7/25/2024

Pois, pois, Jota Pimenta

 


Os mais velhos reconhecerão facilmente o slogan da popular publicidade televisiva da década de 1970 à venda de apartamentos em edifícios em altura: «Pois, pois, J. Pimenta»

J. Pimenta referia-se ao popular construtor João Gonçalves Pimenta. Nascido na aldeia do Souto, perto de Abrantes, nas bordas do Tejo, e cedo começou como servente na construção civil. Em 1956 fundou a empresa «J. Pimenta, SARL » a qual veio a ter um impacto enorme na construção de apartamentos de habitação na época, décadas de 1960 e 1970. Terá iniciado por edificar habitações na Reboleira e posteriormente em Cascais, Paço de Arcos, e outras zonas da Grande Lisboa. Faleceu por Abril de 2015 com 90 anos.

Os apartamentos construídos pela J.Pimenta, vieram revolucionar o mercado imobiliário da época, quer pela dimensão dos empreendimentos quer pelas apostas inovadoras dos apartamentos de baixo custo que se vendiam já mobilados bem como com uma actividade muito publicitada o que a popularizava.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974 a empresa, como tantas outras, ficou nas mãos dos trabalhadores e aos desaforos da anarquia revolucionária e  não resistiu aos tempos.

João Pimenta, figura maior de uma classe de empreiteiros a que o país apelidou depreciativamente de "patos-bravos", face a essa reviravolta e com processos às costas, por 1975 teve que emigrar para o Brasil e dizem que com com a mala cheia de dinheiro. Muitos negócios de facto correram mal e muitos compradores terão ficado com prejuízos e despoletado uma série de processos em tribunal a reclamar devoluções e indemnizações.

No Brasil esteve por lá quatro anos e dedicou-se ao que sabia fazer, construir e em várias urbanizações terá edificado meio milhar de habitações.

Sobre os processos de que foi alvo, bem como a sua empresa, terá dito que  “Fui o homem mais roubado deste país”,  não apontando nomes mas assacando responsabilidades aos governos pós revolução e que levaram ao princípio do fim do império.

Depois de regressado a Portugal e de tentativas de recuperação da empresa e do nome, o Estado e a Banca não lho permitiram. Por 1993 terá começado o processo de falência e hoje é apenas parte do passado e que mais não fosse, ficou o slogan. "Pois, pois, J. Pimenta".

7/11/2024

Brian do Alf, agora no outro mundo

 


Soube da notícia da morte de Benji Gregory, a criança que, no papel de Brian, participou na série Alf - Uma coisa do outro mundo.

Benji Gregory, que participou em quatro temporadas da série, morreu aos 46 anos. A morte, inesperada terá tido causas por agora desconhecidas e terá ocorrido já a 13 de junho mas só agora foi revelada.

Numa publicação feita na rede social Facebook, a irmã de Benji revelou que o seu irmão foi encontrado morto dentro do carro, com o seu cão, também ele morto. Acredita ela que o irmão adormeceu no automóvel e acabou por morrer devido ao calor dentro da viatura.

Aguardam-se melhores conclusões. Para quem viu a série ficam naturalmente uma pena e nostalgia. Que descanse em paz!

7/07/2024

Fizz de limão - A frescura dos verdes anos 80

 



Quem gosta de gelados, sobretudo dos mais clássicos, terá memórias do Fizz de limão, da Olá.

Apareceu o verdinho na década de 1980, depois saíu de cena e por 2012 era anunciado o seu relançamento um pouco a reboque do programa de memórias do Nuno Markl.

Depois terá voltado novamente a hibernar e agora está aí de novo, pelo menos é o que vai dizendo a propaganda.

Esta coisa dos gelados, marcas e variantes é de modas e tantas vezes por questões de negócio porque na realidade tudo gira em torno do dinheiro.

Seja como for, hoje voltei a saborear o Fizz, com a suas características, forma, cor e sabor. E gostei, porque fresco, bem fresco e com o sabor a limão bem conseguido, muito dentro do natural e já não tanto ao que depressa se percebe que é sintético.

Gostei de recordar e, de facto, por momentos recuei às quentes tardes de Verão da década de 1980. Pena que a viagem seja curta porque gelado no Verão é como manteiga em nariz de cão, pouco dura e não resiste a mais que duas ou três lambidelas.

7/02/2024

Fausto - A saudade vai de saída

 

Fausto, nome artístico de Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias, foi um compositor e cantor português. Faleceu: 1 de Julho de 2024.

Parte um grande artista e deixa um rico legado musical. Que descanse em paz!

6/16/2024

Caricas Schutebol - Schweppes

 


Cartaz de promoção à colecção de caricas dos então populares refrigerantes Schweppes, designada de Schutebol Schweppes, referindo-se à época futebolística de 1978/79 e contava com o apoio do Clube do Cromo, na altura uma editora de cromos de futebol.

A colecção era composta por de 56 caricas que incluía 14 jogadores das equipas do F.C. do Porto, Sporting, Benfica e Belenenses.

6/12/2024

Quando os cigarros eram estudados para os desportistas

 




Fumar mata, mas mata mesmo! E mesmo com os sérios avisos e imagens a condizer estampados nas embalagens, continua-se a fumar muito, na filosofia de que "sempre temos que morrer de algum mal". 

Sendo coisa séria, não deixa de nos provocar um sorriso quando vemos o que sobre isto se dizia e publicitava há umas décadas atrás, nomeadamente que o "Benfica" era "um cigarro estudado especialmente para os desportistas". E tanto assim era que se associavam os nomes dos grandes clubes da bola aos cigarros e havia então um campeonato com o Benfica, Porto e Sporting a matar vícios aos respectivos adeptos.

Nunca soube se o meu avô ligava à bola ou de qual destes ou doutros clubes era adepto, mas sei que em determinada altura fumava "Porto", que com frequência me mandava comprar, avulso, na mercearia da aldeia. Perdi a conta às vezes e aos cigarros comprados, mas apesar disso acontecer quando eu teria uns 5 ou 6 anos, ficou-me para sempre na memória.

5/27/2024

Motorizada GT - EFS Super Sachs

 


De um antigo catálgo das motorizadas EFS, o robusto modelo GT. Publicação rara e que resgatei em imagens algures numa pequena oficina de uma terra de Trás-os-Montes.


Quanto à EFS, a ter em conta alguns dados publicados pela web, a marca nasceu em 1911, fundada por Eurico Ferreira de Sucena, com estabelecimento na Borralha, em Àgueda, então como fabricante de de acessórios para bicicletas e para o ciclismo. Anos depois, em 1939, a EFS fabricou as primeiras bicicletas a pedais e posteriormente em 1952 iniciou a produção de bicicletas equipadas com motor.

A década de 1960 foi muito positiva para a marca de Eurico Ferreira de Sucena, com um incremento das encomendas para o mercado interno mas também com o início das exportações dos seus veículos para alguns países europeus, americanos e mesmo asiáticos.

A empresa continuou a crescer nos anos seguintes e em 1974 entrou em laboração uma segunda unidade industrial, localizada em Avelãs de Caminho - Anadia, dando-se simultaneamente a mudança da sede e administração da EFS.

O grosso da produção centrava-se então nos ciclomotores mas em 1978 a empresa dá corpo aos motociclos com a fabricação de uma moto de 125 cm3 equipada com motor Puch, de dois tempos. De resto a empresa não tinha motor de fabrico próprio e os seus modelos eram equipados sobretudo com motores Sachs, Zundapp, Casal, Puch e Kreidler, Cucciolo, Derbi, Minarelli e até mesmo da japonesa Yamaha.

Já na década de 1980, embora ainda com muita venda de ciclomotores, a EFS deparou-se com forte concorrência, nomeadamente de outros países e acabou por entrar em decadência e veio mesmo a encerrar as portas. De resto esta mexida no mercado por essa época afectou muitas empresas do ramo, como a Macal, Casal, Famel e muitas outras que caíram inapelavelmente deixando um rasto de história.

Por sua vez, a metalurgia Casal foi fundada em 1964 por João Francisco do Casal. Foi a maior fábrica de motores nacionais, produzindo motores de diversas cilindradas para diversos fins, incluindo motociclos. A Casal foi a marca portuguesa que atingiu maior notoriedade e chegou a exportou para diversos países.

A Famel, Fábrica de Produtos Metálicos, foi fundada em 1949 na Mourisca, em Águeda, por João Simões Cunha, Augusto Valente de Almeida e Agnelo Simões.

5/24/2024

Philips - Frigoríficos

 

Cartaz publicitário aos frigoríficos da marca Philips - 1941


Por esses tempos, iniício da década de 1940, os frigoríficos já eram correntes mas convenhamos que raros na maioria das casas portugueses. Proporcionalmente aos ordenados ou rendimentos da generailidade das pessoas, seria um equipamento caríssimo, para além de que a rede eléctrica não chegava ainda a muitas terras. Por cá, na aldeia, chegou a electricidade só por volta do final da década de 1950 mas a sua ligação às casas ainda demorou mais. Por conseguinte, frigoríficos ou outros electrodomésticos, nem vê-los, só muito mais tarde. Mesmo a primeira televisão só por 1967 por força da vinda do papa Paulo VI a Fátima, em 13 de Maio desse ano.

Sem frigoríficos, o método de conservação era sobretudo o sal, para o peixe, essencialmente as abundantes sardinhas, e ainda a carne de porco, que era sebado em muitas das casas em ambientes rurais. Galinhas ou um coelho, matavam-se e comiam-se no dia ou seguinte. Carne de vaca ou vitela só mesmo em dia de justificada festa, como cheirinho, e comprada na véspera num dos raros talhos da vila.

Hoje em dia o frigorífico é um dos equipamentos mais utilizados nas nossas casas, mais simples ou sofisticados, em si autênticas despensas, e já não somos capazes de viver sem eles. Basta que a electricidade falhe por umas horas e  fica tudo à nora.

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