10/27/2008

Sabonete Rexina - Há sempre lugar para mais um...

sabonete rexina_santa nostalgia_02

sabonete rexina_publicidada antiga_santa nostalgia_03

sabonete rexina_publicidada antiga_santa nostalgia_02

sabonete rexina_publicidada antiga_santa Nostalgia

Hoje trago à memória um sabonete que sempre foi muito popular entre nós, os portugueses, o Rexina. Já aqui havia falado de um outro sabonete, talvez ainda mais popular, o sabonete LUX.

Curiosamente, o Rexina, sabonete desodorizante,  em muitos outros países, nomeadamente no Brasil, era conhecido como Rexona. Vá lá entender-se estas coisas do marketing. Em jeito de brincadeira, só pode ser, há quem diga que a alteração do nome teve a ver com o facto de Rexona se prestar entre nós a "bocas foleiras" com rima inconveniente e brejeira. Adivinhem...

Confesso que apesar de tudo apenas usei o Rexina uma ou outra vez. Em rigor, até nunca fui muito de usar sabonetes, e preferia mesmo o sabão, tanto nas conhecidas variedades azul e branco (muito bom contra a caspa) bem como o sabão macaco e o sabão rosa. Recordo-me a este propósito dos sabões, que os mesmos eram vendidos  em barras entre 40 a 50 cm de comprimento, embrulhadas em papel de jornal. Havia também quem comprasse ao peso pelo que o merceeiro usava uma grande facalhona para fraccionar a barra.

Por sua vez, em casa, esse bocado de barra ainda era mais fraccionado, mais ou menos no tamanho dos sabonetes, de forma a tornarem-se manuseáveis. Claro que nos primeiros dias de uso, era algo inconveniente, com as arestas demasiado vincadas. Depois, com o uso, o bocado de sabão tornava-se num autêntico sabonete, macio e arredondado, apenas, por norma, menos bem cheiroso. Neste aspecto, o Clarim, era dos mais perfumados.

Recordo-me que, por vezes, ao usar o sabão num tanque, ele lá escapava fugidio por entre os dedos e ía parar ao fundo. A solução era arregaçar a manga até ao sovaco e mergulhar o braço na água fria à procura do raio do sabão.
Dos sabonetes, o que mais usei, ainda em rapazola adolescente, já perto dos 18 anos, era o Feno de Portugal, que em próxima ocasião falarei mais detalhadamente. Ainda agora parece que estou a sentir o agradável aroma do Feno de Portugal debaixo de uma camisa lavada. A namorada adorava....

Ao Rexina, ficou popularizada a publicidade cujo slogan era, "Há sempre lugar para mais um.". Entendia eu que esse "mais um" teria que ser alguém, jovem, bonito(a) e a cheirar bem, a Rexina, claro.
O Rexina, ou o homónimo Rexona, é um produto da multinacional Unilever, e foi lançado no final dos anos 60.

image

Cartaz publicitário com a versão Rexona.


Velho anúncio da promoção dos sabonetes Rexina, que ofereciam suportes para sabonetes, daqueles tipo ventosa, em borracha, e que ainda hoje se veem à venda.

10/23/2008

Domingo de Outono

 

973062

DOMINGO DE OUTONO

Voltei a subir aos montes da minha infância
E percorri velhos caminhos,
Trilhos de sombras e murmúrios das águas.

A brisa dos meus passos quando menino,
Afagou de leve o meus rosto de homem,
Deixando neblina na forma de lágrimas.

Calcorreei tojo, silvados e subi ao velho carvalho,
Brinquei às escondidas na sua gasta folhagem
Tão quente como as suas cores.

Ouvi os gracejos do melro preto
E avistei o pisco de peito ruivo.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

image

É de facto uma emoção redobrada e sentida, sempre que percorremos caminhos e lugares que noutros tempos foram palcos das nossas brincadeiras de criança. A distância do tempo ajuda a sedimentar essa emoção e nostalgia.


Este local a que me refiro, neste meu simples poema, uma espécie de paraíso perdido, no fundo da minha aldeia, todo ele emana memórias e recordações: Os caminhos, os campos, os pinhais, a  ribeira, as nascentes de água, a represa, o moinho de água, as levadas, os velhos carvalhos, os castanheiros, as cerejeiras e macieiras, os melros, os piscos, os cucos, as poupas, as rolas, os pombos, os seus ninhos e seus chilreios, são elementos inesquecíveis e que, apesar dos anos e do aspecto de abandonado, permanecem ali, como que a convidar ao regresso, ao trabalho duro do campo, é certo, mas também às folias, aos jogos, às escondidas, ao apanha, ao nadar na represa de água tão fria quanto límpida e à construção das cabanas num renque de árvores.

Mas não...Há por ali um sentimento de mera nostalgia e ao mesmo tempo um sentimento de comoção por algo que se perdeu e apenas revive na memória. A morte do local, desse pequeno paraíso, é irreversível quanto a impiedosa abertura de uma nova auto-estrada, que inexoravelmente vai rasgar aquelas entranhas, bem por cima da represa, bem por cima do moinho, bem por cima das nossas mais puras recordações.


Mas a memória tem o dom e o condão de ressuscitar esses momentos, de condensar esses istantes, esses lugares e como tal viverão dentro de nós para sempre. As fotografias que fui colhendo vão dar uma ajuda.

10/21/2008

O Livro da Segunda Classe - Edição de 1958

livro da segunda classe_santa nostalgia_01

Hoje trazemos à memória mais um livro de leitura do ensino primário. Trata-se de um dos populares livros únicos, dos anos 50, edição do Ministério da Educação Nacional, designado de "O Livro da Segunda Classe".

Esta versão aqui retratada refere-se à 6ª edição, impressa em 1958, pela Livraria Bertrand.
Este livro durante muitos anos fez equipa com outros populares livros únicos, alguns já aqui recordados, como "O Livro da Primeira Classe" e o "Livro de Leitura da 3ª Classe", ambos dos anos 50 e que perdurariam durante os anos 60 como livros de referência para tantos alunos portugueses dessas décadas, em pleno Estado Novo.

Tal como os seus companheiros editoriais, este livro é muito bonito, com belas e coloridas ilustrações, contendo leituras várias já adequadas à classe a que se refere e ainda com ensinamentos sobre doutrina cristã e aritmética. Por conseguinte era um livro que servia três propósitos importantes do ensino da altura.

As leituras estão impregnadas de ensinamentos e fundamentos no amor e respeito por Deus, pela família, de modo especial pelos pais e irmãos, pela Pátria bem como pelos usos, costumes e tradições, não esquecendo a terra e os animais. Hoje é uma trilogia abandonada dos manuais escolares e do ensino em geral. O que se tem ganho em liberdades e laicismo perdeu-se em valores morais e hoje o ensino é que se sabe, com muita parra e pouca uva. A sociedade, entregue aos excessos de liberdade, entrou há muito numa espiral de violência, insegurança e desrespeito geral pelo próximo. As coisas não estão para melhorar.

Para além de considerações sobre os aspectos positivos do ensino de então, comparativamente ao actual, não há dúvida que se deduz facilmente que os conteúdos presentes neste livro da segunda classe, hoje apenas se encontram ao nível de um 5º ou 6º anos. Este facto por si só já ilustra algumas diferenças substanciais do ensino ministrado em duas épocas tão diferencias da nossa sociedade. Antes o rigor, a disciplina e a exigência. Hoje, o facilitismo, o deixa-andar e a incompetência e por conseguinte, maus resultados e insucesso.

Para todos, e foram muitos, quantos aprenderam a partir deste belo livro escolar, aqui ficam algumas das suas inesquecíveis páginas, onde cada uma, estou certo, representa um naco de saudades e avivar de memórias arrancadas um dos tempos mais belos da nossa vida: A infância.

(Nota posterior - 18/06/2012): Aquando da publicação do artigo original, porque sem assinatura, desconhecia a autoria das ilustrações. Um dos nossos visitantes, o Carlos Barradas, indicou que seriam de autoria da Maria Keil. Todavia, e porque o estilo não condizia com o que conhecia desta artista recentemente falecida - 10/06/2012 - soube depois por fonte fidedigna, o Luís Filipe de Abreu, excelente artista e conhecedor do meio, que as ilustrações seriam, sem dúvida, de autoria de Mily Possoz. De facto, procurando por imagens relacionadas a esta artista, torna-se claro que o estilo é inconfundível. Está assim desfeita a dúvida inicial).

livro da segunda classe_santa nostalgia_02

livro da segunda classe_santa nostalgia_03

livro da segunda classe_santa nostalgia_04

livro da segunda classe_santa nostalgia_05

livro da segunda classe_santa nostalgia_06

livro da segunda classe_santa nostalgia_07

livro da segunda classe_santa nostalgia_08

livro da segunda classe_santa nostalgia_09

livro da segunda classe_santa nostalgia_10

livro da segunda classe_santa nostalgia_11

livro da segunda classe_santa nostalgia_12

livro da segunda classe_santa nostalgia_13

Termino com a publicação de um bucólico poema de Francisco Palha, incluso neste livro de leitura da segunda classe:
Avé Maria
No sino da freguesia
Três badaladas ouvi.
Sobre a terra úmida e fria,
De joelhos, mesmo aqui,
Oremos, que é findo o dia,
Avé Maria!
Descendo da serrania,
Já o pastor ao curral
Os fartos rebanhos guia.
De abundância ao de hoje igual,
Dai-lhe amanhã outro dia,
Virgem Maria!
A mãe, que o filho cria,
Já no berço o vai deitar.
Um sono tranquilo envia
Sobre o seu tecto poisar
Até ao romper do dia,
Virgem Maria!
Francisco Palha

10/20/2008

Kung Fu - As aventuras de Caine

image

image

Hoje trago à memória uma série de TV que também deixou profundas marcas à rapaziada da minha geração, ainda em idade da escola primária.
Trata-se da série Kung Fu, que passou na RTP nos anos 70, ainda a preto e branco.

A série desenvolveu-se em três temporadas, entre 1972 e 1975, com 16 episódios para a primeira, 23 para a segunda e 24 para a terceira, num total de 63 episódios, sensivelmente de 60 minutos cada, sendo que o primeiro filme, considerado o episódio piloto, teve a duração de 90 minutos.


A série tinha como actor principal David Carradine, que desempenhava o papel de Kwain Chan Caine, um monge Shaolin.

No preâmbulo da história, o jovem monge, mestre da arte marcial Kung Fu, vinga a morte do seu querido mestre Po, derrotando, numa luta mortal, o seu assassino. Po é um um idoso sábio, que apesar de ser cego, transmite grandes e profundos ensinamentos ao seu pupilo, a quem chama de Gafanhoto. Na sequência do seu acto, o governo do Império Chinês coloca a sua cabeça a prémio e Caine vê-se perseguido de morte, pelo que, tal como muitos chineses, parte refugiado para a América, deslocando-se para o chamado oeste selvagem.


Caine viaja de terra em terra, sempre sob o estigma da perseguição. Desloca-se a pé, percorrendo enormes distâncias por zonas inóspitas. Não tem cavalo, nem armas. Apenas uma simples bagagem de peregrino errante.


Em cada episódio Caine envolve-se ou vê-se envolvido na trama do quotidiano das gentes daquele tempo e daquela região, entre cowboys, aventureiros, ladrões e gente sem escrúpulos, mas também de gente simples e indefesa por quem Caine sempre se coloca ao lado, fazendo prevalecer a justiça. É claro que Caine, apesar de ser um exímio lutador Shaolin da arte do Kung Fu, evita ao máximo envolver-se em lutas ou demonstrar as suas capacidades e só como último recurso recorria à força e quase sempre apenas na justa medida, nunca optando por violência gratuita apesar de muitas vezes estar ameaçado de morte. A sua principal força residia na sua mente, na sua agilidade e  astúcia.

Uma das situações recorrentes em todos os episódios, era os interregnos narrativos, uma espécie de flash backs, onde Caine recuava à sua anterior realidade enquanto monge Shaolin, colhendo e recordando os diversos ensinamentos do sábio mestre Po. Estes ensinamentos, muitas vezes autênticos jogos mentais e de palavras, eram contextualizados a cada situação que Caine vivia em cada momento na sua peregrinação pelo oeste americano.

Mercê do êxito da série,  em 1986 foi produzido o filme "Kung Fu: The Movie", novamente com David Carradine e quase de seguida a série: "Kung Fu - A lenda continua". Mas como quase sempre acontece com as sequelas, não conseguiu ofuscar o brilho e o êxito da primeira série.

Com esta série, a arte marcial do Kung Fu tornou-se muito popular entre nós, que já vinha dos êxitos de estrelas das artes marciais, como o popular Bruce Lee e Chuck Norris, cujos filmes passavam frequentemente nos cinemas da província nas tardes de Domingo. Assim, um pouco por todo o lado, começaram a aparecer as escolas do Kung Fu e de Karate.

Esta série Kung Fu, como muitas outras da altura, das quais já aqui tenho recordado, era motivo de grandes plateias junto às poucas televisões existentes na aldeia. cada episódio prendia a atenção do primeiro ao último minuto.

Boas recordações destas noitadas a ver estas fantásticas séries. Pelo menos na altura era assim que as víamos.

10/16/2008

Cantilenas e lengalengas - A chover e a dar sol na casa do rouxinol...

 

image

No Inverno, principalmente em dias de geada, o intervalo do recreio era aproveitado pelas crianças da escola primária para apanharem um pouco do sol saboroso desses dias bem frios.
Para o efeito, encostavam-se à fachada nascente da escola e ali mantinham-se como gatos ao borralho, soturnos e com as mãos no bolso.
Então sempre que alguém se colocava defronte, roubando assim o sol morno ao colega, era frequente este dizer a seguinte cantilena:

Quem está à frente do meu sol
É o diabo de Vila Maior,
Com o sangue a escorrer
E o gato a lamber.

Normalmente ninguém queria assumir o papel de Diabo, pelo que quase de imediato quem estivesse a provocar sombra mudava logo de posição.

 

Outra cantilena: Sempre que estava a chover mas em simultâneo, por entre o céu nublado, lá apareciam uns risonhos raios de sol, era comum dizer-se a seguinte cantilena:

A chover e a dar sol,
Na casa do rouxinol,
A velhinha atrás da porta
A remendar o lençol.

Esta cantilena, popular na minha aldeia, é, no entanto, conhecida noutras regiões com outras variantes. Por exemplo:

A chover e a dar sol
Na cama do rouxinol;
Rouxinol está doente
Com uma pinga de aguardente.

A chover e a dar sol
Na casa do rouxinol;
Rouxinol está no ninho,
A comer o seu caldinho.

A chover e a dar sol
À porta do rouxinol;
Rouxinol veio à janela,
Logo dar a espreitadela.

Como curiosidade, esta lengalenga, tem em comum o verso A chover e a dar sol e ainda a palavra rouxinol, daí que normalmente é conhecida pela cantilena do Rouxinol

10/12/2008

Iogurte Longa Vida


iogurte longa vida santa nostalgia
longa_vida 50 anos

Confesso, desde já, que não sou apreciador nem consumidor de iogurtes. Sei que faço mal, é certo, mas nunca me habituei a estes  produtos, em quaisquer das suas múltiplas variedades. Talvez por não ser habituado desde cedo, numa altura  em que os lanches ou merendas eram à base de pão de milho e caldo com couves e feijão. As lambarices, mesmo que saudáveis, eram produtos fora do alcance das carteiras de quem vivia em constantes dificuldades. É certo que muitas vezes tínhamos o privilégio de beber leite natural mesmo acabadinho de ser colhido na teta dq vaca, mas a prioridade era para entregar o leite no posto de recolha mais próximo, sendo assim uma das poucas fontes de rendimento de quem vivia principalmente das coisas da terra, como era o caso dos meus pais nesses anos onde eu ainda era criança. Claro que aos poucos as coisas foram mudando.

Neste contexto, trago à memória a marca de iogurtes Longa Vida, de modo especial pela recordação de uma das fortes imagens da marca, que é exactamente aquele velhinho ternurento, com cara de Pai Natal, segurando um iogurte Longa Vida, do tempo em que estes eram comercializados nuns tradicionais boiões de vidro. Quem não se lembra das carrinhas de distribuição com este velhinho pintado a toda a largura?
Quanto à origem da Longa Vida, de acordo com texto recolhido em documento de autoria de Jorge Fernandes Alves, L. H. Sequeira de Medeiros e João Cotta Dias, "LEITE E LACTICÍNIOS EM PORTUGAL - Digressões históricas":


(...Em 1957, três lojistas do Porto (dois irmãos e um cunhado – Humberto Leite Tavares de Pinho, Albino Tavares de Pinho e Luís Henriques da Silva), herdeiros de uma leitaria da Praça Carlos Alberto, associaram-se para comprar um terreno em Perafita que trazia associado um alvará de indústria. Começaram a distribuir manteiga e queijo dos Açores, mas quando um deles foi ao dentista, em conversa com este, tomou conhecimento da facilidade em produzir iogurtes, de digestão fácil e alimentação saudável. E o dentista, um cultor de iogurtes domésticos, foi mais longe, emprestando-lhe uma incubadora e os fermentos necessários para uma primeira produção. Foi o incentivo para o arranque em produção industrial, logo agarrada, vindo a dar origem ao iogurte Longa Vida, produto inicialmente de difícil colocação, habitual nas farmácias como remédio, mas despontando depois do 25 de abril como produto de largo consumo, embora algumas unidades industriais portuguesas já o produzissem em Portugal, mas com oferta ainda restrita.)

(... Assim, a pequena leitaria inicial, a Longa Vida, como passou a ser conhecida a empresa depois, distribuía inicialmente os seus produtos lácteos pelo caminho-de-ferro ou por uma carrinha. Alargaria depois a sua capacidade produtiva, dedicando-se paralelamente à batata frita (“Douradas”), apontando-se, em determinada altura, 533 trabalhadores e uma frota automóvel de 220 viaturas, com documentos posteriores a mostrarem que a operação já se fazia com 400 viaturas a operarem a partir de 5 delegações, cobrindo o país em cerca de seis dias. A qualidade alcançada permitiu-lhe tornar-se o distribuidor exclusivo de marcas como Cadbury e Kraft. Em 1993, a Longa Vida foi adquirida pela Nestlé Portugal.)

No decorrer do aumento do mercado dos iogurtes, a Longa Vida foi integrada em 1993 na multinacional Nestlé e hoje é uma das marcas que procura fazer frente à Danone, líder do mercado. Recorde-se que o mercado de iogurtes no nosso país tem vindo sempre a crescer. Em dez anos, triplicou-se a quantidade consumida, passando de 60 mil para 300 mil toneladas. Significa que cada pessoa consome em média entre 16 a 18 kg de iogurte por ano. Claro que como eu sou um dos que não consome, é natural que ande por aí alguém a comer a minha parte. Bom proveito. Mesmo assim ainda estamos longe do consumo de outros países, como a França, por exemplo, onde em média cada pessoa consome 30 Kg anuais. No entanto, com o constante crescimento anual verificado, na ordem de 3 a 4%, vamos a caminho de obter valores semelhantes.

A Longa Vida é vendido tanto no segmento dos iogurtes clássicos, os naturais bem como os de aromas e pedaços. A título de curiosidade, no que se refere a iogurtes de aromas, os preferidos dos portugueses são os de sabor e padaços de morango.

Bom, fica aqui a memória dos iogurtes, da Longa Vida, e de modo especial a imagem clássica do seu velhinho com ar saudável e bonacheirão, a rivalizar bem como o Pai Natal da Coca Cola. Com a mudança de imagem das marcas, aparentemente o saudável velhinho deixou de circular nas carrinhas da distribuição. Outros tempos, outro marketing, outros alvos comerciais onde os iogurtes em termos de imagem são mais conotados com as crianças e com os jovens. Os velhinhos, mesmo que bonacheirões já não vendem.

Pesquisar no Blog

S.L. Benfica - 1974/1975

  Equipa do S.L. Benfica, na época 1974/1975 (Campeão Nacional). Do tempo em que os adeptos não andavam a torcer por uma equipa quase toda c...

Populares