5/26/2009

Vozes de animais – Viagens pelos livros escolares - 8

 

Do livro de leitura da terceira classe, recordamos a lição “Vozes de animais”. Esta lição é frequente em muitos livros de leitura do ensino primário, de diferentes décadas. Com ela aprendia-se a conhecer a designação das diferentes vozes dos animais mais conhecidos. Esta era sempre matéria que aparecia nas provas.

Hoje em dia, parece-me que esta lição está arrumada dos manuais escolares pelo que não me surpreende que uma criança de 10 anos ou uma criançola de 15 ou mais, ignore que a raposa regougue, que os corvos crocitem ou que grunhem os porcos. Poderão até saber que o cavalo relincha e que cacareja a galinha, mas já se nos afigura mais difícil quanto ao tigre, à ovelha ou ao pombo.

Actualmente este tipo de lições são consideradas conservadoras e até anacrónicas. Apregoa-se, positivamente, uma filosofia pelo respeito dos animais mas ignora-se uma fundamental parte cultural que lhes diz respeito. Esta situação nem surpreende: Uma parte substancial das nossas crianças cresce num considerando cultural de que os animais se resumem ao cão, ao gato, à tartaruga ou ao periquito que têm dentro do apartamento. O resto da arca-de-noé aprendem-no ao nível dos livros, da televisão e da internet. Por isso, o contacto in-loco com uma vaca, um porco, uma raposa, um coelho um perú ou uma pega, quando se visita o Jardim Zoológico ou uma Quinta Pedagógica, uma invenção moderna e adaptada a essa falha, resulta quase sempre numa espécie de encontro imediato de terceiro grau.

Com isto não significa, obviamente, que as crianças de agora são ignorantes porque não conhecem nem contactam desde cedo com uma vaca, uma galinha, um burro ou outros animais, de menor ou maior envergadura. Apenas pretende-se dizer que o afastamento das pessoas das zonas interiores e rurais, para concentrados populacionais das médias e grandes cidades, originou necessariamente várias gerações de pessoas com um reduzido contacto com as coisas da natureza, fauna e flora, com todas as consequências que se queiram considerar.

Numa era em que as crianças dispendem todo o seu tempo livre com as tecnologias, os Magalhães, a Internet, as consolas de vídeo-jogos, os telemóveis, os leitores de MP3 e televisão, etç, pode-se questionar qual a importância neste contexto do conhecimento e contacto mais estreito com os animais, domésticos ou selvagens; Muitos até argumentarão que a importância é nula e até bucólica, retrógada talvez, mas atentos a estudos sérios sobre a importância do contacto das crianças com os animais, como mecanismo do desenvolvimento das afectividades e emoções, não custa admitir que cada vez mais estamos a educar as nossas crianças num sentido demasiado impessoal, tecnológico, mecânico e menos relacional com a Natureza e os seus elementos, esquecendo-nos que, afinal, somos nós parte intrínseca dessa mesma Natureza. Depois, não nos podemos queixar já que “quem semeia ventos colhe tempestades”.

 

a voz dos animais 01

a voz dos animais 02

(clicar nas imagens para ampliar)

 

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5/25/2009

Allo! Allo!

 

allo allo 2

allo allo 1

Há dias recordei aqui a série de TV "Os Anjos de Charlie", que passou na RTP no final dos anos 70, princípios de 80. Por uma feliz coincidência, a série em questão está a passar de novo na RTP Memória, diáriamente, por volta das 21:30 horas, logo a seguir à fantástica série "Allo!, Allo!", esta embora de exibição mais recente mas já uma nostalgia, que também está, ainda bem, a ser reposta.

"Allo!, Allo!" é uma característica sitcom británica, transmitida originalmente pela BBC entre 1984 e 1992, composta por 85 episódios distribuidos por 9 temporadas. Entre nós passou inicialmente sensivelmente pela mesma época, conhecendo posteriores repetições, nomeadamente na RTP2, aos sábados à noite, inserida numa rubrica dedicada ao humor británico.


A série reportava-se ao tempo da II Guerra Mundial, quando a França estava ocupada pelas tropas alemãs. O enredo decorria essencialmente num café típico de uma vila de província, Nouvion, pertencente a René Artois, a principal figura das histórias. O café era muito frequentado pelas tropas alemãs, pelos petiscos e pelas “meninas”. Os diversos episódios giravam muito em torno de umas obras de arte da vila, em que se incluía a pintura “The Fallen Madonna (with the big boobies)” de van Klomp, roubadas pelos alemães e escondidas ardilosamente como garantia de reforma, pelo comandante, o Coronel Von Strohm, no café de René e à guarda deste, ao arrepio das chefias superiores de Hitler, tendo estas delegado na Gestapo, na pessoa do seu agente Herr Flick e a soldado Helga, a missão de as encontrar e resgatar. Outra situação recorrente traduzia-se no esforço da Resistência, liderada pela agente Michelle, com a ajuda de René, em esconder e repatriar dois aviadores ingleses da RAF, gerando artimanhas hilariantes. Tudo isto num jogo de gato-e-rato entre as diversas personagens em que René, como se costuma dizer, procurava “jogar nos dois campos", esforçando-se por manter a simpatia dos alemães mas não esquecendo as suas obrigações patrióticas na libertação da França. Ora quando todas estas situações se interligavam proporcionavam momentos hilariantes.

O “pobre” René, entre todos as atribulações desse quotidiano, incluindo a de escapar às investidas do tenente Gruber, um militar alemão larilas,  tinha ainda tempo para umas escapadelas extra-conjugais, com as suas empregadas, escapando in-extremis às desconfianças da sua esposa Edith.

Cada episódio era uma obra sublime do famoso humor británico, pelo que rapidamente se tornou numa série de culto e que é revista com agrado em qualquer ocasião pelo que será sempre uma série intemporal.

Por todos estes bons argumentos, vale a pena rever a série na RTP Memória.

Casting: Intérpretes e personagens:

allo allo casting

 

 

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Emblemas e distintivos de clubes - 11

sport clube olhanense

Sport Clube Olhanense


clube desportivo nacional da madeira

Clube Desportivo Nacional da Madeira


clube desportivo do montijo

Clube Desportivo Montijo


centro desportivo de fatima

Centro Desportivo de Fátima

5/22/2009

Caderneta de cromos – Azes do Foot-Ball – Chocolates Regina - 1930

 regina logo


Hoje trazemos à memória uma das mais antigas cadernetas de cromos (então designados de fotografias) de futebol, editada em 1930 pela Fábrica de Chocolates Regina, integrada no que seria designado por I Concurso dos Rebuçados Azes do Foot-Ball.
A caderneta é composta por 12 equipas: Belenenses, Sporting, Benfica, Casa Pia, FC Barreirense, União Futebol Lisboa, VFC Setúbal, Lusitano FC (Vila Real de Santo António?), Carcavelinhos, Académica de Coimbra, FC Porto e Olhanense.

Como se disse, esta colecção comportava um concurso que atribuía um total de 55 prémios, com uma grande variedade de artigos. O primeiro prémio era uma máquina de escrever portátil da marca UNDERWOOD, o segundo prémio, uma bicicleta e o terceiro prémio um gramofone, e por aí abaixo, incluindo produtos da própria Fábrica de Chocolates Regina. Ainda 1 camarote de 1ª no Coliseu dos Recreios, 1 camarote para o Cinema Olímpia, 1 par de botas de foot-ball, 5 Kg de "fino" bacalhau, 1 estojo para barba, uma raquete de ténis, uma bengala, um queijo da serra, um chapéu de homem, um par de polainas, 12 garrafas de moscatel e muitos outros curiosos prémios. Deduz-se que a maior parte dos 55 prémios eram oferecidos pelas respectivas casas comerciais.

Para além de tudo, deveras curiosa era a forma de distribuição dos prémios, integrada numa festa devidamente organizada num Domingo, que teve lugar no Campo das Amoreiras, cedido pelo Benfica, e cujo programa constava dois jogos de futebol (um encontro entre estudantes de liceu, até aos 15 anos e outro entre "simpáticos" vendedores de jornais e aprendizes da Fábrica Metalúrgica de Santo Amaro, até aos 14 anos), corridas de bicicletas, corridas de sacos e jogo da rosa. O programa incluía ainda uma banda de música, um grupo de jazz e uma largada de balão, entre outras. O policiamento era assegurado por um grupo de escuteiros. Um programa deveras sui-géneris, convenhamos.

O acesso ao sorteio final deste concurso, bem como a entrada na festa de entrega de prémios, era assegurados por uma senha de participação que era atribuída contra a entrega da caderneta completa. Este tipo de condição, fez com que muitas cadernetas completas se perdessem. Infelizmente, este foi um estratagema seguido durante muitos anos por outras editoras, contribuindo para o desaparecimento de colecções completas. Os poucos exemplares hoje existentes em alguns coleccionadores são autênticas raridades.

A Fábrica de Chocolates Regina foi fundada em 1 de Novembro de 1927, tendo por isso uma longa tradição e faz parte do imaginário e das mais doces memórias de muitas gerações de portugueses. Actualmente a marca pertence à Fábrica de Chocolates Imperial, adquirida em 2000, por sua vez, desde 1973,  pertencente ao grupo RAR.



rebuçados azes do foot-ball regina 3

5/21/2009

Brindes dos detergentes

 brindes jua 01
Já tivemos a oportunidade de relembrar aqui a marca de detergentes JUÁ, muito popular nos anos 60 e 70.
Uma das características dessa marca, como aliás de outras congéneres, era a frequente oferta de brindes, alguns mais complexos, a exigir comparticipação do consumidor, mas outros totalmente de borla. Era o caso de uns pequenos bonecos plásticos em PVC, alguns, quase sempre, monocromáticos, mas outros pintados. 
 
Dessa altura, ainda guardo alguns exemplares. Deixo, em baixo, uma curta amostra com brindes de uma colecção de animais, distribuídos com o detergente AZUR. 
 
Acrescente-se que estes pequenos e simples brindes, tanto dos detergentes JUÁ, DET, AZUR e outros produtos populares nos anos 60 e 70, como os gelados RAJÁ e OLÁ, continuam a exercer um fascínio especial por parte de quem com eles conviveu, pelo que existem muitos coleccionadores e frequentemente aparecem em sítios de vendas e leilões, atingindo valores surpreendentes, dependendo, obviamnete,  da colecção a que pertencem e da qualidade e raridade dos mesmos. 
 
Estes pequenos bonecos estavam inseridos em colecções, muitas vezes reproduzindo bonecos de séries animadas que passavam na TV ou da banda desenhada.


brindes jua 02

brindes jua 03


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brindes jua 04

5/20/2009

O lavrador da arada – Viagens pelos livros escolares - 7

 

 

Deixámos aqui mais uma das lições nostálgicas do livro de leitura da terceira classe, intitulada “O lavrador da arada”.

Este poema cheguei-o a saber de cor, como muitos outros insertos nos livros de leitura do meu ensino primário.

o lavrador da arada 1

o lavrador da arada 2

(clicar nas imagens para ampliar)

 

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