11/05/2024

Super Cola 3 - Loctite

 


Cartaz da Super Cola-3 da Loctite - Presumivelmente da década de 1970.

A esta cola muito específica ficou sempre a ideia de que colava realmente tudo, daí que vulgarmente nos referimos a ela como "a cola tudo". Apesar de assim ser, na realidade nem sempre colava tudo, pelo menos com a eficiência com que colava os dedos se por falta de cuidado com eles havia contacto. Naturalmente que ao longo dos tempos o produto foi sendo aperfeiçoado em hoje em dia é comercializado em diversas versões e direcccionado para diferentes finalidades. Em todo o caso, para além da eficiência, ou não, é um produto e uma marca que fazem parte da nossa memória colectiva.

A super cola foi inventada em 1942 pelo Dr. Harry Coover. Ele fazia parte de uma equipa de investigação em tempo de guerra que desenvolvia plásticos transparentes para utilização em miras de precisão para armas. Descobriram involuntariamente um composto químico de extraordinária aderência, mas inicialmente não viram qualquer utilização para o mesmo na sua investigação.

Só mais tarde é que Coover viu o potencial dos cianoacrilatos como cola, e foi produzido para venda comercial em 1958 pela LOCTITE. Tornou-se rapidamente muito popular como um adesivo doméstico útil e versátil.

Durante mais de 50 anos a Loctite destacou-secomo líder global em soluções adesivas fiáveis. O portfólio de produtos de última geração está disponível em mais de 80 países em todo o mundo e distingue-se pela sua excecional rapidez, resistência, durabilidade e facilidade de utilização.

Os consumidores de todo o mundo confiam em Loctite para soluções rápidas, fortes e duradouras nos seus trabalhos de colagem. O compromisso contínuo com a investigação junto dos consumidores e com as tecnologias inovadoras continua a fazer da marca de adesivos a líder mundial no segmento.

O fabricante alemão Henkel adquiriu a Loctite Corporation em 1997.

[fonte: Loctite]

10/24/2024

Marco Paulo, o adeus

 


A notícia já é conhecida por todo o país. Faleceu o Marco Paulo, essa figura incontornável da musica popular portuguesa, seja lá o que isso for.

Sobre a sua vida e obra pouco importa aqui acrescentar pois nada será novidade, já que por demais conhecidas, pois para além de ser cantor muito popular, teve uma longa ligação à televisão.

Neste momento da sua despedida, mesmo que já previsível face ao seu estado de saúde, verifico que em todos estes anos de blog Santa Nostalgia e entre centenas de artigos e memórias reavivadas, nunca foi dado qualquer destaque a esta figura. Concerteza que também de muitos outros, mas sem dúvida que mereceria um destaque, uma memória.

Não sei se foi por isso, essa falha, mas porventura por nunca ter sido um cantor que colhesse de minha parte um entusiasmo por aí além. Não regateio nem nem lhe retiro a mínima importância e popularidade de que gozou durante várias décadas no nosso panorama musical e de entretenimento, porque a teve, e de resto os números falam por si, mas a todo o seu vasto reportório nunca lhe dei qualquer importância. Talvez pelo seu estilo muito "azeiteiro", muito kitsch, talvez por ter cantado essencialmente covers, trabalhos de terceiros, limitando-se a ser a voz, o que nem foi pouco pois a esse nível era bom e profissional, mas seja como for, passou-me ao lado do apreço puramente artístico.

Apesar disso, foi de facto uma figura e pêras, e deixa um legado musical ao nível da interpretação que tão cedo não será esquecido e, goste-se ou não, deixou temas que serão emblemáticos durante muitos anos, até que passadas algumas gerações deixem de ser lembrados e, como tudo, passem à história, ficando então como meros registos documentais.

Esteja onde estiver, que repouse em paz o Marco Paulo. Teve fama e proveito mas também a sua dose de infortúnios, nomeadamente ao nível de saúde. Continuará, concerteza, a ser recordado e evocado por muito tempo.

[imagem:Fonoteca Municipal do Porto]

10/18/2024

Naquele tempo a tinta era de qualidade

 

Fotografia captada no Sábado passado. Não foi, pois, em 1980. Há tinta que teima resistir ao tempo. Até mesmo o anacrónico Avante vai resistindo, até que se apague.

"A Frente Republicana e Socialista (FRS) foi uma coligação de partidos políticos portugueses formada pelo Partido Socialista (PS), União de Esquerda Socialista Democrática (UEDS) e Acção Social Democrata Independente (ASDI), registada em 1 de Agosto de 1980.[1]

A coligação foi formada tendo em vista as eleições de 1980 para a Assembleia da República, tendo obtido 26,65% dos votos.[2] Foi a reacção à esquerda do centro à união de partidos de centro-direita e de direita representada na Aliança Democrática (AD), que fora formada no ano anterior e vencera as eleições de 1979. Mesmo com a união da esquerda moderada na coligação FRS, a AD voltaria a ganhar nas eleições de 1980."

[fonte: wikipedia]

10/17/2024

E que falta nos faz...

 


Num tempo em que a pretexto de tudo e de nada usamos inglesismos, que falta nos faz a prática da nossa língua mãe. Todavia, pelo que se vai lendo, vendo e ouvindo, já não há volta a dar porque estamos mesmo colonizados.

Exaspera esta falta de amor próprio, mas sempre fomos de engate fácil e vendemo-nos por tão pouco, por tuta e meia.  

10/15/2024

Litografia do Bom Jesus do Monte - Braga

 


Litografia com vista geral do Santuário do Bom Jesus do Monte em Braga. Dimensões de 58 x 44 cm. Será da década de 1930. Das pesquisas feitas não consegui descortinar o autor. Há versões com a indicação de impressão na Lito Ignis - Porto e na Lito Minho - Braga.

Há uma outra versão (vista abaixo) muito similar mas com mais largura e será da mesma época.

10/07/2024

Ajax, que não o de Amesterdão

 


Já aqui falamos desta emblemática marca de detergente de uso doméstico, o Ajax. Em resumo,  esta marca ainda existe e faz parte da habitual panóplia de artigos de limpeza de qualquer casa (para pavimentos, louças sanitárias e vidraças), mas a sua longa história e popularidade merecem uma referência especial.

Para além da qualidade que lhe é reconhecida nos produtos actuais, e que já nesses tempos apregoava a tripla acção proporcionada pelos grânulos brancos, azuis e verdes, na variedade de detergente para a roupa, este produto, creio que ainda é propriedade da Colgate-Palmolive, tendo sido lançado por 1947, tornou-se popular pela forte publicidade que com frequência passava na rádio e TV para além de ser presença habitual em jornais e revistas.

9/23/2024

Petróleo Químico Nally (na cabeça do Salazar)


Cartaz publicitário de meados da década de 1930 ao Petróleo Químico Nally.


O produto era anunciado como "contra a queda do cabelo", mas convenhamos que as designações "petróleo" e "químico" fazem tocar os sinos de alerta  porque coisas que em princípio não devem servir para besuntar a cabeça. Provavelmente o efeito seria o contrário do anunciado, ou talvez não.

Mas então era assim e parece que o produtor era famoso a ponto de ter como clientes o António Olivera Salazar e antes dele a raínha D. Amélia, aquando no exílio.

Este era um dos vários produtos da Nally, fábrica de cosméticos criada nos anos 30, em plena Lisboa, no Campo Grande, tendo mudado em 2009 para o Carregado - Alenquer, onde continuou a fabricar produtos para marcas internacionais e relançou a famosa marca Benamôr (esta criada por um grupo de farmacêuticos no ano de 1925). 

9/16/2024

Corona - Máquina de escrever

 


Cartaz publicitário às máquinas de escrever "Corona" - Década de 1930.

A Smith Premier Typewriter Company foi estabelecida em 1886, nos Estados Unidos, e lançou uma máquina de escrever com teclado duplo, nomeando-a "Smith" em 1889. Uma década antes, em 1879, a Remington já havia introduzido uma máquina de escrever capaz de imprimir tanto letras maiúsculas quanto minúsculas, o que a colocou em concorrência direta com a Smith. No entanto, em 1893, ambas as empresas se uniram para formar a Union Typewriter Company.

Apesar dessa aliança empresarial, a Union entrou em litígio contra a Smith Premier Typewriter Company, proibindo-a de continuar utilizando o design que permitia aos dactilógrafos visualizar o papel durante o processo de escrita. Em consequência disso, os irmãos Smith decidiram sair da empresa e, em 1914, criaram o modelo "Corona", mudando o nome da marca para L. C. Smith Corona Typewriter. Na década de 1980, com a generalização dos computadores e antes deles as máquinas de escrever electrónicas, o mercado de máquinas de escrever convencional entrou em declínio e hoje já só como velharias e elementos decorativos.

A Corona, nos seus modelos portáteis, porque pequenos e leves, ajudaram em muito à generalização destas maquinetas mesmo fora dos circuitos empresariais, chegando também aos ambientes domésticos.

Eu próprio cheguei a ter pelo início da década de 1980 um modelo portátil da Corona. No serviço militar na Marinha, cheguei a tirar um curso de dactilografia, escrevendo ao rtimo de música e com as mãos sobre o teclado tapadas com um pano. Por conseguinte cheguei a saber escrever relativamente bem sem olhar para o teclado. Já não tenho essa destreza, mas ainda assim o que aprendi ajuda-me no processo de escrita pelos modernos teclados.

Outros tempos, esses o da Corona.

9/11/2024

"Deliciosa" - margarina

 


Cartaz publicitário à margarina "Deliciosa", da FIMA. Será da década de 1940.

A Margarina "Deliciosa" terá começado a ser importada e comercializada pelos Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho, L.da, na segunda metade da década de 1920. Essa mesma empresa começou por sua vez a actividade industrial pelo início da década de 1940 com a instalação da FIMA - Fábrica Imperial de Margarina, L.da, em Sacavém. Para além da margarina, incluindo a "Deliciosa", eram ali produzidos os óleos alimentares que então se começaram a popularizar em substituição do azeite.

A FIMA deu várias voltas no universo empresarial e na actualidade pertencerá à Unilever com a designação de Unilever Fima.

9/10/2024

Aliança - Bolachas, biscoitos e massas

 


Cartaz publicitário às bolchas, biscoitos e massas Aliança. Ano de 1930.

Já falamos aqui desta emblemática marca. Tal como então escrevi, das bolachas Aliança, tenho memória, de criança, das emblemáticas caixas cúbicas no balcão da mercearia da aldeia de onde se retiravam com cuidado para serem vendidas de forma avulsa. Tants vezes pedi 100 gramas de Bolachas Maria da Aliança. Gostava particularmente das torradas.

Pesquisar no Blog

7UP - Beber e arrotar

  A história da 7UP, conforme registada pela marca em Portugal, revela um percurso de inovação que começou muito antes da sua chegada à Euro...

Populares