2/02/2010

Colecção Formiguinha – Editorial Majora

 

 

No universo dos livros infantis do meu tempo de criança, e de certamente de gerações anteriores e posteriores, a editora Majora tem um lugar especial, diria mesmo de primazia. Foram várias as colecçoes que marcaram de forma indelével o reino da imaginação e fantasia infantis nomeadamente com as chamadas histórias ou contos de fadas, a que acedia através da biblioteca itinerante da Gulbenkian.
Pessoalmente tenho exemplares de várias colecções de livros de contos infantis, nomeadamente  as mais luxuosas, como as séries Ouro e  Prata de “…e outros contos para crianças”, Varinha Mágica, Princesinha, Pintarroxo,  Pinto Calçudo, etç, mas, sobretudo, pelas suas características de formato e preço, destaco aqui a popular Colecção Formiguinha, que estou certo, encantou várias gerações de crianças e faz parte do seu imaginário.

Esta colecção, pelas escassas informações que tenho, teve pelo menos três séries, sendo que a primeira teve edição em meados dos anos 50, seguindo-se a segunda série, talvez nos anos 70 e a mais recente talvez dos anos 90. São informaçõees que entretanto pretendo confirmar.

A terceira série apresenta as mesmas capas da segunda, sendo que na contra-capa integra a informação gráfica adicional do código de barras.

A colecção é composta por 60 volumes no pequeno formato de 75 x 100 mm, com 16 páginas cada.

As capas das últimas séries são de autoria de Salvador e os desenhos interiores (4 a 5 por livro), a preto-e-branco, de César Abbot.

As histórias, são os resumos, adaptados por João Sereno, de conhecidos contos, predominantemente de origem tradicional e de Andersen, mas também dos Irmãos Grimm e Óscar Wilde, Perrault, Swift e do próprio adaptador.

A tarefa de adaptação, essencialmente redução dos originais, não terá sido fácil mas de um modo geral as historinhas condensam muito bem as versões originais.

 

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Desculpem a desorganização numérica da reprodução de algumas das capas, mas, para já, foi o que se arranjou. Podem clicar nas imagens para visualizar em tamnho maior.

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1/27/2010

W. A. Mozart – Faria hoje 254 anos

 

 

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Se fosse vivo, qual uma das grandes figuras bíblicas, Wolfgang Amadeus Mozart completaria hoje 254 anos, pois nasceu na cidade de Salzburgo, na Áustria, em 27 de Janeiro de 1756.
Adoro a música clássica no geral, mas sobretudo a música de Mozart e sou apreciador do artista e da sua genialidade que, infelizmente para a música e para o tesouro artístico da humanidade, desapareceu precocemente, às portas de completar 36 anos, em 5 de Dezembro de 1791 (este 5 de Dezembro coincide com a data de falecimento de meu pai).
Tenho em CD a maior e mais significativa parte da sua obra musical, desde música de câmara, concertos, missas, sinfonias e óperas, bem como vários livros biográficos.
Situada no chamado período clássico, a sua música é intemporal e Mozart ainda hoje é dos autores mais apreciados, exaltados e executados.
Porque faz assim parte das minhas memórias musicais e artísticas, é merecida esta lembrança no dia em que se evoca o seu nascimento.

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Ruy, o Pequeno Cid

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Hoje trago à memória a série de animação "Ruy, o pequeno Cid".
A série "Ruy o pequeno Cid", uma co-produção da espanhola BRB Internacional e a japonesa Nippon Animation, bem na linha gráfica de séries de culto como Heidi, Marco, e outras mais, retrata-nos de forma característica, a infância do conhecido herói da História de Espanha, Rodrigo Diaz de Vivar, el Cid Campeador.

A série é de 1980 e comporta 26 episódios de cerca de 30 minutos cada.
Não sendo já uma criança, sempre que podia via a série com o mesmo agrado dos mais pequenos, até porque me trazia à memória as brincadeiras de "capa e espada" dos meus bons tempos de meninice.

A série teve muito êxito tanto em Espanha como em Portugal e à custa disso foram produzidos e comercializados diversos artigos que exploravam a fgura, nomeadamente roupas, jogos, livros, brinquedos, incluindo uma colecção de 9 miniaturas em PVC, coloridas, com as personagens da série, figuras monocromáticas e ainda uma caderneta de 238 cromos, que coleccionei, editada pela Disvenda, que quase sempre dedicava colecções a este tipo de séries animadas.

As páginas centrais da caderneta apresentam as diversas figuras da série, como o próprio Ruy, como a sua inseparável amiga Jimena, a burra Peca e muitas outras, como os seus pais D. Diego Lainez e Teresa, e ainda o primo Alvar, Jeremias, Irmão Sineiro, Constâncio, Munho, Galindo, Félix, Autolin, o rival Ordonho, entre outros.


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1/25/2010

Filuminismo – Carteiras de fósforos com desportistas

 

 

No início da década de 60, a Sociedade Nacional de Fósforos - Lisboa, editou e comercializou uma excelente e interessante colecção de carteiras de fósforos com desenhos em caricatura de desportistas portugueses, onde predominam os jogadores de futebol, mas também hoquistas, ciclistas e outros.


A colecção é composta por 90 carteiras, muito bem desenhadas pelo ilustrador caricaturista José Pargana (1928-1988).
Para além da caricatura e o nome popular do atleta estampados na parte frontal da carteira, a parte posterior integrava alguns dados biográficos, como o nome completo, local e data de nascimento, modalidade e clubes representados.


Para quem gosta de filuminismo e de cromos, esta colecção é tipo 2 em 1, sendo assim um artigo apetecível pelos coleccionadores de ambos os temas.
Esta colecção de carteiras de fósforos já tem aparecido à venda, umas vezes completa e outras incompleta, mas quase sempre por um valor muito razoável tendo em conta a sua antiguidade e popularidade do tema focado, mas também o estado de conservação. Ainda há pouco tempo vi a colecção completa com as carteiras ainda com a totalidade dos fósforos.


Pessoalmente tenho a colecção completa, já sem fósforos, adquirida há já alguns anos, adquirida a um amigo que a coleccionou. Aos poucos, pretendo ir colando por aqui alguns desses excelentes exemplares, recordando alguns dos nossos conhecidos desportistas de outros tempos mas intemporais.

 

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1/19/2010

Eugénio de Andrade – 19 de Janeiro de 1923

 

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Se fosse vivo (que vivo continua), faria hoje 87 anos.

 

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As Amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.     
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.


Eugénio de Andrade ("O Outro Nome da Terra")

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1/15/2010

Cromos Super – Caderneta de cromos de futebol – Época 76/77

 

 

Hoje trago à memória uma caderneta de cromos de futebol, a "Cromos Super", uma edição da editora Fonseca & Sequeira, L.da, de Lisboa, referente à época futebolística de 76/77.
Trata-se de uma colecção de 192 cromos, referentes a 16 equipas, correspondendo a cada uma delas 12 cromos (11 jogadores e o emblema). A cada página da caderneta corresponde uma equipa.
Equipas representadas: Benfica, Sporting, FC Porto, Belenenses, Boavista, setúbal, Guimarães, Varzim, Leixões, Estoril, Braga, Académica, Beira Mar, Atlético, Portimonense, Montijo.


Pela época e pelas características gráficas, esta é uma das cadernetas consideradas de transição, isto é, de um período marcado pelos abandono dos cromos de caramelos e generalização para os cromos em envelopes surpresa.


Tal como era norma das cadernetas dos caramelos, esta colecção também oferecia diversos brindes cujas senhas de acesso eram distribuídas aleatoriamente nos envelopes que continham os cromos.
A exemplo dos característicos cromos de caramelos, o esquema e a qualidade gráfica são bastante insipientes e mesmo a opção da cor utilizada nas margens de cada cromo, um cinzento incaracterístico, não é o mais apelativo, mesmo no resultado global por página. Em contradição, o grafismo da capa é relativamente interessante, com um apelativo contraste de cores, mas com um desenho de dois jogadores em acção, anatomicamente desproporcionados.
Mesmo assim, esta é uma caderneta relativamente rara e por isso com um valor algo elevado entre os coleccionadores. O exemplar que disponho está incompleto e faltam vários cromos, bastante difíceis de obter.


A título de curiosidade, a época de 77/78 foi vencida pelo F.C. do Porto, com 51 pontos, seguido do Benfica, com os mesmos 51 pontos e pelo Sporting, com 42 pontos. Esta vitória do F.C. do Porto, então treinado pelo recentemente lembrado José Maria Pedroto, a propósito dos 25  anos apoós o seu falecimento (7 de Janeiro de 1985), tornou-se famosa por ter decorrido 18 anos após a conquista do anterior campeonato, em 58/59. De recordar que também venceria o campeonato da época seguinte (78/79).

 

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1/14/2010

Inverno

 

É verdade que a estação do Inverno já principiou, um pouquinho antes do Natal, mas os recentes dias de frio, neve e muita chuva, incluindo ontem e hoje, fazem-nos ter a certeza que de facto estamos nesta tão característica estação do nosso clima. Este Inverno já é muito semelhante aos invernos de que tenho memória em tempos idos, com vários dias seguidos de chuvas intensas e ventos fortes, com as características próprias de cada estação muito mais marcadas, mais distintas.
Ilustrando esta memória, publico duas páginas do meu belo  livro de leitura da segunda classe, alusivas precisamente ao Inverno, incluindo uma bela canção, "Natal de Elvas", que então aprendíamos na escola já em clima natalício.

 

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(clicar para ampliar)

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1/10/2010

Automan – O Homem Automático

 

Quem não se lembra de "O Homem Automático", no original, "Automan"? Trata-se de uma serie de TV, com origem nos Estados Unidos, produzida por Glen. A. Larson, em 1983.
Tanto quanto se sabe, foram produzidos 12 episódios de cerca de 50 minutos cada e um episódio guia com cerca de 70 minutos.
A série girava à volta de um super-herói produzido por computador e que podia ser chamado à realidade através da materialização de um holograma num ser humano.  O seu criador era a personagem Walter Nabicher, um oficial de polícia, programador e expert  da informática e computadores. A sua criação, através dos seus super poderes, permitia-lhe uma preciosa ajuda no combate ao crime.


A figura do Automan tinha as típicas semelhanças dos super heróis da Marvel, com um jovem bonitão, encorpoado, com um fato azulado e com efeitos de circuitos brilhantes que lhe emprestava um ar francamente futurista e electrónico, como se pretendia afinal. Automan tinha a ajuda do Cursor, também uma criação electrónica, que se exibia como um ponto ou pequena bola de luz azulada brilhante, que interagia com o heroi e com as pessoas, emprestando quase sempre momentos de brincadeira.
No resto, Automan comportava, de facto , quase todos os clichês dos conhecidos heróis da Marvel, com muitos pontos fortes e poucos pontos fracos ou de vulnerabilidade, portador de poderes e forças especiais que desafiavam as leis da física, situando-se entre um misto de ficção científica e realidade terrena. No resto, as histórias e os seus enredos eram semelhantes a muitas outras séries da época, onde pontuava uma típica componente policial tão à americana. A eterna luta contra o crime e os criminosos, os bons contra os maus, com estes invariavelmente a perderem no final.


Pessoalmente assisti a alguns, poucos, episódios, mas não foi uma série que me marcasse. Todavia, entre a abundância das populares séries produzidas no início dos anos 80, Automan tem o seu lugar e merece ser realçada, até porque corporizou um estilo  ou tendência temática de filmes onde os computadores e as suas capacidades e interacções com as pessoas,  começavam a ganhar destaque. Por isto, quando recordo Automan, vem-me também à memória um filme do mesmo período (1984), o Electric Dreams, com a famosa banda sonora produzida pelo Giorgio Moroder, nomeadamente o tema “Together In Electric Dreams” interpretada por Philip Oakey, da banda Human League.
Actualmente, à luz das capacidades do mundo da informática e computadores, incomensuravelmente mais avançadas do que nos anos 80, esta série Automan, pelos seus princípios, não deixa de nos fazer sorrir pela ousadia de então. Afinal a ficção é um mundo onde vale tudo e isso vale para os dias de hoje como nos anos 60, 70 ou 80. Intemporal.
Mas este Automan, recordado ou revisto na actualidade, não deixa de despertar uma nostalgia muito própria. Valeu.

 

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1/08/2010

A paixão pelos cromos – Visão Júnior


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Num artigo sobre a paixão do coleccionismo dos cromos, no site da revista Visão Júnior, é feita uma referência o blogue Santa Nostalgia, o que nos enaltece, até porque de facto dedicamos um espaço e atenção consideráveis à temática dos cromos e do seu coleccionismo. Por conseguinte, continuará a ser um tema para nós querido e recorrente por cá, bem ao gosto dos muitos leitores que habitualmente nos visitam.

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