Avançar para o conteúdo principal

Hoje como há 40 anos


O assunto do pedido de ajuda económica à Europa é tema que tem dominado a actualidade. Escusado será repetir aqui os contornos e as consequências, os quês e os porquês.
Todavia, tendo em conta a capa da revista "Gaiola Aberta", de 15 de Outubro de 1975, publicada pouco mais de um ano depois da revolução do 25 de Abril de 1974, não deixa de ser irónico que, decorridos quase quarenta anos após uma revolução que entre outros predicados pretendia acabar com o atraso do desenvolvimento relativamente aos demais países ocidentais, Portugal chega a esta ante-câmara da falência, após um percurso em que sempre gastou mais do que devia e podia, em que viveu sempre acima das reais possibilidades.

Ontem, há 40 anos, como hoje, Portugal continua na cauda da corrida e a precisar constantemente das tetas generosas da velha Europa, mas com a agravante de que, mal habituados a um bem-estar suportado por dinheiro que nunca tivemos, desde o Estado às famílias, as dificuldades e os sacrifícios são bem maiores do que aqueles que passamos no final dos anos 70 e princípios de 80. Então as famílias não estavam endividadas como agora nem o consumo e a sua dependência tinham os níveis actuais. A uma geração à rasca mas com um alto consumo de tecnologias, internet, televisão por cabo, automóvel, etc, e que mesmo em plena crise ainda teima em viver acima das possibilidades, os cortes e os sacrifícios que aí vêem vão causar verdadeiros estragos.
Nunca tanto como agora Portugal foi uma autêntica gaiola aberta, só que agora os passarões são em maior número e quando vemos estampados os indecorosos altos ordenados e reformas que auferem nas e das empresas públicas, ficamos a perceber um pouco dos motivos que nos trouxeram até aqui, até a este estado de pedintes.

gaiola aberta 15101975

- Sobre José Vilhena e a “Gaiola Aberta”

Comentários

Mensagens Populares

Livrinho da Tabuada

Já aqui tinha falado da Tabuada , que tão diligentemente aprendíamos na escola primária. Pois bem, hoje dou a conhecer mais um dos livrinhos onde se aprendia a mesma Tabuada. Para além das tabuadas propriamente ditas (somar, diminuir, multiplicar e dividir), este livrinho incluía a numeração, números cardinais, numeração romana e ainda trazia noções sobre as diversas operações aritméticas, incluindo os números decimais, números fraccionários, noções de moeda, sistema métrico, medidas de comprimento, de capacidade, massa ou peso, superfície, agrárias, volumes e ainda equivalências.  Até mesmo medidas de lenha, como a Decaster, a Ester e Decister. Um pequeno grande livro onde estava toda a base de um bom aluno em aritmética. No meu tempo da escola primária, estas eram coisas que tinham que estar sempre na "ponta-da-língua". Será ainda assim actualmente?

Memórias revisitadas - Séries TV

Séries TV - Memórias por aqui publicadas: A abelha Maia AFamília Bellamy A família Boussardel - Les Boussardel A Flecha Negra - La Freccia Nera A hora de Alfred Hithcock A ilha da fantasia A Pedra Branca - Série TV A rapariga que sabia de mais Abbott and Costello Adeus Meus Quinze Anos – Série TV ALF – Uma coisa do outro mundo Allo! Allo! A Morgadinha dos Canaviais Ana e o Rei – Série TV Arthur and the Square Knights of the Round As aventuras de Flash Gordon As aventuras de Robin Hood As fábulas da floresta verde As Solteironas – Série TV As Trapalhadas de Robin dos Bosques – Série TV Automan – O Homem Automático Bana e Flapi Banacek Baretta Barbapapa – Uma família colorida e maleável Blackadder Bonanza Bozo, o palhaço mais famoso do mundo Calimero - É uma injustiça, não é? Candy Candy – Um vale de lágrimas Charlie's Angels - Os Anjos de Charlie Chefe, mas Pouco - Who´s the Boss Colditz Crime, disse ela...

Mapa administrativo de Portugal

Quem não se recorda dos antigos mapas de parede que existiam nas nossas escolas primárias, tanto o de Portugal como o dos arquipélagos da Madeira e Açores e ainda de todas as províncias ultramarinas, como Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Ango, Moçambique, Índia Portuguesa (Goa, Damão e Diu) e finalmente o longínquo Timor? Quanto de nós nessa altura não fomos chamados ao quadro para indicar cidades, capitais, províncias, rios, serras e caminhos de ferro? É certo que à conta de tanta disciplina e método, nessa altura aprendia-se mesmo, pelo que a História e Geografia tinham que estar na ponta da língua, ou seja, de cor-e-salteado, mas por vezes lá surgia a confusão: O rio Limpopo seria de Angola ou Moçambique? E o rio Cunene ? E o Kuanza ? Com esta santa nostalgia, hoje publico um desses mapas, o do Portugal Administrativo, retirado de um dos meus antigos livros escolares, com a indicação das províncias, as capitais de distrito, os rios, as serras e os caminhos d...