7/26/2010

Bronzeador Coppertone

 

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Hoje trago à memória o bronzeador Coppertone, uma marca inicialmente propriedade da Merck, que se fundiu recentemente com a Schering-Plough.

O Coppertone era popular já nos anos 50/60 e frequentemente era alvo de campanhas publicitárias, especialmente em revistas. Para além do primeiro cartaz acima publicado, ficou famoso o segundo, dos anos 50, com a imagem de um cãozito a puxar o calção de uma menina, expondo a diferença do bronzeado. Esta imagem mantém-se como ícone e símbolo da marca. Apesar disso, num contra ciclo, mas num período onde os temas da pedofilia têm tido grande destaque na sociedade moderna, a imagem original tem sido revista de modo a denunciar menos as nádegas da rapariguita.


Por não ser utilizador destes produtos, confesso (santa ignorância) que na actualidade desconheço se será ou não comercializado em Portugal, sendo que no Brasil, produzido pela Mantecorp, é muito popular.
Seja como for, o tempo é de praia e por estes dias excessivamente quentes, com Coppertone ou com outra marca qualquer, mais com protector do que bronzeador, importa sobretudo proteger a pele da radiação do sol, sobretudo de crianças e se possível, na sombra, debaixo do guarda-sol e evitando as horas mais perigosas (11/16). Todos os cuidados são poucos.

7/23/2010

NIVEA Creme

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- Cartaz publicitário de meados dos anos 60.

O creme hidratante NIVEA é um produto e uma marca reconhecida em todo o mundo e a sua popularidade advém da sua qualidade e intemporalidade.
A sua História é riquíssima e interessante e revela-nos um percurso de sucesso.
Aquela latinha azul (que até começou por ser amarela) com um creme branco e perfumado, provavelmente em todo o mundo existe em cada casa. 
 
Para além  de tudo o que se possa dizer sobre a NIVEA, há uma imagem que desde os anos 60 ficou associada à marca, quando esta introduziu no mercado as famosas bolas NIVEA, de tamanho generoso e de cor azul ultramarino, e que faziam a delícia  nas brincadeiras de praia. Por outro lado, na versão gigante, colocada num suporte em muitas das nossas praias, tornaram-se pontos referência e de encontro de namorados e essa imagem, que nos remete ao tempo de férias, praia e mar, faz parte indelével do mais grato imaginário de muitos de nós.
A NIVEA é uma das mais populares marcas propriedade da Beiersdorf.


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7/22/2010

Jaime Pacheco – 22/07/1958

 

Jaime Pacheco, conhecido pela sua carismática carreira como jogador e treinador de futebol, faz hoje 52 anos, já que nasceu em Paredes, em 22 de Julho de 1958.


Como futebolista jogou no F.C. do Porto - 1980/1984 (onde mais se notabilizou); Sporting - 1984/1986; de novo no F.C. Porto - 1986/1989; V. Setúbal - 1989/1991; Paços de Ferreira - 1991/1993; Sporting de Braga - 1993/1994.


Como treinador, o seu feito maior foi a conquista do Campeonato Nacional (I Liga) pelo Boavista F.C., em 2000/2001, mas nessa função, antes e depois, esteve ao serviço de muitos outros clubes, como o Paços de Ferreira, Rio Ave, União de Lamas, Vitória de Guimarães e Belenenses e ainda o Mallorca - Espanha e Al-Shabab, da Arábia Saudita.

De Jaime Pacheco, para além da característica e precoce careca, ainda enquanto jogador, é conhecido o seu carisma, sobretudo o seu discurso muito directo para além da sua intrínseca qualidade e que fez dele um excelente futebolista, tanto nos clubes por onde passou como também na Selecção Nacional, onde foi Internacional A por 25 vezes, onde se destaca a sua participação no Campeonato da Europa – França 84 e Campeonato do Mundo – México 86 (de má memória com o caso “Saltillo”).

Pela sua frontalidade, por vezes excessiva e incómoda, se calhar passou ao lado de uma carreira num dos “três grandes”, nomeadamente no F.C. do Porto, pelas raízes da sua ligação, mas demonstrou sempre ser um homem vertical, sem estômago para determinadas situações tão características e recambolescas do nosso futebol, sobretudo ao nível do dirigismo.

Por tudo o que representou e representa, deixamos aqui um simples tributo ao Jaime Pacheco, com a colagem de diversos cromos, dispersos pelas diferentes equipas e épocas, incluindo da Selecção Nacional.

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7/21/2010

Colgate - Dentífrico

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Cartaz publicitário de 1961, apresentando o dentífrico Colgate, na altura do seu lançamento em Portugal. Esta marca, a par da Pepsodent, serão certamente as marcas mais populares e usadas pelos consumidores portugueses desde a sua introdução no nosso mercado.

Por essa altura recordo-me que aos poucos os dentífricos, vulgo pasta de dentes, começavam a fazar parte da higiene oral no quotidiano das pessoas o que até ali nem sempre acontecia nomeadamente em ambientes de aldeias interiores. É claro que, recorrendo-se a produtos naturais, existia sempre alguma higiene. Por exemplo, mesmo sem a popularidade dos dentífricos, frequentemente era usada cinza da lareira para esfregar os dentes, o que resultava muito bem pois a cinza é um abrasivo macio. Também se utilizavam certas plantas.

Por outro lado, sendo certo que a medicina dentária estava muito pouco implantada, e quando havia necessidade de extrair um dente por vezes era o barbeiro da aldeia a fazer o papel de carrasco, mas também é verdade que de um modo geral as pessoas tinham uma alimentação mais saudável, sem as lambarices modernas repletas de açúcar, e isso reflectia-se na saúde dos dentes. Pelo contrário, existindo hoje bons dentistas e gabinetes odontológicos quase em cada esquina, também é verdade que estão quase sempre repletos de pessoas com problemas diversos, sendo por isso actividades muito rentáveis.

A História da marca:

1783
Recuemos, então, até 1783, ano do nascimento de William Colgate.
Nessa época, o sabão era feito em casa e sê-lo-ia ainda durante bastante tempo. Mas, este jovem norte-americano tinha visão para o negócio e, em 1806, com apenas 23 anos, estabeleceu-se com um pequeno negócio de sabões, goma e velas, na ilha de Manhattan, em Nova Iorque. Decidido a fabricar e a comercializar artigos até então tradicionalmente feitos em casa, William apostou forte na grande qualidade e baixo preço do produto, fórmula certa para a conquista das consumidoras.
1817
Apercebendo-se da importância, cada vez maior, da publicidade, na comercialização dos produtos, cedo começou a sua propaganda em jornais e cartazes espalhados pelas ruas de Nova Iorque (1817).
1847
Devido à expansão do negócio, William mandou construir uma fábrica em Jersey City (1847), onde passaram a ser fabricados todos os produtos.
A morte de William Colgate, dez anos mais tarde, não afectou o negócio, passando a companhia a ser administrada por alguns dos seus familiares e associados.
1872 - 1898
Em 1872, foi lançado no mercado o sabonete "Cashmere Bouquet", o primeiro grande êxito comercial dos produtos Colgate, seguido, em 1873, pelo aromático creme dentífrico Colgate, embalado em boiões.
Em 1896, este creme dentrífico tornou-se no primeiro a ser embalado em tubos flexíveis, semelhantes aos actuais.
Nesse mesmo ano, foi estabelecido o primeiro laboratório de pesquisa Colgate.
Em 1898, foi introduzido no mercado o sabonete Palmolive (feito à base de óleos de oliva e palma), produzido pela B.J. Johnson Soap Company, mais tarde chamada Palmolive Company, devido ao êxito alcançado pelo sabonete do mesmo nome.
1913 - 1923
Em 1913, realizou-se a primeira exportação de sabão para Inglaterra, a partir da fábrica Colgate, em Toronto (Canadá). De tal forma a produção da companhia aumentou nos Estados Unidos, que se tornou necessária a construção de novas fábricas e a compra de outras, para remodelação.
Em 1923, foi construída uma fábrica em Sydney (Austrália).
1924
Em 1924, os produtos da Companhia foram, pela primeira vez, fabricados na Europa (Paris).
1928 - 1929
Em 1928 a Colgate Company associou-se à Palmolive Company. A fusão destas duas grandes companhias permitiu, não só, que ultrapassassem com sucesso a grande depressão económica de 1929, mas também que continuassem a sua expansão, contrariamente a grande quantidade de outras fábricas, obrigadas a fechar.
1937
Em 1937, foi iniciada a produção de detergentes.
1953 - 1956
Em 1953, a companhia adoptou o nome actual de Colgate Palmolive Company e, em 1956, mudou a sede para New York City.
1976
Em 1976, adquiriu a Hill's Pet Products, iniciando-se num ramo completamente novo: comida para animais de estimação.
A Companhia manteve sempre o mesmo ritmo, o que levou à continuação da aquisição de fábricas e marcas e ao lançamento no mercado de produtos cada vez mais dinâmicos, inovadores e competitivos.
Presentemente
Presentemente, a Colgate-Palmolive Company, produz e comercializa produtos que vão desde os de limpeza caseira (detergentes para a loiça e lava-tudo, lixívias, esfregões, detergentes para a roupa delicada, amaciadores, etc.), aos produtos de higiene pessoal e oral (sabonetes, gels de banho, shampoos, desodorizantes, pastas e escovas de dentes, linha para homem, etc.) e produtos para animais, tendo subsidiárias em cerca de 75 países, nos cinco continentes.
Produz detergentes para todo o tipo de lavagens, desde a vulgar barra de sabão das ilhas do Pacífico (onde a roupa ainda é lavada à mão nas águas do rio), aos amaciadores utilizados nas nossas máquinas de lavar e comercializa as suas marcas em mais de uma centena de países.
As fábricas, vão desde as instaladas na China e em África, onde a maior parte do trabalho efectuado é manual, até à moderna fábrica de Ohio, nos Estados Unidos, totalmente operada por computador.
A Colgate-Palmolive em Portugal
E depois desta viagem pela Colgate-Palmolive Internacional, chegou o momento de sabermos um pouco sobre a Colgate-Palmolive em Portugal.
1959
A Colgate-Palmolive inicia a sua actividade em Portugal com os dentífricos Colgate e os sabonetes e produtos para a barba Palmolive. A distribuição era subcontratada e o escritório comercial situava-se em Lisboa.
1961
É realizado um contrato com a SNS - Sociedade Nacional de Sabões, para a produção dos sabonetes Palmolive. O dentífrico Colgate e os produtos para a barba Palmolive são produzidos pela Colgate-Palmolive em linhas instaladas na antiga fábrica da SNS em Marvila.
Anos 60-70
O sucesso inicial foi tão grande, que permitiu o lançamento de novos produtos, com uma frequência quase anual: dentífrico Colgate (1961), creme de barbear Palmolive em bisnaga e sabonete Cadum(1962), pó de limpeza Ajax (1963), escova de dentes Colgate (1964), dentífrico Colgate Flúor e esfregão Bravo (1965), shampoo Palmolive (1967), after-shave Palmolive (1968), limpa-vidros Ajax (1970) e limpa-tudo Ajax (1971).
1972
É inaugurada uma fábrica em Queluz de Baixo, para onde passou a produção da maioria dos nossos produtos.
1976
Investimento numa moderna máquina de injecção de plásticos, para produção dos frascos, o que permitiu a integração vertical do nosso processo fabril.
1980
É inaugurada a nova sede da empresa, também em Queluz de Baixo. As instalações passam também a servir como centro de distribuição dos nossos produtos.
1973-1990
Lançamentos de novos produtos continuaram com o Soflan (1973), a espuma de barbear em aerosol Palmolive (1974), o dentífrico Dentagard e o creme amaciador Palmolive (1982), o dentífrico Colgate Gel (1984), o lava-tudo Fabuloso (1986) e o dentífrico Colgate Júnior (1989).
1990
Em 1990 a Colgate Palmolive adquiriu à Quimigal, S.A. o grupo Unisol , um dos maiores na área de produtos de consumo em Portugal.
A Unisol trouxe para a Colgate importantes marcas locais como o lava-loiça Super Pop, a lixívia Javisol, e os produtos de higiene pessoal Festa, Feno, Pigal e Vert Sauvage.
1990-1992
Concentração das operações fabris no Sobralinho em Vila Franca de Xira e das comerciais nos escritórios em Queluz de Baixo.
Profunda reestruturação fabril iniciando-se a produção centralizada de líquidos para Portugal e Espanha no Sobralinho, após o fecho das fábricas de Alovera em Espanha e Queluz de Baixo em Portugal.
1992-1993
Construção e início de funcionamento de um moderno armazém de distribuição semi automático e consequente centralização das operações de distribuição no Sobralinho.

[fonte]

7/20/2010

Chegada do Homem à Lua

Passam hoje 41 anos (20 de Julho de 1969) sobre a primeira chegada do Homem à Lua. Foi pela missão Apollo 11, integrada pelos astronautas norte-americanos, Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins.
Para além da Apollo 11, mais 5 missões tiveram êxito e ao todo 12 astronautas norte-americanos tiveram o raro privilégio de pisar o solo lunar.
Tal como proferiu Neil Armstrong no momento histórico (pelos vistos de forma ensaiada e não espontânea), tratava-se de "um pequeno passo para o Homem mas um grande salto para a Humanidade".
Decorrido todo este tempo, e apesar do sucesso de outras missões posteriores à Apollo 11, e apesar da importância do assunto para os rivais na corrida espacial, a União Soviética (URSS), a verdade é que ainda vão ganhando adeptos algumas teorias de fraude, defendendo e tentando provar que tudo o que foi divulgado à volta da 1ª chegada do Homem à Lua foi forjado algures num deserto dos Estados Unidos.
Quanto ao dia propriamente dito, era criança mas recordo-me do acompanhamento dado pela RTP, em plena era do preto-e-branco. Segui o assunto com a curiosidade e fascínio próprios da idade e à noite não evitava ir à rua e olhar de boca aberta para o céu nocturno, tentando, em vão, ver os astronautas a passearem na Lua, aos saltinhos nos seus fatos espaciais.

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A Comunhão Solene ou Profissão de Fé

 A Comunhão Solene, ou Profissão de Fé, é uma rito ou celebração do percurso da Catequese dos fiéis da Igreja Católica e que ocorre sensivelmente por volta dos 10 ou 11 anos das crianças, pré-adolescentes. Actualmente creio que essa etapa está relacionada com o 6º ano de catequese.
A Profissão de Fé, em traços gerais, pretende ser uma confirmação ou o consentimento próprio, livre e individual de cada cristão face aos compromissos antes assumidos pelos pais e pelos padrinhos aquando do sacramento do Baptismo. Será assim o renovar do compromisso, o professar da sua própria fé perante Deus, perante si próprio e perante a comunidade. Por isso, um rito fundamental da celebração é o Credo, em que todos juntos, mas em nome individual, cada participante compromete-se a renunciar ao mal simbolizado por Satanás e depois profere e exclama a sua crença na fé em Deus e na Sua Igreja.

Esta celebração nos dias de hoje continua a ser importante e regra geral é motivo de festa na comunidade paroquial e nas famílias e para além da componente cerimonial, dá lugar a um lauto banquete.
Verdade se diga, apesar dessa mesma importância, muita coisa mudou e, no caso, para pior. Por regra realiza-se nos meses de Verão (Junho, Julho e Agosto).
Recordo-me perfeitamente do ano de 1973, quando num Junho muito quente, a 21, Dia de Corpo de Deus, juntamente com cerca de três dezenas de crianças entre rapazes e raparigas, vivi a minha Comunhão Solene. De facto foi um dia inesquecível, o culminar de uma longa preparação, com os 4 anos de catequese, a aprendizagem da doutrina que dava lugar a um exame escrito e oral realizado pelo pároco e os exigentes ensaios preparativos da cerimónia que incluiam cânticos, desfile em procissão e alguns discursos de ocasião. Recordo-me que ao lado de uma colega, e alternadamente, li a chamada Oração Universal ou Oração dos Fiéis, para além de ter cantado a solo um refrão de um cântico.

O dia da Comunhão Solene na minha aldeia, e até recentemente, por ser pequena, realizava-se apenas de 2 em 2 anos juntando em média cerca de 30 crianças. Por essa época e durante mais alguns anos, era de facto um dia de festa vivido de forma especial e que envolvia não só as crianças e famílias mas toda a comunidade.
Uma das etapas da cerimónia, logo pela manhã, consistia no ponto de encontro junto a uma capela existente num dos lugares altos da aldeia e depois um desfile encabeçado pelos “anjinhos” (crianças pequenas vestidas de anjinhos com tule colorido e com asas nas costas e aura de flores na cabeça) até à igreja matriz . Já na parte da tarde, depois do almoço, era rezado o terço cerimonial na igreja matriz e de novo uma procissão, tradicionalmente organizada, acompanhada por Banda de Música, rumando até à capela  onde perante a figura de Nossa senhora, uma menina fazia um discurso de agradecimento. Depois a procissão, com a mesma pompa e circunstância, mas já com alguns “anjinhos” de asa caída, regressava de novo à igreja matriz onde terminava a cerimónia com o bonito rito da oferta dos ramos de flores a Nossa Senhora. Diga-se que a capela está afastada da igreja matriz cerca de 1,5 Km. Era assim um dia em cheio e cansativo.

Mas dizia que toda a comunidade se envolvia e com a devida antecedência, as mulheres organizadas por lugares, preparavam os enfeites, que consistia em fabricar flores de papel colorido e adornar com papel recortado centenas de metros de corda que depois serviriam para adornar o trajecto da procissão entre a capela e a igreja matriz. Os homens, na véspera da festa, tratavam de instalar os mastros com bandeiras nas bermas da rua do percurso, sendo a estes afixadas as decorações feitas pelas mulheres e nas bases dos mastros eram também afixadas folhas de palmeira às quais eram penduradas as flores de papel. O chão era enfeitado com plantas verdes, alecrim e rosmaninho.

Para além de tudo, e ao contrário do que hoje em dia acontece, havia muita simplicidade e autenticidade em tudo o que se fazia. As crianças regra geral íam vestidas de cerimónia mas de forma modesta. Os vestidos das meninas, quase sempre alugados,  eram sempre brancos mas muito simples e homogéneos. Os rapazes levavam um simples fato mas com o casaco coberto por uma alva ou opa branca. Hoje em dia é o que se sabe, com autênticos desfiles de vaidades onde cada criança, sobretudo as raparigas, procuram exibir a importância social dos pais, com autênticos vestidos de noivas, complexos e demasiado caros, penteados elaborados e adornos desnecessários como colares, pulseiras, relógios e anéis. É verdade que ainda há paróquias que lutam contra estas “feiras de vaidades” e todas as crianças vão vestidas com hábitos todos iguais, mas no geral a cerimónia da Comunhão Solene está transformada num acto de exibicionismo num desfile de modelos, mais virada para o exterior, para a imagem e menos para o essencial à luz da vertente religiosa e espiritual.

Por outro lado, nessa altura o almoço de festa era realizado em casa, juntando-se à família os padrinhos e alguns familiares mais próximos e a melhoria do repasto poderia passar pela matança de um galo e pela compra de 2 Kg de carne de vaca num dos raros talhos das redondezas. A dona de casa também confeccionava um doce e uma ou outra lambarice. Hoje em dia organizam-se aparatosos banquetes, tanto em restaurantes como (seguindo a moda e a tendência) em quintas e espaços de eventos onde se servem caríssimos e pomposos copos de água, à laia do que é norma em casamentos.
Como prenda, e seguindo-se a tradição, recebi de meu padrinho/avô, um belo relógio Cauny Prima e 25 tostões de um ou outro familiar que poucas semanas depois gastava em lambarices na festa anual da aldeia. Quanto às raparigas recebiam por norma dos padrinhos uma volta ou pulseira de ouro ou mesmo uns brincos. Relógio para as meninas era mais raro.
A pretexto de toda esta recordação, publico uma ilustração do final dos anos 60 com vários modelos de vestido de menina para a cerimónia da Comunhão Solene e alguns dos tradicionais “santinhos” alusivos à cerimónia.

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Os tradicionais santinhos oferecidos na Comunhão Solene.

7/17/2010

Shampoo Sunsilk

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Shampoo Sunsilk, uma marca criada em 1950, propriedade da multinacional Unilever, com uma linha voltada para a higiene, tratamento e cuidados do cabelo, sendo no seu nicho uma das marcas mais vendidas mundialmente.   

Sempre foi um produto bem conceituado, quiçá com um preço médio acima da concorrência.
Em adolescente usava com frequência, sobretudo na variante de limão, ideal para cabelos um pouco oleosos mas era corrente a ideia de que o Sunsilk era sobretudo um shampoo para raparigas, sobretudo pelos aromas. Preciosismos. Em oposição à minha preferência pela versão limão, não gostava da versão Ovo, pois relacionava com ovos partidos em cima de uma cabeça.

Acima a nostalgia de um cartaz publicitário do início dos anos 70, concretamente de 1971, e suas variantes comercializadas, seguido de alguns actuais produtos da marca.

7/16/2010

Detergente OMO

 

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De novo trazemos à memória o popular detergente OMO, porventura mais nos anos 60 e 70 do que agora, um pouco ultrapassado por outras marcas.
Seja como for, e porque o OMO ajudou a lavar muita da nossa roupa, suja pelas traquinices e brincadeiras de criança, e porque é certamente uma marca nostálgica, sabe sempre bem publicar aqui os antigos cartazes publicitários.

 

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7/15/2010

Matraquilhos e Mundial 82

 

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O Campeonato do Mundo em Futebol 2010, que decorreu na África do Sul, terminou no Domingo passado e já faz parte da história.
A este propósito veio-nos à memória outro Mundial de Futebol, o de 82, organizado pela Espanha (justa vencedora da edição recente), cuja mascote era o emblemático e sumarento Naranjito.
Parece que foi ontem, e por momentos regresso ao café da aldeia onde entre amigos, uma cerveja gelada e um abafado calor de trovão, assistia rendido ao futebol mágico do Brasil, de Sócrates, Zico, Júnior e Falcão, só travado pelo carismático e manhoso jogo de Itália e Paolo Rossi que arrecadaram o troféu de forma quase imprevista depois de uma parca prestação com apenas 3 empates na primeira ronda de grupos. E, contudo, entre ambas as edições decorreram 28 anos, quase três décadas. Se o vencedeor fosse determinado pela justiça e sobretudo pela beleza do futebol, o Brasil teria sido um excelente campeão.


Este cartaz publicitário dessa altura, para além da grata evocação do Mundial de 82, publicita um jogo de matraquilos, para crianças, um lançamento da Dinamização, empresa ou distribuidora pouco conhecida mas que por essa época estava associada a interessantes brinquedos e jogos.

Os matraquilhos, sobretudo na versão clássica, sempre foram um jogo que despertou o interesse da rapaziada. À volta do mesmo organizavam-se renhidos torneios e havia verdadeiros especialistas, tanto na linha defensiva como na avançada. Esse interesse ainda se mantém, sobretudo em cafés de bairro, aldeia e associações culturais e recreativas, e, vejam só, até existe uma Federação Portuguesa de Matraquilhos.

Este tema dos matraquilhos está repleto de boas memórias de tempos passados pelo que voltaremos ao assunto. Para já fica o cartaz e a evocação.

7/11/2010

Velhos caminhos

 

Ontem, Sábado, já ao declinar da longa tarde mas ainda com o sol teimoso na descida, fui dar uma caminhada por velhos lugares e sítios percorridos em criança. Nessa altura, eram um palco misto de brincadeira e trabalho. Nas canseiras das lides do campo, ajudando os pais, havia sempre tarefas a cumprir, desde o tempo da preparação das leiras para receber as sementeiras até às colheitas, já por meados de Outubro, passando pelas mondas e regas, não faltavam motivos de cuidados e mil canseiras. A plantação da batata, do milho, feijão, centeio, aveia, até às podas e vindimas, ou mesmo no cuidado e guarda de algumas cabeças de gado, era sempre um pão-nosso-de-cada-dia, trabalhado, suado mas abençoado. Mas é claro que havia também tempo e lugar às brincadeiras, vestidas de aventuras de índios e cow-boys, Robin dos Bosques, Tarzan ou Pequenos Vagabundos.

Passados todos estes anos, quase tudo mudou: Essas generosas leiras, de onde se arrancava parte da subsistência diária, estão agora transformadas em extensões de pinhais bravios onde apesar da beleza das amoras silvestres, que já começam a engordar e a pintar, os silvados são reis e senhores. Os carreiros, ainda vincados de outros tempos, são mais estreitos e submersos pela vegetação que cresce a seu belo prazer. Os regos sinuosos por onde passavam ligeiras as águas cantantes a caminho das regas, como veias caudalosas levando vida aos grossos e verdes milheirais, estão quase impraticáveis porque já ninguém os usa. As represas, esses regaços límpidos de águas de nascentes e minas, são uma pálida imagem de outros tempos e outras necessidades mas nelas ainda moram as rãs e sapos e à sombras da densa vegetação que as adornam, ainda namoram piscos, rouxinóis, pintassilgos, melros, gaios e pegas. Os moinhos, tocados pela força dessas abundantes águas, estão já em ruínas, sem telhados e esventrados na sua inutilidade e dá pena ver os rodízios podres pelo tempo, evocando outros dias e  noites em que incansáveis giravam afogados no infinito corropio da moagem dos consortes.

Mesmo assim, mesmo com toda esta dor de alma e de coração, faz-nos bem este regresso aos palcos da nossa meninice porque apesar desse entorpecimento e abandono das coisas e lugares, ainda é possível absorver muitas marcas de coisas imutáveis, como um velho muro, um velho carvalho, um aqueduto de água, a represa, o moinho, etç. Não é difícil adivinhar as mulheres a cantar pelos campos, alegres e distraídas; Ainda é possível sentir o cheiro morno da leiva da terra rasgada pela charrua puxada a bois nas frescas manhãs da Primavera na companhia das irrequietas alvéolas; Quase que sentimos o cheiro maduro das uvas e um mosto doce como banquete de abelhas e pássaros ou, mais cedo, uma aguarela de flores que hão-de brotar frutos.

Num desses sítios, um autêntico paraíso na terra, palco verde e fresco de uma sinfonia matinal de chilreios e de águas cantantes, estão já a decorrer obras de mais uma auto estrada, a A32 e tudo está já de pantanas e mesmo ao lado do velho moinho, onde tanta farinha vi nevar, mas agora em tristes ruínas, estão já a nascer pilares para um longo viaduto. É verdade que já não tem as frescas vides e sombras dos frondosos carvalhos e castanheiros como companhia, mas parace que vai descansar o resto dos dias á sombra do viaduto. Felizmente, mesmo à passagem do pogresso e dos caminhos de betão e asfalto, ainda há umas résteas de alguma sensibilidade e, sempre que se pode, preservam-se essas marcas de um tempo, de um povo e de um viver.

Já com o sol a brincar às escondidas por detrás dos pinhais do monte, volto costas e subo de regresso a casa, não muito longe, o que permite outros e constantes regressos, mas não deixo de pensar: – Meu Deus, o que te fizeram, vellhos sítios, o tempo e os homens!

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(clicar nas imagens para ampliar)

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