «Sloughi» tinham embarcado catorze rapazes com idades compreendidas entre os oito e os catorze anos, todos eles alunos de um colégio da Nova Zelândia.

Aconteceu, porém, que o iate quebrou misteriosamente as amarras na altura em que toda a tripulação se encontrava em terra, exceptuando um grumete. Lançado, assim, no mar sem a presença de qualquer adulto, o «Sloughi» será precipitado por uma violenta tempestade para uma ilha deserta nas proximidades da América do Sul.

Começam, então, as longas «férias» involuntárias, durante as quais os jovens caçam, pescam, inventam armadilhas, domesticam animais, cultivam a terra, enfrentam rivalidades provocadas pelo antagonismo nascido das diferenças de caracteres e de raças.

No decurso do segundo ano desembarcam na ilha outros náufragos: bandidos temíveis condenados a pesadas penas que, deste modo, evitam cumprir. Trava-se então uma luta implacável entre jovens que apenas possuem inteligência e coragem e homens que não conhecem fé nem lei...

Volvido um quarto de século, estou a reler "Dois anos de férias", um dos famosos livros de aventuras do escritor francês Julio Verne. Estou a fazê-lo com o mesmo entusiasmo da primeira vez, até porque, para além da sinopse, já tinha esquecido grande parte da história, que recordo também da série de TV, que entre nós, creio, passou em meados dos anos 70.

Uma das coisas que me apraz na leitura desta aventura é a existência do mapa da ilha (baptizada pelos naufragos de Ilha Chairman), desenhado por um antigo residente, possivelmente, tal como o grupo de jovens, também ele um náufrago.

Neste sentido, é espantoso como o relacionamento da história em todos os aspectos geográficos, sai sobremaneira enriquecido com o conhecimento do tal mapa, pelo que a compreensão da história é assim melhor assimilada.

Neste aspecto Júlio Verne foi exemplar, pois os mapas estão presentes em quase todas as suas grandes aventuras, funcionando assim como um auxiliar de leitura e até uma espécie de interactividade narrativa.

Em suma, é como se o leitor estivesse ali presente em cada um dos locais da acção.

Há aventuras que sabe bem reviver.

4/12/2008

Espelho meu

 

santa nostalgia espelhos de bolso

Hoje em dia, quanto aos homens, estão estão na moda os cabelos desalinhados, eriçados, amassados, engasgados e tudo o mais que signifique despreocupação quanto ao look. Houve, porém, um tempo em que macho que se prezasse, gostava de exibir uma cabeleira devidamente penteada, pelo que, tal como as senhoras, era frequente trazerem consigo um pequeno espelho de bolso o qual era utilizado em qualquer ocasião, com maior ou menor formalismo. Actualmente quase toda a gente anda de automóvel e beneficia do seu conforto, mas noutros tempos o uso da bicicleta, da moto e do ciclomotor, era a regra e como tal era necessário dar uma arranjadela aos cabelos desalinhados pelo vento e até pelo uso do capacete.

Ora um dos modelos desses espelhos de bolso, era fabricado pela fábrica de brinquedos Luso, com sede em Espinho, sendo circulares, mais ou menos com 5 cm de diâmetro. Numa face, o espelho. Na outra, eram representados alguns clubes de então, nomeadamente o SL Benfica, o Sporting e o FC do Porto.

Hoje estes espelhos são relativamente raros e muito procurados por coleccionadores, sendo que o principal interesse reside na particularidade do tema.

4/02/2008

Daniel Boone

 

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Uma das séries de televisão que prendeu a criançada dos finais dos anos 60 e princípios de 70 foi "Daniel Boone".

Trata-se de uma série produzida entre 1964 e 1970 pela Twenty Century-Fox para o canal NBC, baseada num personagem real, um pioneiro do estado do Kentucky - Estados Unidos, fundador da cidade de Boonesburough que se estabeleceu nessa região, a leste do Mississipi em 1770.

Ao todo foram produzidos 165 episódios ao longo das seis temporadas que entre nós passaram também por essa altura na RTP, ainda a preto e branco.

Estes episódios abriam com um memorável genérico em que o herói com um certeiro golpe de machada fendia ao meio um tronco de árvore.

Daniel Boone, um misto de lavrador, caçador e aventureiro, era interpretado pelo actor Fess Parker, que também deu vida à personagem de outro mítico pioneiro americano, David Crockett. O principal elenco era composto pela sua esposa Rebbeca Boone (Patricia Blair), seus filhos Jemima Boone (Veronica Cartwright) e Israel Boone (Darby Hinton), o inseparável companheiro de viagens, lutas e aventuras, o indío Cherokee Mingo (Ed Ames), mais tarde substituído por Gideão (Don Pedro Colley), o taberneiro Cincinnatus (Dal McKennon), e ainda Yadkin (Albert Salmi) Jericho (Jones Robert Logan), Gabe Cooper(Roosevelt Grier) e Josh Clements (Jimmy Dean).

A trama de grande parte dos episódios centrava-se nas complexas relações do homem branco com os índios Cherokee, numa luta constante de conquista e defesa de territórios. No fundo era o retrato dos conflitos e das difíceis relações entre pioneiros, caçadores de recompensas, negociantes de peles, oportunistas e vigaristas de toda a espécie, com o exército britânico pelo meio, numa fase em que toda a gente buscava uma nova terra e uma nova casa numa jovem e ainda indefinida nação americana.

Daniel Boone representava o equilíbrio da balança entre o bem e o mal, a razão e a emoção, resolvendo disputas sociais, étnicas e culturais entre brancos e índios.

A RTP, agora através do canal da TV Cabo RTP Memória está a série, aos Sábados, a partir do dia 9 de Fevereiro, pelas 19.00h, com repetição aos Domingos, pelas 11.30h.

É uma oportunidade para rever e matar saudades de uma série inesquecível que marcou a infância de toda uma geração.

Genérico de abertura:

 

(artigo: Grilo Cantante)

4/01/2008

Tabuada - A escola dos nossos dias

tabuada santa nostalgia

Hoje em dia a escola anda pelas ruas da amargura. São temas da actualidade a revolta dos professores, face a questões como a avaliação dos próprios, e a indisciplina nas salas de aulas, despoletadas pelo caso do vídeo no YouTube de uma cena entre aluna e professora, na Escola Carolina Michaelis, no Porto.
Noutros tempos, ditos da "velha senhora", criticava-se o sistema, entre outros males, pela falta de liberdade. Certo é que pelo menos indisciplina era coisa que não havia. Os alunos, de qualquer classe, conheciam o sentido do respeito e educação, principalmente pelos professores, mas também pelos colegas. Quando o não praticavam umas valentes palmadas e reguadas ajudavam a esclarecer os deveres do respeito e do cumprimento e hoje admitimos que todas foram bem merecidas.
Na minha escola primária, não havia pessoal auxiliar e todos os trabalhos de limpeza, no interior e exterior da escola eram realizados pelos alunos, com eficência e alegria. Havia tempo para tudo, até porque havia escola ao Sábado de manhã.
Para além de todas as recordações relacionadas com a escola primária, a tabuada vem de imediato à memória, ou não fosse ela a sustentação da aprendizagem da ciência dos números, das contas e da aritmética em geral. Quase todos a sabiam na ponta da língua, de cor-e-salteado, como se diz, da frente para trás e de trás para a frente. 2 vezes 1, dois; dois vezes dois, quatro; dois vezes trê, seis...
Hoje em dia é notória a dificuldade de qualquer aluno do 5º ou 6º ano, e por aí fora, saber devidamente a tabuada. A utilização da calculadora generalizou-se, sendo até obrigatória em certos anos da escolaridade, mas demonstra a diferença entre o ensino actual e o de há 30 anos.
Sem dúvida que os tempos são outros, os recursos e os métodos também, mas neste aspecto particular ninguém questiona que hoje em dia um aluno do 9º ano tem notoriamente menos conhecimentos do que um aluno da antiga quarta classe, mesmo sem frequentar a pré-escola.
Sinais dos tempos, onde a liberdade impera sobre a disciplina e o sentido do dever. Quando assim é....

Rebuçados do Dr. Bayard

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Os rebuçados do Dr. Bayard.
Quem não se lembra dos famosos rebuçados peitorais do Dr. Bayard, compostos por glucose, alteia e mel e xarope de plantas medicinais?

Desde os meus tempos de menino que me recordo destes saborosos rebuçados, tidos como milagrosos contra a tosse, rouquidão e em todas as afecções dos órgãos respiratórios.
Normalmente ao primeiro sintoma de uma destas mazelas, os rebuçados do Dr. Bayard surgiam logo em casa como o remédio mais à mão. Claro que normalmente os rebuçados não resolviam coisa alguma. Quando muito ajudavam a deteriorar os dentes, mas que eram gostosos, lá isso eram.

Actualmente a marca mantém-se, resistindo como um produto clássico, no que ajuda a manutenção da sua imagem de há muitos anos e muita gente continua a chupá-los, que mais não seja pelo seu agradável sabor.

A história tem origem no final dos anos 30, com Álvaro Matias, que conhecera um médico farmacêutico francês, o Dr. Bayard, fugido das provações da II Guerra, que antes de regressar a França, deixou a famosa receita ao amigo português, bem como os famosos desenhos de gente de todas as idades a tossir, bem como a assinatura que ainda hoje se mantém como logotipo da marca.

Kolinos - Pasta dentífrica

  A Kolynos foi uma empresa e marca norte-americana de dentifrícios fundada em 1908, na cidade de New Haven, Connecticut. A fórmula do creme...

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