10/21/2009

MacGyver – A série do Dr. Engenhocas


Está a passar na RTP Memória a série de culto dos anos 80, MacGyver. É exibida diariamente cerca das 21.30 horas. Para quem pretender reviver, é uma boa oportunidade.
McGyver, interpretado por Richard Dean Anderson,  é um agente governamental, da agência  DXS - Department of External Services, que se caracteriza pela sua esperteza e astúcia, aliadas ao domínio de técnicas e conhecimentos na área da mecânica, física e química que nos momentos chave das diversas histórias resolvia as coisas sem recurso a armas ou a violência.
Esta série de TV, de origem nos Estados Unidos, foi produzida por Henry Winkler e John Rich, ao longo de 8 temporadas de 1985 a 1992, num total de 139 episódios. Teve ainda lugar a dois filmes já em 1994. De facto foi uma produção muito profícua a que não é alheia a popularidade que granjeou a nível mundial.
Quanto a outras personagens, de destacar Pete Thornton, interpretado por Dana Elcar, que era o chefe de MacGyver, que assumia funções na entidade  DXS - Department of External Services.
Pessoalmente nunca fui muito apreciador da série, ao contrário de alguns dos meus irmãos, que são fãs. É verdade que MacGyver contrapunha a inteligência ao uso de armas ou violência, marcando um estilo muito próprio, longe dos vulgares estereotipos dos heróis ou super heróis, muito comuns nas séries americanas, mas algumas situações não me convenciam. Ou seja, sempre que se lhe deparava um problema, para além do seu inseparável canivete suiço, as coisas estavam ali, sempre à mão. Aparecia tudo quanto precisava como se tivessem sido encomendadas e feitas por medida. Ele era de facto um engenhocas, mas esse lado das histórias irritava-me um pouco.
A série absorveu muito do estilo demonstrado por outras séries importantes, nomeadamente a “Missão Impossível”, onde o uso de tecnologias em detrimento da violência era um ponto forte.
Apesar disso, assisti a muitos episódios e mesmo agora, sempre que posso, revejo na RTP Memória. MacGyver, foi de facto uma série que marcou toda a década de 80 e como tal merecer ser aqui recorda, até, porque como se disse no início, está a passar novamente na RTP Memória.

macgyver

10/20/2009

Patrick Hernandez – Born to be alive

 

Estávamos no final da década de 70 e a chamada disco music estava mais ou menos no seu apogeu, muito à custa da populariadde de filmes como "Saturday Night Fever", de 1977, com John Travolta e a banda sonora dos famos Bee Gee.

No meio deste reboliço musical, surgiu um francês chamado Patrick Hernandez que fez sucesso em 1979 com o tema “Born to be alive”. O sucesso estendia-se desde a venda do disco até à sua passagem constante na rádio, na televisão e nas discotecas.

É certo que Patrick Hernandez ainda teve um tema que também vendeu bem, “Loosing sleep over you”, até porque no Brasil fez parte da banda sonora de uma popular telenovela, “Baila Comigo”, mas praticamente desapareceu a partir de meados de 80. Todavia, a partir daí, e ainda quase até aos nossos dias, continuou a ser solicitado para cantar esse seu grande êxito. Deste modo, Patrick Hernandez é sinónimo de “Born to be alive”.

Pessoalmente este tema traz-me fortes memórias do meu tempo de adolescente, e obviamente todo esse ambiente e essa cultura que foi o disco music. Só por esse facto, Patrick Hernandez, apesar do seu estilo algo piroso, merece ser aqui recordado.

 

patrick hernandez born to be alive santa nostalgia

 

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10/18/2009

Nestogeno - Nestlé

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A imagem de cima corresponde a um cartaz publicitário publicado em 1966. Refere-se ao produto Nestogeno, da conhecida Nestlé. Na actualidade o Nestogeno continua a vender-se e tal como nos anos 60 destina-se à alimentação dos bebés nos primeiros meses de vida.
É verdade que o nome do produto é um pouco esquisito e, convenhamos, pouco comercial, mas como está agarrado à marca Nestlé e ao seu prestígio, continua a vender-se bem. As 3 imagens de baixo referem-se ao produto em algumas das variedades actuais.

Hoje em dia a alimentação para bebés dispõe de uma enorme variedade de produtos mais ou menos sofisticados, embalados e pré-prontos. Noutros tempos, mormente nos anos 60 e 70, a regra eram os produtos naturais, preparados na hora, como as papas de farinha e fruta. É claro que já nessa altura tinham muita popularidade os produtos como a Maizena e Cerelac, mas não estavam ao alcance de todas as carteiras.

Colecção 6 Balas – Cow-Boy – Fúria dos Bravos – Gatilho - Livrinhos de cowboyadas

 

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Quem não se recorda dos míticos livrinhos de leitura de histórias de cowboys? Das várias colecções que foram existindo, nomeadamente nos anos 60, 70 e 80, destaco a colecção “6 Balas”, uma edição da Agência Portuguesa de Revistas”, cujo primeiro número foi publicado no final do ano de 1963. Estes livrinhos apresentavam um formato de 85 x 125 mm, com 64 páginas e com meia dúzia de desenhos salteados pelo meio, quase sempre com uma legenda que remetia para uma determinada cena da história.

Antes, porém, desta mítica colecção de livrinhos, a Agência Portuguesa de Revistas, tinha lançado em final de 1961 a colecção “Cow-Boy”. O êxito destas edições levou ao lançamento, em 1965, de uma terceira colecção, a “Fúria de Bravos” e ainda a colecção “Gatilho”, lançada em 1967, ambas com o mesmo formato, estilo e filosofia. Todas estas colecções eram de edição semanal. Desconheço em concreto a data do final destas colecções, mas pelo menos a “Cow-Boy” e a “6 Balas” foram publicadas até meados dos anos 80, portanto até quase ao final da actividade da célebre e histórica editora portuguesa, em 1987.

As histórias publicadas nestes livrinhos nem sempre tinham muita qualidade, até pelo formato que não dava para grandes enredos e desenvolvimentos. Todavia, talvez pela simplicidade, as histórias liam-se de modo relativamente rápido e até conseguiam algum suspense e prender a atenção do leitor.

Sinceramente, pela leitura de ambas, nunca cheguei a perceber em concreto as diferenças das diversas colecções.

Como curiosidade, diga-se que as colecções da Agência reproduziram em determinada altura cromos de algumas colecções também por si editadas. Por exemplo, a colecção “Cow-Boy” e “Gatilho”, chegaram a publicar cromos da colecção “História de Portugal”, desenhados por Carlos Alberto Silva. A colecção “6 Balas” publicou cromos da colecção “Cleópatra” e a “Fúria de Bravos” reproduziu cromos da bela colecção “História de Lisboa”.

Este expediente, que teve seguidores futuros em diversas revistas de banda desenhada, acabou por não resultar muito bem já que poucos coleccionadores queriam destruir as capas dos livrinhos para delas extraír os cromos. Mas pronto, poderia também funcionar como um incentivo à colecção pela via normal, comprando-se os envelopres surpresa contendo os cromos.

Para além das mencionadas edições da Agência Portuguesa de Revistas, existiam outras no mercado de leitura do tema de cowboyadas. Por exemplo, a colecção “Curral”, lançada em 1979, de tiragem quinzenal, com direcção e propriedade de M.E. Alves da Graça. O formato era semelhante às edições da Agência Portuguesa de Revistas, mas um pouco mais alto (85 x 145 mm), com 80 páginas e sem desenhos interiores. 

Com o mesmo formato e filosofia, existia ainda a colecção “Shane”, de edição mensal, com direcção e propriedade de M.A. Duarte. Pelas características semelhantes, e até pela mesma empresa de composição e impressão, suponho que ambas as colecção fossem de uma única origem apesar de proprietários com nomes diferentes. Estas duas colecções indicavam nas capas os autores dos textos. 

Nas outras colecções da APR os autores eram indicados no interior, habitualmente na primeira página, junto à ficha técnica. Pela ausência de data, não consegui apurar a simultaneidade das edições pelo que, à falta de melhor informação, poderá ter algum fundamento pensar-se que a “Shane” pode ter sido uma evolução da “Curral” para edição mensal. É apenas uma suspeição que para o caso nem é importante.

Seja como for, todas estas histórias eram típicas do western americano, com todos os clichés do tema, desde pistoleiros, lutas, duelos, vinganças, ranchos, cidades, amores e desamores, heróis e vilões. Importa referir que norma geral os leitores deste tipo de histórias eram também consumidores de Banda Desenhada na mesma temática, como era o meu caso.

Recordo-me de no barbeiro da aldeia existirem montões destes livrinhos da “6 Balas” e “Cow-Boy” pelo que ajudavam a passar o tempo quando havia que guardar vez. Actualmente disponho de alguns exemplares de ambas as colecções. Em nome da verdade, alguns foram “desviados” da barbearia, por vezes dispersos entre montões de cabelo e piolhos. Bons tempos!

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10/17/2009

Dia de parar o tempo

 

blog do dia viva hoje e sempre 

 

Vale o que vale, mas o interessante sítio “Viver hoje e sempre”, escolheu o Santa Nostalgia como o Blog do dia, no tema “Dia de parar o tempo”.

Este sítio, do Brasil, tem em cada dia do mês um tema diferente que é abordado em diferentes áreas, nomeadamente o cinema, a gastronomia, a música, etc.

Fica aqui o agradecimento pela escolha e deferência do nosso simples Blog.

Quanto ao tema em si, “Dia de parar o tempo”, não deixa de ser interessante. De facto todos nós, que já vamos avançados e avançando na idade e no tempo, temos uma necessidade emocional de voltar aos nossos tempos passados, nomeadamente aqueles momentos que por um ou outro motivo nos marcaram na nossa infância, e juventude. É claro que não se pretende parar o tempo porque essa é uma impossibilidade nossa, física e temporal, mas podemos, isso sim, viajar a qualquer momento às nossas mais ricas recordações e nostalgias, bastando, para isso, sonhar, mesmo que acordados.

Nós somos presente, e almejamos ser futuro, mas somos sobretudo o passado. É verdade que o passado é uma parte temporal que se perde a cada momento, mas também é ele que nos acompanha e estrutura. Quem ignorar o seu passado não estará em condições de compreender e valorizar o presente, porque este, amanhã já será novamente passado.

Ainda quanto à escolha do blog Santa Nostalgia, não deixa de ser sintomático ter sido feita por um sítio do Brasil, onde temos muitos visitantes. Neste aspecto sabemos que na nossa hortinha chamada Portugal o reconhecimento é uma colheita quase sempre tardia porque na nossa génese lusitana somos quase sempre ingratos e invejosos. Está-nos no sangue.

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10/16/2009

Caderneta de cromos de caramelos – Os Players – 74/75 - Sorcácius

 

 

Hoje trazemos à memória mais uma caderneta de cromos de caramelos. Desta feita uma colecção editada pela Sorcácius, correspondente à época futebolística de 74/75, com o pomposo e original nome de OS PLAYERS – Joagdores de Futebol da 1ª Divisão e Taça de Portugal.


A caderneta é composta por 192 cromos e 16 equipas. A saber: SL Benfica, FC Porto, Sporting CP, Guimarães, Boavista FC, SC Farense, Belenenses, Leixões SC, Vit. Setúbal, GD CUF, Atlético CP, U. Tomar, Oriental, Académica, SC Espinho, Olhanense.


Esta colecção está seguramente entre as últimas edições de cromos de caramelos publicadas em Portugal. A Sorcácius editou boas colecções tanto nos anos 70 como nos anos 80 mas publicou pouca coisa em caramelos.


Como não podia deixar de ser, esta caderneta segue as características gráficas e de estrutura de muitas outras colecções de diversas editoras. Cada equipa tem direito a uma página com 11 jogadores e ainda um cromo adicional com o emblema (este nem sempre tinha direito a cromo).
Cada cromo é composto pelo jogador em pose, a corpo inteiro sobre um cenário de cores fortes, com o verde do relvado, a bancada, o amarelo no topo e na lateral do relvado e um céu azul com uma ligeira núvem na esquerda onde se localiza o emblema em tamanho pequeno.
Na parte superior direita o nome do clube, na parte inferior o nome do jogador, à esquerda a idade do jogador, uma rara característica e à direita o número do cromo.
Apesar da simplicidade de métodos, o conjunto final de cada página apresneta um aspecto interessante.
Relativamente à época 74/75 do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão, foi campeão o Benfica, com 49 pontos seguido do FC Porto e Sporting, com 44 e 43 pontos, respectivamente.Desceram de divisão o Olhanense e o SC Espinho.Na época seguinte subiriam de divisão o SC Braga e o Estoril-Praia.

 

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10/15/2009

Ramos Pinto – Postais publicitários

 

A casa de vinhos Ramos Pinto foi fundada no longínquo ano de 1880 por Adriano de Ramos Pinto.
Relacionados com a divulgação da marca e dos seus vinhos de mesa, vinhos do Porto e aguardentes, são famosos os seus postais publicitários, tão procurados e estimados por coleccionadores e não só.
Os postais da Ramos Pinto reflectem o estilo e o grafismo das primeiras décadas do séc. XX mas todos eles transmitem uma verdadeira aura e nostalgia desses tempos. Muitas vezes, mais do que a mensagem comercial, os postais transmitiam uma imagem do conceito dos aspectos da arte e beleza, pelo que não é de surpreender os nús clássicos recorrentemente neles representados.


Deixamos por aqui alguns exemplos.

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10/14/2009

O palhaço verde – Matilde Rosa Araújo e Maria Keil

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Hoje quero falar de “O Palhaço Verde”, uma das belas histórias da Matilde Rosa Araújo, ilustrada pela Maria Keil, cujas ilustrações povoam para sempre o meu imaginário.

Este livro é uma das obras emblemáticas tanto da Matilde como da Maria Keil e libertei-o numa qualquer feira de velharias pelo módico resgate de 1 euro. O livro tem uma dedicatória manuscrita: “Para o António Carlos, com muito carinho da sua amiga Matilde. 4 – Abril 1981″.

Quem seria este António Carlos, tão displicente e ingrato a ponto de, em princípio, abandonar assim um livro dedicado carinhosamente por uma amiga, mesmo passados 28 anos? E quem seria esta Matilde? Será uma feliz coincidência a ponto de se tratar da própria autora, numa dedicatória manuscrita algures numa sessão de autógrafos? Alguém conhecedor(a) de Matilde Rosa Araújo, será capaz de reconhecer a sua caligrafia? A ser verdade, a confirmar-se essa coincidência, ficaria feliz e orgulhoso, mesmo não sendo eu o António Carlos. Ficaria feliz, digo, porque para além da magia e ternura da sua obra, bem como da Maria Keil, a ela pertence certamente os primeiros versos que ouvi na forma de poesia:

“Mãe, que verdade linda o nascer encerra: Eu nasci de ti como a flor da terra”.

Quando Matilde Rosa Araújo e Maria Keil se juntam, acontece magia.

10/10/2009

Toddy – É todo saúde e energia!

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Cartaz publicitário do Toddy, no ano de 1969. Para além de apregoar as virtudes do produto, publicitava o brinde em forma de latas, objectos ideais para guardar na cozinha ou despensa os vários alimentos de consumo regular na casa, como a farinha, açúcar, grão, feijão e massa. Recordo-me de existirem algumas destas latas na cozinha de minha mãe.

Os recipientes para armazenar os referidos bens de consumo alimentar, sempre foram muito populares nas cozinhas portuguesas. Para além dos produtos atrás referidos, era habitual haver ainda recipientes para os alhos,  o arroz, o sal e algumas especiarias ou ervas aromáticas como o louro, as malaguetas, os coentros, etc.

Essas embalagens eram fabricadas em diversos materiais, como o barro, a madeira, em plástico e a lata, como as do cartaz e os modelos apresentavam-se desde os mais imaginativos até aos mais básicos. Atrevo-me a dizer que não havia cozinha portuguesa que não tivesse à mão estas características embalagens. Hoje em dia, a maior parte desses produtos alimentares deixaram de se vender de forma avulsa ou a granel e são comercializados em doses pequenas e devidamente embaladas ou mesmo em recipientes próprios. Por isso, ainda continuam a existir mas na maior parte dos casos com uma função meramente decorativa.

Ainda quanto ao achocolatado Toddy, sempre foi muito popular, competindo na altura com outras marcas de sucesso como o Milo e o Ovomaltine.


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(imagem “roubada” aqui: link)

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(imagem “roubada” aqui: link)

Sobre a marca: (fonte: Wikipedia)
A Toddy foi fundada em 1930 pelo porto-riquenho Pedro Santiago combinando as características de duas bebidas: da escocesa Toddy, à base de gema de ovo, mel, creme de leite e uísque e da caribenha Rum Toddy, à base de cacau, melaço de cana e rum.
Em 15 de março de 1933, Pedro Santiago obteve licença de do governo provisório de Getúlio Vargas para comercializar o produto no Brasil. Inovou em campanhas publicitárias contratando até mesmo aviões para escrever o nome do produto com fumaça nos céus do Rio de Janeiro.
Em 1981 a Toddy foi vendida para a Quaker Oats, que introduziu no ano seguinte o Toddynho, leite achocolatado pronto para o consumo que tem público alvo infantil.
Nos últimos anos a marca vem se modernizando, principalmente após a compra da Quaker Oats pela PepsiCo, em 2001. Atualmente as campanhas publicitárias são estreladas por vacas com espírito jovem, doidas por música e claro, também pelo achocolatado. A música aliás tem sido um ponto forte nos projetos de Toddy.

10/09/2009

O coelhinho branco – Livro de leitura da segunda classe

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Hoje damos à estampa uma das belas histórias que povoavam o livro de leitura da segunda classe. É a lição de “O coelhinho branco”, ilustrada pela Maria Keil.
É a história de um coelhinho branco que regressando a casa a vê ocupada pela malvada cabra cabrês. Uma vez que a mesma se recusa a saír dali, o coelhinho vai pedir ajuda a vários amigos animais mas todos eles se mostram medrosos para com a cabra cabrês. Apenas consegue a ajuda da pequena formiga rabiga que, improvavelmente, aceita o desafio de expulsar a cabra cabrês.

Esta era uma das lições que agradavam e durante muito tempo foi sabida de cor-e-salteado. Como muitas outras, estas lições escolares estavam profusamente ilustradas o que despertava o fascínio e imaginação das crianças. À custa dessas fantásticas ilustrações dos meus livros da escola primária, aprendi a desenhar e hoje consideram-me com algum jeito para o mesmo o que por vezes se torna útil na ilustração de alguns artigos.

Ainda hoje a ilustração continua a ser parte fundamental dos livros infantis, nomeadamente os livros dos primeiros anos de escolaridade.  Noutros tempos, os livros foram ilustrados por grandes mestres, como António Carneiro, Raquel Roque Gameiro, Laura Costa, Emmerico, Maria Keil, Luis Filipe de Abreu, Eugénio Silva, Zé Manel, etc.

Todavia, as tendências e estilos da moderna ilustração têm caminhado num sentido de excessiva deturpação  da figura humana e mesmo do mundo animal, pelo que por vezes não passam de autênticas aberrações, autênticos marcianos. É certo que o mundo das crianças ainda está envolto em imaginação e fantasia e a ilustração procura reflectir esse imaginário, mas considero que a deturpação exagerada não favorece a sua leitura e interpretação. Penso, assim, que existe ilustração infantil mas apenas acessível a adultos. No entanto, entre algumas aberrações e estilos demasiado rígidos, actualmente existem muitos e bons ilustradores portugueses.

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