10/21/2009
MacGyver – A série do Dr. Engenhocas
10/20/2009
Patrick Hernandez – Born to be alive
Estávamos no final da década de 70 e a chamada disco music estava mais ou menos no seu apogeu, muito à custa da populariadde de filmes como "Saturday Night Fever", de 1977, com John Travolta e a banda sonora dos famos Bee Gee.
No meio deste reboliço musical, surgiu um francês chamado Patrick Hernandez que fez sucesso em 1979 com o tema “Born to be alive”. O sucesso estendia-se desde a venda do disco até à sua passagem constante na rádio, na televisão e nas discotecas.
É certo que Patrick Hernandez ainda teve um tema que também vendeu bem, “Loosing sleep over you”, até porque no Brasil fez parte da banda sonora de uma popular telenovela, “Baila Comigo”, mas praticamente desapareceu a partir de meados de 80. Todavia, a partir daí, e ainda quase até aos nossos dias, continuou a ser solicitado para cantar esse seu grande êxito. Deste modo, Patrick Hernandez é sinónimo de “Born to be alive”.
Pessoalmente este tema traz-me fortes memórias do meu tempo de adolescente, e obviamente todo esse ambiente e essa cultura que foi o disco music. Só por esse facto, Patrick Hernandez, apesar do seu estilo algo piroso, merece ser aqui recordado.
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10/18/2009
Nestogeno - Nestlé
A imagem de cima corresponde a um cartaz publicitário publicado em 1966. Refere-se ao produto Nestogeno, da conhecida Nestlé. Na actualidade o Nestogeno continua a vender-se e tal como nos anos 60 destina-se à alimentação dos bebés nos primeiros meses de vida.
Colecção 6 Balas – Cow-Boy – Fúria dos Bravos – Gatilho - Livrinhos de cowboyadas
Quem não se recorda dos míticos livrinhos de leitura de histórias de cowboys? Das várias colecções que foram existindo, nomeadamente nos anos 60, 70 e 80, destaco a colecção “6 Balas”, uma edição da Agência Portuguesa de Revistas”, cujo primeiro número foi publicado no final do ano de 1963. Estes livrinhos apresentavam um formato de 85 x 125 mm, com 64 páginas e com meia dúzia de desenhos salteados pelo meio, quase sempre com uma legenda que remetia para uma determinada cena da história.
Antes, porém, desta mítica colecção de livrinhos, a Agência Portuguesa de Revistas, tinha lançado em final de 1961 a colecção “Cow-Boy”. O êxito destas edições levou ao lançamento, em 1965, de uma terceira colecção, a “Fúria de Bravos” e ainda a colecção “Gatilho”, lançada em 1967, ambas com o mesmo formato, estilo e filosofia. Todas estas colecções eram de edição semanal. Desconheço em concreto a data do final destas colecções, mas pelo menos a “Cow-Boy” e a “6 Balas” foram publicadas até meados dos anos 80, portanto até quase ao final da actividade da célebre e histórica editora portuguesa, em 1987.
As histórias publicadas nestes livrinhos nem sempre tinham muita qualidade, até pelo formato que não dava para grandes enredos e desenvolvimentos. Todavia, talvez pela simplicidade, as histórias liam-se de modo relativamente rápido e até conseguiam algum suspense e prender a atenção do leitor.
Sinceramente, pela leitura de ambas, nunca cheguei a perceber em concreto as diferenças das diversas colecções.
Como curiosidade, diga-se que as colecções da Agência reproduziram em determinada altura cromos de algumas colecções também por si editadas. Por exemplo, a colecção “Cow-Boy” e “Gatilho”, chegaram a publicar cromos da colecção “História de Portugal”, desenhados por Carlos Alberto Silva. A colecção “6 Balas” publicou cromos da colecção “Cleópatra” e a “Fúria de Bravos” reproduziu cromos da bela colecção “História de Lisboa”.
Este expediente, que teve seguidores futuros em diversas revistas de banda desenhada, acabou por não resultar muito bem já que poucos coleccionadores queriam destruir as capas dos livrinhos para delas extraír os cromos. Mas pronto, poderia também funcionar como um incentivo à colecção pela via normal, comprando-se os envelopres surpresa contendo os cromos.
Para além das mencionadas edições da Agência Portuguesa de Revistas, existiam outras no mercado de leitura do tema de cowboyadas. Por exemplo, a colecção “Curral”, lançada em 1979, de tiragem quinzenal, com direcção e propriedade de M.E. Alves da Graça. O formato era semelhante às edições da Agência Portuguesa de Revistas, mas um pouco mais alto (85 x 145 mm), com 80 páginas e sem desenhos interiores.
Com o mesmo formato e filosofia, existia ainda a colecção “Shane”, de edição mensal, com direcção e propriedade de M.A. Duarte. Pelas características semelhantes, e até pela mesma empresa de composição e impressão, suponho que ambas as colecção fossem de uma única origem apesar de proprietários com nomes diferentes. Estas duas colecções indicavam nas capas os autores dos textos.
Nas outras colecções da APR os autores eram indicados no interior, habitualmente na primeira página, junto à ficha técnica. Pela ausência de data, não consegui apurar a simultaneidade das edições pelo que, à falta de melhor informação, poderá ter algum fundamento pensar-se que a “Shane” pode ter sido uma evolução da “Curral” para edição mensal. É apenas uma suspeição que para o caso nem é importante.
Seja como for, todas estas histórias eram típicas do western americano, com todos os clichés do tema, desde pistoleiros, lutas, duelos, vinganças, ranchos, cidades, amores e desamores, heróis e vilões. Importa referir que norma geral os leitores deste tipo de histórias eram também consumidores de Banda Desenhada na mesma temática, como era o meu caso.
Recordo-me de no barbeiro da aldeia existirem montões destes livrinhos da “6 Balas” e “Cow-Boy” pelo que ajudavam a passar o tempo quando havia que guardar vez. Actualmente disponho de alguns exemplares de ambas as colecções. Em nome da verdade, alguns foram “desviados” da barbearia, por vezes dispersos entre montões de cabelo e piolhos. Bons tempos!
10/17/2009
Dia de parar o tempo
Vale o que vale, mas o interessante sítio “Viver hoje e sempre”, escolheu o Santa Nostalgia como o Blog do dia, no tema “Dia de parar o tempo”.
Este sítio, do Brasil, tem em cada dia do mês um tema diferente que é abordado em diferentes áreas, nomeadamente o cinema, a gastronomia, a música, etc.
Fica aqui o agradecimento pela escolha e deferência do nosso simples Blog.
Quanto ao tema em si, “Dia de parar o tempo”, não deixa de ser interessante. De facto todos nós, que já vamos avançados e avançando na idade e no tempo, temos uma necessidade emocional de voltar aos nossos tempos passados, nomeadamente aqueles momentos que por um ou outro motivo nos marcaram na nossa infância, e juventude. É claro que não se pretende parar o tempo porque essa é uma impossibilidade nossa, física e temporal, mas podemos, isso sim, viajar a qualquer momento às nossas mais ricas recordações e nostalgias, bastando, para isso, sonhar, mesmo que acordados.
Nós somos presente, e almejamos ser futuro, mas somos sobretudo o passado. É verdade que o passado é uma parte temporal que se perde a cada momento, mas também é ele que nos acompanha e estrutura. Quem ignorar o seu passado não estará em condições de compreender e valorizar o presente, porque este, amanhã já será novamente passado.
Ainda quanto à escolha do blog Santa Nostalgia, não deixa de ser sintomático ter sido feita por um sítio do Brasil, onde temos muitos visitantes. Neste aspecto sabemos que na nossa hortinha chamada Portugal o reconhecimento é uma colheita quase sempre tardia porque na nossa génese lusitana somos quase sempre ingratos e invejosos. Está-nos no sangue.
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10/16/2009
Caderneta de cromos de caramelos – Os Players – 74/75 - Sorcácius
Hoje trazemos à memória mais uma caderneta de cromos de caramelos. Desta feita uma colecção editada pela Sorcácius, correspondente à época futebolística de 74/75, com o pomposo e original nome de OS PLAYERS – Joagdores de Futebol da 1ª Divisão e Taça de Portugal.
A caderneta é composta por 192 cromos e 16 equipas. A saber: SL Benfica, FC Porto, Sporting CP, Guimarães, Boavista FC, SC Farense, Belenenses, Leixões SC, Vit. Setúbal, GD CUF, Atlético CP, U. Tomar, Oriental, Académica, SC Espinho, Olhanense.
Esta colecção está seguramente entre as últimas edições de cromos de caramelos publicadas em Portugal. A Sorcácius editou boas colecções tanto nos anos 70 como nos anos 80 mas publicou pouca coisa em caramelos.
Como não podia deixar de ser, esta caderneta segue as características gráficas e de estrutura de muitas outras colecções de diversas editoras. Cada equipa tem direito a uma página com 11 jogadores e ainda um cromo adicional com o emblema (este nem sempre tinha direito a cromo).
Cada cromo é composto pelo jogador em pose, a corpo inteiro sobre um cenário de cores fortes, com o verde do relvado, a bancada, o amarelo no topo e na lateral do relvado e um céu azul com uma ligeira núvem na esquerda onde se localiza o emblema em tamanho pequeno.
Na parte superior direita o nome do clube, na parte inferior o nome do jogador, à esquerda a idade do jogador, uma rara característica e à direita o número do cromo.
Apesar da simplicidade de métodos, o conjunto final de cada página apresneta um aspecto interessante.
Relativamente à época 74/75 do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão, foi campeão o Benfica, com 49 pontos seguido do FC Porto e Sporting, com 44 e 43 pontos, respectivamente.Desceram de divisão o Olhanense e o SC Espinho.Na época seguinte subiriam de divisão o SC Braga e o Estoril-Praia.
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10/15/2009
Ramos Pinto – Postais publicitários
A casa de vinhos Ramos Pinto foi fundada no longínquo ano de 1880 por Adriano de Ramos Pinto.
Relacionados com a divulgação da marca e dos seus vinhos de mesa, vinhos do Porto e aguardentes, são famosos os seus postais publicitários, tão procurados e estimados por coleccionadores e não só.
Os postais da Ramos Pinto reflectem o estilo e o grafismo das primeiras décadas do séc. XX mas todos eles transmitem uma verdadeira aura e nostalgia desses tempos. Muitas vezes, mais do que a mensagem comercial, os postais transmitiam uma imagem do conceito dos aspectos da arte e beleza, pelo que não é de surpreender os nús clássicos recorrentemente neles representados.
Deixamos por aqui alguns exemplos.
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10/14/2009
O palhaço verde – Matilde Rosa Araújo e Maria Keil
Hoje quero falar de “O Palhaço Verde”, uma das belas histórias da Matilde Rosa Araújo, ilustrada pela Maria Keil, cujas ilustrações povoam para sempre o meu imaginário.
Este livro é uma das obras emblemáticas tanto da Matilde como da Maria Keil e libertei-o numa qualquer feira de velharias pelo módico resgate de 1 euro. O livro tem uma dedicatória manuscrita: “Para o António Carlos, com muito carinho da sua amiga Matilde. 4 – Abril 1981″.
Quem seria este António Carlos, tão displicente e ingrato a ponto de, em princípio, abandonar assim um livro dedicado carinhosamente por uma amiga, mesmo passados 28 anos? E quem seria esta Matilde? Será uma feliz coincidência a ponto de se tratar da própria autora, numa dedicatória manuscrita algures numa sessão de autógrafos? Alguém conhecedor(a) de Matilde Rosa Araújo, será capaz de reconhecer a sua caligrafia? A ser verdade, a confirmar-se essa coincidência, ficaria feliz e orgulhoso, mesmo não sendo eu o António Carlos. Ficaria feliz, digo, porque para além da magia e ternura da sua obra, bem como da Maria Keil, a ela pertence certamente os primeiros versos que ouvi na forma de poesia:
“Mãe, que verdade linda o nascer encerra: Eu nasci de ti como a flor da terra”.
Quando Matilde Rosa Araújo e Maria Keil se juntam, acontece magia.
10/10/2009
Toddy – É todo saúde e energia!
Sobre a marca: (fonte: Wikipedia)
10/09/2009
O coelhinho branco – Livro de leitura da segunda classe
Todavia, as tendências e estilos da moderna ilustração têm caminhado num sentido de excessiva deturpação da figura humana e mesmo do mundo animal, pelo que por vezes não passam de autênticas aberrações, autênticos marcianos. É certo que o mundo das crianças ainda está envolto em imaginação e fantasia e a ilustração procura reflectir esse imaginário, mas considero que a deturpação exagerada não favorece a sua leitura e interpretação. Penso, assim, que existe ilustração infantil mas apenas acessível a adultos. No entanto, entre algumas aberrações e estilos demasiado rígidos, actualmente existem muitos e bons ilustradores portugueses.
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