7/08/2010

Sabonete e pó-talco Bebex

 

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Já temos aqui falado de produtos de higiene íntima para bébés. Hoje trazemos à estampa um cartaz publicitário, do início dos anos 60, ao produto Bebex, na forma de talco, sabonete, óleo e creme.

Ressalta a particularidade de, possivelmente numa campanha, a marca oferecer máquinas fotográficas Brownie Starlet da Kodak, o que na altura seria um luxo ao alcance de poucos.

Seja como for, tenho memória do cartaz mas não do uso do produto e da marca. Desconheço também se ainda existirá no mercado, mas certamente que não até porque as referências ao produto são escassas ou mesmo inexistentes. Mas fica a memória a a típica imagem do bébé feliz nos braços (mãos) de sua mão babada e igualmente feliz.

 

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7/04/2010

Caderno escolar antigo

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Voltamos ao tema dos cadernos escolares de outros tempos, esses emblemáticos auxiliares da nossa escola primária. Desta vez, um belo exemplar, com capas em diferentes cores, ambos de linha larga, sem referência de fabricante ou data, mas possivelmente dos anos 40/50.
A simbologia da ilustração é recorrente neste tipo de cadernos escolares, com um rapaz e uma rapariga a caminho da escola. Esta, já se avista ao fundo, com alguns símbolos característicos como o relógio e a bandeira hasteada. Parece ser o típico edifício com duas salas de aulas, uma para o sexo masculino e outra para o sexo feminino. É verdade, frequentei a escola primária entre 69 e 73 e nessa altura havia salas distintas para rapazes e raparigas embora no recreio e no espaço envolvente à escola não houvesse qualquer impedimento de mistura. Nessa altura explicava-se que um dos critérios era impedir as distracções mas parece que o verdadeiro fundamento, vindo de tempos ainda mais antigos, tinha a ver com o que se considerava das características e necessidades distintas na educação entre rapzes e raparigas e estas aprendiam de facto coisas que não os rapazes, nomeadamente nas famosas aulas de lavores onde lhe eram administradas  tarefas tidas como femininas, como costurar, fazer crochet, culinária, entre outras.

É verdade que estas distinções que hoje em dia podem ser julgadas como discriminatórias e sem fundamento, no fundo não mudaram muito e apesar de haver mulheres que fazem tarefas de homens e vice-versa, tanto no ambiente doméstico como no profissional, também é verdade que ainda há coisas que continuam a ser feitas só por homens ou só por mulheres. Há coisas que se podem vestir de diferentes roupagens e dar-lhes o conceito que se quiser, mas delas não se pode mudar a natureza. Ainda bem que assim é, mesmo quando a outra natureza, a das sociedades modernas, queira pôr tudo no mesmo saco e considerar a excepção ao nível da regra.
Mas isto daria pano para outras mangas e, vejam só, queríamos apenas dar a conhecer uns simples, belos e nostálgicos cadernos escolares.

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7/03/2010

Sabonete Scott´s

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aqui tínhamos falado do curioso sabonete Scott´s, “perfume inconfundível de grande classe e duração – espuma aveludada, suave e embelezadora”.

Voltamos à marca com um novo poster publicitário do início dos anos 60. Verifica-se que já nesses tempos usava-se o “compre um e leve 2”. Há coisas que são intemporais e a publicidade e o marketing, apesar de uma natural evolução, ainda tem princípios que em quase 60 anos pouco ou nada mudaram.


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7/02/2010

Savol – Sabão perfumado


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No princípio dos anos 60, o Savol era um sabão relativamente popular, anunciado como perfumado e adequado à higiene pessoal e lavagem de roupa. Dizia o anúncio que o “Savol não é um sabão comum”.   Não seria de facto, mas esta polivalência, mais tarde aplicada na publicidade com o conceito “2 em 1”, era sim já comum a quase todos os sabões da época incluindo o bem mais popular Clarim ou mesmo o tradicional sabão de barra, tudo menos perfumado, vendido nas mercearias e embrulhado em papel de jornal e que depois em casa ia sendo retalhado conforme as necessidades. Os sabonetes, esses indicados apenas para a higiene pessoal, eram um luxo inacessível à carteira minguada de muitas das famílias portuguesas, sobretudo as da aldeia.
O Savol era fabricado pela emblemática empresa lisboeta Nally, proprietária de, entre outros produtos, do creme Benamor.

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6/26/2010

Caderno escolar – Lusito - Lusita

 Colocando de lado a questão ideológica, propagandista ou de outra natureza, que não vêm ao caso, hoje damos à estampa um dos mais emblemáticos cadernos escolares de sempre. Não pela particularidade do motivo em si, mas principalmente pelo grafismo e pelo colorido utilizado na ilustração, o que de facto não era muito vulgar, até porque um dos princípios da produção de cadernos escolares, como artigos auxiliares, era o seu baixo custo.

Este caderno, julgo ser dos anos 40, tem como tema a Mocidade Portuguesa, sendo que a capa é alusiva aos lusitos, componente masculina do movimento, cujo escalão integrava as crianças rapazes dos 7 aos 10 anos, e na contra-capa, às lusitas, componente feminina.

Veja-se que o estandarte do movimento diferia, sendo o dos lusitos de forma quadrada e o das lusitas em forma de losango.
Este caderno, nos sítios de leilões e vendas de antiguidades e coleccionismo, é um dos cadernos escolares mais valorizados e procurados e o seu preço varia entre os 5 e os 20 euros, dependendo do estado de conservação.

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6/25/2010

Brinquedo Osul – Estádio de Futebol - Espelho




Hoje trago à memória um simples mas prático e interessante objecto, que é simultaneamente um jogo e um espelho. Este brinquedo, com sensivelmente 50 mm de diâmetro e 15 mm de espessura, era fabricado pela Osul. Esta fábrica que produziu inúmeros brinquedos que povoam agora o nosso imaginário infantil, teve a sua origem em 1931, na cidade de Espinho. Então, os irmãos Manuel Henriques (1886-1954) e Artur Henriques (1892-1965), provenientes de Lisboa, fundaram uma pequena empresa de bijuterias e quinquilharias diversas, designada de Henriques e Irmão, Lda, que derivou depois para Luso Celulóide. Nos anos 50 os irmãos apartaram a sociedade e um deles prosseguiu a actividade com uma nova marca, a Hércules e o outro continuou mas mudando o nome de Luso Celulóide para Osul (Luso lido ao contrário). Curiosamente, neste brinquedo é possível lêr-se as duas designações (Luso e Osul).

Para além dos interessantes aspectos ligados à história da empresa em questão, que pela Web podem ser encontrados, a verdade é que os inúmeros brinquedos que fabricou, mesmo as internacionalmente conceituadas miniaturas de automóveis com a marca Metosul, designação que a empresa adoptou já numa fase posterior aquando da introdução no fabrico de maquinaria de fundição injectada, fazem hoje parte das nossas mais gratas memórias do tempo de criança e as brincadeiras associadas.

Este brinquedo em particular, fez parte das minhas brincadeiras no final dos anso 60 e princípios de 70. Para além da óbvia função do espelho de bolso, o jogo traduzia-se numa representação de um estádio de futebol, com bancadas, relvado e  balizas. Dentro do estádio existe uma pequena bola, uma esfera metálica e o princípio do jogo passa por tentar introduzir a bola numa das balizas. É claro que este jogo podia ser  disputado a dois, em que cada criança tinha direito a uma, duas ou três tentativas, estipulando-se um critério para terminar o jogo que poderia ser por um determinado número de séries de lançamentos, de modo a encontrar-se um vencedor. 
  
Recordo-me muito bem que este brinquedo, de que tive vários exemplares, acompanhava-me sobretudo em locais onde tivesse que esperar, nomeadamente no barbeiro, mas também nas horas de recreio onde com os colegas disputávamos campeonatos.
Compare-se o brinquedo em toda a sua simplicidade com uma das actuais consolas de jogos, mesmo as mais banais e de facto as diferenças são abismais, mas a magia que sobrou desses temos e desse brinquedo, como de outros, é  inconfundível e intemporal.

Artigo relacionado: [Link]


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6/24/2010

O Romance da Raposa – Série de animação




Hoje trago à memória a simpática série de animação "O Romance da Raposa", produzida em Portugal e por portugueses. Foi no final dos anos 80 (1988) e a série constava de 13 episódios de 12 minutos cada.
 
O título foi baseado na obra homónima do escritor Aquilino Ribeiro (que em 1924, como prenda de Natal, a dedicou ao seu filho Aníbal), que narra as aventuras e desventuras da Salta Pocinhas, uma “raposeta matreira, fagueira, lambisqueira”.
 
A série foi produzida pela Topefilme e Telecine, sendo realizada pela dupla Artur Correia e Ricardo Neto, adaptação de Marcello de Moraes, diálogos e letras das músicas de Maria Alberta Meneres e música de Jorge Machado.
 
Recordo-me de assistir com agrado a esta série e que foi uma demonstração de que, com finaciamentos apropriados, era possível produzir animação de qualidade em Portugal. Infelizmente os casos semelhantes nunca foram muitos, salvo curtos sketchs. 
 
À volta da popularidade da série, na época foram comercializados alguns artigos, nomeadamente discos com a banda musical da série e também uma colecção de calendários de bolso.
 
"O Romance da Raposa" foi uma das séries repostas pela RTP Memória, sensivelmente por alturas do seu lançamento, creio que em 2004 e posteriormente em 2007. Como perdi ambas, estou a aguardar uma nova reposição.

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(capa de uma edição do livro de Aquilino Ribeiro)

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romance da raposa_6

Mil famosas aventuras
Aqui se vão relatar,
De certa Salta-Pocinhas
Que tem muito que contar.

(Primeiros versos da música do genérico da série)

[Youtube – Link]

6/23/2010

Vestuário – Roupas dos anos 60 - XVI

 

Voltamos à memória de roupas dos anos 60, novamente com modelos para crianças. Como já estamos em pleno Verão, com o calor, a praia e o mar como elementos comuns e apetecíveis, estes modelos de vestuário, onde é marcante a simplicidade, reflectem este tão apetecido período do ano, tanto nos anos 60 como hoje, tanto para as crianças como para os jovens e adultos.

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vestuario anos 60 sn_16_02

(clicar nas imagens para ampliar)

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