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“Os Taras” e Montenegro - “O autocarro do amor”

 

taras_montenegro

Estávamos em 1969 e o grupo "Os Taras" e Montenegro, no qual se incluía o então desconhecido Quim Barreiros, gravou um EP com quatro temas (*)  do qual sobreviveu na memória colectiva o título "Autocarro do Amor", que ainda hoje esporadicamente assalta a memória da malta com idades acima dos 50 anos, então jovens e adolescentes e que, na rádio, nas romarias ou bailes de garagem ouviam com frequência esta simples canção mas de melodia que facilmente entrava no ouvido, ou não fosse o refrão baseado no inconfundível lá lá lá lá..
Uns anos mais tarde o cançonestista Jorge Ferreira trouxe o tema para o seu reportório, incluido no CD "Meu coração bate por ti".

Letra:

Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá, Lá lá lá lá lá lá lá lá lá

Num belo autocarro um dia entrei, e eu nele tudo estranhei
Dois empregados bem gentis, como nunca teve a carris
Que carro é este, perguntei, pois, que nunca assim eu viajei
É o autocarro do amor, logo respondeu o revisor

Refrão
Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá, Lá lá lá lá lá lá lá lá lá

Só entravam nele passageiros, jovens bem bonitos e solteiros
Logo a seguir noutra paragem, entrou uma moça na viagem
Olhando p’ra todos perguntou, que carro é este em que eu vou
É o autocarro do amor, logo respondeu o revisor

Refrão
Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá, Lá lá lá lá lá lá lá lá lá

Eu por ela então me apaixonei, e o meu amor lhe declarei
Quando a viagem terminou, e ela comigo se casou
Era o autocarro mais feliz, de quantos haviam na carris

Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá, Lá lá lá lá lá lá lá lá lá

 

(*) Sobre o formato dos discos de vinil [fonte: wikipédia]

Durante o seu apogeu, os discos de vinil foram produzidos sob diferentes formatos:

LP: abreviatura do inglês Long Play (conhecido na indústria como, Twelve inches--- ou, "12 polegadas" (em português) ). Disco com 31 cm de diâmetro que era tocado a 33 1/3 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 20 minutos por lado. O formato LP era utilizado, usualmente, para a comercialização de álbuns completos. Nota-se a diferença entre as primeiras gerações dos LP que foram gravadas a 78 RPM (rotações por minuto).
EP: abreviatura do inglês Extended Play. Disco com 25 cm de diâmetro (10 polegadas), que era tocado, normalmente, a 45 RPM. A sua capacidade normal era de cerca de 8 minutos por lado. O EP normalmente continha em torno de quatro faixas.
Single ou compacto simples: abreviatura do inglês Single Play (também conhecido como, seven inches---ou, "7 polegadas" (em português) ); ou como compacto simples. Disco com 17 cm de diâmetro, tocado usualmente a 45 RPM (no Brasil, a 33 1/3 RPM). A sua capacidade normal rondava os 4 minutos por lado. O single era geralmente empregado para a difusão das músicas de trabalho de um álbum completo a ser posteriormente lançado .
Máxi: abreviatura do inglês Maxi Single. Disco com 31 cm de diâmetro e que era tocado a 45 RPM. A sua capacidade era de cerca de 12 minutos por lado.

Comentários

  1. Faleceu ontem,Domingo (dia 15/11) um dos elementos desse grupo, o baterista e empresário Nelo Vieira

    ResponderEliminar
  2. Aproveito p/ fazer uma rectificação ao escrito acima qt aos elementos k faziam parte do grupo, c/ um comentário de outro elemento do msm, num outro blog, Obg
    "Humberto Montenegro · há 9 semanas
    Boa tarde! o meu nome é Montenegro e faço parte do disco acima referido isto é "os Taras e Montenegro" e autor/compositor de "O Autocarro do Amor" inscrito na SPA. Venho fazer uma rectificação na biografia apresentada no vosso blog. Os elementos que compunham o conjunto os Taras e Montenegro e que gravaram o disco para a Orfeu de Arnaldo Trindade no Porto eram os seguintes: Montenegro (vocalista), Nelo Vieira (baterista), Fernando Araújo (viola baixo), Alberto Borges (guitarra) e Kim Cardoso (organista). Foram estes os músicos que pertenciam ao conjunto em 1968/1969. o conjunto foi fundado em 1967 com mais alguns elementos como por exemplo, Nelson Vilas-Boas (guitarra solo), e o Vitó (viola acompanhamento), que só não continuaram no grupo porque foram para África no serviço militar. O meu colega Quim Barreiros nunca pertenceu na época aos "Taras e Montenegro". Eu fui preso pala PIDE, na fronteira de Valença do Minho quando o conjunto regressava a Portugal depois de um contrato em Pontevedra, Espanha. Fugi da prisão em Março de 1970 para França, onde residi até 1976. Ainda fiz mais um disco EP a solo para a Orfeu em 1976 com o título Senhora da Hora, Mira Mirita, O Tic Tac do Relógio, Luanda "como te posso esquecer". Trabalhei solo até 2012. Muito obrigado. Gostaria que fosse rectificada a biografia do Conjunto Os Taras e Montenegro."

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