2/17/2011

Fantasma – O Espírito que caminha

 

Completam-se hoje 75 anos (17 de Fevereiro de 1936) que o herói de Banda Desenhada, conhecido e popularizado entre nós como “O Fantasma”, apareceu pela primeira vez,  com publicação, em tiras, no jornal “New Yorker American Journal”, o que passou a fazer-se diariamente.

Em Portugal o herói deu à costa editorial em 1952, quase duas décadas depois, publicado na clássica revista de Banda Desenhada “Condor”. Seria, no entanto, popularizado sobretudo na revista “Mundo de Aventuras”, onde era presença mais ou menos assídua, quase sempre com belas capas do artista Carlos Alberto Silva. Apesar disso, o Fantasma e as suas aventuras encheram páginas de outras conhecidas publicações portuguesas, como o “Jornal do Cuto”, “Audácia”, Heróis Inesquecíveis” e outras mais.

Pessoalmente, temos vários números de várias colecções.

O Fantasma terá sido uma espécie de advento e percursor dos super-heróis “de pijama e collants”, já que a sua característica indumentária foi uma espécie de matriz para futuros heróis, sobretudo do universo da Marvel, realçando o aspecto físico e os movimentos na acção.

O Fantasma, conhecido como “o espírito que caminha” e “o homem que nunca morre”, tinha o palco da sua acção e aventuras numa selva africana, mais ou menos imaginária, chamada de Bengala, e tinha o seu refúgio numa caverna com a entrada em forma de caveira, de resto também a marca do seu famoso anel com que marcava o rosto dos bandidos e fora-da-lei que combatia numa luta interminável, quase sempre ao lado da sua bela namorada Diana Palmer (com a qual chegou a casar), o seu cavalo “Herói”, o seu cão “Diabo” e outros mais.

O Fantasma nasceu da inspiração de Lee Falk, “pai” do não menos famoso mágico do mundo da  Banda Desenhada, “Mandrake” e o desenhador  Sy Barry, que deu continuidade ao trabalho anterior de Ray Moore e Wilson McCoy, terá sido, quanto a nós, o que lhe imprimiu o seu traço mais característico. Na actualidade, rezam as crónicas que o trabalho criativo das tiras diárias do herói está a cargo de Paul Ryan.

O Fantasma é assim muito justamente, um dos muitos heróis fantásticos que povoaram o nosso imaginário de crianças e apesar da provecta idade, que afinal não faz mossa para quem se diz ser “imortal”, continua a sua infindável missão de combater os maus e estar ao serviço dos fracos e oprimidos, mesmo que continue a sua aura de mistério ou não fosse conhecido por Fantasma.

Faz falta um herói destes na selva da nossa sociedade portuguesa e não faltariam criminosos a precisar de ser marcados.

Do nosso espólio, ficam algumas das capas consagradas ao Fantasma.

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- Excelente sítio que nos fala do “Fantasma”


Gago Coutinho

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Passam hoje 142 anos sobre a data de nascimento do almirante Gago Coutinho (17 de Fevereiro de 1869 – Lisboa), uma das figuras emblemáticas da nossa História de Portugal, que, conjuntamente com Sacadura Cabral, realizou o então (1922) enorme feito da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo de um frágil hidrovião, o Lusitânia.

Desconheço se essa é uma façanha ensinada nas escolas actuais, mas no meu tempo sim, no caso através do livro de História de Portugal, da 4ª classe.
Do mesmo livro, e a propósito da data e em memória desses heróis, de modo especial o Gago Coutinho, publico aqui as duas respectivas páginas.

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- Fica aqui o link para um excelente sítio sobre esta figura ímpar da nossa História, repleta de documentos.

2/14/2011

Dia dos Namorados

 

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Hoje é o dia de S. Valentim, Dia dos Namorados.
Entre nós é uma data com poucas ou nenhumas tradições e a sua base importada decorre sobretudo da globalização e interesses comerciais.

A sua implantação em Portugal assume principalmente essa vertente consumista e é relativamente recente. Interessa sobretudo aos restaurantes, perfumarias e floristas, mas não só. Para o comércio, sobretudo grandes superfícies, a par do Carnaval, é um dia interessante e rentável que aparece entre o Natal e a Páscoa já que tem de facto um forte apelo ao consumo, aos jantares ou às prendas mútuas. No meu caso, nada me diz, mesmo que coincida quase com o dia de aniversário da esposa (15 de Fevereiro), esse sim, o nosso Dia dos Namorados.

Outro exemplo de uma tradição importada e imposta pelo comércio é o Dia das Bruxas, o Halloween, entre 31 de Outubro e 1 Novembro e que aos poucos, tal como o Dia dos Namorados, vai encontrando acolhimento sobretudo nos mais novos.

Por outro lado, de um modo geral, hoje em dia o namoro já não é o que era e o termo namorar é um mero eufemismo que só ganha importância neste conceito comercialista. Os actuais namorados na realidade têm uma vivência e comportamento quase em tudo semelhante a um casal formalizado no casamento ou na união de facto, salvo que muitos, aparte a cama que vão partilhando, continuam com a casa, a segunda cama, a mesa e a roupa lavada dos paizinhos que cada vez mais os têm que albergar para lá dos 30.


É verdade que as tradições em si são um elemento dinâmico que reflectem aspectos culturais, sociais ou religiosos, de países e regiões, ou até mesmo de aldeias, e assim é natural que com o tempo se assista a uma variação dos pressupostos, que podem passar por mudanças, extinções ou até aparecimento de novas rotinas que depois adoptam o nome de tradições.
Esta realidade em si não tem nada de surpreendente, porque é evolutiva, mas também é verdade que revela algum empobrecimento das nossas verdadeiras raízes, já que somos expertos a assimilar contextos marcadamente importados quando, pelo contrário, vamos perdendo ou ignorando os verdadeiramente nossos. Ora uma sociedade que desvaloriza ou permite a alteração das suas raízes de forma tão ligeira, não deve ser tomada lá muito em conta.


É o preço da globalização, com todos os prós e contras.


Toddy – Latas brinde

 

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Neste princípio de semana, frio e sensaborão, já ía um copo deToddy, espesso e quentinho a fumegar. Ou mesmo, como diz a publicidade, directamente da lata.

 

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Toddy – É todo saúde e energia!

2/11/2011

Dia Mundial do Doente

 

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Hoje é o Dia Mundial do Doente, instituído em 1992 pelo papa João Paulo II, e recordar algumas situações, como a recente, de uma idosa que morreu só e abandonada no seu apartamento, em Rinchoa - Sintra, sendo descoberta apenas 9 anos depois, e decorrente de um processo de penhora (a faceta implacável e materialista do Estado), e com a recusa sucessiva do próprio Tribunal em ordenar o arrombamento da porta, ante a necessidade lógica e óbvia de se tentar encontrar alguém desaparecido, só reforça a perda ou subversão de valores da nossa sociedade que de um modo geral despreza os fundamentais à vida e à sua preservação. Não fora alguma sociedade civil e algum voluntariado social, de modo especial ligado à Igreja, e os idosos deste país estariam ainda mais abandonados à doença, à solidão e ao desprezo, tanto pelo Estado como pelos próprios familiares.

Com um Estado em que se anuncia que já terá gasto 100 milhões de euros com abortos, depois da entrada em vigor da legalização, e que se permite relaxar políticas elementares de apoio aos idosos, incluindo cortes nas magras pensões, ou à natalidade, não deixa de ser dolorosamente sintomático do estado a que este pobre país chegou. Pode não haver um subsídio para mitigar as dificuldades da doença ou dinheiro para apoio de projectos de lares e centros de apoio e acolhimento, ou para um maior subsídio à maternidade e à promoção da vida, mas há seguramente para milhares de abortos, no geral fruto de condutas de promiscuidade, irresponsabilidade e muitas noitadas de copos de jovens e adolescentes.

Este Estado e este sociedade com estas contradições envergonham-nos.


2/10/2011

Chalana

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Passam hoje 52 anos sobre o nascimento de Chalana, um dos nomes incontornáveis do futebol do S.L. Benfica dos meados dos anos 70 e 80.

Fernando Albino Sousa Chalana, nasceu no Barreiro, em 10 de Fevereiro de 1959. Das camadas jovens do F.C. Barreirense, abalou para o Benfica onde chegou na época 76/77, jogando até à época 83/84. Em 1984, teve um dos momentos altos da carreira, quando participou pela selecção nacional no Europeu de 84, realizado em França (que nos eliminou nas meias-finais por 3-2 após prolongamento). Então foi contratado pelo clube francês Bordeús, onde esteve de 84/85 até 87/88, regressando ao Benfica para as duas épocas seguintes. Já em final de carreira, passou pelo Belenenses (90/91) e Estrela da Amadora (91/92).

Arrumada a carreira de futebolista enveredou pela natural carreira de treinador, nomeadamente no Benfica como adjunto e treinador do futebol de formação e ainda em clubes como o Paços de Ferreira (adjunto) e o Oriental.
Avançado genial, com um sobrebo pé-esquerdo e boa capacidade de finta.
Chalana é por tudo isso um dos grandes nomes do nosso futebol.

Para a memória, ficam aqui alguns cromos do Chalana.

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2/04/2011

Torneró – I Santo Califórnia

 

Hoje veio-me à memória uma das inesquecíveis baladas italianas, exactamente "Torneró", dos "I Santo Califórnia", um grupo italiano formado em meados dos anos 70, composto por Pietro Barbella (vozes e teclado), Gianni Galizia (guitarra), Donato Farina (bateria), Domenico Ajello (baixo) e Massimo Caso (guitarra).


"Torneró" (Voltarei), foi de facto o seu maior êxito e extravasou a Itália para se tornar popular em todo o mundo com um registo superior a 10 milhões de cópias vendidas.


Os “I Santo Califórnia”  participaram em 1977 no clássico festival musical "San Remo" com o tema "Mónica" que se classificou em 3º lugar.
Com o tempo o grupo foi perdendo notoriedade mas em função de "Torneró" fará sempre parte das boas recordações dos temas românticos italianos dos anos 70. Continua assim a ser escutado com agrado, principalmente naqueles momentos mais melancólicos. Para além da música, a letra também se “põe a jeito”.

 

- Uns anos depois…

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i santa california

Tornerò
Rivedo ancora il treno
allontanarsi e tu
asciughi quella lacrima
Tornerò

Com'è possibile
un anno senza te.

Adesso scrivi aspettami
il tempo passerà
un anno non è un secolo
Tornerò

Com'è difficile
restare senza te.

Sei
sei la vita mia
quanta nostalgia
senza te
Tornerò, tornerò.

Da quando sei partito è, cominciato per me la solitudine
intorno a me c'è il ricordo dei giorni belli del nostro amore
la rosa che mi hai lasciato si è ormai seccata
ed io la tengo in un libro che non finisco mai di leggere.

Ricominciare insieme
ti voglio tanto bene
il tempo vola aspettami
Tornerò

pensami sempre sai
e il tempo passerà.

Sei
sei la vita mia (amore mio)
quanta nostalgia (un anno non è un secolo)
senza te
Tornerò
Tornerò
pensami sempre sai
tornerò
tornerò


2/02/2011

O Google diz-nos que o Vitinho tem 25 anos. Quem diria…



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Hoje o Google, na sua habitual página de abertura, diz-nos que o Vitinho faz 25 anos. Está um Vitão. De facto, da malta de 80 e 90 quase não haverá ninguém que não saiba quem é o Vitinho, essa figura ternurenta que diariamente durante muitos anos, sempre em horário nobre, em plena guerra com a pasta de dentes e o travesseiro, nos vinha lembrar (aos mais pequenos) que estava na hora de recolher à caminha.

O Vitinho sucedeu aos também populares bonecos especialistas nos preparativos do sono das crianças portuguesas, concretamente a Família Pituxa e os Meninos Rabinos.

Esta lembrança do Google é assim uma feliz memória e uma das raras referências a aspectos portugueses, mesmo que seja, naturalmente, apenas para consumo interno no Google.pt. Valeu!


2/01/2011

Tokalon – Responsavelmente mulher

 

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Tokalon – Responsavelmente mulher.

Cartaz publicitário do início dos anos 70. Para além de todas as virtudes e benefícios apregoados pelo Tokalon, como, de resto, pelos demais produtos congéneres, não deixa de ser curioso que os rostos destas campanhas sejam sempre bonitos e jovens, no que é um paradoxo da publicidade. Assim, mulheres e homens elegantes, com belos e fartos cabelos, bons dentes e pele delicada, são frequentemente associadas aos respectivos produtos, quando, num certo sentido de lógica, deveriam aparecer modelos com características contrárias, ou seja, gordos, calvos ou carecas, desdentados e repletos de rugas, afinal o tipo de clientes a quem supostamente os produtos maiores benefícios trariam.

Mas é claro que para a publicidade e marketing, apesar da sua importante função, estas são questões que não merecem consideração de maior, porque acima de tudo é sua função transmitir e vender a imagem, mesmo que ilusória ou irreal ou nem sempre em pressupostos lógicos..

 

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