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10/09/2009

O coelhinho branco – Livro de leitura da segunda classe

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Hoje damos à estampa uma das belas histórias que povoavam o livro de leitura da segunda classe. É a lição de “O coelhinho branco”, ilustrada pela Maria Keil.
É a história de um coelhinho branco que regressando a casa a vê ocupada pela malvada cabra cabrês. Uma vez que a mesma se recusa a saír dali, o coelhinho vai pedir ajuda a vários amigos animais mas todos eles se mostram medrosos para com a cabra cabrês. Apenas consegue a ajuda da pequena formiga rabiga que, improvavelmente, aceita o desafio de expulsar a cabra cabrês.

Esta era uma das lições que agradavam e durante muito tempo foi sabida de cor-e-salteado. Como muitas outras, estas lições escolares estavam profusamente ilustradas o que despertava o fascínio e imaginação das crianças. À custa dessas fantásticas ilustrações dos meus livros da escola primária, aprendi a desenhar e hoje consideram-me com algum jeito para o mesmo o que por vezes se torna útil na ilustração de alguns artigos.

Ainda hoje a ilustração continua a ser parte fundamental dos livros infantis, nomeadamente os livros dos primeiros anos de escolaridade.  Noutros tempos, os livros foram ilustrados por grandes mestres, como António Carneiro, Raquel Roque Gameiro, Laura Costa, Emmerico, Maria Keil, Luis Filipe de Abreu, Eugénio Silva, Zé Manel, etc.

Todavia, as tendências e estilos da moderna ilustração têm caminhado num sentido de excessiva deturpação  da figura humana e mesmo do mundo animal, pelo que por vezes não passam de autênticas aberrações, autênticos marcianos. É certo que o mundo das crianças ainda está envolto em imaginação e fantasia e a ilustração procura reflectir esse imaginário, mas considero que a deturpação exagerada não favorece a sua leitura e interpretação. Penso, assim, que existe ilustração infantil mas apenas acessível a adultos. No entanto, entre algumas aberrações e estilos demasiado rígidos, actualmente existem muitos e bons ilustradores portugueses.

6/06/2009

Provérbios, rifões ou ditados populares - 1

 

Fazem parte da minha memória desde criança, os provérbios, ditados ou rifões populares. Cada um deles, na sua simplicidade, carrega importantes ensinamentos adquiridos por gerações com base na experiência de um quotidiano quase sempre ligado à vida do campo. Um provérbio dito no contexto certo diz mais que muitos considerandos.

Vou deixar por aqui, às prestações, alguns muito característicos da minha terra. Naturalmente, alguns serão também comuns a outras regiões, com maior ou menor aproximação, quer na construção quer no significado, que, creio, será perceptível à maioria dos meus leitores.

 

burro com livros burro carregado de livros burro doutor santa nostalgia

- Um burro carregado de livros é doutor.

- A pensar morreu um burro.

- Porque um burro dá um coice, não se lhe há-de cortar a perna.

- Quem não pode aluga um burro.

- Uma sardinha ao longe carrega um burro.

- Abundante a chuva, gorda a uva.

- A gado que roe nunca faltaram farrapos.

- À custa dos tolos riem-se os assisados.

- Alegrai-vos tripas, que aí vai vinho!

- Antes ser martelo que bigorna.

- A lã nunca pesou ao carneiro.

- A fome é sombra da miséria.

- Barriga vazia nem força nem ideia.

- Barriga vazia não padece de azia.

- Bem se canta na Sé, mas é quem é.

- Bem fala o são ao doente.

- Bem fala Frei Tomás. Olhai p´ró que ele diz e não p´ró que faz.

- Com cunhas é que se racham pedras.

- Deus é bom e o diabo não é mau.

- Depois que foge o coelho todos dão bom conselho.

- Deus dá o pão mas não amassa a farinha.

- Devagar que tenho pressa.

- Duas mós ásperas não fazem farinha.

- Enquanto o pau vai e vem folgam as costas.

- Falai no Mendes, à porta o tendes.

- Gente nova e burros velhos botam o mundo a perder.

- Macaco velho não põe pé em galho seco.

- Graças a Deus muitas, graças com Deus, poucas.

- Grilo cantador sinal de calor.

- Mulheres, mulas e muletas, tudo se escreve com as mesmas letras.

- Nem sempre galinha e nem sempre sardinha.

- Melro que pia o poiso denuncia.

- Nunca faltou casa ao vivo e cova ao morto.

- O sino chama para a missa mas não vai a ela.

- O que é doce nunca amargou.

- Pai galego, filho fidalgo, neto ladrão.

- Pelo sim pelo não, levar o chapéu na mão.

- Por falta de um alho não se há-de perder o molho.

- Onde vires o corpo bota carga.

- Quem engorda os bóis são os olhos do dono.

- Quando a raposa anda aos grilos, mal da mãe pior dos filhos.

- Quem cabritos vende e cabras não tem, dalgures lhe vem.

- O que tem telha é telhado e quem tem telha é telhudo.

- Vaca magra dá leite de cabra.

 

*****SN*****

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