Hoje publico um simples desenho que rabisquei, já lá vão mais ou menos 25 anos. Foi depois de uma visita à bela cidade de Viseu. Junto ao rio Pavia e ao fundo as silhuetas da Sé Catedral e da Igreja da Misericórdia.
É verdade que o desenho tem pouca qualidade, um simples esboço feito a lápis de cor, de forma muito rápida, mas as memórias que invoca, essas são nostálgicas mas muito ricas. Há coisas que têm essa capacidade, esse condão de nos remeter para outros tempos e outras emoções. São chaves que abrem as portas do templo do tempo.
Já aqui tinha falado da Tabuada , que tão diligentemente aprendíamos na escola primária. Pois bem, hoje dou a conhecer mais um dos livrinhos onde se aprendia a mesma Tabuada. Para além das tabuadas propriamente ditas (somar, diminuir, multiplicar e dividir), este livrinho incluía a numeração, números cardinais, numeração romana e ainda trazia noções sobre as diversas operações aritméticas, incluindo os números decimais, números fraccionários, noções de moeda, sistema métrico, medidas de comprimento, de capacidade, massa ou peso, superfície, agrárias, volumes e ainda equivalências. Até mesmo medidas de lenha, como a Decaster, a Ester e Decister. Um pequeno grande livro onde estava toda a base de um bom aluno em aritmética. No meu tempo da escola primária, estas eram coisas que tinham que estar sempre na "ponta-da-língua". Será ainda assim actualmente?
O desenho pode não ter, para si, muita qualidade, mas que está delicioso está. É bom (re)lembrar o que se fez.
ResponderEliminarNão costumo guardar as coisas do passado. Mas talvez devesse. Ficaria para os outros me recordarem.
Parabéns pelo desenho. Eu gostei.