7/21/2011

Totobola

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O popular jogo do "TOTOBOLA", cujo objectivo consiste em adivinhar as possibilidades de vitória, empate ou derrota de um determinado grupo de jogos de futebol, preenchendo um boletim com os símbolos 1 para o prognóstico de vitória da equipa da casa, um símbolo X para a previsão de empate e o símbolo 2 para o prognóstico de vitória da equipa visitante, foi entre nós criado pela Santa Casa da Misericórdia – Apostas Mútuas Desportivas, e o primeiro concurso teve lugar em 24 de Setembro de 1961.

Ao contrário do que se possa pensar, o Totobola já teve boletins em que os prognósticos não se referiam a jogos do futebol. Com efeito nos anos 60, chegaram a ser motivo de apostas jogos de hóquei em patins, então um desporto muito popular e até mesmo, imagine-se, ciclismo, a propósito da Volta a Portugal, um desporto sem…bola. Em rigor desconhecemos  quantas vezes tal situação ocorreu, mas não deixa de ser curioso.

Ao longo de todo este tempo de vida, o TOTOBOLA teve altos e baixos mas perdeu notoriedade e interesse por parte dos apostadores principalmente a partir da introdução de outros concursos, como o Totoloto, que surgiu no ano de 1985.

Para combater este desinteresse dos apostadores, têm sido feitas alterações no sistema e no regulamento, mas parece que a coisa não tem resolvido e por isso continua a despertar pouco entusiasmo.
Nos seus tempos áureos, nos anos 60 e 70, o TOTOBOLA despertava o interesse do país e de todos quantos semana a semana alimentavam a esperança de obter o primeiro prémio, o que acontecia quando se acertava na totalidade dos 13 resultados, ou mesmo um segundo prémio, acertando em 12.

Apesar disso, nem sempre um primeiro prémio era garantia de muito dinheiro pois este concurso fundamentava-se em muito no factor surpresa. Ora seguindo-se a lógica do favoritismo das equipas que jogavam em casa ou mesmo das equipas mais fortes em cada época, o normal era existir muitos apostadores com a chave certa. Esta quase regra era apenas quebrada quando existia um resultado considerado surpresa, como seja uma equipa pequena, do fundo da tabela ou de um escalão inferior (o que acontecia com frequência em jogos da Taça de Portugal) ir empatar ou até mesmo ganhar a casa de um dos grandes. Aí, sim, era quase certo que se o 13, a haver, daria bom dinheiro.

Para ilustrar esta memória, publica-se aqui um boletim  do TOTOBOLA, datado de 29 de Janeiro de 1967. Como se poderá ver, tinha um grafismo elementar e clássico, com alguma publicidade e a característica folha papel-químico, que permitia a duplicação do boletim de modo a ficar como elemento de prova para o apostador. Claro que era necessário assinar o boletim caso contrário o mesmo era considerado nulo.

Como se compreenderá, desde então as coisas mudaram muito até aos nossos dias, em plena era da informática e do digital, onde até é possível apostar via internet e saber os resultados quase na hora.

Apesar das suas vicissitudes, o TOTOBOLA é um dos símbolos emblemáticos de outros tempos e justo morador de memórias passadas. Teve um tempo de ouro e até teve lugar a um programa próprio na RTP, o "Vamos Jogar no Totobola", nos anos 80/90, já num período onde se adivinhava a sua decadência, a qual tem crescido notoriamente nos tempos actuais.

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7/20/2011

Compal – É mesmo natural!

 

Hoje na hora do almoço estive a escorar alguns ramos de um pessegueiro que tenho no quintal.
A generosidade da natureza foi grande neste ano, pelo que para prevenir a quebra dos ramos mais pesados, o que já aconteceu num destes dias, tomei as devidas precauções.
Os pêssegos já estão no tamanho e cor ideais mas precisam de mais uma semana para amadurecerem. De resto já tenho colhido alguns, pois até gosto deles sem estarem demasiado maduros.

Este simples episódio, traz-nos à memória um cartaz publicitário aos sumos Compal, uma marca de referência na transformação de sumos de frutas, publicado numa revista em 1967.

Para se saber algo mais sobre a história desta empresa e marca de referência, a COMPAL - Companhia Produtora de Conservas Alimentares, cuja actividade teve início em 1952, no Entroncamento, quando se deu a união de duas fábricas a ENCA - Empresa Nacional de Conservas Alimentares e a SFL - Sociedade de Fruta Liquida, nada melhor que dar um saltinho ao blog "O Grupo CUF - Elementos para a sua História”.

 

sumos compal pessego

Os meus pêssegos:

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7/17/2011

Salsichas TÓBOM

 

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Quando ouvimos falar de salsichas, provavelmente as marcas Izidoro e Nobre, ou até mesmo a Sicasal,  serão as que logo relacionamos, porque de facto em Portugal serão as que têm maior notoriedade, seja pela qualidade intrínseca deste produto específico, seja pela frequência com que são publicitadas nos média, nomeadamente na televisão.

Nos anos 60, todavia, para além destas marcas também se comecializavam as salsichas TÓBOM, produzidas pela “Companhia de Criação e Comercialização de Gados”, do Montijo.

Eram umas salsichas do famoso tipo “francfort” e que já então faziam as delícias dos mais novos,  uma solução fácil para uma refeição rápida.

Não tenho informações precisas, mas creio que a fábrica e a marca TÓBOM já se extinguiram, pois desde há muito que não vejo sinal das mesmas. Consegui localizar uma marca com a  mesma designação, referenciada à Barvima, mas desconheço se há ou não qualquer relação, até porque esta moderna Tóbom se refere a néctares.

Fica a memória, avivada por um anúncio de revista publicado no início de 1961.

7/15/2011

“O Pajem” e “Andorinha”

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A revista de Banda Desenhada "Cavaleiro Andante", sobre a qual já aqui falámos, tinha uma particularidade interessante que eram os suplementos, sobretudo "O Pajem", numa determinada fase com características de paginação que permitiam a sua separação e numa outra fase integrado na própria revista, isto é, sem numeração própria e sem paginação que lhe conferissem autonomia. 

Do mesmo modo, também existia o suplemento "Andorinha", dedicado às meninas, embora este tivesse curta duração enquanto suplemento destacável, continuando depois como parte integrada da revista e a sua publicação era alternada com a do "O Pajem", ou seja, cada um dos suplementos era quinzenal.
Fica a memória embora para os mais velhos.

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7/11/2011

Citroen GS Break

 

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O automóvel Citroen GS Break foi produzido entre os anos de 1970 e 1986. Tornou-se rapidamente um carro popular e logo em 1971 foi eleito o Carro Europeu do Ano. Com o seu irmão GSA, na época e para a sua gama, foi considerado um dos carros mais avançados tecnologicamente
A fábrica da Citroen em Portugal, localizada em Mangualde, entre outras fábricas noutros países, também assegurava a montagem.
Quando terminou o seu reinado, sucederam-lhe os modelos Citroen BX e Citroen ZX.

É verdade que a Citroen sempre primou por modelos algo exôticos, mas que sempre foram populares e eficientes. Quase todos os modelos dos anos 60 e 70 são hoje verdadeiros clássicos, desejados pelos amantes dos carros antigos e revivalistas, desde o clássico 2 cavalos até ao não menos famoso “boca-de-sapo”, o Citroen DS.

Seja como for, influência ou não, um dos meus actuais carros é um Citroen.

7/06/2011

50 anos depois…

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A nossa memória de hoje não tem nada de especial a não ser que pretende recordar que após a publicação da revista “Crónica Feminina” Nº 241, passam hoje precisamente 50 anos. Foi publicada a 6 de Julho de 1961.

A capa, como era recorrente na revista e na época, traz uma noiva sorridente, com o seu vestido branco e ramo de flores, identificada como “uma gentil noiva, leitora e amiga de “Crónica Feminina: a Ex.ma senhora D. Graciette da Conceição Estevens Algarvio da Silva Monteiro, fotografada no dia do seu casamento”.

Uma noiva com um nome de respeito, digna de uma princesa de sangue azul.

O tempo corre veloz.

7/04/2011

A folha do acer - La feuille d'érable

 

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A partir de um comentário de um nosso visitante, e porque já tínhamos preparado o artigo, hoje trazemos à memória mais uma das emblemáticas séries de TV dos anos 70.


"A folha do ácer", no original em francês "La feuille d'érable".
Esta série dramática, em língua francesa, é composta por 13 episódios de cerca de 60 minutos cada e resulta de uma co-produção das televisões francesa (ORTF), a belga (RTB), a suíça (SSR), e a canadiana (CBC).

Foi exibida originalmente entre 1971 e 1973. A série retrata de certo modo o período colonial francês na Nova França, actual Quebéc - Canadá.
Esse retrato é paralelo  ao percurso da família Bellerose, desde 1535, com a chegada de François Bellerose, que fazia parte da expedição de Jacques Cartier, até Julien Bellerose, último descendente.
Por conseguinte, a série tem uma forte componente histórica com a aventura e odisseia desses primeiros tempos de descoberta e conquista do território até à colonização pelos ingleses.
Com o avançar dos episódios, decorria assim uma interacção das situações familiares com as situações políticas e o próprio processo de construção dessa importante província que ainda hoje, sendo uma das 10 que compõem o Canadá, tem uma personalidade própria e uma identidade muito francesa, desde logo pela língua mãe que mantém.

O argumento, dos anos 60 é de Marie Desmarais.

Recordo-me de esta série ser exibida na RTP ainda a preto-e-branco. Consultando velhas revistas, descobri que primeiro episódio foi para o ar em 4 de Junho de 1974, numa terça-feira, pelas 22:30 horas.
Na altura foi um êxito e toda a malta mais adulta falava da série. Pela distância no tempo, e pelo seu carácter dramático, e pela minha idade de criança, a série não me deixou grandes marcas, pois preferia um estilo mais ligeiro, mais de aventuras de capa-e-espada ou cowboyadas. Seja como for, foi uma série importante.

Todavia, apesar dessa importância e popularidade, as informações em português referentes a esta série são quase nulas e mesmo em francês ou inglês há pouca informação.

Fica assim, mesmo que breve, a memória dessa séria dos anos 70.

7/03/2011

Coração Pequenino (Contos para crianças)

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Coração Pequenino ( Contos Para Crianças)
Autora: Maria da Luz Sobral
Ilustrações: Laura Costa
Ano: 1947
Formato: 190 x 255 mm – 86 páginas
Este é um belo livro que resgatei numa qualquer feira de velharias. Em estado razoável mas com desgaste na lombada e alguns sinais de humidade no interior.
Tem no interior uma dedicatória de um Afonso dos Santos que ofereceu à sua amiga “…menina Angélica Cruzeiro. por ser muito simpática”, com data de Lisboa, 6 de Maio de 1953.

Já o tenho dito, sou um apaixonado por livros que tenham ilustrações de Laura Costa, que ilustrou de forma ternurenta e com um estilo muito próprio, centenas de livros dedicados às crianças, quase sempre livros de contos e fábulas. Por conseguinte, apesar de possuir vários exemplares de várias colecções e editoras, de modo especial da Majora, sempre que tenho a possibilidade de aumentar o espólio, não resisto.

Maria da Luz Sobral, publicou vários outros livros destinados à infância: “Contos e Lendas da Nossa Terra”, Barquinhos de Papel”, Florinhas de S. Francisco Contadas às Crianças”, Os Tamanquinhos do Gregório” e “As Abelhas de Oiro”, entre outros.
Ficam, de seguida, algumas das belas páginas do livro “Coração Pequenino”.

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6/21/2011

Verão


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(clicar na imagem para ampliar)

Do meu livro de leitura da segunda classe, as belas páginas que anunciavam a chegada da estação do Verão (ilustração de Luis Filipe de Abreu), arrastando-nos para as tão apetecidas férias grandes, onde os livros, as escritas e as canseiras, davam lugar a momentos de descanso, a jogos e brincadeiras, mas também ao trabalho, ajudando os pais nas lides dos campos. 

6/12/2011

Casamentos de Santo António



Os casamentos de Santo António são uma das interessantes tradições ligadas à festividade deste santo popular na cidade de Lisboa, que tem o seu dia a 13 de Junho, feriado municipal.
A cerimónia dos casamentos teve o seu início em 1958, portanto já com 53 anos de vida, então uma iniciativa do jornal Diário Popular, que permitia um casamento apoiado a noivos com algumas dificuldades económicas.
Hoje em dia a iniciativa está a cargo da Câmara Municipal de Lisboa, e embora ainda esteja subjacente um possibilidade de casar com pompa e circunstãncia e de forma económica, a verdade é que a tradição já não é o que era. O casamento na sua forma clássica está em profunda crise e até já se estendeu a pares homossexuais, pelo que os modernos casamentos de Santo António são essencialmente um acontecimento mediático e televisivo, com todas as nuances tão características à volta dos vestidos, dos penteados, dos ramos, etc. Para além disso, pouco sobrará.

Só por curiosidade seria interessante saber as estatísticas das separações e divórcios relacionados aos casamentos de Santo António.
A RTP transmitiu hoje a respectiva cerimónia de mais uma edição destes populares casamentos, pelo que, dentro deste contexto, publicamos hoje algumas capas da revista Crónica Feminina, do início dos anos 60, com várias noivas e noivos, aliás um tema de capa recorrente nesse popular revista dos anos 60 e 70.

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