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Escuteiros

Está de parabéns, neste dia 27 de Maio, o CNE - Corpo Nacional de Escutas, movimento nascido em Braga no ano de 1923.
Nunca fiz parte dos escuteiros nem nunca tive essa vontade, mas é reconhecidamente um movimento com importância social no nosso país, de resto como em todo o mundo.
Para muitos o escutismo é uma escola onde se aprendem e cultivam os valores da amizade, os princípios da disciplina, responsabilidade e rigor, amor e dedicação pelo próximo, preocupação activa pelo meio ambiente, fauna e flora e muitas mais coisas boas e bonitas, incluindo o envolvimento na comunidade e suas causas, nomeadamente nas paróquias. Seja tudo isto e temos de facto uma autêntica escola de virtudes, o que nos dias que correm não deixa de ser importante e marcante na valorização e dignificação de muitos milhares de jovens, quando sabemos que a tônica é a rebeldia, indisciplina, libertinagem e desresponsabilização.
Para outros, mais críticos ou mordazes, é apenas um movimento com uma estrutura hierarquizada, adequado a quem gosta de pertencer a grupos ritualizados, vestidos com fardas engraçadas e janotas, e um movimento adequado e propício a amizades, é certo, mas também a farras, escapadelas de férias e acampamentos em locais remotos e fora do controlo dos papás, namoricos nas tendas e copadas à luz da lua e calor da fogueira.
Como já disse alguém, os escuteiros não são nem melhores nem piores que os demais, mas na gênese têm de facto os condimentos para serem pessoas mais estruturadas e com uma visão da vida, do próximo e da natureza, bem mais profunda e cimentada. Assim sejam fiéis aos ensinamentos e fundamentos do escutismo. Tenho amigos escutas e nos quais vejo reflectidos todos os valores do escutismo. Acredito que seja assim com a larga maioria.



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