9/10/2008

9/09/2008

Earth & Fire - Weekend

No final dos anos 70, mais concretamente em Outubro de 79, por isso à porta dos anos 80, o grupo de rock progressivo holandês "Earth & Fire" saltou para os tops e para a ribalta do sucesso com o tema "Weekend", um single do LP "Reality Fills Fantasy".

Sinceramente, nunca acompanhei muito a carreira deste grupo, que teve o seu início em 1969 e terminou em 1983, com a vocalista, Jerney Kaagmam a lançar-se numa carreira a solo, mas entre dois ou três temas reti este "Weekend".

A banda era particularmente reconhecida no seu país como na vizinhança, de modo especial na Alemanha e por aí gozava de assinalável notoriedade. No entanto, esta música em particular, o "Weekend", projectou a banda para a popularidade na restante Europa.

O tema ficou no ouvido e durante meses passou com frequência na televisão e rádio. A RTP estava no início da era da cor (7 de Março de 1980) pelo que o vídeo-clip já o vi nessa altura a cores.
Para além da música, ficou-me na retina a vocalista, Jerney Kaagmam,  e o seu fato-macaco plástico, azulado brilhante, e uma dança ondulante muito sensual para a altura, entre fumos e um enorme órgão musical que mais parecia um imponente móvel de sala.

Ainda no Domingo passado, durante o passeio-dos-tristes, em fim de tarde, ouvi esta música na Rádio Renascença, e com ela avivei algumas das memórias musicais desse tempo. Era eu  já um teenager.
Vale a pena recordar, e estou certo que muita malta da altura a reconhecerá.

O grupo era composto por:
Jerney Kaagman: vocalista
Hans Ziech: Baixo
Gerard Koerts: Órgão, piano e vozes
Chris Koerts: Guitarra e vozes
Ton van der Kleij: Bateria e percurssão

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JERNEY KAAGMAN, na altura do "Weekend"


JERNEY KAAGMAN, na actualidade, com o peso dos anos a fazer a diferença, como a todos nós.
Em baixo uma imagem do vídeo-clip que recordo de ver já a cores na RTP.

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Acima o tema: Weekend.

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A letra:
Sunday and it’s so hard to say goodbye
I don’t know what to do passing the days without you
Friday night when I see you again
You’ll make a fool out of me
I don’t wanna be your lover for the weekend
Sometimes when I’m looking at your face
There’s something in your eyes that makes me realize
We’ve got no chance if we’re going on this way
You mean such a lot to me
I don’t wanna be your lover for the weekend
Coro:
Love in a woman’s heart
I wanna have the whole and not a part
It’s strange that this feeling grows more and more
‘Cause I’ve never loved someone like you before
Sunday and it’s so hard to say goodbye
I don’t know what to do passing the days without you
Friday night when I see you again
You’ll make a fool out of me
I don’t wanna be your lover for the weekend
Coro (2x)
Sometimes when I’m looking at your face
There’s something in your eyes that makes me realize
We’ve got no chance if we’re going on this way
You mean such a lot to me
I don’t wanna be your lover for the weekend

9/08/2008

Livrinho da Tabuada

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Já aqui tinha falado da Tabuada, que tão diligentemente aprendíamos na escola primária. Pois bem, hoje dou a conhecer mais um dos livrinhos onde se aprendia a mesma Tabuada. Para além das tabuadas propriamente ditas (somar, diminuir, multiplicar e dividir), este livrinho incluía a numeração, números cardinais, numeração romana e ainda trazia noções sobre as diversas operações aritméticas, incluindo os números decimais, números fraccionários, noções de moeda, sistema métrico, medidas de comprimento, de capacidade, massa ou peso, superfície, agrárias, volumes e ainda equivalências. 

Até mesmo medidas de lenha, como a Decaster, a Ester e Decister. Um pequeno grande livro onde estava toda a base de um bom aluno em aritmética. No meu tempo da escola primária, estas eram coisas que tinham que estar sempre na "ponta-da-língua". Será ainda assim actualmente?

9/07/2008

O livro da primeira classe - 1942

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Nota introdutória: O livro que agora trago à memória, "O livro da primeira classe", edição de 1942´, é a versão inicial do mesmo livro que há tempos já aqui falei, uma edição de 1954. A única diferença, está na imagem da capa. Nesta edição mais antiga, a capa é composta por uma ilustração de Raquel Roque Gameiro, com um menino e uma menina, fardados à Mocidade Portuguesa, a fazerem a característica saudação do Estado Novo à bandeira portuguesa.

Não temos informações que justifiquem a mudança da capa, talvez para renovar a imagem de um livro que foi usado durante mais de uma década.
Fica então, uma vez mais, a descrição do livro:

O Livro da Primeira Classe - Ensino Primário Elementar
Autor: Ministério da Educação Nacional
Formato: 170 x 225 mm - 144 páginas
Ilustrações (a cores): Raquel Roque Gameiro
Trata-se de um dos mais bonitos livros de leitura do ensino primário, nomeadamente da primeira classe. Segue o esquema habitual de ensino na época, principiando pelas vogais, partindo para as consoantes, com leituras de acordo com as letras aprendidas.

Tem ainda uma secção destinada à aprendizagem da doutrina cristã (páginas 91 a 112), com as principais verdades da fé católica, mas também com noções e princípios dos deveres cívicos.

A terceira secção é dedicada ao ensino da aritmética (páginas 113 a 144), com a aprendizagem dos números e sua noção, noção de quantidades, exercícios com as operações de soma, subtracção, divisão e multiplicação. Todos os exercícios estão profusamente ilustrados ajudando em muito o processo de compreensão e aprendizagem. Reúne conhecimentos que nos nossos dias só são adquiridos já ao nível da terceira ou até mesmo da quarta classes o que não surpreende se tivermos em linha de conta que a antiga quarta classe comportava um desenvolvimento e conhecimentos  agora adquiridos apenas ao nível do nono ano.

Um dos aspectos de todo o livro é a qualidade das suas ilustrações, com belas cores, tornando a sua leitura num exercício agradável.

Foi livro único durante bastantes anos pelo que é hoje muito recordado por muitos portugueses.

Santinhos de casamento

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Quem não se recorda dos santinhos de casamento? Estas estampas, habitualmente litografias italianas, com dimensões aproximadas de 60 x 100 mm, eram oferecidas pelos noivos aos seus convidados de casamento, e funcionavam como recordação do enlace. Desta forma, no verso da estampa, era impresso a letra dourada os nomes dos noivos, data e local do casamento.

Conservo vários destes santinhos de casamentos, dos anos 60, de pessoas conhecidas da minha aldeia, oferecidos a familiares meus.

Sem moralismos, e porque nestas coisas cada cabeça tem o seu chapéu e a sua sentença, mas constata-se que hoje em dia, os casamentos religiosos são cada vez menos porque é mais fácil o compromisso com os homens do que com Deus. Não admira, pois, que os modernos casamentos, consubstanciados numa génese fortemente materialista, tenham pouca sustentabilidade e durabilidade, pelo que já não surpreende o número cada vez maior de divórcios, alguns deles decorridos poucos dias ou meses do casamento. O casamento convencional está, pois, em decadência e em desuso e vão ganhando lugar as relações meramente factuais e ou de interesse. Algumas duram dias, outras meses e poucas anos.

Claro que um casamento religioso, só por si  não é sinónimo de sucesso, até porque para muitos a componente religiosa é apenas uma consequência do tal materialismo, funcionando aqui como pretexto e cenário para a fotografia e para a pompa e circunstância. O verdadeiro compromisso entre os noivos e estes com Deus, é apenas uma mera leviandade. Não admira que sejam cada vez mais raros os casais que completam bodas-de-prata (25 anos de casados), já para não falar de bodas-de-ouro (50 anos). O acto de promessas e juras mútuas de amor na saúde e na doença, na tristeza e na alegria, na prosperidade e na adversidade, são, regra geral, compromissos fúteis e vazios de sentido. Há até quem se divorcie só para fugir da rotina. À primeira dificuldade, à exigência do primeiro sacrifício, da uma banal contradição, à primeira vaga de ondulações, o barco do casamento vacila e afunda-se. O divórcio é uma tábua de salvação ali ao lado.

A importância do casamento, nos nossos dias,  está assim quase limitada ao copo-de-água, em locais luxuosos, com custos quase sempre acima das possibilidades dos noivos e dos próprios convidados que, apesar de tudo, acabam por suportar essas vaidades e ainda a lua-de-mel, que, modernamente, deve ocorrer sempre no estrangeiro.

É claro que os tempos são outros, mas num passado não muito distante, os noivos trabalhavam quase até ao dia do casamento. A boda era muito simples, quase sempre em casa dos pais da noiva, constituída por um almoço melhorado mas frugal e oferecido apenas aos familiares próximos e a meia-dúzia de amigos. Não havia tempo nem dinheiro para lua-de-mel pelo que quase sempre no dia seguinte o fresco marido tinha que retomar o seu trabalho habitual e a jovem esposa encarregava-se das funções domésticos e do campo. Era assim para a maior parte dos portuguesas, mesmo da classe média. Foi assim com os meus pais e meus tios.

Como extensão do actual luxo, os convites de casamento primam pelo originalidade e só por si representam um grande custo. Depois, quase no final do copo-de-água, é habitual os noivos oferecerem aos convidados uma lembrança, pequenas peças decorativas, mas nunca os tais santinhos ou estampas, de que acima falámos. Isso era coisa dos anos 60 e 70. Hoje em dia o interesse está em procurar oferecer algo que se considere como original e único.

Realmente, outros tempos, outras modas, outros luxos. A simplicidade deu lugar à extravagância; A escassez deu lugar à abundância e desperdício. Quem tem ido a casamentos nos últimos anos (e a quem não calha estes compromissos pouco desejados?)) sabe perfeitamente do que falámos.

Recordámos assim os santinhos ou estampas como lembranças de outros tempos, de outros casamentos.

Por curiosidade, os casamentos a que se referem os santinhos acima publicados, ocorridos em meados dos anos 60, todos eles ainda duram, ou seja, já a caminho de bodas de ouro.

9/04/2008

Sapo - O velho hortelão

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Hoje, quase no lusco-fusco, passei pelo meu jardim e voltei a ver o sapo Cantocas. Dei-lhe esse nome porque sempre que o encontro, desde o final da Primavera, está sempre no mesmo canto do jardim, onde possivelmente terá a toca, pois ali, junto ao muro, há abundante e diversa vegetação, incluindo madre-silva, cravos-da-índia, lavanda, etç. Para além do mais, nos dias de calor, a rega automática ao final de cada tarde dá-lhe e humidade que gosta e precisa.

É um grande sapo, castanho escuro. Mesmo por aqui na aldeia, já são extremamente raros estes bichos. Por isso o Cantocas é estimado, não só por ser espécie já rara mas também porque é conhecida a sua acção benéfica no jardim, na horta e no pomar.

Nesta situação, não deixo de recordar os meus tempos de menino, em que por regra não gostávamos de sapos, e sempre que tínhamos ensejo, pedrada em cima deles. Praticávamos a maldade de o colocar na ponta de um pau e o atirar a grande altura para o ver caír desamparado no chão até se esborrachar. Por um lado, nessa altura eles eram muitos e a qualquer passo esbarrávamo-nos com eles.

Por outro lado, havia aquela crença popular, pelo menos entre as crianças, de que os sapos eram perigosos e peçonhentos e que mijavam para o ar e se nos acertasse nos olhos ficávamos cegos. Cegos estávamos quanto ao papel positivo dos sapos nos jardins e nas hortas. Nem mesmo as lições que aprendíamos nos livros da escola, como o exemplo acima, servia para mudar a nossa natural repugnância por estes bichos. Pobres sapos , que à custa da sua infundada  má fama e aspecto pouco simpático, tanto mal sofreram.

Felizmente, o tempo ajudou-nos a mudar de mentalidade e agora fico bastante satisfeito por ter este morador, o Cantocas, cá pelo jardim. O meu filho a princípio também não gostou da visão do sapo, mas já lhe fiz perceber o seu bom papel de hortelão. apesar de ser um bocado p´ró feio, convenhamos.

É certo que este Verão foi pouco ou nada quente, mas matei saudades de outros tempos ao ouvir o Cantocas ao princípio da noite, no seu escuro refúgio, a entoar o seu característico assobio curto.

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