12/13/2008

O Natal nos catecismos - I

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Do catecismo "Quem sóis Vós, Senhor?", do qual já aqui falamos, dentro do ambiente e espírito natalícios, reproduzimos hoje as ilustrações relativas à quadra.
Principia com a aparição do Anjo Gabriel a Maria, transmitindo-lhe o desígnio de vir a ser a Mãe do Salvador;

Depois a visita de Maria a sua prima Isabel, que viria a ser mãe de João Baptista, seguindo-se o nascimento de Jesus, num pobre estábulo da cidade de Belém, o anúncio do nascimento pelo anjo aos pastores da região e finalmente a adoração a Jesus pelos reis Magos, reconhecendo naquela criança a divindade do tão esperado Messias.
Quem se recorda destas deliciosas ilustrações?


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12/11/2008

Cromos de caramelos - Os apetecidos brindes

 

Há dias publiquei aqui um post sobre os famosos brindes distribuídos com as colecções de cromos de caramelos, os sempre apatecidos brinquedos, incluindo a alegria da rapaziada, as bolas de borracha.
Hoje dou à estampa mais algumas imagens desses brindes, desses simples mas nostálgicos brinquedos a que poucos podiam chegar. Por conseguinte, para além da paixão pelos cromos da bola e seus ídolos, a compra dos cromos de caramelos era um expediente para se sonhar em possuir um dos brinquedos expostos na mercearia ou quiosque da aldeia.


Bons tempos.

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12/04/2008

Quase Natal

 Natal - Santa Nostalgia

Por tradição, 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, é a data a partir da qual o ambiente da Natal entre na minha família e creio que na de muitos portugueses.
Eu sei que o natal consumista entre cada vez mais cedo em nossas casas e não tarda que isso aconteça ainda em pleno Verão, mas tradição é tradição e só a partir desse dia é que é montado o presépio e, por conseguinte, principia a contagem decrescente para o tão esperado dia, sempre num ambiente e espírito natalícios.

Sou de uma família católica, por isso é natural que o Natal tenha ainda o verdadeiro significado de uma festa cristã, onde a figura principal é o Menino Jesus, bem como toda a mensagem humana a ele subjacente.

É extremamente difícil alhearmo-nos dele, mas o natal consumista e comercial, regra geral, não é bem-vindo. O pai natal é assim uma figura menor, por ser uma figura ridícula e ridicularizada, aproveitada indecentemente por tudo quanto é comércio.

Dentro do verdadeiro espírito de Natal, o cristão e não o comercial ou pagão, durante este mês de Dezembro e até ao Dia de Reis (6 de Janeiro) faremos por publicar aqui memórias e nostalgias relacionadas com a festividade, com a quadra.

Hoje principiámos com uma série de postais de Natal,  pintados pela mão da talentosa Laura Costa, para uma edição dos CTT, em 1942, repletos de ternura e que nos reportam a um tempo de meninice, já passado mas que ainda vive nas nossas memórias e na nossa alma.

Natal - Santa Nostalgia 

12/03/2008

Sardinhas salgadas

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Quem não gosta de sardinhas? Assadas, cozidas, fritas ou de conserva em óleo ou tomatada, creio que quase toda a gente gosta.
Hoje em dia a sardinha é quase um alimento de luxo, pelo alto preço a que é vendida. Então em época das festas populares, nomeadamente pelo S. João, o preço é deveras exorbitante, mesmo com o abastecimento da sardinha espanhola (que dizem de inferior qualidade relativamente à pescada na nossa costa).

Neste contexto, guardo algumas memórias e recordações à volta das sardinhas e da sua importância na alimentação das pessoas.

Noutros tempos, noutras épocas, a sardinha era o bife dos pobres, principalmente do povo da aldeia, dos lavradores.
Duas batatas cozidas, um monte de couves e uma sardinha assada ou cozida, era um prato muito generalizado, mas mesmo assim com algum requinte, pois mesmo a um preço acessível, nessa altura (anos 60 e 70), a sua compra frequente não estava ao alcance da maioria do povo. Recordo-me perfeitamente do tempo em que uma sardinha era dividida por dois ou três irmãos.

Lembro-me da visita do peixeiro à aldeia, duas ou três vezes por semana, numa camioneta de caixa aberta. Logo que o tempo se aprontava frio, portanto no final do Outono e Inverno, algumas famílias com mais bocas para alimentar, compravam uma caixa completa de sardinhas, que depois salgavam. Com este tipo de conservação tradicional, herdada já dos tempos dos romanos, a caixa, bem administrada, durava umas valentes semanas do Inverno, pois nessa altura do ano era muito difícil a venda da sardinha, devido ao estado do mar mas também por não ser tão gostosa. A este respeito, o povo diz que a sardinha é boa nos meses sem R (portanto Maio, Junho, Julho e Agosto). Depois perde qualidades. Nesta, como noutras coisas, é certa a sabedoria popular.

Hoje em dia a sardinha é consumida habitualmente fresca e quando importa conservar é congelada. Já ninguém salga sardinhas e mesmo que o fizessem as mesmas ficariam intragáveis e rançosas. No entanto, nessa altura as sardinhas conservavam-se com boa qualidade e sempre deliciosas, mesmo depois de salgadas por várias semanas. Para além do mais, não havia outra alternativa à sua conservação pois arcas congeladoras era equipamento que ninguém tinha.
Agora que o frio tem apertado, soube bem recordar as sardinhas salgadas no meu tempo de criança. Ainda lhes sinto o sabor e adivinho-as a fumegar num prato de batatas com couves.

12/01/2008

Académica de Coimbra - Anos 70

 

santa nostalgia academica de coimbra

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Equipa de futebol da Académica de Coimbra - Época 70/71.

Neste excelente plantel dos "estudantes", cujo treinador era o já desaparecido Júlio Cernadas (Juca), sem fazer qualquer pesquisa, se a memória visual me não atraiçoa, consigo reconhecer os seguintes jogadores: Em cima da esquerda para a direita: Rui Rodrigues, Artur, ?, Gervásio, Feliz e Melo. Em baixo da esquerda para a direita: ?, ?, ?, Vitor Gomes, ?.

Alguém nos consegue confirmar a correcta e completa composição?

Rui Rodrigues (1º em cima da esquerda para a direita), um excelente defesa-central, jogaria de seguida pelo Benfica e depois pelo Vitória de Guimarães. Artur, o "ruço", um óptimo defesa-direito, também jogou posteriormente no Benfica e depois no Sporting. Em baixo, ao meio, parece ser o Toni, mas não, pois embora sendo da Académica, já havia sido contratado pelo Benfica, em 68.

Como curiosidade, o terceiro jogador em cima, da esquerda para a direita, embora mais alto, tem parecenças com Rui Costa, o maestro, mas não. Nesse época ainda não era nascido, porque apenas em 29 de Março de 1972.

A Académica de Coimbra, pelo seu estatuto de equipa de estudantes, sempre foi muito acarinhada pelos adeptos do futebol em geral, de norte a sul do país, pelo que é natural que, depois de um dos três grandes clubes nacionais (Benfica, Sporting e Porto), a Académica seja um dos clubes preferidos de muitos portugueses.

Classificações da "Briosa" nos anos 70:

69/70: 10º lugar num campeonato de 14 equipas. Sporting, campeão;

70/71: 5º lugar num campeonato de 14 equipas. Benfica, campeão;

71/72: 15º lugar num campeonato de 16 equipas. Desceu de divisão. Benfica, campeão.

72/73 - Militou no Campeonato Nacional da II Divisão. Curiosamente, nesta época jogou na I Divisão o rival da cidade, o U. de Coimbra, que, contudo, desceria de divisão no final da época.

73/74: Regressa à I Divisão e obtém o 10º lugar num campeonato de 16 equipas, ganho pelo Sporting;

74/75: Nesta época a equipa muda de nome, de Associação Académica de Coimbra para Clube Académico de Coimbra, designação que manteria até 80/81, voltando nessa época à anterior designação. Nesta época de 74/75 obtém o 14º lugar num campeonato de 16 equipas, ganho pelo Benfica;

75/76: 11º lugar num campeonato de 16 equipas, vencido pelo Benfica;

76/77: 5º lugar num campeonato de 16 equipas, vencido pelo Benfica;

77/78: 8º lugar num campeonato de 16 equipas, vencido pelo FC Porto;

78/79: 15º lugar num campeonato de 16 equipas, vencido pelo FC Porto. Descida à II Divisão; Regrassaria na época 80/81, onde ficou em último lugar voltando a descer de divisão. Regressaria depois em 84/85.

Para terminar esta memória sobre a Académica dos anos 70, de referir que este clube é conhecido por outros vários nomes: estudantes, briosa e pardalitos do choupal.

 

11/27/2008

Caderno Escolar - Redacção e Gramática - 3ª classe - Prof. António Branco

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Caderno Escolar - Redacção e Gramática - 3ª classe

Autor: Prof. António Branco

Porto EDitora, L.da

(agradecimento: Prof. Albano Chaves, filho)

11/26/2008

Ritchie - Menina Veneno

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Estávamos no ano de 1983 quando foi lançada a música "Menina Veneno", interpretada pelo inglês (Richard David Court) radicado no Brasil, de nome artístico Ritchie
 
A música pegou de estaca e depressa se tornou num êxito tanto no Brasil quanto cá em Portugal.
No Brasil, nesse ano, foi o tema que mais passou na rádio. Por cá não deve ter andado longe do pódio. 
 
Recordo muito bem esse tempo e o tema a passar em tudo quanto era rádio. Nas discotecas da altura era tema obrigatório e em alguns dos meus namoricos da época estão associados à "Menina Veneno". Como não podia deixar de ser, mandei gravar a faixa numa cassete das melhores, a BASF Chrome Extra II 9. Ainda deve andar por alguma das velhas gavetas. Durante algum tempo, "Menina Veneno"  foi um tema que frequentemente interpretava com o meu violão.

"Menina Veneno" foi escrita em parceria com Bernardo Vilhena e fazia parte do álbum "Voo do Coração", com a etiqueta da Sony.
A música de facto teve muito êxito e ao longo dos tempos já conheceu diversas versões interpretadas por reputados artistas, nomeadamente a Rita Lee.

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Foi numa cassete como esta que gravei o êxito do Ritchie, "Menina Veneno", que mandei gravar numa loja de discos da minha zona.

Sobre Ritchie, pode visitar a sua página, onde são dados a conhecer alguns pormenores da sua biografia, carreira e discografia.
Aqui fica a letra da famosa música dos anos 80:

Menina Veneno

Ouço passos na escada
Vejo a porta abrir
Um abajur cor de carne
Um lençol azul
Cortinas de seda
O seu corpo nu

Menina Veneno
O mundo é pequeno demais pra nós dois
Em toda cama que eu durmo
Só dá você, só dá você,
Só dá você, (yeah, yeah, yeah, yeah)
Seus olhos verdes no espelho
Brilham para mim
Seu corpo inteiro é um prazer
Do principio ao sim
Sozinho no meu quarto
Eu acordo sem você
Fico falando pras paredes
Até anoitecer

Menina Veneno
Você tem um jeito sereno de ser
E toda noite no meu quarto
Vem me entorpecer, me entorpecer
Me entorpecer, (yeah, yeah, yeah, yeah)
Meia-noite no meu quarto
Ela vai surgir
Eu ouço passos na escada
Vejo a porta abrir
Você vem não sei de onde
Eu sei vem me amar
Eu nem sei qual o seu nome
Mas nem preciso chamar

11/24/2008

Sabonete LUX - Ursula Andress

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Já tivemos oportunidade de trazer à memória o famoso sabonete LUX, o tal usado por 9 em cada 10 estrelas.
Pois bem, a suiça Ursula Andress, recordada, entre outros atributos, pela sua participação como Bond Girl no filme Dr. No, de 1962, também foi uma das estrelas de cinema que deu a linda cara à publicidade do sabonete LUX.


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11/19/2008

Brindes dos cromos de caramelos

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Hoje trago à memória os famosos brindes que eram oferecidos pelos cromos de caramelos. Para além do próprio invólucro, que era o cromo, e que alimentava as nossas colecções, compostas pelos nossos ídolos, através de senhas eram oferecidos diversos outros brindes, habitualmente na forma de brinquedos, incluindo as tão desejadas bolas de borracha.Como se compreenderá, os brinquedos nessa altura eram relativamente caros e não estavam ao alcance de qualquer carteira, pelo que os brindes dos cromos de caramelos eram assim uma oportunidade rara de se poder aceder a um brinquedo. 
 
O famoso cromo carimbado, uma autêntica raridade, habitualmente dava direito a uma bola maior e de melhor qualidade, por vezes de cautchu, que depois servia para renhidos jogos de futebol entre a rapaziado no largo da aldeia.
É verdade que hoje a paixão pelos cromos continua, mas tudo é diferente. Compram-se as saquetas, mas para além dos cromos em si, nem rebuçado, nem brinde...nem deslumbramento.

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Numa próxima oportunidade publicaremos outra sequência de imagens desses saudosos brindes dos cromos de caramelos, hoje autênticas raridades e outrora a delícia da rapaziada.

11/13/2008

Chicles MAY - O chicle da juventude

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Quem se recorda das famosas Chicles da May Portuguesa?
 
Hoje dizemos chicletes, mas no final dos anos 60 e princípios de 70, o termo era chicles ou mesmo pastilhas elásticas. Conforme se pode ver na imagem imediatamente acima a descrição até era a de "goma de mascar" e no inglês "chewing-gum".
As chicles da May eram de facto excelentes, pela sua elasticidade, sabor e, acima de tudo, o aroma inesquecível.

Para além do mais, as chicles da May tinham outra importante mais-valia, que eram as suas colecções de cromos de futebol, editadas pela Agência Portuguesa de Revistas. Sob a alçada da May, nesse período foram editados vários álbuns, com cromos de grande tamanho, tanto no formato de corpo inteiro como a meio-corpo. Para além do tema de futebol, a May também fez editar colecções com outros temas. Pessoalmente recordo-me da "Hippy" e "Os segredos do mar".

Tanto os cromos como os álbuns, actualmente são extremamente raros e valiosos, sendo, a par dos cromos de caramelos, um dos artigos mais procurados e desejados pelos coleccionistas.
Como não podia deixar de ser, nessa altura, fartei-me de coleccionar cromos da May e por arrasto, saborear as deliciosas chicles.

Com o tempo, e as suas vicissitudes, a maior parte dos cromos perdeu-se ou foi pasto de algumas fogueiras ateadas pela ira maternal. Naquele tempo era assim: Primeiro o trabalho, as obrigações e só depois a brincadeira e lazer. Mesmo assim guardo alguns exemplares e, acredite-se, ainda estão impregnados desse inconfundível aroma das chicles.

Que santa nostalgia!

Quanto à história da marca May, entre nós os dados são escassos para além das indicações de localização que habitualmente eram impressas no verso dos cromos. No caso, a localidade de Coina, associada a Lisboa, sendo que efectivamente Coina é uma freguesia do Barreiro, por isso na margem sul do Tejo.
Em todo o caso, a May Portuguesa S.A.R.L. terá sido uma filial da marca com origem em Espanha, concretamente no município de Astillero - Santander, que dos muitos produtos fabricados sob a marca "La Sara" que para além de produtos alimentares como bolachas, biscoitos e caramelos também começou a produzir  pelo início dos anos 1960 as populares chicles associadas a artigos coleccionáveis, como os cromos. O nome deve-se a Pierre May, industrial francês que terá estado relacionado a essa fábrica e que terá desenvolvido a fórmula dessas pastilhas de goma.

Na imagem abaixo a capa de uma das cadernetas de cromos com clubes de Espanha. Naturalmente que em Portugal, entre várias colecções, também existiu uma semelhante no grafismo da capa, como se verifica pela imagem abaixo  (apanhada por aí). Se dúvidas houvesse, esta comparação de capas serve como prova de que a May Portuguesa seria uma extensão da May de Espanha.




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