4/01/2009

Caderneta de cromos de caramelos - Campeões da Bola - 1961/62 - A Francesa

 

campeoes da bola a francesa capa

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Hoje trazemos à memória a caderneta de cromos de caramelos, "Campeões da Bola", uma edição da casa "A Francesa".
A caderneta está referenciada como sendo de 1960, mas as equipas representadas não coincidem com as épocas próximas (59/60 ou 60/61), o que de resto era uma situação relativamente normal nas colecções da altura, quer devido a estratégias de mercado, quer pela baixa de custos das edições que habitualmente aproveitavam as fotografias das épocas anteriores. De resto, tenho indicações de que será uma edição referente à época 61/62.


Na caderneta estão representadas as seguintes equipas:
Benfica, Sporting, FC Porto, Boavista, Belenenses, Atlético, SP. Covilhã, Académica, Olhanense, Lusitânio Évora, Salgueiros, GD CUF, Beira Mar, V Guimarães, V. Setúbal, Sp. Braga, Sp. Farense e FC Barreirense.


Analisando a lista dos clubes participantes na época 59/60, verifica-se o seguinte:
Na caderneta estão a mais as equipas do Salgueiros, Sp. Farense, Olhanense, Beira-Mar e o FC Barreirense. Por outro lado falta o Leixões.
Comparando com a época seguinte (60/61), a caderneta tem a mais o Boavista, o V. Setúbal (que desceram da época anterior), o Sp. Farense, o Olhanense e o Beira Mar. A equipa do Leixões continua a faltar.

Ao analisar a época 61/62, estão a mais o Sp. Farense, Sp. Braga, FC Barreirense, Boavista e V. Setúbal. Volta a faltar o Leixões.


Continuando a verificar as épocas imediatamente anteriores e seguintes observam-se de novo discrepâncias, desde logo porque a caderneta contém 16 equipas e os campeonatos dessa época, desde 46/47, eram a 14 equipas. O Campeonato foi alargado para 16 equipas a partir da época 71/72.


Contrariamente ao que era norma na época, a maior parte dos cromos desta colecção reproduzem o cenário natural, predominando, por isso, o azul do céu.

Esta caderneta de cromos de caramelos, a exemplo de todas as edições congéneres, são muito raras e valiosas.

 

*****SN*****

3/31/2009

Tampões Tampax - A liberdade da mulher moderna

 

tampoes tampax santa nostalgia

Cartaz publicitário aos tampões Tampax, do final dos anos 70.

Anterior artigo sobre os tampões Tampax.

 

*****SN*****

Hercule Poirot - O detective do bigode esquisito


Na RTP Memória, na rubrica "Séries a sério", tenho acompanhado a reposição da série "Hercule Poirot", o famoso detective belga, criação da popular autora do policial, crime e mistério, Agatha Christie.
A versão a que me refiro é a televisiva, com David Suchet no papel principal de Poirot, já que a personagem foi interpretada no cinema por outros actores, como Peter Ustinov e Albert Finney. Poirot foi também motivo de uma série de animação.
Esta série televisiva, exibida em Inglaterra pela ITV, foi produzida inicialmente pela LWT e posteriormente pela Granada Productions. Foram realizados 66 episódios, produzidos ao longo de 11 temporadas desde 1989 a 2008, sendo por isso um interessante caso de longevidade e popularidade.

A maior parte dos episódios, com duração de 52 a 60 minutos, comportam apenas uma história, sendo que alguns casos englobam dois episódios. A maior parte dos casos ocorre em Inglaterra, onde Poirot se encontra emigrado desde a eclosão da I Guerra Mundial, mas há episódios que ocorrem noutros locais, como em França, no Egipto, Estados Unidos, Grécia e ainda no famoso Expresso do Oriente, que atravessa vários países.

Hercule Poirot, fundamenta-se numa personalidade metódica e aprumada, o que se reflecte nos seus modos e maneiras, de falar, de comer e vestir, como também a de agir e pensar, fazendo dele, de certa maneira, um tipo algo exôtico ou excêntrico. Uma das suas inconfundíveis características é o seu bigode, por si só uma excentricidade, com pontas viradas para cima, sempre preto e irrepreensivelmente bem aparado. As suas saudações em francês também são uma das suas características.

As figuras proeminentes que o acompanham ou que com ele participam e interagem, são Arthur Hastings, um capitão do Exército británico na reserva, o inspector-chefe da Scotland Yard, James Japp, e miss Lemon.

Hastings é apresentado como sendo sócio de Poirot, e de facto com ele participa na maior parte dos episódios. No entanto, este situação não parece muito clara pois em certas situações é indicado com funcionário do detective.
Hastings está para Poirot como o Dr. John Watson está para Sherlock Holmes. Acompanha e ajuda Poirot nas investigações, por vezes em situações individuais, mas raramente é decisivo nas mesmas, a não ser involuntariamente, quando acciona os característicos flashs (fez-se luz) das "célulazinhas cinzentas" do detective, que permitem ligar o último elo que faltava à corrente da investigação. Por outro lado, Hastings, para além da sua paixão pelos automóveis, assume um papel de sentimental em relação às mulheres intervenientes nos casos, mas quase sempre tímido e sem sucesso até de forma desajeitada, o que é motivo de brincadeira por parte de Poirot. Hastings também retira as suas ilacções e teorias acerca dos casos mas, norma geral, baseadas nas aparências, por isso sem fundamento, pelo que quase nunca acerta no desfecho final.

Miss Felicity Lemon é de facto a sua funcionária, uma espécie de faz-tudo, já que tanto é secretária, como cozinheira e dona-de-casa, como também por vezes participa em situações de investigação. É extremamente competente e metódica, bem ao estilo inglês, o que muito agrada a Poirot, incluindo a preparação das suas tisanas. Nunca foi uma situação clara, mas fica no ar uma espécie de paixão por Poirot mas que não passa para além dessa percepção.

O inspector-chefe, Japp, intervém na maior parte dos episódios, nomeadamente nos que ocorrem na sua área de jurisdição. É o rosto oficial da polícia e comanda as operações relativas a muitos dos casos, nomeadamente dos homicídios. Japp é o contrário de Poirot, pois é um pouco impulsivo, desmazelado e por norma conduz as investigações por caminhos errados o que o leva a conclusões precipitadas e com base nas aparências, dando crédito a pistas falsas. No entanto, é um profundo admirador de Poirot embora raramente o reconheça directamente.

O envolvimento de Poirot nos diversos casos é uma das questões nem sempre bem sustentadas. Umas vezes é requisitado pelos familiares das vítimas, outras vezes pela coincidência dos casos ocorrerem em situações de proximidade do seu dia-a-dia. Pela polícia, muito raramente é requisitado, pelo que frequentemente a sua entrada nos casos, surpreende o inspector-chefe Japp e nem sempre a colaboração é a melhor, embora Japp quase sempre aceda aos pedidos e palpites de Poirot.

Confesso que da parte das novelas de Agatha Christie, de Poirot, li apenas uma ou duas, há já bastante tempo, pelo que já não lembro da estrutura e densidade narrativa. Todavia, quanto à estrutura da série televisiva de que falo, ela é muito semelhante na maior parte dos episódios. Uma primeira parte onde é apresentado o contexto do crime, o cenário e os intervenientes e finalmente o desfecho. Depois a introdução da polícia e de Poirot, ou vice-versa, a investigação, os interrogatórios e as análises dos factos e das provas e na parte final o desvendar do caso. Em muitos dos episódios o desvendar do caso é revelado por Poirot numa reunião com todos os intervenientes presentes. Regra geral, Poirot faz uma descrição do crime onde então são mostrados os pormenores e finalmente revela os culpados, quase sempre para surpresa de todos, nomeadamente de Hastings e Japp, contrariando as suas teorias. O culpado ou os culpados, norma geral contestam a acusação mas depois acabam por se revelar e confessar e até justificar os actos para os crimes.

Como é habitual neste tipo de séries policiais, quase sempre os suspeitos óbvios aos olhos dos espectadores, e já agora de Japp e de Hastings, acabam por se revelar inocentes e os mais discretos e menos plausíveis revelam-se como os autores dos diversos crimes. Por outro lado, muitas vezes os aspectos fundamentais para a investigação e sua conclusão quase que surgem do nada e apenas são revelados na narrativa final de Poirot, denotando assim alguma inconsistência com o decorrer de toda a trama. Pelo menos, pessoalmente, fico com essa perspectiva.

Tenho acompanhado a série com interesse, até porque passa a uma hora porreira, cerca das 21:00 horas, mas reconheço que a sua consistência e densidade dramática fica a milhas da série Sherlock Holmes. Não pela diferença e psicologia das suas figuras principais, que compreensivelmente existe, mas sobretudo pela dinâmica e envolvimento de cada caso. Seja como for, é uma série interessante, muito popular, com uma verdadeira legião mundial de admiradores, e que por tudo isso sabe bem recordar. Depois, não deixa de ser um verdadeiro clássico.

Casting:
David Suchet - Hercule Poirot (1989-2008)
Hugh Fraser - Captain Arthur Hastings (1989-2002)
Philip Jackson - Chief Inspector Japp (1989-2002)
Pauline Moran - Miss Felicity Lemon (1989-2002)
Zoë Wanamaker - Ariadne Oliver (2006-2008))
David Yelland - George (2006-2008))

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Links interessantes sobre Hercule Poirot:


3/30/2009

VIM - Limpeza e fotonovelas

vim super activo santa nostalgia

VIM Super Activo, é um produto de limpeza, à base de amoníaco, muito utilizado pelas donas-de-casa portuguesas, uma situação que já vem de há muitos anos, como o demonstra o poster de publicidade que hoje publicamos, datado de meados da década de 60.

Trata-se de um produto desengordurante e abrilhantador, muito usado na limpeza de vidros e electrodmésticos expostos a gordura como a banca e o fogão.

Relativamente a este produto, uma marca da Unilever, para além do seu cheiro característico, um pouco desagradável, a exemplo de outras marcas de produtos de limpeza, como os detergentes da roupa, recordo que também oferecia diversos brindes. 

Lembro-me particularmente de umas pequenas revistas de fotonovelas, muito populares na época. Foram realizadas duas séries de 10 números cada sendo que as revistas da segunda séria tinham cada uma duas histórias.
Sendo oferecidas pela VIM, eram produzidas pela Agência Portuguesa de Revistas, uma especialista em fotonovelas, nomeadamente nas séries que publicava na sua revista Crónica Feminina.


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3/27/2009

Viagens pelos livros escolares - 1

 

Uma das nossas rubricas refere-se à recordação de alguns dos livros escolares do ensino primário que ainda povoam a nossa memória. Com eles aprendemos e por isso foram uma marca indelével na nossa infância e no nosso percurso de homens e mulheres de hoje.

Neste sentido, para além da continuação dessa rubrica, é nosso propósito trazer à memória, de quando em vez, algumas das páginas desses livros, folheadas ao caso, mas que certamente poderão reavivar memórias.

Principio com uma página de um livro de leitura da quarta classe, dos anos 70 (já aqui falado) com um belo poema, de Guerra Junqueiro, dedicado à figura da Mãe.

 

minha mae livro de leitura da quarta classe

(clicar na imagem para ampliar)

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Emblemas e distintivos de clubes - 8

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Grupo Desportivo de Peniche

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Grupo Desportivo Pescadores da Costa da Caparica

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Sporting Clube Lourinhanense

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