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6/29/2008

Gianni Morandi: "Non son degno di te"


gianni morandi

[Non son degno di te - Youtube]

Nos anos 60, e até mesmo 70, este era um dos italianos mais cobiçados e suspirados por uma grande parte das jovens de então, pelo menos as mais dadas a essas coisas românticas. Na rádio ou na televisão, Gianni Morandi cantava e encantava. Os seus principais êxitos, de que se destaca o "Non son degno di te" era  sabido e cantarolado a qualquer hora. 

Gianni Morandi - Sítio oficial

Gianni Morandi - Wikipedia

Non sono degno di te
Non son degno di te,
non ti merito più,
ma al mondo no, non esiste nessuno
che non ha sbagliato una volta!
E va bene così
me ne vado da te,
ma quando la sera tu resterai sola
ricorda qualcuno che amava te.
Sui monti di pietra può nascere un fiore...
in me questa sera è nato l'amore per te!
E va bene così
me ne vado da te,
ma al mondo no, non esiste nessuno
che non ha sbagliato una volta, amor!
Sui monti di pietra può nascere un fiore...
in me questa sera è nato l'amore per te!
Non son degno di te,
non ti merito più,
ma quando la sera tu resterai sola
ricorda qualcuno che amava te.
Amore, amor!
Amore, amor!

6/26/2008

Os Estrumpfes


santa nostalgia os estrumpfes 01

gasganete

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Quem não se recorda da série de animação "Os Estrumpfes"? Tenho ideia de que passou na RTP no princípio dos anos 80 e há bem pouco tempo na TVI.
 
Esta série teve bastante êxito no Brasil, sendo conhecida como "Os Smurfs".
A série foi produzida pela Hanna-Barbera Productions com base na criação do ilustrador belga Pierre Culliford. Antes de passarem pela televisão as histórias foram publicadas em banda desenhada, nos finais dos anos de 50, mais propriamente em 1958, estando portanto agora a celebrar 50 anos.

Os Estrumpfes eram criaturas azuis, muito pequenas, com características de duendes e que viviamm em plena floresta, em casinhas pequenas, com formato de cogumelos.
Estes seres pacíficos e alegres, eram chefiados pelo Grande Estrumpfe, com a sua simpática barba branca e o inconfundível barrete encarnado que o diferenciava dos barretes dos restantes estrumpfes, que eram brancos.
Outras personagens principais eram a Estrumpfina, sempre motivo de disputas e paixonetas entre a estrumpfaria, o Estrumpfe Inventor, o Estrumpfe Guloso, o maldoso feiticeiro Gasganete e o seu gato Azarel, sempre dispostos a tramar a vida dos simpáticos bonecos azuis. No final das histórias e aventuras, porém, as criaturas cor do céu levavam sempre a melhor sobre o Gasganete.
A série ainda hoje continua a ser muito conhecida e envolve bastantes acções de marketing, com a venda de muitos produtos associados.
Desta simpática série, guardo alegres recordações e também uma bela caderneta de cromos que a Panini, Editorial Pública e a Agência Portuguesa de Revistas publicaram em 1982.

- Sítio oficial: The Smurfs

Cromos soltos - Coluna - S.L. Benfica - 1966

 

santa nostalgia cromos soltos coluna sl benfica

Coluna, foi um dos grandes e míticos jogadores de futebol do Sport Lisboa e Benfica dos inesquecíveis anos 60.
Mário Coluna chegou ao clube da Luz proveniente do Grupo Desportivo de Lourenço Marques, de Moçambique, na época de 54/55, na qual se sagrou campeão nacional. Viria a repetir a conquista do título maior do futebol português até 69/79, a última época em que jogou pelos encarnados, emigrando para o clube francês Lyon, onde jogou duas épocas (70/71 e 71/72).  Ao todo conquistou 10 Campeonatos e 6 Taças de Portugal pelos encarnados e ainda 2 Taças dos Campeões Europeus, em 1961 e 1962, disputando ainda três outras finais, que perderia (1963, 1965 e 1968).

Coluna foi o capitão da célebre Selecção Nacional, "Os Magriços" que conquistou o 3º lugar no Campeonato do Mundo de Futebol em 1966, na Inglaterra. Pela selecção A, foi internacional por 57 vezes

6/22/2008

Caderneta de cromos - Génios da Bola - 78/79

 

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"Génios da Bola" - Época: 78/79
Edição: Acrópole
Formato: 230 x 320 mm - 255 cromos - Cada equipa é formada por 15 cromos. Para além das 17 equipas do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, inclui ainda um conjunto de cromos designados de Selecção da UEFA, integrados num concurso onde o objectivo era acertar no nomes dos respectivos cromos, não identificados.

Sempre gostei de caricaturas pelo que os cromos de jogadores de futebol com esta técnica estão entre os meus preferidos. Felizmente em Portugal sempre houve bons mestres de caricaturas desportivas, dos quais destaco o saudoso Francisco Zambujal.

Esta caderneta "Génios da Bola", é uma das emblemáticas colecções de cromos de futebol, sendo desenhada pelo também excelente caricaturista Juvenal, com o seu elegante traço, com um estilo muito próprio e inconfundível, que aprendi a gostar do jornal "O Norte Desportivo", para onde desenhava, nos anos de 70.

É uma caderneta interessante e que deve fazer parte do lote de um qualquer bom coleccionador. Por outro lado, é das boas cadernetas no estilo de caricaturas, figurando ao lado das populares colecções do género como a "Caricaturas de Futebol da 1ª Divisão - 1976/1977", da Sorcácius e da "Arte e Futebol" - 1979/1980, da Mabilgráfica (esta com caricaturas de Francisco Zambujal).

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santa nostalgia - genios da bola fc porto

santa nostalgia - genios da bola fc porto

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santa nostalgia - cromo manuel fernandes

santa nostalgia - cromo jordao

santa nostalgia - cromo gomes

santa nostalgia - cromo costa

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A abelha Maia


"A Abelha Maia" foi uma das séries de animação mais emblemáticas que passaram na nossa RTP e ainda hoje é recordada com carinho por todos aqueles que foram crianças nos anos 70, quando passou por cá, mas não só, porque a série na actualidade é frequentemente editada e vendida em DVD e continua a fazer as delícias de muitas crianças.

Maia é uma simpática e curiosa abelha que, deixando a sua colmeia quando esta vivia momentos de crise, e contra a opinião e conselhos dos mais velhos, parte à descoberta de outros sítios e novas aventuras, fazendo novos amigos, como o pequeno Willi e o gafanhoto Flip. Pelo meio Maia vai fazendo todo um percurso e aprendizagem de vida de insecto, com os erros e asneiras próprias da idade de criança até se tornar num ser experiente e mais ponderado. Afinal de contas o percurso de qualquer ser humano. Mais tarde a pequena abelha ajuda a sua antiga comunidade a salvar-se de um plano de ataque das inimigas vespas e assim volta a merecer o carinho, amizade e respeito da colmeia natal sendo perdoada e bem acolhida.

Esta série teve origem no livro "As Aventuras da Abelha Maia", no original alemão "Die Biene Maja und ihre Abenteuer", de autoria do escritor Waldemar Bonsels.
A série em questão, com 104 episódios, produzida por uma casa de animação japonesa, estreou na Alemanha em 1976, tendo passado pouco depois em Portugal. Foi uma série que obteve muito êxito em vários países europeus mas também no próprio Japão.

As personagens:
Maia - a abelha
Willi - o melhor amigo de Maia, também abelha
Flip - o gafanhoto - amigo de Maia e Willi
Kurt - o escaravelho das rosas
Puck - a mosca
Kassandra - abelha, professora na escola das abelhas
Thekla - a aranha


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- Abertura na versão em japonês
- Abertura na versão em espanhol
- Abertura na versão em francês

A letra da música de abertura:
Lá num país cheio de cor
Nasceu um dia uma abelha,
Bem conhecida p'la amizade
Pela alegria e p'la bondade.

Todos lhe chamam a pequena abelha Maia,
Fresca, bela, doce abelha Maia.
Maia voa sem parar
No seu mundo sem maldade.
Não há tristeza para a nossa abelha Maia,
Tão feliz e doce, abelha Maia
Maia, eu quero-te aqui
Maia (Maia), Maia (Maia), Maia vem fala-nos de ti.

Numa manhã ao passear
Vi uma abelha numa flor,
E ao sentir que me olhou
Com os seus olhitos de cor.

E esta abelha era a nossa amiga Maia
Fresca, bela, doce abelha Maia
Maia voa sem parar
No seu mundo sem maldade
Não há tristeza para a nossa abelha Maia
Tão feliz e doce, abelha Maia
Maia, eu quero-te aqui
Maia (Maia), Maia (Maia), Maia vem fala-nos de ti
Maia, eu quero-te aqui
Maia (Maia), Maia (Maia), Maia vem fala-nos de ti

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Nome da série noutros países:
Abelha Maia (Portugal)
Abeja Maya (Espanha)
Die Biene Maja (Alemanha)
L'Apemaia (Itália)
Maija Mehiläinen (Finlândia)
Maja de Bij (Holanda)
Maya l'abeille (França)
Maya the HoneyBee (Inglaterra)
Mitsubachi Maaya no Boken (Japão)
Pszczółka Maja (Polónia)

6/18/2008

- "Quem sóis Vós, Senhor?" - Catecismo do 1º ano - Iniciação

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Este catecismo foi posto em circulação em 1971, patrocinado pela Comissão Episcopal da Educação Cristã e pelo Secretariado Nacional da Catequese, numa fase experimental, com o propósito de colher sugestões de párocos, pais e catequistas. Depois disso consolidou-se e continuou a ser utilizado durante vários anos incluindo os anos 80. A edição que possuo e da qual extraí as ilustrações deste post é de 1987.
Trata-se de um catecismo que graficamente rompia com as características mais realistas da anterior série do Catecismo Nacional, em uso nos anos 50 e 60, do qual falaremos em próxima oportunidade. Por conseguinte as ilustrações ocupam um maior espaço, bastante coloridas e de traço mais estilizado. Os textos também são mais resumidos, confinando-se a frases curtas e objectivas, quase sempre extraídas da Bíblia e do Evangelho. Como quase todos os catecismos do 1º ano dá forte ênfase às principais etapas da vida de Cristo, tal como a Anunciação, Natividade, Paixão e Ressureição.
É composto por 24 lições e comporta ainda as principais orações como o Benzer, o Pai-Nosso, Avé-Maria, Oração da manhã, Oração da Noite e o Acto de Contricção.
Formato: 117 x 168 mm - 64 páginas. Não tem indicação do ilustrador.
É um catecismo muito bonito e que certamente faz parte da memória de tantos portugueses que na época frequentaram a catequese católica.

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A lousa de escrever (letras e máguas)

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Um dos objectos fortemente associados à nossa passagem pela escola primária, principalmente à primeira classe, é sem dúvida alguma a "lousa", também conhecida como "lousa de escrever" ou "quadro negro". Refiro-me não ao clássico quadro, grande e rectangular, também de lousa e negro, afixado na parede frontal, onde todos eram chamados a efectuar os mais diversos exercícios, sempre com medo dos castigos dos professores rigorosos e implacáveis, e nessa altura eram quase todos, e ainda do escárnio da turma, mas sim à pequena lousa, de uso particular, com o tamanho mais ou menos de um livro e na qual praticávamos as primeiras letras e resolviamos as primeiras contas da bicuda aritmética.

A lousa era acima de tudo uma forma de se poupar gastos com lápis e papel aos pais, invariavelmente quase todos pobres. Por outro lado permitia as constantes correcções apagando-se o que estava mal (quase sempre).
Infelizmente, o uso diário da lousa tinha vários inconvenientes: Desde logo a sua fragilidade, imprópria às brincadeiras e lutas da criançada a caminho da escola, principalmente dos rapazes. Por isso não raras vezes era ver a malta a fazer os exercícios de escrita em lousas todas fragmentadas e até com bocados em falta como velhos desdentados; Por outro lado, com o uso constante, e alguns tinham a mão pesada, a lousa começava a ficar sulcada pelo que tornava-se difícil escrever e até ler a partir dela; Depois, e isso era norma, os métodos da apagar ou safar, não eram os mais convenientes à limpeza e higiene. Usava-se assim as mangas para limpar, a própria mão e o recurso geral ao cuspo para recuperar o fundo negro.

Os lápis de escrever na lousa também eram do próprio material e também muito frágeis, pelo que era raro alguém manter os mesmos originais. O recurso, era pois, escrever com pequenos bocados com 3 e 4 cm de comprimento. Para colmatar esta falha, havia quem recorresse a pregos. Funcionava, é claro, mas a lousa era maltratada e em pouco tempo ficava com profundos sulcos como as rugas no rosto de uma octogenária.
Resta acrescentar que, norma geral, a rapaziada com a lousa assim maltratada era alvo de duplo castigo: Pelo professor e pelos pais.
Toma que é para aprenderes...
Actualmente, e desde há muito, a lousa tornou-se num objecto meramente decorativo e nostálgico, podendo ser ainda adquirido em diversas lojas de artesanato. Foi substituída por uma vasta panóplia de sebentas e cadernos e por agora a norma até é escrever nos próprios livros. Entretanto, mesmo no ensino primário, serão vulgarizados os quadros electrónicos onde se pode escrever digitalmente, Palm Tops, etc, etc.
Outros tempos, outros meios.

6/15/2008

A Pedra Branca - Série TV



Hoje trago à memória a série de TV "A Pedra Branca". No original "Den Vita Stenen", foi realizada na Suécia, e exibida pelo canal local SVT em 1973 e constava de 13 episódios com duração de 30 minutos.
Entre nós passou na RTP poucos anos mais tarde, mas creio que ainda nessa década, e  aos sábados, a seguir ao almoço. Teve assinalável êxito na Suécia mas também em Portugal, Noruega, Espanha, França, Alemanha e Holanda, entre outros.

A série foi baseada no livro infantil de autoria da escritora Gunnel Linde, datado de 1963.

Era a história de dois amigos (um rapaz e uma rapariga, com idades de 10 anos), oriundos de diferentes classes sociais. Ela menina rica e ele menino pobre. A menina chamava-se Fia e o rapaz Hampus. Eram interpretados por Ulf Hasseltorp (ele) e Julia  Hede-wilkens (ela).

A história decorre nos anos de 1930 numa vila do interior. Fia é filha da senhora Petterson, uma melancólica professora de piano, por sua vez filha de um juiz.
A vivência na casa da família é marcada pela personalidade forte e pouco simpática da governanta Malin.
Num certo Verão, Hampus chega à aldeia com a sua família,seu padrasto, um sapateiro pobre, sua esposa e seis irmãos.
Hampus é pouco acarinhado pelos membros da sua família, que o chamam de estúpido e o culpam constantemente dos seus problemas, que os levam a mudar de residência com frequência.
Por sua vez Fia também vive num mundo muito próprio, pois na escola é provocada e marginalizada pelas colegas, com acusações de que tem uma mãe inútil e preguiçosa e que só sabe tocar piano. Em casa é muito reprimida pela governanta.

Ambos, em especial a menina, eram muito introvertidos e viviam à margem de todas as restantes crianças, sempre num jogo de mistério e encanto mas com toda a carga dramática decorrente dos seus diferentes estatutos sociais, espartilhados pelos adultos, no caso de Fia principalmente pela governanta da casa, que assim vivia num ambiente de recolhimento, sempre longe das outras crianças.

Certo é que estas duas crianças, num certo sentido solitárias e marginalizadas pelos contextos familiares e escolar, acabam por travar uma amizade muito especial, em que a pedrinha branca assume uma ligação de fantasia, coragem, aventura e lealdade.

Neste contexto o enredo decorria à volta de uma pedrinha branca, tipo um seixo do rio ou do mar, e que para ser conquistada por um dos dois amigos cada um deles tinha que realizar uma determinada situação, superar uma prova, um pouco à semelhança do jogo "Verdade ou Consequência". Para além do mais recordo ainda que aquele desafio em que Fia não podia falar em circunstância alguma durante um dia, o que originava algumas situações caricatas e embaraçosas para todos. Também o desafio em que Hampus teve que pintar uma careta no sino da igreja local. 

Recordo também o genérico de abertura e a sua linda música. Melancólica mas profunda e que pautava toda a trama. A menina tinha a pedra branca na mão e depois afagava-a no rosto. Lindo e terno.


Lista de intérpretes e personagens:

Julia Hede Wilkens - Fia 
Ulf Hasseltorp - Hampus
Ulf G. Johansson - Häradshövdingen - Juíz
Betty Tuvén - Tant Malin
Monica Nordquist - Fru Pettersson
Håkan Serner - Skomakaren
Maj-Britt Lindholm - Skomakarfrun
Ingemar Hasseltorp - Henning
Cecilia Nilsson - Eivor
Gunilla Söderholm - Siri
Ann-Charlotte Lithman - Nanna
Joakim Rundberg - Ture
Robert Rundberg - Lulle
Fanny Gjörup - Britta
Börje Mellvig - Livsmedelshandlaren
Eva Dahlqvist - Essay
Pia Skagermark - Solbritt
Björn Gustafson - Bagare Emilsson
Ove Tjernberg - Farornas Konung
Willy Peters - Doktorn




Fia com sua mãe

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Os dois amigos actualmente. Porque os anos não perdoam




Extracto do genérico de abertura

O meu relógio Cauny Prima

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O meu actual Cauny Calendario, de 17 rubis

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A característica marca no fundo da caixa

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O meu Cauny Major, com o inconfundível ponteiro vermelho

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A marcação no fundo da tampa do Major

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O Cauny Apollon, em homenagem da chegada do Homem à Lua. É um dos modelos mais populares

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O meu modelo mais recente, ainda embalado, de movimento automático e resistente à água

Actualmente o uso de relógio está extremamente vulgarizado, pelo que mesmo em idade pré-escolar já se vêem crianças ostentando estas máquinas de medir o tempo nos seus pequenos pulsos, mesmo que ainda não sejam capzes de ler as horas. Quase sempre modelos em plástico, coloridos e com temas dos desenhos animados.
As tendas dos vendedores asiáticos e marroquinos, instaladas em qualquer romaria, vendem ao preço da "uva-chorona" relógios para todos os gostos, quase sempre aparatosos, com muitos ponteiros e muitos botões laterais, e quase sempre imitações de grandes marcas como o Tag Heur, Rolex, Patek Philippe, Longines, Tissot e outras mais. Claro que a maior parte das vezes são relógios para durar alguns dias, pelo menos enquanto se aguenta a pilha.

Hoje, de facto, a abundância é geral, e para todas as carteiras, mas no que diz respeito aos relógios nem sempre foi assim. Recordo-me que no meu tempo de criança, o normal era receber-se o primeiro relógio de pulso no final da quarta classe ou aquando da cerimónia religiosa da Comunhão Solene, como foi o meu caso. Também por tradição, o relógio quase sempre era oferecido pelo padrinho.

Não deixo, por isso, de recordar o meu primeiro medidor do tempo, oferecido precisamente pelo meu padrinho e simultaneamente avô. Tinha eu dez anos e recordo-me perfeitamente que era um Cauny Calendário. As vicissitudes do tempo e as trapalhadas nas brincadeiras de criança ajudaram a que lhe perdesse o rasto. Felizmente, já tive a oportunidade de adquirir um outro exemplar, original, como novo, adquirido em Londres. Guardo-o religiosamente como se fosse aquele que recebi do meu saudoso padrinho e uso-o principalmente em dias mais ou menos festivos ou no fim-de-semana. Com um pouco de sorte, posso admitir que foi montado pelas mesmas pacientes mãos de um qualquer mestre relojoeiro.

Este "Calendário" trata-se de um dos muitos modelos clássicos, mecânicos, de corda, da famosa marca suiça, embora com várias variantes, mas quase todos de diâmetro generoso (35 mm) e extremamente delgados, isto é, muito elegantes, quase não se sentindo o mesmo no pulso.
A Cauny Prima é ainda hoje uma das mais emblemáticas e clássicas marcas de relógios, muito famosa nos anos 60 e 70, por produzir relógios de inolvidável qualidade e beleza a preços relativamente acessíveis à classe média. Daí a sua forte implantação nessas décadas.

A Cauny tem a sua origem em Le-Chaux-de-Fonds, na Suiça, em 1889, embora há quem afirme que apenas nos anos 20, sendo que nesta década principiou a sua comercialização. A marca ainda existe e, sem investigar, até porque não há muita informação disponível, ouvi falar que foi adquirida há algum tempo por uma empresa espanhola, que lhe recuperou a dinâmica e prestígio, continuando a produzir belos relógios com a mesma marca.

Conheço muitos modelos clássicos da Cauny, para homem e senhora, desde os mais simples e elegantes até aos de linhas desportivas e mais complexos, como o Chronograph Landeron e o Cauny Submarine; Desde os mais acessíveis até aos mais caros e luxuosos. Todos eles são de uma beleza que o tempo só veio reforçar.

Pessoalmente tenho talvez uma dúzia de modelos todos diferentes, incluindo o tal Cauny Calendário até ao Cauny Apolon, Cauny Cadet, Cauny Major, com o seu inconfundível ponteiro vermelho, que marca os segundos, e o mais recente, um Cauny automático, ainda por estrear.

Por tudo isso, dos objectos pessoais que nos marcam, os relógios ocupam um lugar de destaque. Não tanto hoje, com toda a facilidade com que se adquire, mas principalmente num tempo já distante e com todas as dificuldades próprias a ponto de se considerar então um relógio como um objecto de luxo, estimado e de valor sentimental. Devido a essa memória, a Cauny será sempre uma marca nas referências da minha memória, como também, estou certo, de muitos rapazes e raparigas da minha geração.

Totobola - Guia do apostador 1973/1974

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