9/29/2009

Mafalda – 45 anos


mafalda 45 anos santa nostalgia

Mafalda, a personagem de Banda Desenhada que nasceu da criatividade do artista argentino Quino, faz hoje 45 anos.
Mafalda começou por ser desenhada para um simples anúncio de electrodomésticos mas depressa passou para a Banda Desenhada. Esta menina com uma personalidade muito própria, com um olhar muito adulto sobre o mundo, rodeada de um grupo de amigos igualmente interessantes, depressa se tornou num êxito mundial e actualmente continua a ser muito popular. Dos livros passou também para o cinema de animação.

Caderneta de cromos de caramelos – ASES DAS MULTIDÕES – Universal – Época 55/56

 

Hoje trazemos à memória a caderneta de cromos de caramelos ASES DAS MULTIDÕES, uma edição da Universal referente à época futebolística de 55/56.
A caderneta representa 16 equipas: Benfica, Sporting, Belenenses, FC Porto, SC Braga, Académica, Atlético, GD CUF, V. Setúbal, FC Barreirense, SC Covilhã, Lusitânio de Évora, Boavista, V. Guimarães, Torreense e Caldas SC.

Convém salientar que destas 16 equipas o V. Guimarães e o Boavista não fizeram parte desse campeonato (então com 14 equipas), já que desceram na época anterior.

Esta imprecisão no alinhamento das equipas, relativamente às participantes em cada época, era mais ou menos uma constante das colecções de cromos de então. Conveniências de ordem económica e logística, certamente.


Cada um dos cromos individuais faziam parte de um puzzle que por sua vez constituía a equipa. Apesar deste conceito de estrutura gráfica não ser novidade, fugia, contudo, da norma tradicional de representação de jogadores de forma individual. Para além do mais, os cromos de cada equipa não tinham todos o mesmo tamanho, já que os cromos das extremidades eram mais largos. Por outro lado há equipas constituídas por 12 cromos e outras por 13.

Outra curiosidade, a equipa do Sporting da Covilhã apresenta-se como cromo único.

A capa representa a selecção nacional vencedora do jogo com a selecção de Inglaterra, por 3-1, no Estádio das Antas em 22 de Maio de 1955, tendo então alinhado, Passos, Carvalho, Pedroto, Juca, Caldeira, C. Pereira, Dimas, Matateu, Travassos, J. Águas e J. Pedro.

Nessa época de 55/56 do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão, o campeão foi o FC do Porto, com os mesmo 47 pontos do Benfica, mas com melhor confronto directo e diferença de golos. Na terceira posição ficou o Belenenses, com 37 e o Sporting obteve o 4º lugar com 36 pontos.

Como era norma com nestas colecções de cromos, ou estampas, em cada caixa de caramelos saíam diversos brindes cujas senhas estavam dentro dos invólucros. Eis os brindes indicados: Canivetes, lapiseiras, esferográficas, bolas de borracha de vários tamanhos, apara-lápis, apitos, emblemas de metal, estampas coloridas e cadernetas.

 

ases das multidoes universal capa santa nostalgia

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ases das multidoes universal brindes santa nostalgia

9/27/2009

Páginas Amarelas – Vá pelos seus dedos

paginas amarelas - santa nostalgia
Cartaz publicitário às PÁGINAS AMARELAS, publicado numa revista no ano de 1973.

Veja o historial das Páginas Amarelas em Portugal, desde a data da sua fundação, em 1959, até aos dias de hoje, desde as primeiras impressões em papel até à entrada na Internet, oferecendo novas ferramentas e serviços.
Durante muitos anos todos nós nos habituamos a ter em casa, ao lado do telefone, os calhamaços das Páginas Amarelas a par dos igualmente calhamaços das listas telefónicas. Para muitos era um bicho de sete cabeças tentar procurar um determinado número telefónico mas para outros era um sinal de destreza e rapidez.

Como seria natural, ao longo dos tempos as Páginas Amarelas no seu conceito inicial foi perdendo fôlego e importância, nomeadamente pela redução dos telefones fixos e pela proliferação dos telemóveis. Em contrapartida, a empresa soube adaptar-se às novas realidades, integrando-se em tecnologias disponibilizadas pela Internet de modo a não perder o combóio da inovação, mantendo-se assim num produto actual apesar das grandes transformações por que passou nomeadamente na sua estrutura e propriedade.

paginas amarelas logos

9/26/2009

TV Gente – Gente da televisão na revista Tele Semana

 Em 1973 a revista de televisão TELE SEMANA passou a ter uma rubrica, designada TV Gente, logo a abrir, na página 3, onde publicava uma espécie de cromos com personalidades ligadas à televisão da época.
Os desenhos eram de Edmundo Tenreiro.
Pessoalmente cheguei a juntar uns quantos mas, porque a revista era comprada ocasionalmente, fiquei sem saber que tempo durou a rubrica e quantos cromos foram publicados. Seja como for, recordo-me que na altura, sempre que podia, lá roubava o cromo às revistas que me paravam à mão, principalmente das que roubava às minhas primas.
Aqui ficam alguns exemplos.

tv gente maria elisa - santa nostalgia

tv gente david mourao ferreira - santa nostalgia

tv gente david caetano - santa nostalgia

9/24/2009

Uma família às direitas – All in the Family

 

Está  a passar na RTP Memória a fantástica série de TV “Uma família às direitas”, no original “All in the Family”.

A série, norte-americana, foi exibida na CBS entre Janeiro de 1971 e Abril de 1979, ao longo de 9 temporadas, com um total de 209 episódios com cerca de meia hora cada, sempre com um êxito assinalável  e nos tops de audiências, sendo distinguida com vários prémios assim como os seus intervenientes.

A série centra-se em histórias passadas no seio de uma típica família da classe média operária dos Estados Unidos, nos anos 70, num bairro da periferia de Nova Iorque.

A série vive do humor fantástico resultante das acesas discussões de Archie Bunker (Carroll O'Connor), chefe da família, com o seu genro, Michael Stivic (Rob Reiner).

A casmurrice preconceituosa e conservadora de Archie, esbarra constantemente no pensamento e atitudes liberais de  Michael, filho de emigrantes polacos. Acabam sempre por discutir conceitos e preconceitos passando pela política e problemas sociais.

Pelo meio, a incomparável Edith Bunker (Jean Stapleton), a esposa de Archie, um alvo constante do humor corrosivo de Archie mas com um poder de razoabilidade que serve de equilíbrio naquele lar americano. Digamos que de uma forma quase inocente, por vezes patética,  Edith consegue ser a única que tapa a boca a Archie, embora seja este que constantemente recomenda a Edith que o faça.

Quanto a Gloria Stivic (Sally Struthers), a filha única do casal Bunker, habitualmente fica no meio de todas as discussões tentando ser a medianeira entre o marido e o pai.

Esta série, no seu humor característico, por vezes demasiado contundente, acaba por abordar assuntos sociais muito importantes e que nessa época quase não eram debatidos na televisão, como o racismo, xenofobia, homossexualidade, drogas, etc.

Em Portugal, a série passou também nos anos 70 pelo que me recordo de a ver ainda a preto-e-branco. Agora na RTP Memória, por volta das 21:00 horas, a série tem passado a cores e estou a gostar de rever.

 

all in the family 1

Archie e Edith

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Gloria e Michael

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Todos em família

Genérico de abertura da série.

Air France – Os anos afinal passam para todos

air france santa nostalgia

Cartaz publicitário de Setembro de 1969, por isso com 40 anos.

Mais do que o anúncio aos voos da Air France, a companhia aérea francesa, bem como a promessa de “uma chuva de estrelas a mil quilómetros à hora, na sala de espectáculos mais alta do mundo”, ou um “festival nas nuvens, com cinema a cores e música estereofónica”, este cartaz chama-me a atenção por outros motivos. Desde logo o belo sorriso da graciosa rapariga e o olhar para as nuvens do homem com perfil de Cavaco Silva; mas, acima, de tudo, um pouco à laia da Edith da série “Uma família às direitas”, no original “All in the Family”, fico a divagar, introspectivo, no que será hoje a mesma bonita jovem, com mais 40 anos em cima. Supondo que ali no cartaz terá uns 25 aninhos, será, pois, uma senhora já na idade da reforma, com 65 anos, sendo, possivelmente mãe e avó, quiçá, bisavó, Isto na suposição de que ainda será viva.

Eu sei que este exercício comporta nostalgia, afinal faz-se juz ao nome do blogue, mas realmente faz-nos pensar que para além do papel, ali estão pessoas aparentemente paradas no tempo mas que, contudo, para além dessa cortina, quase diáfana, a vida e o tempo continuaram irreversivelmente também para elas, no melhor e no pior, enfim, em todas as contingências do nosso percurso neste mundo.

Não há volta a dar, mas este sentimento é aquele que experimentamos quando desfolhamos os nossos velhos álbuns de retratos de família e ali estão, paradas no tempo, pessoas conhecidas e queridas, como os nossos pais, os nossos irmãos, amigos e, imagine-se, nós próprios, tão diferentes do retrato que todos os dias vamos vendo de forma actualizada no espelho da casa da banho ou do guarda-fatos.
Não há volta a dar.

9/23/2009

Crónica Feminina Nº 397 – Romy Schneider


Romy Schneider_cronica feminina_sn_19092009

A capa da revista Crónica Feminina, edição Nº 397 de 2 de Julho de 1964 trazia a público a bela Romy Schneider, actriz austríaca, um dos belos rostos da sétima arte, então com 24 anos, já que nasceu em 23 de Setembro de 1938 (passam hoje 71 anos).
Romy, que ficou popular pelo seu romance com o actor francês Alain Delon, teve uma vida de fama e tragédia, morrendo muito nova, com 43 anos (Paris, 29 de Maio de 1982), vítima de paragem cardíaca, num quadro de depressão depois do suicídio do seu primeiro marido (Harry Meyen) e da trágica morte de David, de 14 anos, filho de ambos.
Romy Schneider participou num bom leque de filmes e por diversas vezes foi premiada e indicada como melhor actriz. Indissociável a sua participação como Sissi, com apenas 17 anos no papel da imperatriz adolescente da Áustria, Mulheres de Uniforme, que provocou algum escândalo na época por abordar o lesbianismo, Bocaccio 70, ao lado de outras belas mulheres como Anita Ekberg e Sophia Loren, e muitas outras películas.
Fica aqui a recordação desta bela mulher de olhos verdes quando passam 71 anos sobre o seu nascimento.

Figuras & Figurões - 2

Dando continuidade à publicação dos cromos da caderneta FIGURAS & FIGURÕES, colámos hoje mais cinco, correspondentes a outras tantas figuras importantes da cena política nacional de um passado relativamente recente.

francisco sa carneiro figuras e figuroes santa nostalgia 5

pires veloso figuras e figuroes santa nostalgia 6

galvao de melo figuras e figuroes santa nostalgia 7

freitas do amaral figuras e figuroes santa nostalgia 8

otelo saraiva de carvalho figuras e figuroes santa nostalgia 9

9/21/2009

21 de Setembro – Dia Internacional da Paz

 

Dia Internacional da Paz é celebrado em 21 de Setembro e foi declarado pela ONU em 30 de novembro de 1981.

Pensamento:

O homem não gosta da paz. Gosta só de conquistá-la. Entre uma coisa e outra há muita gente estendida. É a que tem a paz verdadeira.

Virgílio Ferreira

 

 

Eu sei que a necessidade de Paz continua tão actual nos nossos dias quanto no tempo das guerras travadas à espadada e cacetada entre romanos e bárbaros ou portugueses e mouros . A paz é por isso um bem desejado por todos mesmo, hipocritamente, por aqueles que fomentam a guerra. Deste modo estamos condenados a que a Paz seja sempre o oposto de Guerra e caminhem lado a lado como se uma não pudesse existir sem a outra. Guerra e Paz, não é apenas um livro de León Tolstoi ou um jogo de palavras mas antes uma realidade que permanece presente.

A Paz, na sua plenitude, será sempre uma utopia porque, ensina-nos a História do Homem, já com dezenas de séculos, que esta esteve sempre ameaçada porque a Guerra tornou-se a luz ou a chama que a projecta. Será mais um ciclo ou um antagonismo irreversível: Guerra e Paz como Bem e Mal, Luz e Escuridão, Riqueza e Pobreza, Poder e Subjugação.

É claro que a Paz pode ter um sentido menos universal, menos abrangente e mais intimista, mais pessoal: A paz de espírito ou de alma, a paz do repouso ou do descanso; A paz da missão ou do dever cumprido; A paz da alegria ou do bem que se sente e pratica pelo próximo. A paz é assim um intervalo das nossas próprias guerras ou guerrinhas, travadas no dia-a-dia com os outros ou connosco próprios, usando armas de arremesso como a inveja, o ódio e a maldicência. Armas que ferem e matam.

Quanto à representação simbólica ou gráfica da Paz, eu não sou muito adepto da eterna pombinha branca, a esvoaçar radiosa sob um sol da manhã, com ou sem o raminho de oliveira no bico. Eu sei que a sua origem resulta de tempos bíblicos numa altura em que o mundo se debatia com o diluvio e Noé e a sua enorme arca representavam a salvação de uma humanidade e animalidade reduzida a pares perecendo todo o resto na sua iniquidade, mas mesmo assim prefiro outras representações.

Pessoalmente identifico melhor o simbolismo da Paz com a sombra de uma frondosa árvore, com um regato cantante ou um pássaro a saltar de ramo em ramo ou até mesmo uma paisagem imensa, natural e solitária sem que homem algum a tivesse ja conspurcado.

Neste contexto, para lembrar a data, deixo aqui a minha simples árvore, sinal da minha Paz e da que desejo para mim e para os meus. Também a desejo, mesmo que utopicamente, ao mundo moderno das armas sofisticadas e das guerras nos Iraques, nos Afeganistões e noutras paragens deste planeta onde cada recanto de cidade, sopé de montanha ou curva de um rio ou estrada pode ser visitada na simplicidade virtual de um clique mas que cada vez mais está distante nos valores fundamentais da paz, concórdia e respeito mútuo.

Como dizia alguém, é certo que podemos desejar cristãmente a paz a todos os homens de boa vontade mas, infelizmente, estaríamos a fazê-lo a um número reduzido de pessoas.

De facto, nos tempos que correm, são mesmo poucos os homens de boa vontade e mais os homens de más vontades, poderes e caprichos.

Deixo aqui a minha árvore da paz, riscada (plantada)  pelas minhas próprias mãos. Não sei se é uma oliveira mas é de certeza de paz e os seus frutos podem apenas ser de amor e a sua colheita pode ser intemporal.

 

paz paz santa nostalgia

(clicar para ampliar)

Roja Plix – Loção plixante para a sua mise-en-plis

 

roja plix_santa nostalgia 01

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Confesso que não percebo nada de termos e conceitos ligados ao tratamento ou corte de cabelos, principalmente das senhoras. Para mim, corte de cabelo é à máquina zero, pente dois ou três, risco ao meio (tipo Paulo Bento), risco ao lado, e pouco mais. Por mim o barbeiro é visitado dus ou três vezes ao ano e chega. Já quanto às senhoras, sempre ao ritmo das modas, são um poço de despesas e à custa delas os cabeleireiros ou salões de beleza são bons negócios, desde há muito.

Neste contexto achei piada a este duplo cartaz publicitário publicado algures em Setembro de 1969, ou seja, há precisamente 40 anos.

O produto em causa, o ROJA-PLIX,  é uma loção para o tratamento mis-en-plis (termo francês) e parece que servia para “disciplinar” os cabelos e fazer uns belos e ondulados caracóis, passe a quase redundância, e outros feitios curiosos que marcavam a moda nos anos 60. Achei interessante a banda desenhada, com a menina que visitou a praia das Maçãs, bem como o termo “plixante”, pelos vistos exclusivo do mundo dos cabeleireiros já que o dicionário português não tem a definição.

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