Cartaz publicitário à margarina Vaqueiro - 1932
Cartaz publicitário de 1967 aos doiradinhos Biskin, comercializados pela FIMA – Fábrica Imperial de Margarina, L.da.
A FIMA - Fábrica Imperial de Margarina, L.da foi inaugurada pela empresa Jerónimo Martins em 1944. iniciando-se assim na componente de fabricação, numa altura em que estava no seu auge a II Guerra Mundial. Nessa instalação, para além de óleo alimentar, passou a ser produzida a emblemática margarina Vaqueiro, então com o nome "Cowerd-Vaqueiro". Todavia, o registo da marca foi feito anos antes pela Jerónimo Martins & Filho, em 1926, pelo que se tratava de uma marca e produto importado.
A Jerónimo Martins e o actual grupo com o mesmo nome, que entre outros negócios detém a cadeia de distribuição Pingo Doce, tem origens como loja de venda de mercearias e outros artigos para uso doméstico, na baixa lisboeta, no Chiado, no distante ano de 1792. Jerónymo Martins era um emigrante galego.
Em 1881 com a morte do filho João António Martins e à falta de sucessores, a empresa foi retomada pelos funcionários que mantiveram a mesma designação comercial. A empresa deu outras voltas até à entrada em cena nos anos 20 do século XX, de Elysio Pereira do Vale e seu sócio Francisco Manuel dos Santos, avô do actual empresário Alexandre Soares dos Santos, proprietários dos Grandes Armazéns Reunidos, do Porto que tomam conta da empresa lisboeta para dar lugar à empresa com denominação “Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho, L.da” continuando o seu crescimento e internacionalização que teve um notório incremento com a sua parceria, a partir de 1949 com o grande grupo anglo-holandês Unilever.
Ainda em relação à FIMA, em Janeiro de 2007, a própria FIMA, a Lever e a Iglo-Olá são fundidas numa só companhia, a Unilever Jerónimo Martins, Lda., com fábricas em Sacavém e Santa Iria de Azóia.
Cartaz publicitário à margarina APETITE, do princípio dos anos 80. Utilizada e recomenda pela chefe D. Maria Assunção.
Não consegui obter referências sobre esta marca pelo que, desconhecendo se ainda existe (não me recordo de a ver à venda) poderá ter sido apenas uma efêmera concorrente da conhecida margarina Vaqueiro, essa sim, popular e com história.
Série de três cartazes publicitários à margarina Planta, publicados em 1966 e 1967 e um vídeo no Youtube a condizer.
Para os cozinhados, as donas-de-casa preferiam a margarina Vaqueiro, mas para barrar o pão, logo pela manhã ou como lanche vespertino, a Planta era de facto a gordura preferida.
O paladar da Planta era assim apregoado como “para pessoas de bom gosto”. Era considerada “a mais saborosa”, “a mais pura” e “a mais fresca”.
Podia ser tudo isso, mas na verdade nunca fui grande apreciador destas gorduras. Quando muito, preferia uma semelhante, mas que considerava mais apetitosa, a Alpina; Mesmo hoje, raramente como Planta, e apenas ao pequeno almoço quando durmo fora, barrando o pão com aquelas pequeninas embalagens individuais, quase sempre misturadas com comptas e pattés.
Nos meus tempos de criança e adolescente preferia os clássicos cremes de chocolate, como a Tulicreme.
Seja como for, a Planta tem o mérito de ser uma clássica marca e um clássico produto que chegou aos nossos dias com a mesma popularidade.
Margarina Vaqueiro. Uma marca mais velha do que as nossas memórias, mas sempre omnipresente nas despensas das nossas cozinhas, nos nossos cozinhados e até nos nossos lanches. Como qualquer dona-de-casa portuguesa, a minha mãe desde sempre usou esta margarina, que ainda continua como uma forte referência e produto de qualidade nos lares portugueses.
A margarina Vaqueiro foi lançada no mercado no final do já longínquo ano de 1926, pela empresa Jerónimo Martins & Filho, a partir da manteiga importada com origem na Holanda, a Cowherd Vaqueiro.
Um dos aspectos interessantes deste produto é que as donas de casa podiam solicitar receitas culinárias, com Vaqueiro como ingrediente, ao Instituto Culinário da Margarina Vaqueiro, em Lisboa, um nome pomposo mas, pelos vistos, generoso.
Cartaz da Frente Popular Socialista - Julho de 1975 Frente Socialista Popular (FSP) foi um partido político português criado em 1974, her...