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Salazar

 

Passam hoje 40 anos (27 de Julho de 1970) sobre a morte de António Oliveira Salazar, primeira figura do regime de ditadura que vigorou no nosso país até 25 de Abril de 1974.
Amado por uns e odiado por outros, teve, contudo, a virtude de estabilizar o país após o caos, guerra civil, anti-clericalismo e anarquia geral em que vegetava a jovem República de Afonso Costa e companhia , mas o apego ao poder num contexto de um regime fechado e repressivo, agravado pelo tumor da guerra do Ultramar, uma política de "orgulhosamente sós", contra os sinais sentidos pela sociedade e ignorando os apelos da comunidade internacional, foram os seus grandes pecados. Com a sua morte, precipitada dois anos antes, pelo famoso caso da queda da cadeira de lona no Forte de Santo António do Estoril, esperava-se uma nova oportunidade de democracia, com Marcello Caetano, seu sucessor, mas foi uma Primavera curta e o regime durou quase 7 anos mais.
Seja como for, quer se queira ou não, Salazar será sempre uma figura incontornável na História Portuguesa e apesar dos seus pecados, as suas virtudes ainda merecem a admiração e respeito de grande parte da nossa actual sociedade e talvez por isso foi o vencedor do Concurso "Os Grandes Portugueses", organizado pela RTP em 2007, merecendo quase metade do total das preferências de quem votou.


Quando criança, as memórias pessoais que tenho de Salazar, remontam aos livros escolares e ao seu retrato (que abaixo reproduzo) que, tal como o presidente da República de então (Américo Tomaz) figurava no meu livro de leitura da terceira classe.

 

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