12/02/2006

Livro de leitura da segunda classe


Autores:
Judite Vieira
Manuel Ferreira Patrício
Silva Graça

Ilustrações:
Maria Keil
Luis Filipe de Abreu

Edição:
Editora Educação nacional de Adolfo Machado
1ª edição 1968



O livro aqui recordado, da editora Livraria Popular, de Francisco Franco, teve a sua primeira edição no ano de 1968, tinha 144 páginas, com um formato de 185 x 230 mm.
Os seus autores foram Judite Vieira, Manuel Ferreira Patrício e Silva Graça e foi superiormente ilustrado pelos artistas Maria Keil e Luis Filipe de Abreu.
Esta edição segue muito a linha gráfica do livro anterior, tanto mais que tem a mesma equipa de ilustradores e nestes livros do ensino primário a ilustração teve sempre um papel fundamental como auxiliar na interpretação mas também como adoçante da própria leitura.
Com o livro da segunda classe, nós, enquanto alunos, consolidámos os ensinamentos aprendidos na classe anterior e por conseguinte, os textos eram mais extensos e completos. Desta forma conseguimos desenvolver a escrita e a leitura mas também aprendemos histórias que ainda hoje recordamos com saudade e nostalgia. Quem não se lembra da História da Carochinha, que casou com o João Ratão ? E o Macaco de Rabo Cortado ? A Lengalenga ? A Ceia de Natal ? Os Dois Companheiros de Viagem ?São histórias inesquecíveis que a par das belas ilustrações jamais esqueceremos.
Todo o livro é uma bela viagem de cor, fantasia a realidade. Será, pois, bom de recordar algumas das suas páginas.

Cadernos Âmbar - A Família Pituxa


Edição: ÂMBAR
Série "A Família Pituxa"
anos 70 - colecção de 16 cadernos



São horas meninos, Meninos Rabinos,
São horas, são horas da deita.
Atenção João, atenção Joana
P´rá cama que o sono já espreita,

O sono já canta e a Rita dormita
E o Zé faz banzé

Lá vai o Pelé
A bola rebola
Já dorme coitada
A pasta já está arrumada
Meninos Rabinos, mas muito asseados,
A cara e os dentes lavados

E tudo a rezar a Jesus
São horas meninos… e é ele quem paga a luz…

Quem não se recorda da Família Pituxa, que passava na RTP quando se considerava oportuno mandar os meninos para a cama? Este desenho animado teve bastante êxito pelo que entre produtos teve direito a ser publicado nas capas dos cadernos escolares no início dos anos 70. O desenho animado inicialmente era a "preto e branco".
Na minha escola, apesar das dificuldades, todos procuravam ter a colecção completa (16 unidades).

Cadernos Âmbar - Munumentos

No que se refere a livros, cadernos e outros artigos escolares, de papelaria e uso em escritórios, durante muitos anos a Ambar foi uma marca de referência. O seu nome é composto pelas duas primeiras sílabas do seu fundador, Américo Barbosa.
Esta empresa nortenha, foi fundado no Porto no ano de 1939 e tinha então como principal actividade a encadernação de livros. Rapidamente cresceu e em 1960 abria uma delegação em Lisboa.
Logo após a revolução do 25 de Abril, mais concretamente em 1976, a tragédia bateu à porta da empresa e um incêndio destruiu as instalações, recheio e equipamentos. Foi um duro golpe mas a capacidade de trabalho e resiliência do fundador  fez com a empresa se voltasse a reerguer e retomar o sucesso e crescimento.
Já nos anos 80, em 1987 a empresa expande-se internacionalmente e nasce a Ambar Espanha. Mais tarde, por exigências de mercado altera a sua denominação social para Ambar - Ideias no papel, SA.

Apesar dessas mudanças, passado algum tempo a empresa começou a passar por dificuldades devido às vicissitudes do mercado global e esteve às portas de fechar quando os administradores judiciais defendia a inviabilidade da empresa e consequente liquidação do património para pagar aos credores. Felizmente  esses arautos da miséria e liquidação de empresas não venceram a sua e depois de o BCP ter desistido de travar o plano de viabilização, a empresa  acabou por ser salva por um grupo económico e continua em laboração com o fabrico e comercialização de uma ampla diversidade de artigos que correspondem às necessidades e hábitos de consumo actuais.

A empresa nos seus tempos áureos chegou a empregar mais de um milhar de trabalhadores. Na actualidade pelas informações colhidas em Portugal e Espanha serão cerca de 350.

A empresa na actualidade está organizada em 3 áreas de negócio distintas mas algo complementares: escola, escritório, casa. É uma empresa 100% portuguesa cuja longa experiência na transformação do papel permite uma forte presença em todos os canais de distribuição nacionais e internacionais. 

Como se disse, pelos anos 70 a Ambar estava pois vigorosa e muitos dos seus artigos eram sinónimo de escola e aulas, tais como os cadernos escolares, de que abaixo ilustramos com a série Monumentos. Mas muitos outros, nomeadamente as mochilas que então começaram a substituir as sacolas rudimentares feitas em tecido.

A série de cadernos escolares Monumentos reporta-se, pois, aos anos 70 e era composta por oito exemplares retratando alguns dos belos e emblemáticos  monumentos portugueses.



Livro de leitura da primeira classe


Autores:
Maria Luisa Torres Pires
Francisca Laura Batista
Glória N. Gusmão Morais

Ilustrações:
Maria Keil
Luis Filipe de Abreu

Edição:
Editora Educação nacional de Adolfo Machado
1ª edição: 1967

Meu querido livro de leitura da primeira classe...
Contigo entrei na aventura das primeiras letras, das palavras e das histórias.
Antes da entrada na escola primária, pedia ao irmão mais velho, então já na terceira classe, para me ler as histórias, sonhando com o dia em que o pudesse fazer por mim próprio. Esse dia mágico lá chegou, depois da batalha da aprendizagem letra a letra, começando pelas vogais e depois pelas consoantes. Jamais esquecerei esse progresso diário, em que à medida que se aprendia mais uma consoante aumentava o número de palavras, até que, passo-a-passo, dia-a-dia, as histórias, as leituras, íam ficando mais extensas.
Depois das vogais, com o A associado a uma águia, o E de égua, o I de igreja, o O de ovos e o U de uvas, aprendemos o P. Com ele aprendemos a ler e a escrever pá pé piu, pua, pipa, pópó, pai e papá. Depois veio o T e com ele a tia, tua tia, titi, a tia tapa o pote, o pato. Depois vieram o L, o D, o M, o V e por aí fora, até se completar todo o nosso alfabeto. Finalmente as leituras, com todas as letras. Histórias simples, como convinha a quem se iniciava nas letras, mas belas, como esta:
A Noite de Natal
A mãe passou o dia na cozinha, com os preparativos para a consoada.
Fez arroz-doce, filhós e outros bolinhos.
A Rita e a prima enfeitaram a mesa para a ceia.
O Pedro e o Carlos acenderam as velinhas do presépio.
Quando tudo estava pronto, chegou o pai e disse: - Vamos, meninos!São horas de irmos à Missa do galo!
E lá foram todos, muito contentes.

Deste livro de leitura da primeira classe, bem como do livro de leitura da segunda classe, mantenho um fascínio pelas belas ilustrações da Maria Keil e do Luis Filipe de Abreu, dos quais mais tarde procurei vasculhar e guardar algumas ilustrações que enriqueceram outras publicações. Ambos têm um traço e estilo inconfundíveis. Muito da memória destes dois livros de leitura fundamentam-se nas ilustrações. Ontem, como hoje, a ilustração continua a exercer essa magia e fascínio nas crianças, ajudando-as a entrar no mundo da fantasia e dos sonhos e que, na justa realidade, há-de acompanhá-las pela vida fora.
Quem com o tempo esqueceu ou apagou as memórias do seu livro de leitura da primeira classe, certamente que já perdeu um pouco de si próprio e da sua infância. A vida é mesmo assim, mas por isso importa e justificam-se as recordações, porque, como alguém diz, isso é viver. Ou reviver, talvez.



12/01/2006

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Marcas e produtos que  marcaram todo um tempo. Alguns ainda sobrevivem e continuam a fazer parte do nosso quotidiano.

Cartões dos cowboys - Printed in Holland


 


No início dos anos 70, eu e os putos da minha geração coleccionávamos uma série de cromos, que na realidade eram cartões, distribuídos com pastilhas elásticas (buble gum) a que chamavámos "os cowboys", visto serem predominantemente gravuras de actores do cinema western.

A colecção a que me refiro em concreto corresponde à série T, certamente de alguma editora holandesa, visto que nos cartões, para além do nome do actor e nº do cartão, trazia a indicação de "Printed in Holland".
Ao que sei, este tipo de cartões, dedicados ao mundo do cinema e do espectáculo, teve muito êxito nos países do norte da Europa, nomeadamente Holanda, Dinamarca, Suécia e Finlândia.

A colecção em causa era composta por 99 cartões, nas dimensões de 70 x 45 mm, sendo que alguns números apresentavam variações, nomeadamente os 17, 39, 48, 50, 54 e 79, com actores diferentes mas da mesma série. À falta de melhor explicação, depreende-se que se tratava de cromos misturados referentes à mesma série mas eventualmente de diferentes edições.
Para além da série T, a mais divulgada nessa altura entre nós, se calhar temporalmente antes foi comercializada a série W. Pessoalmente tenho as colecções das duas séries, e um ou outro cartão da série G.
Todavia, agora sabe-se, existiram, obviamente, muitas outras séries (sets), algumas editadas na Alemanha e até na Dinamarca, outras sem numeração. Umas mais relacionadas a determinado género de cinema e outras mais ou menos dedicadas à música e músicos. Seja como, do que abarca a minha memória, pelo menos em Portugal e sobretudo na minha zona foram comercializadas sobretudo a série T e a W.
 
Os cartões exerciam um fascínio próprio, já que as gravuras eram nitidamente coloridas manualmente, produzindo uma autêntica paleta de cores.

À volta desta colecção, como pretexto de se arranjar cartões adicionais ou em falta na colecção, tínhamos o jogo do "8 e 7: 15" (uma espécie de Black-Jack ou "21", que basicamente consistia em usar os cartões como cartas de um baralho, em que embaralhando os mesmos, se íam distribuindo pelos jogadores um cartão após outro, até que o jogador, contabilizando o último algarismo de cada número, obtivesse uma soma igual ou o mais aproximada por defeito ao 15. Ou seja, um 9 e um 7 permitia "rebentar" e o jogador perdia um cartão. Pelo contrário, obtendo um 7 e um 8, ou um 9 e um 6, perfazia 15 e ganhava. Mesmo um total de 12, 13 ou 14 era um bom número para se suspender o recebimento de cartões e esperar pelo resultado do adversário.

A par da colecção de cromos de rebuçados, de que falamos na última edição, esta série de cartões dos cowboys foi uma das mais populares na altura aqui na região.
Hoje, passados quase quarenta anos, ainda sentimos o aroma a pastilha elástica que impregnava o cartão.
À falta dos meios e distracções que têm as crianças de hoje, era com estas colecções que preenchíamos os nossos tempos de meninice.
Abaixo ficam as listas dos cartões das séries T e W.

Lista dos cartões da série T:

1. Gene Autry
2. Gary Cooper
3. Belmondo
4. The Family Cartwright
5. Freddy
6. Michael Landon
7. Doug McClure
8. James Stewart
9. Eric Fleming
10. Wallace Ford
11. Robert Horton
12. Doug McClure
13. Michael Landon
14. Joe Smith
15. Sterling Hallo
16. Stephen McNally
17a. Alan Case
17b. Roy Rogers
18. Robert Horton
19. Gene Autry
20. Ricky Nelson
21. Cliff Richards
22. The Family Cartwright
23. Lorne Greene
24. Pernell Roberts
25. Charlton Heston
26. Dan Blocker
27. Rex Allen
28. Marie Versini
29. Michael Landon
30. Doug McClure
31. John Smith
32. John Mack Brown
33. Lex Barker
34. Robert Fuller
35. Randolph Scott
36. Pierre Brice
37. Robert Fuller
38. Pernell Roberts
39a. Frank Sinatra
39b. Elvis Presley
40. Kirk Douglas
41. Roger Moore
42. Lorne Greene
43. Cliff Richard
44. James Garner
45. Marlon Brando
46. Phil Posner
47. Roy Rogers
48a. John Wayne
48b. Jeffrey Hunter
49. Gary Cooper
50a. Dean Martin
50b. Clayton Moore
51. Doug McClure
52. Kirk Douglas
53. Ricky Nelson
54a. Jeff Chandler
54b. Johnny Mack Brown
55. Gabby Hayes
56. Smiley Burnette
57. John Wayne
58. Pierre Brice
59. Anthony George
60. Lash LaRue
61. Randolph Scott
62. Roy Rogers
63. Robert Mark
64. Fabrizio Moroni
65. George Martin
66. Montgomery Wood
67. Tomas Millian
68. Richard Denning - Peggy Castle
69. Stephen McNally
70. Tony Anthony
71. Alan Steel
72. Franco Nero
73. Arthur Kennedy
74. Anthony Steffen
75. Alan Ladd
76. Rod Cameron
77. Fernand Sancho
78. Montgomery Wood
79a. Sherriff Cassidy (Hopalong) 
(William Boyd)
79b. Elvis Presley
80. Frank Farrell
81. Robert Mark
82. Touch Connors
83. Graig Hill
84. Ray Bancroft
85. Peter Cross
86. George Furner
87. Sheriff Cassidy (Hopalong)
88. Thomas Moore
89. Anthony Steffen
90. Hug Arden
91. Gunn "Big Boy" Williams
92. Anthony Steffen
93. Wallace Ford
94. George MacReady
95. Audie Murphy
96. Rod Cameron
97. Rory Calhoun
98. Ben Cooper
99. Robert Woods
Lista dos cartões da série W:

1. R. Allen
2. H. Arden
3. R. Arlen
4. Lex Barker
5. R. Allen
6. Dan Blocker
7. P. Brice
8. R. Calhoun
9. J. Carrol Naish
10. Y. Canutt
11. Br. Cartwright
12. Anthony Caruso
13. R. Allen
14. Gary Cooper
15. P. Cross
16. R. Culp
17. M. Damon
18. J. Darren
19. E. Dearing
20. John Derek
21. R. Arlen
22. M. Dietrich
23. F. Farrell
24. W. Ford
25. P. Foster
26. P. Brice
27. Gary Cooper
28. E. Franz
29. Lorne Greene
30. M. Hale
31. Van Heflin
32. Charles Starrett
33. R. Scott
34. Charlton Heston
35. G. Hill
36. M. Damon
37. J. Stewart
38. E. Holliman
39. T. Hunter
40. R. Nelson
41. L. van Kleef
42. A. Knox
43. M. Wood
44. R. Welch
45. J. Darren
46. Fred MacMurray
47. Guy Madison
48. Dean Martin
49. M. Martin
50. Lee Marvin
51. D. McClure
52. J. Stewart
53. D. McClure
54. S. McNally
55. Fred MacMurray
56. Peter Cross
57. Johnny Mack Brown
58. Audie Murphy
59. R. Welch
60. Eli Wallach
61. J. Carroll Naish
62. F. Nero
63. T. Hunter
64. D. Parker
65. R. Scott
66. Charles Staret
67. Marlon Brando
68. P. Posner
69. Gregory Peck
70. Slim Pickens
71. Robert Vaughn
72. John Wayne
73. R. Rober
74. J. Stewart
75. G. Madison
76. T. Milian
77. G. Roland
78. Roy Rogers
79. John Russell
80. R. Welch
81. F. Sancho
82. J. Sawyer
83. R. Scott
84. Z. Scott
85. A. Steffen
86. R. Wyler
87. Guy Madison
88. E. Stewart
89. J. Sullivan
90. S. Tracy
91. M. Wood
92. Gregory Peck
93. F. Tucker
94. S. Tufts
95. R. Vaughn
96. M. Versini
97. Eli Wallach
98. G. Hayes
99. R. Woods
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