Em Portugal, Maio é considerado o mês das cerejas. É claro que mesmo Junho é ainda abundante, mas por tradição creio que o mês das flores merece essa distinção.
5/30/2009
Maio - Mês das cerejas
Em Portugal, Maio é considerado o mês das cerejas. É claro que mesmo Junho é ainda abundante, mas por tradição creio que o mês das flores merece essa distinção.
5/29/2009
Erva de S. Roberto – Serafim, torce, torce!
Sendo bastante vulgar, é uma planta há muito conhecida pelas suas fantásticas propriedades medicinais, sendo indicada sobretudo para inflamações, problemas na boca, como aftas, úlceras, hemorragias, hemorróides, cálculo dos rins, nefrite, infecções ao nível dos olhos, gastrites e muitas outras.
Esta erva é por conseguinte muito abundante na minha aldeia e desde há muitos anos que conheço as suas propriedades e indicações.
Mais do que pelas características de erva medicinal, recordo esta planta sobretudo pelas suas sementes características em forma de espigão, ou até mesmo de espermatozóides gigantes. Quando maduras uma vez separadas cada uma das sementes do invólucro, os respectivos chicotes retorcem-se ao calor do sol. Por esse motivo, as crianças do meu tempo costumavam espetar na roupa esses espigões para os ver a retorcer, a encaracolar sobre si. Quando isto acontecia, dizíamos uma pequena lenga-lenga: Serafim torce, torce! Serafim torce, torce!.
É claro que ignoro a origem desta brincadeira, mas sei que era muito conhecida por todas as crianças do meu tempo.
Heróis e factos da nossa História – Raínha Santa Isabel
Isabel, princesa do reino de Aragão, nascida em 1271 em Saragoça, filha mais velha de Pedro III, casou a 11 de Fevereiro de 1288, com apenas 17 anos, por procuração, em Barcelona, com o nosso rei D. Dinis, o Lavrador.
Isabel faleceu, em Estremoz, a 4 de Julho de 1336, depois de uma viúvez de 11 anos, já que D. Dinis faleceu em 1325, sucedendo-lhe no trono D.Afonso IV, cognominado de O Bravo. Está sepultada no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra.
Devido à sua vida de oração, piedade e dedicação pelos pobres e desvalidos do reino, bem como às suas intervenções de pacificação entre as diversas disputas entre D. Dinis e seu filho D. Afonso e entre este e D. Afonso XI de castela, Isabel grangeou no seio do povo e até da nobreza a fama de santa pelo que veio a ser beatificada em 1516 pelo Papa Leão X e canonizada pelo Papa Urbano VIII, em 1625, quase um século depois.
À figura de Santa Isabel, ficou relecionado o célebre "milagre das rosas", cuja história não há quem não conheça e que resume a tranformação milagrosa de pão em rosas, quando D.Dinis interpelou de surpresa a esposa e questionou o volume do seu regaço que suspeitava ser pão para os pobres.
Como não podia deixar de ser, pela sua popularidade, a figura da Raínha Santa Isabel sempre foi abordada nos antigos manuais escolares, tanto nos livros de leitura como nos de História.
Para além das páginas de um livro de História, que abaixo publico, deixo também uma lição do livro de leitura da terceira classe que nos dá a conhecer uma das populares lendas relacionadas com a santidade da Raínha Santa Isabel.
(clicar nas imagens para ampliar)
*****SN*****
5/28/2009
Caderneta de cromos de caramelos – Caricaturas Desportivas – 40/41 – Confeitaria Universo
Trago hoje à memória a caderneta de cromos de caramelos intitulada "Caricaturas Desportivas Coloridas", uma edição da Confeitaria Universo.
Esta caderneta tenho-a referenciada como sendo da época futebolística de 1940/1941, mas consultando a relação das equipas participantes nessa época verifica-se que não existe uma coincidência entre esta e as equipas representadas na colecção, o que, de resto, era uma situação normal das colecções de cromos de caramelos da época e até de anos posteriores.
Efectivamente, na caderneta constam as seguintes 8 equipas: FC Porto, Benfica, Sporting, Belenenses, Académica de Coimbra, Carcavelinhos, Barreirense e Académico do Porto. Ora na relação das equipas participantes do campeonato dessa época, é coincidente o número de 8 participantes mas fazem parte as equipas do Boavista e do Unidos de Lisboa, que não constam na caderneta, no caso substituídas pelas do Carcavelinhos e Académico do Porto. Desconhece-se, de todo, o critério subjacente a este facto.
Mesmo analisando as épocas próximas, anterior e posterior, verifica-se que também não existe concordância, até porque na época 39/40 participaram 10 equipas e na época 41/42 eram 12 as participantes. De todo o modo, tudo indica que a colecção se refira em concreto à época 39/40, com supressão das equipas do Leixões e Vitória de Setúbal. A referência à época 40/41 certamente que se refere a uma reedição.
Como já se referiu, a colecção era composta por 8 equipas, com 11 cromos (estampas) cada, perfazendo uma colecção com um total de 88 cromos.
Tal como o título da colecção indica, os jogadores eram representados não em fotografias mas em caricaturas, de autoria do consagrado José Pargana. Por esse facto, a colecção era auto-considerada como "única no género", "interessante e original".
Verdade se diga, os cromos representados em caricaturas poderiam ser então novidade em Portugal mas já tinham antecedentes na variante de cartões/brinde de marcas de tabacos e de chocolates, principalmente em Inglaterra, como já referimos num anterior post.
Seja como for, os cromos em caricaturas sempre resultaram numa boa aceitação por parte dos coleccionadores, pelo a fórmula seria usada noutras épocas e por outras editoras.
Ainda quanto a esta caderneta, a mesma atribuía diversos brindes que saíam através de senhas surpresa que acompanhavam os cromos.
*****SN*****
5/27/2009
Vestuário - roupas dos anos 60 - 9
5/26/2009
Vozes de animais – Viagens pelos livros escolares - 8
Do livro de leitura da terceira classe, recordamos a lição “Vozes de animais”. Esta lição é frequente em muitos livros de leitura do ensino primário, de diferentes décadas. Com ela aprendia-se a conhecer a designação das diferentes vozes dos animais mais conhecidos. Esta era sempre matéria que aparecia nas provas.
Hoje em dia, parece-me que esta lição está arrumada dos manuais escolares pelo que não me surpreende que uma criança de 10 anos ou uma criançola de 15 ou mais, ignore que a raposa regougue, que os corvos crocitem ou que grunhem os porcos. Poderão até saber que o cavalo relincha e que cacareja a galinha, mas já se nos afigura mais difícil quanto ao tigre, à ovelha ou ao pombo.
Actualmente este tipo de lições são consideradas conservadoras e até anacrónicas. Apregoa-se, positivamente, uma filosofia pelo respeito dos animais mas ignora-se uma fundamental parte cultural que lhes diz respeito. Esta situação nem surpreende: Uma parte substancial das nossas crianças cresce num considerando cultural de que os animais se resumem ao cão, ao gato, à tartaruga ou ao periquito que têm dentro do apartamento. O resto da arca-de-noé aprendem-no ao nível dos livros, da televisão e da internet. Por isso, o contacto in-loco com uma vaca, um porco, uma raposa, um coelho um perú ou uma pega, quando se visita o Jardim Zoológico ou uma Quinta Pedagógica, uma invenção moderna e adaptada a essa falha, resulta quase sempre numa espécie de encontro imediato de terceiro grau.
Com isto não significa, obviamente, que as crianças de agora são ignorantes porque não conhecem nem contactam desde cedo com uma vaca, uma galinha, um burro ou outros animais, de menor ou maior envergadura. Apenas pretende-se dizer que o afastamento das pessoas das zonas interiores e rurais, para concentrados populacionais das médias e grandes cidades, originou necessariamente várias gerações de pessoas com um reduzido contacto com as coisas da natureza, fauna e flora, com todas as consequências que se queiram considerar.
Numa era em que as crianças dispendem todo o seu tempo livre com as tecnologias, os Magalhães, a Internet, as consolas de vídeo-jogos, os telemóveis, os leitores de MP3 e televisão, etç, pode-se questionar qual a importância neste contexto do conhecimento e contacto mais estreito com os animais, domésticos ou selvagens; Muitos até argumentarão que a importância é nula e até bucólica, retrógada talvez, mas atentos a estudos sérios sobre a importância do contacto das crianças com os animais, como mecanismo do desenvolvimento das afectividades e emoções, não custa admitir que cada vez mais estamos a educar as nossas crianças num sentido demasiado impessoal, tecnológico, mecânico e menos relacional com a Natureza e os seus elementos, esquecendo-nos que, afinal, somos nós parte intrínseca dessa mesma Natureza. Depois, não nos podemos queixar já que “quem semeia ventos colhe tempestades”.
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*****SN*****
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