6/22/2009

Omer Pacha – Tenente Latas

 

Hoje trago à memória outra interessante série de televisão, que na altura em que foi exibida na RTP, foi seguida com entusiasmo pelo seu ritmo de aventura.
Trata-se de OMER PACHA, uma série com 13 episódios de cerca de 30 minutos cada, produzida em 1971 pela ZDF-Alemanha, que na RTP passou em 1973, aos sábados, por volta das 22:00 horas.

A série teve realização do francês Christian-Jaque sobre um argumento de Thor Rainer e Peter Kostic.

omer pacha santa nostalgia 01

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A série narra as aventuras de um tenente do exército austro-húngaro, Michael Latas, que depois de ter participado num duelo de morte, proíbido, cai em desgraça e vê-se obrigado a fugir, descendo a zona ao longo do Danúbio até entrar em terras otomanas. Ali, depois de muitas aventuras, converte-se ao islão, adoptando o nome de Omer. Rapidamente consegue integrar-se na sociedade local e pela sua inteligência e tácticas notáveis, depressa prossegue a carreira militar, prestando bons serviços à Turquia otomana, pelo que obtém a alta distinção e o título de paxá.


Seguindo algumas, escassas informações, esta série baseia-se numa figura (Omer Pascha) e factos reais ligados à sua vida.
A série era particularmente interessante porque aliava a aventura às clássicas lutas de espada num ambiente tão característico como o do império otomano e de toda a região envolvente, incluindo os Balcãs, nomeadamente na Croácia.

O Tenente Latas foi interpretado pelo actor esloveno, Miha Baloh.

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- Aquele que será o verdadeiro Omer Pascha

Casting:
Miha Baloh (Tenente Michael Latas)
Franz Stoss (Radakovics Coronel)
Jutta Heinz (Radakovics Elisa)
Götz von Lang casas (Graf Banovich Merten-Hill)
Michl Bernhard (Smiljan)
Erich Padalewsky (Stanko)
Helmut Janatsch (Malik Efendi )
Klaus Homschak (Hassan),
Otto Ambros (Jukcic)
Frank Dietrich (Fazil Ahmed)

 

*****SN*****

6/19/2009

Aspirina – Há só uma, a verdadeira, a legítima, a da Bayer.

aspirina santa nostalgia

- Cartaz publicitário da Aspirina, de 1973

A Aspirina remonta ao ano de 1897, altura em que a sua fórmula foi sintetizada por Félix Hoffman (21/01/1868-Ludwigsburg-Alemanha - 08/02/1946-Suiça) . O único princípio activo da Aspirina é o ácido acetilsalicílico .

Este popular medicamento, certamente um dos mais conhecidos e utilizados a nível mundial, é especialmente indicado como analgésico, antipirético e anti-inflamatório.
A marca é uma das mais conhecidas da multinacional farmacêutica Bayer.
A par das pastilhas Melhoral, a Aspirina sempre foi um dos medicamentos mais à mão nas casas das famílias portuguesas e converteu-se num remédio para todos os males.

Recordo-me que, quando era criança, face à falta de um sistema público de Saúde, o acesso aos médicos e aos medicamentos era um privilégio quase reservado aos ricos pelo que apenas em casos de extrema gravidade os pobres a eles recorriam, penhorando alguma coisa de valor, vendendo parte da colheita agrícola ou um animal.

A Aspirina e os comprimidos Melhoral, pela sua facilidade de compra e baixo custo, a par de uma série de chás e remédios caseiros, transformaram-se assim num recurso quase único e que certamente contribuiram para melhorar as condições físicas de muitas gerações de portugueses, que mais não fosse, nos recorrentes estados gripais e seus sintomas como dores de cabeça e constipações.
É claro que na aldeia, as pessoas de um modo geral eram avessas a médicos e a medicamentos pelo que nem as Aspirinas tinham lugar. Para esses, perante as gripes, valia a velha máxima: Avinha-te, abifa-te e abafa-te.

Por vezes, só às vezes, resultava.

aspirina santa nostalgia felix hofmann

Felix Hoffmann

aspirina santa nostalgia 1

6/18/2009

Paul McCartney – 18 de Junho de 1942

 

the beatles 01 santa nostalgia

O Sr. Paul MacCartney, um dos famosos da banda rock The Beatles, faz hoje 67 anos, já que nasceu a 18 de Junho de 1942. Tal como os seus ex-colegas da banda, John Lennon (já desaparecido), Ringo Starr e George Harrison, é uma figura por demais conhecida pelo que qualquer coisa que se pretenda dizer sobre ela será uma mera redundância, para além de que não falta boa informação ao alcance de um simples clique.

É minha intenção, num destes dias, trazer a lume algumas das  memórias particulares relacionadas com os The Beatles, já que é uma das minhas bandas preferidas e que aprendi a conhecer e a gostar desde os princípios dos anos 70, então ainda no activo.

Para já fica este simples registo sobre esta efeméride. Muitos anos de vida a sir Paul MacCartney e muitos mais êxitos musicais!

 

*****SN*****

6/17/2009

A águia e a coruja – Viagens pelos livros escolares - 11

 

Quem não se recorda da fábula de Teófilo Braga, "A águia e a coruja", tantas vezes impressa em vários livros de leitura da escola primária?
A lição que hoje trazemos à memória foi extraída do manual "O novo livro de leitura da 4 classe", de 1973.
Esta história ensina-nos a lição de que as nossas coisas, de um modo geral, bem como os nossos filhos de um modo particular, merecem-nos um apreço e afecto especiais pelo que a imagem e a consideração que temos deles são sempre as melhores a ponto de, numa espécie de cegueira, nem darmos pelos seus naturais defeitos. Se isso acontece, tudo fazemos para os ocultar e ignorar mesmo que se tornem evidentes aos olhos dos outros.
No caso particular da coruja, a descrição que deu dos filhos à águia, foi-lhe fatal, pois esta não constatou nos filhotes da coruja qualquer dos predicados por ela descritos, acabando por os comer.

Esta história reporta-me aos meus tempos da escola primária e a alguns colegas de classe, mimados, burros e casmurros, mas que apesar dos constantes reparos da professora, mereciam sempre a protecção e defesa dos pais. Para eles os defeitos estavam sempre em quem ensinava. No final tudo acabava bem porque nesse tempo esse tipo de pais tinham "atenções" especiais para com os professores, traduzidas em ofertas de pacotes de arroz, açúcar, massa, ovos e outras coisas mais a encher um cabaz, que valiam pela melhor das provas ou exames. É claro que eram casos raros, mas que os havia havia.

Os filhos dos pobres, esses tinham mesmo que aprender caso contrário ficavam pelo caminho. No meu caso, na quarta classe cheguei a ter colegas mais velhos três e quatro anos à custa de tantos anos lectivos repetidos, acabando mesmo por abandonar a escola sem a quarta classe. Paradoxalmente, alguns deles actualmente estão bem de vida, sendo pequenos e médios empresários, principalmente na construção civil.


Conclusão desta fábula, que não a primeira: O ensino e a educação são fundamentais ao futuro das pessoas, certamente, mas a dedicação ao trabalho, o esforço e o sacrifício, também são importantes e uns não prevalecem sem os outros, embora a tendência moderna resida em estilos de vida alimentados essencialmente à custa do esforço dos outros. A criminalidade económica, de modo particular, ilustra muito bem esta realidade.

Sinais dos tempos.

 

a aguia e a coruja santa nostalgia

(clicar na imagem para ampliar)

 

*****SN*****

6/13/2009

Eugénio de Andrade - Fundão, 19 de Janeiro de 1923 — Porto, 13 de Junho de 2005

 

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

 

eugenio de andrade santa nostalgia 2

(clicar na imagem para ampliar)

Eugénio de Andrade

 

*****SN*****

6/12/2009

A família Boussardel - Les Boussardel

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"A família Boussardel", no original francês "Les Boussardel", é uma série de TV, que passou na RTP em 1974, nos serões das quartas-feiras, sendo composta apenas por cinco episódios de cerca de 110 minutos cada.
Esta série, adaptada do livro "Famille Boussardel" , um romance de Philippe Hériat , de 1946, foi realizada por René Lucot, e exibida primeiramente na França em 1972.

A história relata ao longo de cinco gerações a saga de uma típica família parisiense, no tempo de Napoleão, desde as suas humildes origens e sua ascenção até à conquista de um importante estatuto cultural e social na França de então. A influência desta família era tal que passava ao lado de  todas as convulsões sociais e políticas, incluindo as mudanças de regime e poder.

Os episódios tratam precisamente da história dessa família e da sua vivência nos diferentes contextos sociais e políticos de todo esse largo tempo, desde 1815, nas origens, até meados do séc. XX.
Em muitos aspectos, a história tem algumas semelhanças com outra conhecida série "A Família Forsyte".

A série contou com um grande elenco, de cerca de centena e meia de actores, onde se destacava a bela Nicole Courcel, no papel de Agnés Boussardel.

Casting parcial:
- Nicole Courcel : Agnès Boussardel (narradora)
- François Dalou : Florent Boussardel
- Maïa Simon : Adeline Boussardel
- Daniel Sarky : Ferdinand Boussardel
- André Dussolier : Louis Boussardel
- Nourdine Malek : Théodore Boussardel
- Danièle Vlaminck : Julie Boussardel
- Catherine Vichniakoff : Lydie Boussardel
- Monique Béluard : Amélie Boussardel
- Arlette Gilbert : Ramelot
- Catherine Ferran : Théodorine
- Nathalie Nerval : Mano
- Jean Rougerie : Caselli
- Louis Lyonnet : Albaret
- Dominique Bernard : Maurisson
- Christine Simon : Clémence
- René Bouloc : Félix
- Marius Laurey : Abbé Grard
- Marie-Pierre Casey : Josépha Branchu
- Annick Fougerie : Baptistine
- Nicole Vervil : Madame Clapier
- Yvon Sarray : Monsieur Clapier
- Jacqueline Dufranne : Madame Mignon
- Marc Fayolle : Monsieur Rossignol
- Jean Lepage : Pottier
- Henri Poirier : Mignon
- Guy Marly : Manguin
- Gérard Jourde : Victorin
- Gilles Béhat : Edgar
- Jean-François Guillet : Amaury
- Sylvaine Charlet : Aglaé
- Maria Laborit : Laure
- Julia Dancourt : Madame Ovise
- Sébastien Floch : Monsieur Peuch
- Francis Perrin : Dubost
- Martine Deriche : tante Paticot
- Luce Farel : Lionnette


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Nicole Courcel  

a familia boussardel santa nostalgia 03 

Nicole Courcel  

a familia boussardel santa nostalgia 02

Maia Simon

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