Avançar para o conteúdo principal

Chicles MAY - O chicle da juventude

chicles may_santa nostalgia

image

image

image

image

image

image

image

image

chicles may_cromo_santa nostalgia

Quem se recorda das famosas Chicles da May Portuguesa?
 
Hoje dizemos chicletes, mas no final dos anos 60 e princípios de 70, o termo era chicles ou mesmo pastilhas elásticas. Conforme se pode ver na imagem imediatamente acima a descrição até era a de "goma de mascar" e no inglês "chewing-gum".
As chicles da May eram de facto excelentes, pela sua elasticidade, sabor e, acima de tudo, o aroma inesquecível.

Para além do mais, as chicles da May tinham outra importante mais-valia, que eram as suas colecções de cromos de futebol, editadas pela Agência Portuguesa de Revistas. Sob a alçada da May, nesse período foram editados vários álbuns, com cromos de grande tamanho, tanto no formato de corpo inteiro como a meio-corpo. Para além do tema de futebol, a May também fez editar colecções com outros temas. Pessoalmente recordo-me da "Hippy" e "Os segredos do mar".

Tanto os cromos como os álbuns, actualmente são extremamente raros e valiosos, sendo, a par dos cromos de caramelos, um dos artigos mais procurados e desejados pelos coleccionistas.
Como não podia deixar de ser, nessa altura, fartei-me de coleccionar cromos da May e por arrasto, saborear as deliciosas chicles.

Com o tempo, e as suas vicissitudes, a maior parte dos cromos perdeu-se ou foi pasto de algumas fogueiras ateadas pela ira maternal. Naquele tempo era assim: Primeiro o trabalho, as obrigações e só depois a brincadeira e lazer. Mesmo assim guardo alguns exemplares e, acredite-se, ainda estão impregnados desse inconfundível aroma das chicles.

Que santa nostalgia!

Quanto à história da marca May, entre nós os dados são escassos para além das indicações de localização que habitualmente eram impressas no verso dos cromos. No caso, a localidade de Coina, associada a Lisboa, sendo que efectivamente Coina é uma freguesia do Barreiro, por isso na margem sul do Tejo.
Em todo o caso, a May Portuguesa S.A.R.L. terá sido uma filial da marca com origem em Espanha, concretamente no município de Astillero - Santander, que dos muitos produtos fabricados sob a marca "La Sara" que para além de produtos alimentares como bolachas, biscoitos e caramelos também começou a produzir  pelo início dos anos 1960 as populares chicles associadas a artigos coleccionáveis, como os cromos. O nome deve-se a Pierre May, industrial francês que terá estado relacionado a essa fábrica e que terá desenvolvido a fórmula dessas pastilhas de goma.

Na imagem abaixo a capa de uma das cadernetas de cromos com clubes de Espanha. Naturalmente que em Portugal, entre várias colecções, também existiu uma semelhante no grafismo da capa, como se verifica pela imagem abaixo  (apanhada por aí). Se dúvidas houvesse, esta comparação de capas serve como prova de que a May Portuguesa seria uma extensão da May de Espanha.




Comentários

  1. Olá, eu sou Inglês, para por favor, perdoe a minha língua (internet tradutor) . Elogios para escrever uma página fascinante, cheia de belas imagens. Eu coleciono cromos de futebol , como estes em MAY (e outros produtores como Palirex, Casings, etc.). Alguém sabe onde eu cna comprá-los ? Eu pago muito bem. Gostaria de pagar 20 euros cada cromo Britânico, 1960-1970. Obrigado e cumprimentos. Carlos.

    ResponderEliminar
  2. Good morning, I have May Equipment stickers, badges and flags, I have some churches to sell. Tell me what you are looking for. I send my email to contact. A hug, Carlos

    Email - carlosgoncalvescgo@gmail.com

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Os comentários estão sujeitos à prévia aprovação por parte do autor do blog.Comente em contexto e de forma respeitosa.

Mensagens Populares

Livrinho da Tabuada

Já aqui tinha falado da Tabuada , que tão diligentemente aprendíamos na escola primária. Pois bem, hoje dou a conhecer mais um dos livrinhos onde se aprendia a mesma Tabuada. Para além das tabuadas propriamente ditas (somar, diminuir, multiplicar e dividir), este livrinho incluía a numeração, números cardinais, numeração romana e ainda trazia noções sobre as diversas operações aritméticas, incluindo os números decimais, números fraccionários, noções de moeda, sistema métrico, medidas de comprimento, de capacidade, massa ou peso, superfície, agrárias, volumes e ainda equivalências.  Até mesmo medidas de lenha, como a Decaster, a Ester e Decister. Um pequeno grande livro onde estava toda a base de um bom aluno em aritmética. No meu tempo da escola primária, estas eram coisas que tinham que estar sempre na "ponta-da-língua". Será ainda assim actualmente?

Memórias revisitadas - Séries TV

Séries TV - Memórias por aqui publicadas: A abelha Maia AFamília Bellamy A família Boussardel - Les Boussardel A Flecha Negra - La Freccia Nera A hora de Alfred Hithcock A ilha da fantasia A Pedra Branca - Série TV A rapariga que sabia de mais Abbott and Costello Adeus Meus Quinze Anos – Série TV ALF – Uma coisa do outro mundo Allo! Allo! A Morgadinha dos Canaviais Ana e o Rei – Série TV Arthur and the Square Knights of the Round As aventuras de Flash Gordon As aventuras de Robin Hood As fábulas da floresta verde As Solteironas – Série TV As Trapalhadas de Robin dos Bosques – Série TV Automan – O Homem Automático Bana e Flapi Banacek Baretta Barbapapa – Uma família colorida e maleável Blackadder Bonanza Bozo, o palhaço mais famoso do mundo Calimero - É uma injustiça, não é? Candy Candy – Um vale de lágrimas Charlie's Angels - Os Anjos de Charlie Chefe, mas Pouco - Who´s the Boss Colditz Crime, disse ela...

Mapa administrativo de Portugal

Quem não se recorda dos antigos mapas de parede que existiam nas nossas escolas primárias, tanto o de Portugal como o dos arquipélagos da Madeira e Açores e ainda de todas as províncias ultramarinas, como Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Ango, Moçambique, Índia Portuguesa (Goa, Damão e Diu) e finalmente o longínquo Timor? Quanto de nós nessa altura não fomos chamados ao quadro para indicar cidades, capitais, províncias, rios, serras e caminhos de ferro? É certo que à conta de tanta disciplina e método, nessa altura aprendia-se mesmo, pelo que a História e Geografia tinham que estar na ponta da língua, ou seja, de cor-e-salteado, mas por vezes lá surgia a confusão: O rio Limpopo seria de Angola ou Moçambique? E o rio Cunene ? E o Kuanza ? Com esta santa nostalgia, hoje publico um desses mapas, o do Portugal Administrativo, retirado de um dos meus antigos livros escolares, com a indicação das províncias, as capitais de distrito, os rios, as serras e os caminhos d...