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Cadernos Âmbar - Munumentos

No que se refere a livros, cadernos e outros artigos escolares, de papelaria e uso em escritórios, durante muitos anos a Ambar foi uma marca de referência. O seu nome é composto pelas duas primeiras sílabas do seu fundador, Américo Barbosa.
Esta empresa nortenha, foi fundado no Porto no ano de 1939 e tinha então como principal actividade a encadernação de livros. Rapidamente cresceu e em 1960 abria uma delegação em Lisboa.
Logo após a revolução do 25 de Abril, mais concretamente em 1976, a tragédia bateu à porta da empresa e um incêndio destruiu as instalações, recheio e equipamentos. Foi um duro golpe mas a capacidade de trabalho e resiliência do fundador  fez com a empresa se voltasse a reerguer e retomar o sucesso e crescimento.
Já nos anos 80, em 1987 a empresa expande-se internacionalmente e nasce a Ambar Espanha. Mais tarde, por exigências de mercado altera a sua denominação social para Ambar - Ideias no papel, SA.

Apesar dessas mudanças, passado algum tempo a empresa começou a passar por dificuldades devido às vicissitudes do mercado global e esteve às portas de fechar quando os administradores judiciais defendia a inviabilidade da empresa e consequente liquidação do património para pagar aos credores. Felizmente  esses arautos da miséria e liquidação de empresas não venceram a sua e depois de o BCP ter desistido de travar o plano de viabilização, a empresa  acabou por ser salva por um grupo económico e continua em laboração com o fabrico e comercialização de uma ampla diversidade de artigos que correspondem às necessidades e hábitos de consumo actuais.

A empresa nos seus tempos áureos chegou a empregar mais de um milhar de trabalhadores. Na actualidade pelas informações colhidas em Portugal e Espanha serão cerca de 350.

A empresa na actualidade está organizada em 3 áreas de negócio distintas mas algo complementares: escola, escritório, casa. É uma empresa 100% portuguesa cuja longa experiência na transformação do papel permite uma forte presença em todos os canais de distribuição nacionais e internacionais. 

Como se disse, pelos anos 70 a Ambar estava pois vigorosa e muitos dos seus artigos eram sinónimo de escola e aulas, tais como os cadernos escolares, de que abaixo ilustramos com a série Monumentos. Mas muitos outros, nomeadamente as mochilas que então começaram a substituir as sacolas rudimentares feitas em tecido.

A série de cadernos escolares Monumentos reporta-se, pois, aos anos 70 e era composta por oito exemplares retratando alguns dos belos e emblemáticos  monumentos portugueses.



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