Voltamos a um tema muito saudoso de muitos dos nossos habituais visitantes, que é o das nostalgias das características roupas dos anos 60, nomeadamente os modelos de crianças, no caso aconselhados para o mês de Março, habitualmente o mês dos últimos frios e dos primeiros dias quentes, e com os dias já a cheirar a Primavera. Como sempre, como principal tónica, a simplicidade dos respectivos cortes.
Já aqui tinha falado da Tabuada , que tão diligentemente aprendíamos na escola primária. Pois bem, hoje dou a conhecer mais um dos livrinhos onde se aprendia a mesma Tabuada. Para além das tabuadas propriamente ditas (somar, diminuir, multiplicar e dividir), este livrinho incluía a numeração, números cardinais, numeração romana e ainda trazia noções sobre as diversas operações aritméticas, incluindo os números decimais, números fraccionários, noções de moeda, sistema métrico, medidas de comprimento, de capacidade, massa ou peso, superfície, agrárias, volumes e ainda equivalências. Até mesmo medidas de lenha, como a Decaster, a Ester e Decister. Um pequeno grande livro onde estava toda a base de um bom aluno em aritmética. No meu tempo da escola primária, estas eram coisas que tinham que estar sempre na "ponta-da-língua". Será ainda assim actualmente?
Ao olhar para estes figurinos, voltei à minha infância. Lembro-me de nos finais dos anos 60, o porte à porter ainda não estar vulgarizado. Comprávamos o tecido nos saldos, ou na feira.Íamos à costureira, onde ela tinha um monte de figurinos deste tipo.Escolhíamos um dos modelos, a modista tirava as medidas e depois voltávamos lá mais duas ou três vezes para se fazerem as provas. Normalmente, para quem era pobre como eu, estreávamos uma roupa no Natal, outra no aniversário, as quais serviriam depois para vestir ao Domingo, para levar à missa.Quando deixasse de servir passava para a irmã a seguir, ou então dava-se a quem precisasse mais do que nós. Não se deitava nada fora! Os sapatos,eram sempre adquiridos nos saldos e quando fechados eram comprados um ou dois números acima, colocava-se algodão na frente, para assim poderem acompanhar o crescimento do pé. Quando conto isto às minhas filhas riem-se, e dizem uma para a outra "e o drama se instala, aí vem mais uma história de ir às lágrimas". Mas nada disto me deixou qualquer marca negativa. Fui uma criança feliz, e gostava muito que os nossos jovens percebessem que não é a quantidade de coisas que se tem, mas sim a qualidade do relacionamento interpessoal que nos torna adultos conscientes, solidários e capazes de ajudar a criar uma sociedade, mais justa e feliz!
ResponderEliminarÉ verdade,nossa alegria ao ganhar as coisas novas era maior, mais intensa, pois nada vinha fácil....
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