8/25/2009

Clubes de Portugal - Caderneta de cromos de futebol - Época 78/79

clubes de portugal cromos sn 01

A caderneta de cromos de futebol CLUBES DE PORTUGAL, uma edição de Acílio Ascenção Silva, referente à época 78/79, é uma das muitas colecções feitas por mim e pelo meu irmão mais velho. As carteirinhas eram compradas a meias numa das mercearias da aldeia.

A caderneta é composta por um total de 192 cromos, sendo cada uma das 16 equipas representadas com 11 jogadores, em pose de corpo inteiro e um cromo com a equipa em formação clássica.

A capa tem um grafismo simples mas interessante, reproduzindo uma imagem de acção de um jogo entre o V. Setúbal e o Benfica, precisamente no Estádio do Bonfim. Na imagem, em primeiro plano, talvez na sequência da marcação de um canto ou de um livre,  reconhece-se o defesa do Benfica, Alhinho num ombro-a-ombro com um jogador dos sadinos. Mirobaldo, Narciso ou outro? Por mim vou no Mirobaldo.

A caderneta tem as dimensões de 215 x 297 mm. Uma das curiosidades da caderneta, caso único por mim conhecido, é o facto do último cromo de cada equipa ser colado numa disposição horizontal, no canto inferior direito. Há quem entenda que tal situação resulta de um erro de maquetagem. Acho que não, até porque a maquetagem poderia facilmente ser corrigida antes de serem impressas as cadernetas. Penso que a disposição tem um objectivo de equilíbrio com o cromo da equipa em formação, colado na parte superior direita. Seja como for, considero-a uma disposição pouco feliz mas sob um ponto de vista de coleccionismo apresenta características únicas.

A caderneta é relativamente rara e pela suas características globais tem alguns aspectos herdados dos cromos de caramelos.

Relativamente à época em questão, a equipa do F.C. do Porto surge representada em primeiro lugar já que havia vencido o campeonato na época anterior (77/78), depois do tal jejum de 18 anos, uma vez que tinha vencido pela última vez em 58/59. Depois da vitória em 77/78, com os mesmos pontos (51) do S.L. Benfica, o F.C. Porto, então treinado pelo carismático José Maria Pedroto, venceu o campeonato da época seguinte. O tri-campeonato foi-lhe roubado pelo Sporting C.P.

 

clubes de portugal cromos sn 02

clubes de portugal cromos sn 03

clubes de portugal cromos sn 04

clubes de portugal cromos sn 05

8/24/2009

Cruzada - Revista Eucarística


 cruzada julho 1965 sn

cruzada abril 1990 sn

cruzada maio 1998 sn

cruzada julho 2001 sn

cruzada maio 2007 sn

cruzada maio 2008 sn

cruzada janeiro 2009 sn

cruzada maio 2009 sn

Este artigo foi motivado pela capa da edição de Julho de 1965 da revista CRUZADA (imagem de cima), onde é retratado o Papa Paulo VI. Com ela veio-me à memória a sua visita a Portugal e ao Santuário de Fátima, em 13 de Maio de 1967, por ocasião do 50º aniversário sobre a data das aparições.
Na altura o evento mereceu a transmissão em directo pela RTP, a preto-e-branco, um marco histórico para a televisão portuguesa. Desde a saída de Roma, a aterragem em Monte Real e a chegada ao santuário, com passagem por Leiria, o acontecimento mereceu por parte da jovem estação de televisão (10 anos) um envolvimento grandioso para a época, com 150 profissionais, 6 carros de reportagem, 5 equipas e 19 câmaras (10 em Fátima) e dois helicópteros. A RTP teve a ajuda de meios técnicos emprestados pelas televisões italiana, francesa e espanhola. A visita mereceu ainda 5 horas de transmissão pela rede da Eurovisão. Os Estados Unidos, Canadá, México e Brasil também receberam imagens deste acontecimento.
Lembro-me que o meu avô materno era das poucas pessoas da freguesia a terem um televisor pelo que toda a gente da aldeia apinhou-se defronte do aparelho Telefunken que foi colocado à porta da sala, virado para o exterior. Era uma autêntica plateia digna de uma sala de espectáculos. Meu Deus, quanto tempo já passou...

Quanto à revista CRUZADA:

Fundada em 1930, é uma revista mensal, ilustrada, com 32 páginas. Tem como finalidade principal a difusão da doutrina da Igreja Católica, na fidelidade aos ensinamentos do Magistério, e o incremento e evangelização da piedade popular.
Pensada, inicialmente, para as crianças e jovens, acabou por fazer sucesso junto de leitores de todas as idades. A confirmá-lo está a tiragem mensal (90.000 exemplares), que faz desta revista um dos órgãos de comunicação da Igreja Católica em Portugal com maior difusão. Está presente junto dos emigrantes portugueses, tendo assinantes em 82 países.
Mantém desde há longos anos uma secção mensal – Testemunhos Vivos – destinada a publicar cartas de leitores que testemunham o poder da fé e da confiança em Deus, nas mais diversas e, por vezes, dramáticas circunstâncias.
Outra secção mensal intitula-se Perguntas com Resposta e destina-se a esclarecer dúvidas, no âmbito da fé, da moral e da religião, na fidelidade ao Magistério da Igreja Católica.


(fonte: AO)

8/21/2009

Sabonete Feno de Portugal - Os aromas da natureza


O sabonete FENO DE PORTUGAL é daqueles produtos que jamais se esquecem. Neste caso pela particularidade do nome, é certo, mas também pelo bucolismo que foi transmitido nos anos 80 pelo spot publicitário televisivo onde a jovem loura (do cartaz) esvoaçava graciosamente por entre um campo de feno, por entre flores, cores e aromas. Toda ela era leveza e transparência pelo que a imagem relacionada com os aromas e encantos da natureza foi muito bem conseguida e transmitida.
Nessa altura o slogan era "Feno de Portugal, o encanto da natureza". Penso que na actualidade é ligeiramente diferente, qualquer coisa como "Feno de Portugal, o aroma da natureza".

Este produto existe há várias décadas, pelo que pode ser considerado um artigo de tradição e nostalgia. Na sua origem era uma marca da Unisol, por sua vez pertencente ao grupo Quimigal, S.A. A Unisol foi adquirida em 1990 pela multi-nacional Colgate-Palmolive herdando assim a marca Feno de Portugal e outras bem populares como o lava-loiça Super POP, a lixívia Javisol e os artigos de higiene pessoal Festa e Vert Sauvage. Não tenho visto o Feno de Portugal nos locais habituais das minhas compras, mas ainda é fabricado e comercializado.

Ao longo dos tempos o grafismo do rótulo tem mudado mas creio que o aroma característico se tem mantido.
Pessoalmente, nunca fui muito de sabonetes, mas recordo-me que em adolescente era o meu sabonete preferido. Por isso, ainda hoje basta semi-cerrar os olhos e o aroma salta à memória bem como o momento em que acabava de sair do banho e vestia uma camisa ou uma t´shirt.
Os aromas têm de facto essa capacidade fantástica de ficarem retidos na nossa memória, principalmente aqueles que definimos como os mais característicos ou que de algum modo marcaram o nosso dia-a-dia, seja nos momentos do trabalho, da escola ou do lazer. Por isso, toda a nossa vida é assim um repositório de cheiros, perfumes e aromas, passe a redundância dos sinónimos.

Como disse, o nosso dia-a-dia está rodeado de cheiros e através do sentido do olfacto aprendemos a distingui-los, a diferenciá-los; os agradáveis e os desagradáveis; os intensos e os suaves; mas a nossa memória e a percepção dos aromas é tanto mais forte quanto a importância que damos ou guardamos das coisas, dos momentos e dos lugares relacionados.

Quem não tem presente o cheiro a bronzeador de coco nas quentes tardes de Verão na praia, ou o cheiro a mar ou maresia pela manhã? Que tal o cheiro agradável de um copo de leite com café ou uma cevada ou chocolate quentes, a fumegar? Em casa, o cheiro agradável de um refugado ou de um assado acabado de sair do forno? No jardim, o perfume a rosas e cravos ou ervilhas-de-cheiro? E as belas-donas, agora no final de Agosto, ou mesmo as açucenas? Ou até mesmo o cheiro a relva acabada de cortar pela manhã, com mistura de cidreira, hortelã e menta? Claro que no mundo das flores os perfumes são imensos e inconfundíveis. E na escola primária, o cheiro a lápis de cor acabados de afiar e o aroma fresco dos livros novos?

Em casa, nas limpezas, o cheiro fresco a sabão Clarim, da cera de soalho ou do detergente OMO ou JUÁ ou ainda do aroma intenso da lixívia ou do petróleo? No campo, o cheiro fresco que se respira entre os milheirais orvalhados, ou o cheiro morno da terra acabada de lavrar? O aorma a uvas frescas ou acabadas de pisar no lagar? No pinhal, o perfume do eucalipto ou dos pinheiros bravos, resinosos, acabados de abater? O aroma inconfundível de um bom vinho tinto, o cheiro a leite-creme acabado de queimar, o aroma de vinho quente com canela (champarrião) ou a fragrância das castanhas assadas ainda a escaldar? O aroma das sardinhas assadas com pimentos, de um bife grelhado e do pão de milho acabado de saír do forno, ou mesmo um pão de trigo bem quentinho barrado de manteiga? Hummmmm.

Chega como amostra, porque é verdade que cada pessoa tem na memória os seus frasquinhos de aromas. Basta destapá-los, semi-cerrar os olhos e viajar pelo mundo das coisas, momentos e lugares.
Por mim, porque ainda de férias, estou mesmo de saída para almoçar num restaurante onde a vitela arouquesa no espeto, acompanhada de arroz de feijão em panela de barro, vão libertar agradáveis aromas.

sabonete feno de portugal sn 04

sabonete feno de portugal sn 03

8/20/2009

OGAN o Viking


ogan viking santa nostalgia 01

OGAN é um herói do mundo da Banda Desenhada. O seu contexto histórico situa-se no reino de Hordaland, na actual Noruega, algures nos anos 800 da nossa era.
OGAN é um príncipe Viking que na maioria das suas aventuras luta contra o vilão rei Erik e seus lacaios. Percorrendo os mares do norte no típico barco viking, habitualmente chefia um grupo de valentes guerreiros escandinavos, nomeadamente o seu possante e fiel amigo Kiron, que também foi seu tutor, e o carismático Poulet. Outras figuras mais ou menos habituais, a bela Gunilda, a apaixonada de OGAN e Augustin, um eremita a quem o príncipe escandinavo deve a sua orientação espiritual.
Conheci o OGAN pelas edições portuguesas das revistas "O Falcão" e "Tigre", nos anos 70. Sendo publicado essencialmente em edições chamadas de pequeno formato, as suas histórias são relativamente pouco extensas, mas estão repletas de vivacidade, acção e aventura.

Na vertente técnica, sabe-se que OGAN foi desenhado por vários artistas, essencialmente espanhóis, como César Lopez, este o mais representativo e o que lhe dá a personalidade base, e ainda Jaime Brocal Remohi, Adolfo Buyalla, Jaime Juez, Auraleon e Francisco Puerta. Por conseguinte, verifica-se assim uma paleta de estilos diferenciados mas interessante e que conseguem manter a dinâmica e personalidade de OGAN e das suas aventuras.

As principais edições europeias são de origem francesa onde OGAN surgiu pela primeira vez nos anos 60, com destaque para as Editions Imperia.

Gosto da banda desenhada de OGAN, pela qualidade e estilo característico do desenho, onde predomina a subtiliza de um traço elegante, repleto de contrastes, sobretudo da mão de César Lopez. Apesar de relativamente pouco extensas, as histórias estão repletas de vivacidade, acção e aventura, quase sempre inspiradoras para as nossas brincadeiras de criança, povoadas de lutas, batalhas e guerreiros.

ogan viking santa nostalgia 11

ogan viking santa nostalgia 02

ogan viking santa nostalgia 03

ogan viking santa nostalgia 04

Na página abaixo, OGAN rodeado à esquerda por Poulet e à direita pelo fiel amigo Kiron.
ogan viking santa nostalgia 05

ogan viking santa nostalgia 06

ogan viking santa nostalgia 07 

ogan viking santa nostalgia 08

ogan viking santa nostalgia 09

ogan viking santa nostalgia 10

ogan viking santa nostalgia 12

ogan viking santa nostalgia 13

ogan viking santa nostalgia 14

8/14/2009

Batalha de Aljubarrota - 14 de Agosto de 1385

 

Passam hoje 624 anos sobre a histórica data da Batalha de Aljubarrota, travada entre os exércitos português e castelhano e que, segundo os historiadores, foi definitiva na consolidação da nossa independência face às pretensões de Castela. Era também o fim de um período conturbado da nossa História, a crise de 1383/1385.

Nos livros de História, este facto foi sempre retratado como expoente da determinação de uma pequena nação face a um vizinho maior e mais poderoso, onde a valentia, inteligência e fé se reuniam como factores determinantes na vitória de batalhas e guerras.

Associado a esta batalha de Aljubarrota, o nome do Condestável D. Nuno Álvares Pereira como general das tropas de D. João I. Também, como resultado de uma promessa de fé de D. João I, sensivelmente próximo do local do embate militar, foi mandado edificar o Mosteiro da Batalha, uma jóia da nossa arquitectura medieval que subsiste como recordação da importante e decisiva vitória das tropas lusitanas.

No aspecto lendário, destaca-se o nome de Brites de Almeida, a famosa padeira de Aljubarrota.

A ilustrar este artigo, alguns cromos da caderneta "História de Portugal", uma edição da Agência Portugues de Revistas, de autoria do fantástico ilustrador/pintor Carlos Alberto Santos.

No fundo, o quadro sobre a padeira de Aljubarrota, de autoria de José Perez Montero, do livro História de Portugal, da Girassol, edições, l.da.

batalha de aljubarrota sn 01

batalha de aljubarrota sn 02

batalha de aljubarrota sn 03

padeira de aljubarrota sn 

(clicar nas imagens para ampliar)

 

barra2_santa nostalgia

Catecismos da Primeira Comunhão

 catecismo primeira comunhao sn1 1 f1
- Versão ilustrada por Laura Costa

Já falei aqui do meu Catecismo da Primeira Comunhão, correspondente ao Volume I da série Catecismo Nacional, que vigorou nos anos 50 e 60 no ensino da Catequese.
Num destes dias, desfolhando com mais calma outros exemplares de catecismos, constatei que existe uma outra versão deste mesmo Catecismo da Primeira Comunhão, com semelhanças compreensíveis mas por outro lado intrigantes.

Ambos os catecismos são indicados como oficiais e emanam de uma directiva ou aprovação datada de 7 de Outubro de 1953, assinada por D. Manuel Gonçalves Cerejeira, Cardeal Patriarca de Lisboa. Por conseguinte, as lições são exactamente as mesmas.
Uma das versões está ilustrada com desenhos da artista Laura Costa e  foi impressa na Litografia União, Limitada - Vila Nova de Gaia enquanto que a outra, está ilustrada por Vitor Peón e foi impressa na Fotogravura Nacional - Lisboa.

Para além de tudo, a grande intriga está na semelhança das ilustrações de ambos os artistas. Não no estilo e na arte, que francamente são distintas, mas na estrutura de cada figura, incluindo as próprias legendas. Desconhecendo os motivos, e atendendo à mesma data da aprovação dos catecismos, fica a dúvida se foi Vitor Péon a copiar a Laura Costa ou vice-versa, ou se ambos se limitaram a seguir indicações pormenorizadas e superiores quanto à estrutura e descrição de cada quadro. A ter em conta as semelhanças de cada composição, tudo indica, porém, que um dos artistas copiou o outro. Pessoalmente acredito que os originais possam ser de Laura Costa, já que era a mais velha e consagrada  na ilustração de motivos e livros de temática religiosa.

Apesar de distintos, os dois estilos são interessantes, notando-se no traço de Vitor Péon a técnica proveniente da sua ligação à Banda Desenhada, com imagens e personagens mais dinâmicas e expressivas e Laura Costa com um estilo mais pictórico, com as suas figuras impregnadas de motivos folclóricos e de vestuário do Portugal rural de então, uma das marcas da pintora/ilustradora portuense.

Quanto ao facto de se terem publicado dois catecismos com estilos diferenciados, julgo que teve a ver com a política de distribuição, pelo que será natural que uma edição fosse destinada ao sul do pais e a outra ao norte.
Por outro lado, desconheço se esta situação aconteceu relativamente aos restantes volumes correspondentes aos demais anos e classes da Catequese.
De seguida reproduzimos algumas páginas dos respectivos catecismos para se verificar as tais semelhanças ao nível das ilustrações.

catecismo primeira comunhao sn2 f1
- Versão ilustrada por Vitor Péon

catecismo primeira comunhao sn1 f6

catecismo primeira comunhao sn2 f6

catecismo primeira comunhao sn1 f7

catecismo primeira comunhao sn2 f7

catecismo primeira comunhao sn1 l6

catecismo primeira comunhao sn2 f4

catecismo primeira comunhao sn1 l7

catecismo primeira comunhao sn2 f5

Pesquisar no Blog

7UP - Beber e arrotar

  A história da 7UP, conforme registada pela marca em Portugal, revela um percurso de inovação que começou muito antes da sua chegada à Euro...

Populares