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9/21/2017

Margarina Serrana

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Cartaz publicitário à margarina Serrana – 1968 (clicar na imagem para ampliar)

Quando falamos de margarina, salta-nos à memória a marca “Vaqueiro” e também a “Planta”, esta nos anos 60 anunciada como "gordura para pessoas de bom gosto". Pelas mensagens e pelo tipo de publicidade gráfica e mesmo televisiva, pretendia-se obviamente conotar este produto com uma classe sofisticada, média alta, de gostos requintados. A verdade é que à força de uma publicidade intensiva e reiterada ao longo das últimas décadas, a “Planta” conquistou a sua fama e ainda hoje é reconhecida como uma popular e respeitável marca e produto.
Quanto à “Serrana”, parece que ainda se fabrica e comercializa embora já por outra empresa por força das mudanças empresariais.
Sabe-se que a margarina “Serrana” foi registada no longínquo ano de 1929 pela então Sociedade de Alimentação, esta com origens no Porto. Quase quarenta anos depois, em 1966 a marca passou para a propriedade da CSM Iberia, S.A., no presente CSM Portugal. De resto esta mesma empresa registou uma marca que também foi sendo falada mas sem atingir a popularidade da sua "irmã". Trata-se da marca "Chefe", registada em 1956 e que também ainda se fabrica. Já em 2002 a CSM Portugal adquire a FIMA, uma fabricante de óleos e produtos alimentares e muda o seu nome para BakeMark Portugal S.A.
A Serrana, com a sua publicidade (abaixo) centrada numa jovem, fresca e airosa, com trajes campestres, procura obviamente transmitir uma imagem associada ao campo, à natureza e às coisas frescas e saudáveis. Teria mesmo estes atributos a margarina?

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10/16/2016

Biskin–Doiradinhos da FIMA

 

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Cartaz publicitário de 1967 aos doiradinhos Biskin, comercializados pela FIMA – Fábrica Imperial de Margarina, L.da.

A FIMA - Fábrica Imperial de Margarina, L.da foi inaugurada pela empresa Jerónimo Martins em 1944. iniciando-se assim na componente de fabricação, numa  altura em que estava no seu auge a II Guerra Mundial. Nessa instalação, para além de óleo alimentar, passou a ser produzida a emblemática margarina Vaqueiro, então com o nome "Cowerd-Vaqueiro". Todavia, o registo da marca foi feito anos antes pela Jerónimo Martins & Filho, em 1926, pelo que se tratava de uma marca e produto importado.

A Jerónimo Martins e o actual grupo com o mesmo nome, que entre outros negócios detém a cadeia de distribuição Pingo Doce, tem origens como loja de venda de mercearias e outros artigos para uso doméstico, na baixa lisboeta, no Chiado, no distante ano de 1792. Jerónymo Martins era um emigrante galego.

Em 1881 com a morte do filho João António Martins e à falta de sucessores, a empresa foi retomada pelos funcionários que mantiveram a mesma designação comercial. A empresa deu outras voltas até à entrada em cena nos anos 20 do século XX, de Elysio Pereira do Vale e seu sócio Francisco Manuel dos Santos, avô do actual empresário Alexandre Soares dos Santos, proprietários dos Grandes Armazéns Reunidos, do Porto  que tomam conta da empresa lisboeta para dar lugar à empresa com denominação “Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho, L.da” continuando o seu crescimento e internacionalização que teve um notório incremento com a sua parceria, a partir de 1949  com o grande grupo anglo-holandês Unilever.

Ainda em relação à FIMA, em Janeiro de 2007, a própria FIMA, a Lever e a Iglo-Olá são fundidas numa só companhia, a Unilever Jerónimo Martins, Lda., com fábricas em Sacavém e Santa Iria de Azóia.

7/17/2013

Margarina Apetite – Apetite mais saboroso

 

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Cartaz publicitário à margarina APETITE, do princípio dos anos 80. Utilizada e recomenda pela chefe D. Maria Assunção.

Não consegui obter referências sobre esta marca pelo que, desconhecendo se ainda existe (não me recordo de a ver à venda)  poderá ter sido apenas uma efêmera concorrente da conhecida margarina Vaqueiro, essa sim, popular e com história.

3/01/2010

Margarina Planta

 

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Série de três cartazes publicitários à margarina Planta, publicados em 1966 e 1967 e um vídeo no Youtube a condizer.

Para os cozinhados, as donas-de-casa preferiam a margarina Vaqueiro, mas para barrar o pão, logo pela manhã ou como lanche vespertino, a Planta era de facto a gordura preferida.

O paladar da Planta era assim apregoado como “para pessoas de bom gosto”. Era considerada “a mais saborosa”, “a mais pura” e “a mais fresca”.

Podia ser tudo isso, mas na verdade nunca fui grande apreciador destas gorduras. Quando muito, preferia uma semelhante, mas que considerava mais apetitosa, a Alpina; Mesmo hoje, raramente como Planta, e apenas ao pequeno almoço quando durmo fora, barrando o pão com aquelas pequeninas embalagens individuais, quase sempre misturadas com comptas e pattés.

Nos meus tempos de criança e adolescente preferia os clássicos cremes de chocolate, como a Tulicreme.

Seja como for, a Planta tem o mérito de ser uma clássica marca e um clássico produto que chegou aos nossos dias com a mesma popularidade.

8/25/2008

Publicidade nostálgica - Margarina Vaqueiro

 

vaqueiro sonhos de bacalhau santa nostalgia 

Margarina Vaqueiro. Uma marca mais velha do que as nossas memórias, mas sempre omnipresente nas despensas das nossas cozinhas, nos nossos cozinhados e até nos nossos lanches. Como qualquer dona-de-casa portuguesa, a minha mãe desde sempre usou esta margarina, que ainda continua como uma forte referência e produto de qualidade nos lares portugueses.

A margarina Vaqueiro foi lançada no mercado no final do já longínquo ano de 1926, pela empresa Jerónimo Martins & Filho, a partir da manteiga importada com origem na Holanda, a Cowherd Vaqueiro.

Um dos aspectos interessantes deste produto é que as donas de casa podiam solicitar receitas culinárias, com Vaqueiro como ingrediente, ao Instituto Culinário da Margarina Vaqueiro, em Lisboa, um nome pomposo mas, pelos vistos, generoso.

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