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Dia Mundial do Doente

 

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Hoje é o Dia Mundial do Doente, instituído em 1992 pelo papa João Paulo II, e recordar algumas situações, como a recente, de uma idosa que morreu só e abandonada no seu apartamento, em Rinchoa - Sintra, sendo descoberta apenas 9 anos depois, e decorrente de um processo de penhora (a faceta implacável e materialista do Estado), e com a recusa sucessiva do próprio Tribunal em ordenar o arrombamento da porta, ante a necessidade lógica e óbvia de se tentar encontrar alguém desaparecido, só reforça a perda ou subversão de valores da nossa sociedade que de um modo geral despreza os fundamentais à vida e à sua preservação. Não fora alguma sociedade civil e algum voluntariado social, de modo especial ligado à Igreja, e os idosos deste país estariam ainda mais abandonados à doença, à solidão e ao desprezo, tanto pelo Estado como pelos próprios familiares.

Com um Estado em que se anuncia que já terá gasto 100 milhões de euros com abortos, depois da entrada em vigor da legalização, e que se permite relaxar políticas elementares de apoio aos idosos, incluindo cortes nas magras pensões, ou à natalidade, não deixa de ser dolorosamente sintomático do estado a que este pobre país chegou. Pode não haver um subsídio para mitigar as dificuldades da doença ou dinheiro para apoio de projectos de lares e centros de apoio e acolhimento, ou para um maior subsídio à maternidade e à promoção da vida, mas há seguramente para milhares de abortos, no geral fruto de condutas de promiscuidade, irresponsabilidade e muitas noitadas de copos de jovens e adolescentes.

Este Estado e este sociedade com estas contradições envergonham-nos.


Comentários

  1. enquanto isso aqui onde moro existe um pai que procura juntar 9 toneladas de tampinhas para uma cadeira especial para uma menina de 4 anos com uma grave doença , é assim a nossa "democracia".

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