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Corona - Máquina de escrever

 


Cartaz publicitário às máquinas de escrever "Corona" - Década de 1930.

A Smith Premier Typewriter Company foi estabelecida em 1886, nos Estados Unidos, e lançou uma máquina de escrever com teclado duplo, nomeando-a "Smith" em 1889. Uma década antes, em 1879, a Remington já havia introduzido uma máquina de escrever capaz de imprimir tanto letras maiúsculas quanto minúsculas, o que a colocou em concorrência direta com a Smith. No entanto, em 1893, ambas as empresas se uniram para formar a Union Typewriter Company.

Apesar dessa aliança empresarial, a Union entrou em litígio contra a Smith Premier Typewriter Company, proibindo-a de continuar utilizando o design que permitia aos dactilógrafos visualizar o papel durante o processo de escrita. Em consequência disso, os irmãos Smith decidiram sair da empresa e, em 1914, criaram o modelo "Corona", mudando o nome da marca para L. C. Smith Corona Typewriter. Na década de 1980, com a generalização dos computadores e antes deles as máquinas de escrever electrónicas, o mercado de máquinas de escrever convencional entrou em declínio e hoje já só como velharias e elementos decorativos.

A Corona, nos seus modelos portáteis, porque pequenos e leves, ajudaram em muito à generalização destas maquinetas mesmo fora dos circuitos empresariais, chegando também aos ambientes domésticos.

Eu próprio cheguei a ter pelo início da década de 1980 um modelo portátil da Corona. No serviço militar na Marinha, cheguei a tirar um curso de dactilografia, escrevendo ao rtimo de música e com as mãos sobre o teclado tapadas com um pano. Por conseguinte cheguei a saber escrever relativamente bem sem olhar para o teclado. Já não tenho essa destreza, mas ainda assim o que aprendi ajuda-me no processo de escrita pelos modernos teclados.

Outros tempos, esses o da Corona.

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