6/03/2016

Suzi Quatro


Está de parabéns neste dia 3 de Junho a cantora Suzi Quatro, nascida em 1950 em Detroit, Michigan - Estados Unidos.
Pelos anos 70 era uma figura com nome, literalmente, e algumas das suas músicas eram então muito populares entre a rapaziada da minha geração. O primeiro single "Rolling Stone", não alcançou grande popularidade mas, paradoxalmente, em Portugal chegou a top de vendas. Já o seu segundo single "Can the Can" de 1973, foi um êxito, chegando a número um em todo Europa e Austrália. Seguiram-se mais alguns sucessos como "48 Crash", e "Daytona Demon " ambos de 1973, "Devil Gate Drive"  de 1974 e "She's in love with you" de 1979, uma das que mais me ficou no ouvido.
Diz-se que teve mais êxito na Europa do que no seu país, de resto a dar razão de que "profetas não fazem milagres na sua terra", o que não é de estranhar já que em 1971 mudou-se para Inglaterra.
Suzi Quatro, um nome interessante que sem dúvida faz parte das personagens e memórias musicais da década de 70.

6/02/2016

Vasco Granja e Lotte Reiniger



O Google lembra-nos hoje com um dos seus doodles a data de nascimento da artista germânica Lotte Reiniger (2 de Junho de1899 – 19 de Junho de 1981), mas antes do Google, pelos idos anos de 70 e 80, Vasco Granja (Lisboa, Campo de Ourique, 10 de Julho de 1925- Cascais, 4 de Maio de 2009)  nos seus programas  "Cinema de Animação" (1974-1976), "Os Mestres da Animação" (1977-1984) e "Imagens e Imagens" (1985-1988),  já nos falava e dava a conhecer muitos dos trabalhos desta talentosa e original artista germânica.
Vasco Granja deu-nos a mostrar e a conhecer muita e boa animação, não só da mais comercial proveniente dos Estados Unidos, mas muita, mais experimentalista, dos países de leste e também, com frequência, passava a animação inconfundível saída da arte e paciência de Lotte Reiniger, a qual usava técnicas de recorte de papel e respectivas silhuetas em slow motion. Esta artista germânica deixou um legado rico, inconfundível e quase irrepetível. Os temas das suas curtas, médias e longas metragens giravam essencialmente à volta do mundo da fantasia e das fábulas com títulos como Cinderela, o Gato das Botas, A Bela Adormecida, Aladino e a Lâmapada Mágica, O príncipe Sapo, e muitos outros produzidos ao longo de seis décadas, de 1919 até 1979.

Oliva - Postais de trajes típicos - Laura Costa

A empresa Oliveira, Filhos & Cª. Ldª, fundada em 1925, com sede em S. João da Madeira, entre diversos artigos metalúrgicos, alfaias e ferramentas, tornou-se conhecida sobretudo devido às máquinas de costura com a marca OLIVA que rivalizava com a não menos popular marca SINGER.
Pelo final dos anos 70, com o patrocínio da OLIVA, então ainda muito popular, foi editada uma colecção de postais com a temática de trajes típicos portugueses femininos. 


São 16 postais, com as dimensões de 15 x 10,50 cm com ilustrações de Laura Costa  (Vitória, Porto, 1910-Porto, 1992), de quem já temos falado. De resto esta artista portuense em muitas das suas ilustrações, sobretudo dos anos 40 e 50, caracterizava com frequência o tipicalismo dos trajes portugueses.
Esta série de postais, objecto de interesse de muitos coleccionadores, retrata as seguintes regiões portuguesas, insulares e ultramarinas: Açores, África, Algarve, Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Douro Litoral, Estremadura, Índia, Macau, Madeira, Minho, Ribatejo e Trás-os-Montes e Alto Douro.

















Sobre a OLIVA:

Oliva. O império do ferro

Em 1925, António José Pinto de Oliveira fundou a empresa Oliveira, Filhos & Cª. Ldª dedicando-se a criar um verdadeiro Império do Ferro que produziu os mais diversos produtos metalúrgicos, nomeadamente, alfaias agrícolas, forjas portáteis, equipamento para a indústria da chapelaria, máquinas de costura, tubos para canalizações, fogões em ferro fundido, ferros de engomar, autoclismos, prensas para bagaço, máquinas para padarias, radiadores e salamandras, equipamento para lavandarias industriais, tornos de bancada, banheiras e lavatórios colectivos, motores de explosão de pequena cilindrada, entre muitos outros.

Homem de grande visão estratégica, António José Pinto de Oliveira irá apostar na sólida formação dos seus quadros, numa política de bons salários acompanhada de interessantes estratégias de utilização eficiente da mão-de-obra e na racionalização do espaço da fábrica, quer do ponto de vista arquitectónico, quer do ponto de vista do layout das secções.

A empresa tornou-se verdadeiramente conhecida, em Portugal e no estrangeiro, através da máquina de costura OLIVA e de um arrojado plano de comercialização através do qual foram criados centenas de pontos de venda no País e nas ex-colónias portuguesas, todos eles devidamente sinalizados com grandes e luminosos reclamos publicitários da marca.

Paralelamente foi desenhado um plano de propaganda, objectivamente dirigido ao segmento de mercado das máquinas de costura, o feminino, que instituiu em todos os agentes a realização de cursos de corte, costura e bordados. Os cursos terminavam com uma festa de encerramento durante a qual eram entregues os diplomas às alunas finalistas e era realizada uma exposição dos trabalhos.

Simultaneamente, a empresa promove o concurso de “Vestidos de Chita” e o célebre concurso anual para eleição da “Miss Oliva”.

Complementarmente é implementada uma grande campanha de propaganda, que vai da imprensa à rádio e mais tarde à televisão, fazendo ocupar a comunicação social com anúncios publicitários de grande qualidade gráfica.

Em todas as cidades do País encontravam-se cartazes afixados nas paredes.

São também criadas duas marchas, gravadas em disco, que eram oferecidas aos compradores das máquinas de costura e a empresa realiza publicidade cinematográfica nos filmes “A costureirinha da Sé” e “Sonhar é fácil”.

Outra preocupação foi a de garantir a presença da empresa nas principais feiras e exposições industriais realizadas a nível nacional e internacional.

A Fábrica Oliva é um ícone incontornável na história industrial portuguesa, e assumiu durante largo período uma acção preponderante na afirmação e desenvolvimento sócio-económico de S. João da Madeira.

(fonte: Oliva Creative Factory)

5/27/2016

Escuteiros

Está de parabéns, neste dia 27 de Maio, o CNE - Corpo Nacional de Escutas, movimento nascido em Braga no ano de 1923.
Nunca fiz parte dos escuteiros nem nunca tive essa vontade, mas é reconhecidamente um movimento com importância social no nosso país, de resto como em todo o mundo.
Para muitos o escutismo é uma escola onde se aprendem e cultivam os valores da amizade, os princípios da disciplina, responsabilidade e rigor, amor e dedicação pelo próximo, preocupação activa pelo meio ambiente, fauna e flora e muitas mais coisas boas e bonitas, incluindo o envolvimento na comunidade e suas causas, nomeadamente nas paróquias. Seja tudo isto e temos de facto uma autêntica escola de virtudes, o que nos dias que correm não deixa de ser importante e marcante na valorização e dignificação de muitos milhares de jovens, quando sabemos que a tônica é a rebeldia, indisciplina, libertinagem e desresponsabilização.
Para outros, mais críticos ou mordazes, é apenas um movimento com uma estrutura hierarquizada, adequado a quem gosta de pertencer a grupos ritualizados, vestidos com fardas engraçadas e janotas, e um movimento adequado e propício a amizades, é certo, mas também a farras, escapadelas de férias e acampamentos em locais remotos e fora do controlo dos papás, namoricos nas tendas e copadas à luz da lua e calor da fogueira.
Como já disse alguém, os escuteiros não são nem melhores nem piores que os demais, mas na gênese têm de facto os condimentos para serem pessoas mais estruturadas e com uma visão da vida, do próximo e da natureza, bem mais profunda e cimentada. Assim sejam fiéis aos ensinamentos e fundamentos do escutismo. Tenho amigos escutas e nos quais vejo reflectidos todos os valores do escutismo. Acredito que seja assim com a larga maioria.



5/22/2016

Passo em Frente–Livro de leitura–Ensino Primário

 

passo_em_frente_capa

Hoje trago à memória o “Passo em Frente”, livro de leitura para a 2ª fase do 2º ano do ensino primário, de autoria de Maria Luisa, com capa e (creio) ilustrações de Fernando Garcia.

Data da segunda metade dos anos 70, tendo sido autorizado oficialmente por despacho ministerial de 4 de Junho de 1975.

É uma edição da Livraria Popular de Francisco Franco – Lisboa, com execução gráfica de Peres – Artes Gráficas, L.da.  Tem um custo de capa de 30$00. Tem um formato de 150 x 220 mm e 144 páginas com ilustrações a cores. Tem belos textos de muitos autores portugueses como João de Deus, Matilde Rosa Araújo, Hernani Cidade, José Régio, Virgílio Couto,Raúl Brandão, Maria Cecília Correia, Miguel Torga, Alves Redol, etç.

passo_em_frente_capa_1

passo_em_frente_capa_2

passo_em_frente_capa_3

5/20/2016

James Stewart





Passam hoje 108 anos sobre o nascimento de James Stewart, actor norte-americano (Indiana, 20 de maio de 1908 – Los Angeles, 2 de julho de 1997). Foi um actor de eleição, tanto no cinema como no teatro e televisão.

Da sua vasta filmografia ao longo de mais de meio século, as minhas memórias vão principalmente para as suas interpretações em filmes western, de resto traduzidas numa das populares colecções de cartões (cromos) de cowboys que pelo final dos anos 60 eu e a malta da minha geração coleccionava. Recordo "A Conquista do Oeste", "Flecha Quebrada"  e "Winchester 73", entre outros. Fora da temática do western, recordo "Janela Indiscreta", de Alfred Hitchcock e "Águia Solitária - The Spirit of St. Louis" em que recria a façanha aeronáutica de Charles Lindberg ao fazer a travessia do atlântico norte.

 Nota: O fotograma que deu lugar ao cromo acima reproduzido (Nº8 de uma colecção de 99) foi extraído do filme "Flecha Quebrada" (Broken Arrow), de 1950, a que se referem também as outras duas imagens que ilustram este artigo. Abaixo o poster oficial do filme.


5/19/2016

Silvestre & Tweety


A série de desenhos animados "Silvestre & Tweety", no original "Sylvester and Tweety", é daquelas que não pode faltar em qualquer lista de séries que se classifiquem como emblemáticas ou clássicas no panorama da televisão, ao mesmo nível de muitas outras como "Tom & Jerry", de resto com muitas semelhanças de estilo e enredo substituindo-se o passarinho pelo ratito.Faz parte da época dourada da animação norte-americana.
As histórias são por demais conhecidas e resumem-se às constantes perseguições e tramóias do gato Silvestre para apanhar e comer o passarinho Tweety, mas, por atrapalhação, esperteza do pássaro ou intromissão da dona, a vóvó, as coisas correm invariavelmente mal para o bichano que, contudo, nunca desiste, apesar da porrada a que se sujeita.
"Silvestre e Tweety" foi produzida pela Looney Tunes com distribuição pela Warner Brothers, entre 1942 e 1964, comportando 46 episódios. Tweety foi criado por Robert Clampett em 1942 e Sylvester por Friz Freleng em 1945.
Esta série foi criada para rivalizar com a famosa dupla "Bugs Bunny & Daffy Duck". Foi nomeada por três vezes para os óscares tendo sido premiada por duas, a primeira logo em 1947 e a segunda dez anos depois.
Da mesma produção, o gato Sylvester também fez dupla com o também famoso ratito Speedy Gonzalez, mantendo-se a filosofia do binómio perseguidor/perseguido em que ao primeiro tudo corre mal por esperteza e rapidez do perseguido.

5/18/2016

Papa João Paulo II



Fosse vivo o Papa João Paulo II (o polaco Karol Józef Wojtyła) celebraria hoje o seu 96º aniversário, já que nasceu em 18 de Maio de 1920.
Este foi um dos mais carismáticos papas da era moderna, tendo falecido em 2 de Abril de 2005 depois de um papado de quase 30 anos (desde 16 de Outubro de 1978), o 3º maior pontificado documentado da História da igreja católica.

Pesquisar no Blog

Foskamónio - Mais batata...

  Publicidade de 1962 - Fertilizante Foskamónio da CUF - Companhia União Fabril

Populares