4/03/2016

Crimplene - Têxteis

- Cartaz publicitário do ano de 1974 alusivo aos têxteis Crimplene da ICI. Como curiosidade o facto do modelo que enverga a fatiota ter ares do fadista António Pinto Basto, então com 22 anos. Se calhar é mesmo só parecença...

aqui falamos no Crimplene.

3/30/2016

Pastorinhos de Fátima - Fotografia



É uma das mais conhecidas e emblemáticas fotografias dos pastorinhos de Fátima (Lúcia, Jacinta e Francisco). Todavia, serão poucos os que saberão algo mais da sua história. A sua autoria está atribuída a Joshua Benoliel (Lisboa, 13 de Janeiro de 1873 — Lisboa, 3 de Fevereiro de 1932), judeu, nascido em Portugal, descendente de uma família hebraica que se havia instalado em Gibraltar.

A fotografia foi publicada originalmente em 29 de Outubro de 1917 (ano das aparições) na revista "Ilustração Portuguesa", do jornal "O Século" para o qual trabalhava o referido fotógrafo.

Joshua Benoliel é considerado o principal fotógrafo português do inicio do século XX. A sua vasta obra retrata os principais acontecimentos da época bem como paisagens e cenas do quotidiano. Conforme se pode respigar na Wikipedia "...fez a cobertura jornalística dos grandes acontecimentos da sua época, acompanhando os reis D. Carlos e D. Manuel II nas suas viagens ao estrangeiro, assim como a Revolução de 1910, as revoltas monárquicas durante a Primeira República, assim como exército português que combateu na Flandres durante a Primeira Guerra Mundial. As suas fotografias caracterizam-se pelo intimismo e humanismo com que abordava os temas."


- Joshua Benoliel


- página da revista "Ilustração Portuguesa" de 29 de Outubro de 1917, onde é publicada a fotografia dos três pastorinhos de Fátima



Gibbs - Creme de barbear com G11


aqui falamos do creme de barbear "Gibbs". Voltamos hoje à sua memória com a publicação de um cartaz publicitário datado do final dos anos 60, integrado na revista VIDA MUNDIAL..

3/29/2016

Blackadder - Série inglesa





















Está a passar na RTP Memória (de segunda a sexta-feira, por volta das 21:30 horas, a série inglesa "Blackadder" que na RTP passou originalmente em meados dos anos 80. A série foi produzida na primeira metade dos anos 80 e serviu de catapulta artística de Rowan Atkinson que veio a ser popularizada pela interpretação de Mr. Bean.

Descrição da série a partir da Wikipédia:
Blackadder (em português Víbora negra) é a denominação de quatro séries de televisão da BBC One. Foram produzidas por John Lloyd e estreladas por Rowan Atkinson (conhecido por interpretar Mr. Bean) como o anti-herói epónimo "Edmund Blackadder" e Tony Robinson como seu subalterno/criado, Baldrick.

A primeira temporada foi escrita por Richard Curtis e Rowan Atkinson, e as 3 outras foram escritas por Curtis and Ben Elton.

Apesar de cada série ambientar-se em diferentes épocas, todas seguem as fortunas (ou melhor, infortúnios) de Edmund Blackadder (Interpretado por Atkinson), quem em cada série é um membro de uma dinastia familiar inglesa presente em muitos significantes períodos e lugares na História Inglesa.

Embora o personagem comece sendo pouco inteligente na primeira série e gradualmente se torna inteligente e mais perceptivo através de cada passagem de geração (ao mesmo tempo cai seu status social), cada Blackadder é cínico, covardemente oportunista interessado com a manutenção e o crescimento de seu próprio status e fortuna, independentemente do que o cerca. Em cada série, Blackadder é usualmente uma cínica (quase moderna) voz que mostra suas pretensões e estupidez daqueles que estão ao seu redor, e que podem ser vistas (através de seus modernos olhos) como as mais ridículas e insanas peripécias da história.

A vida de cada um dos Blackadders é também entrelaçadas com seus serventes, todos da família Baldrick (interpretados por Tony Robinson). Cada geração atua como o capacho de seu respectivo Blackadder. Eles ficam cada vez mais burros (e cada vez mais porcos) assim como o intelecto de seu mestre aumenta. Cada Blackadder e Baldrick estão acompanhados de um aristocrata estúpido, cuja presença Blackadder de certa forma tolera. Esse papel foi interpretado nas duas primeiras séries por Lorde Percy Percy (Tim McInnerny), na terceira série por Príncipe George, Príncipe Regente e na quarta pelo Tenente George, os dois últimos interpretados por Hugh Laurie (Dr. House).

Cada série foi ambientada em períodos diferentes da História Inglesa, começando em 1485 e terminando em 1917, compreendendo seis episódios de meia hora. A primeira série, feita em 1983, foi chamada The Black Adder. Seguida de Blackadder II em 1985, Blackadder the Third em 1987 e finalmente Blackadder Goes Forth em 1989.

2/28/2016

English Leather

english leather

Cartaz publicitário do ano de 1970. English Leather é uma marca que remonta ao final dos anos 40 e que ainda continua a ser comercializada, ligada à casa Dana. Tem uma característica particular de algumas das tampas dos seus produtos ser em madeira.

2/15/2016

Yes Minister–Yes Prime Minister –Série TV

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A quem pretender trazer à memória uma lista das muitas e boas séries de televisão produzidas na Inglaterra entre os anos 70 e 80, será imperdoável que nela não inclua "Yes Minister" ("Sim Senhor Ministro") e sua sequela “Yes Prime Minister”.

Esta série com textos saídos da pena de Sir Antony Jay e Jonathan Lynn, foi protoganizada por Paul Eddington no papel de Jim Hacker, ministro dos Assuntos Administrativos, Nigel Howthorne como Sir Humphrey Appleby, o secretário permanente do ministro e Derek Fowlds como o secretário particular do ministro Bernard Woolley.

Foi exibida originalmente pela BBC entre 1980 e 1984, em três temporadas, sendo composta por 21 episódios de cerca de 30 minutos cada e um episódio mais longo (60 minutos). Seguiu-se a sequela “Yes, Prime Minister” (Sim, Primeiro Ministro), entre 1986 e 1988 com 16 episódios e com os mesmos atores.

A série procura retratar com o inigualável humor británico os meandros do Governo de sua majestade e as relações entre todo o pessoal político e administrativo, a socieade e os média. Por outro lado descreve um ministro novo e cheio de boas intenções, disposto a efectuar cortes de despesas e redução da pesada máquina do funcionalismo britânico mas invariavelmente esbarra ou embate mesmo no próprio aparelho protagonizado pelo seu secretário permanente que, sempre numa ardilosa teia de interesses e teorias feitas de um discurso emaranhado, confunde o ministro e acaba por o demover ou fazer gorar as suas intenções. Claro está que com o desenrolar da série o próprio ministro acaba por trocar o passo ao seu secretário mas de um modo geral vê-se obrigado a desistir, a protelar ou mesmo a inverter as suas posições muitas vezes tomadas tendo em vista a sua boa imagem face aos média. Acima de tudo, salve-se o cargo.

A série é pois um constante manancial de bom humor inglês com protagonistas à altura e um excelente retrato satírico dos meandros da política e governantes, não fosse o facto dos escritores terem assessores que trabalhavam na própria máquina do Governo. Não custa nada a acreditar que “Yes Minister” é um retrato demasidp real de muitos dos governos democráticos desta nossa Europa.

Esta série, para além de ter dado azo a outros subsidiários televisivos, em Portugal inspirou séries como “A mulher do Sr. Ministro”, com Ana Bola e Vitor de Sousa  (um pseudo-ministro do Governo de António Guterres, a sua sequala “A Senhora Ministra”  e mais recentemente “A Mãe do Senhor Ministro”, 20 anos depois ainda com Ana Bola, Vitor de Sousa e Manuel Marques no papel de ministro. Obviamente que apesar da boa fonte da inspiração, estas três versões lusitanas nunca passaram de engraçadas e quase sempre com enredos e piadas pobres e a viver em muito da força humorística dos intérpretes, nomeadamente Ana Bola e Manuel Marques. Mas foi o que se arranjou.

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2/02/2016

O Vitinho faz hoje 30 aninhos


O Vitinho faz hoje 30 anos. Ficou conhecido por durante 10 anos, na RTP, ao final da tarde, dar o sinal de dormida para os mais pequenos numa ternurenta animação.
O Vitinho cresceu foi estudar, tirou o curso de psicologia infantil e está ainda desempregado a viver à custa dos pais. Pelo meio vai fazendo uns contratozitos de alguns meses em superfícies comerciais, a repor chouriços e toucinho nas prateleiras da charcutaria. Namora, mas não pensa em casar pois a namorada, engenheira química, também está desempregada e também a viver à custa dos pais. Afinal esta é uma opção mais em conta para cada vez mais jovens mesmo já a passar dos trintas. À custa disso, os pais perdem cada vez mais a esperança de terem um reforma um pouco desafogada pois continuam a ter que dar conta do recado da vida dos filhinhos e quantas vezes já dos netos.
Será esta a geração do Vitinho, ou nem por isso?

Notícia sobre a efeméride: link

1/31/2016

Cadernos de desenho

cadernos_desenho_1

cadernos_desenho_2

Antigos cadernos de exercícios de desenho, da Fernandes & Companhia, da Rua do Rato. Não encontrei referência à data de edição mas, pelo estilo e grafismo, tudo indica que serão das primeiras décadas do séx. XX.


Sobre a Fernandes:

A génese da Papelaria Fernandes remonta a 1891, ano em que Joaquim Lourenço e o seu sobrinho Artur Lourenço fazem uma sociedade tomando de trespasse uma loja na então Rua do Rato, onde hoje encontramos o Largo do Rato, em Lisboa.

O nome 'Fernandes' foi herdado do anterior proprietário da loja, mas o facto de os clientes assim tratarem Artur Lourenço, levou os dois sócios a adoptar oficialmente a designação de "Fernandes & Companhia, Lda" em 1919.

A designação manteve-se até 1957, data em que a empresa foi transformada em sociedade anónima e se passou a chamar "Papelaria Fernandes, SARL" até 1986.

A actividade industrial do grupo data de 1917, com o arranque da tipografia e do fabrico de sobrescritos e, mais tarde, com encardernação, litografia, gravura e cartonagem. Já a expansão da rede de lojas acontece a partir de 1935, com a abertura de um primeiro espaço na rua do Ouro. Actualmente, conta com uma rede de 21 lojas no mercado nacional.

Em 1986, a empresa volta a mudar de designação, desta feita para "Papelaria Fernandes - Indústria e Comércio, SA", e a admissão à cotação na Bolsa de Valores de Lisboa dá-se um ano mais tarde. Atingiu o seu máximo histórico em Agosto de 1993, ao cotar nos 6,4 euros (valor ajustado à transição para a moeda única).

Em 1988, dá-se a entrada da Inapa no capital, accionista que passa a controlar a gestão da empresa. Assegura a sua reorganização orgânica, criando várias empresas, entre as quais a Transfer (transportes), a Papelaria Fernandes - Lojas e a Fernandes Téc nica - Desenho e Reprodução.

A partir de 2000, a Inapa aliena a sua participação e é substituída pela Fundação Ernesto Lourenço Estrada e por Joe Berardo.

(fonte: Diário de Notícias)

1/09/2016

Revista Selecções Femininas - 1955


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Capa da revista “Selecções Femininas” de Dezembro de 1955.
Na altura tinha como directora Berta de Sá e Alves de Oliveira como director artístico, editor e proprietário – Distribuição da Agência Portuguesa de Revistas.
De forma mais exaustiva, toma-se a liberdade de reproduzir aqui um artigo de Daniel Costa, publicado aqui no Sol:

“”Destinadas especialmente ao público feminino, sempre houve publicações, actualmente não tão vocacionadas apenas nesse sentido, porque entretanto a mulher mais se vem emancipando. Convém recordar que ao tempo as escolas existiam com separação de sexos, mais um dos absurdos próprios do Estado Novo.
Havia a revista Selecções Femininas dirigida por Berta de Sá, tendo como Director Artístico, Editor e Proprietário, Alves de Oliveira.
A revista era impressa pelo processo de tipográfico na Bertrand & Irmãos do Dafundo, sendo vendida ao preço de 10$00, funcionando mais a venda por assinaturas 100$00/ano, para o Continente, Ilhas e Ultramar e 120$00 para o estrangeiro, tinha o formato de 15,5 X 22 mm.
Sendo mensal, tenho presente o número de Julho de 1968. Em 1969 a impressão tipográfica, estava definitivamente a dar o lugar ao ofsset.
Consequentemente Alves de Oliveira, por já não ser novo, vendeu o título a Donas de Casa, que procedeu a uma reciclagem. Continuou com a mesma casa impressora, e passou editá-la por padrões mais modernos e atraentes.
O formato passou a ser menor – 15 X 18,5 mm – tipo de capa mais adequado aos novos tempos, visto que o Ofsset dava outras possibilidades, nesse aspecto.
A Direcção passou a ser da nova proprietária, a inefável Marisabel de Sousa. Como, ao tempo, não vinham indicados na ficha técnica os nomes dos redactores, apenas o do chefe de publicidade, J. A. Bezelga e o do pintor Armando Anjos, que tratava dos arranjos gráficos.
Porém, além destes, conhecia pessoalmente os redactores, como por exemplo, Maria João Rolo Duarte. O marido, Rolo Duarte, que aparecia muito na gráfica, seria consultor.
Escolhi o número 12 desta II série, para através desta fazer a viagem, diga-se de saudade, mais de recordação.
É isso. Recordação!...
Publicidade, o suporte financeiro, por excelência, dos periódicos. Temos verso da capa, contracapa e verso da contracapa a cores, depois mais oito anúncios de página e meia com um. Pouco, muito pouco para uma sustentabilidade eficaz.
Começo de novo, agora voltando ao principia para ver os temas: Começa com um artigo de dez páginas, com o título, “Para Salvar as Crianças de Todo o Mundo” – um tema eterno, as pobres crianças!....
Segue, anúncio, da casa, de duas páginas dedicadas a prestigiar a revista “Donas de Casa”. A seguir, “os TEEN-AGERS – vistos por um sociólogo”, mais dez páginas; “Seus Filhos Estarão em Perigo? Oito páginas; “Ricos e Super-Ricos”, assinado por Thomás G. Bwchanan, artigo de sete páginas. Segue-se anúncio de página, da casa com cupão de assinatura da revista.
A seguir vem “A Dignificação do Sexo”, pelo Dr. Ramiro da Fonseca, muito conhecido da Televisão, que também nos diz em “Educação Sexual”, como responder “A Perguntas Embaraçosas”.
Outro artigo tem a assinatura de Walter de la Maré, designa-se “Remédios”.
Depois destaco a “Galeria” com a entrevista ao amigo Martinez. De facto o desenhador gráfico da Agência de publicidade Lintas, era o Cartoonista “free lacer “ de “Donas de Casa”e passou a sê-lo também desta revista, onde ocupa dezasseis páginas com os seus cartoons, só em três está a entrevista escrita e a sua fotografia.
Martinez, que também conheci assim como o filho e a nora, com quem cheguei a trabalhar, era merecedor da homenagem. Era homem afável e sobretudo competente, até o seu humor era atempado e sério. O regime em que se vivia, não permitiria que tivesse outros horizontes.
Mais duas páginas da casa dedicadas ao programa C.C.D. (Clube das Donas de Casa, do R.C.P. conduzido pelo saudoso Henrique Mendes e Maria João Aguiar, fotografias e texto do lado direito, sendo o lado esquerdo reservado às de vários cantores, como Elis Regina, Madalena Iglésias, António Calvário, Amália Rodrigues, Tony de Matos e outros.
“EM LONDRES – TEATRO DE FANTOCHES”, artigo e várias diversidades fecham a revista, que se apresenta bastante e bem ilustrada a preto.
A distribuição esteve a cargo da Livraria Bertrand – Venda Nova /Amadora.
Recordei pedaços de vida já, que na altura, fazia parte dos quadros da empresa impressora. Dividia a sala com o colega que tratava do assunto, como de tudo o que vinha de editoras de revistas, enquanto eu de livrarias. Muitas vezes o substituía e ele vice-versa,
De modo, que tive contacto com a gente mencionada, com exclusão da uma pessoa, a que dirigiu a revista na primeira fase.

Daniel Costa “”

12/06/2015

Toalhas lavadas com OMO

 

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- clicar na imagem para ampliar

Cartaz publicitário ao detergente OMO, publicado em 1955 na revista “Selecções Femininas”

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