9/30/2009

Tales of the Wizard of Oz – O feiticeiro de Oz

 

Em 1973, no primeiro canal, aos sábados, logo a seguir ao almoço e depois com repetição no segundo canal da RTP, em UHF, por volta da 20:30 horas, passava uma série de desenhos animados designada de O Feiticeiro de OZ, no original Tales of the Wizard of Oz, uma produção da Crawley Films para a Videocrafts,  baseada no famoso livro de Lyman Frank Baum.

Esta série foi criada em 1961, com um total de 200 episódios de cerca de 15 minutos cada. Nessa época, apesar de terem sido produzidos a cores, eram exibidos a preto-e-branco na RTP.

Eu adorava ver esta simpática série, com as aventuras dos conhecidos amigos, como o Homem de Lata (Rusty Tin Man), o Homem de Palha (Socrates the Scarecrow), o Leão (Dandy Lion) e a malvada bruxa, com os seus feitiços e poções mágicas. Todavia,  nem sempre me era possível fazê-lo já que nessa altura tinha que ir a casa do meu avô, o único do lugar que tinha televisor. Mesmo assim consegui assistir a uma boa dose de episódios. Quanto aos que perdi, felizmente no Youtube é possível assitir a um bom número deles.

 

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Outono – Cores quentes e nostalgias

livro de leitura da segunda classe outono sn 02

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Naquele que foi o meu livro de leitura da segunda classe, uma das características interessantes é que assinalava o começo das diversas estações do ano. Isso era feito com duas páginas ilustradas com as cores e elementos que caracterizavam cada uma dessas épocas do calendário do tempo. Tinha um bonito texto e uma música que se aprendia. Esse livro foi magnificamente ilustrado pela Maria Keil e pelo Luís Filipe Abreu, cujos estilos por vezes se confundem, mas creio que estas ilustrações a que me refiro são do pincel mágico do Luís.

Assim, e porque já estamos neste pleno período, trago à memória as páginas correspondentes ao Outono, com as suas cores quentes e brilhantes e alguns frutos lembrando o tempo de colheitas das coisas amadurecidas pelo Verão.

O Outono está fortemente associado ao tempo do início das aulas nos diferentes graus de ensino. Recuando no tempo e na minha memória, recordo-me do meu primeiro dia de escola e toda a expectativa e ansiedade que sentia, tanto no próprio dia como nos dias anteriores.

A minha primeira classe foi feita numa Escola Primária, localizada a 50 metros da casa de meus pais (idêntica à desta imagem mas apenas com um piso e por isso com duas salas). A partir da segunda classe e até à quarta, fui para uma outra escola, quase a estrear, pois tinha sido edificada há pouco tempo noutro lugar da freguesia (idêntica a esta).

Devido a essa proximidade, desde cedo observava com fascínio aquele ambiente de algazarra de crianças nas diversas brincadeira durante o recreio ou na entrada, silenciosa e disciplinada, para as duas salas. Este clima despertava em mim uma forte vontade de completar os 6 anitos para entrar e participar naquele mundo. Para além de todo este ambiente, que me era próximo, como disse, tinha um motivo acrescido que era o de desejar aprender para passar a ler e a compreender eu próprio as histórias e as lições que já via fascinado nos livros do meu irmão mais velho, então já na segunda classe a quem insistentemente pedia para me ler.

Por outro lado, o Outono significava já o tempo frio, com chuvas, ventos e geadas. Era, pois, imperioso o uso de roupas mais quentes, incluindo cachecóis e gorros. O tipo de escola que frequentei na primeira classe tinha uma lareira para aquecimento nos dias mais frios mas a verdade é que, por questões logísticas (nessa altura não havia pessoal auxiliar), nunca me recordo de ter funcionado. Por isso, as mãozitas tinham que se valer de luvas de malha (para os mais ricos) ou umas peúgas que se enfiavam. Outro estratagema, era trazer de casa uma pedra ou uma cunha de ferro aquecidas no lume e embrulhadas em papel de jornal, funcionando assim, por pouco tempo, é certo, como um aquecedor portátil.

Por vezes, no recreio, que se estendia para um largo terreiro adjacente à escola, a criançada fazia fogueiras com gravetos que colhia no pinhal próximo.

Por tudo isto, são sempre fortes e nostálgicas as recordações do tempo que passamos na escola primária. Certamente que voltaremos a estas memórias que não são apenas minhas mas de todos nós que já passamos sobre essa fase da nossa vida.

9/29/2009

Mafalda – 45 anos


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Mafalda, a personagem de Banda Desenhada que nasceu da criatividade do artista argentino Quino, faz hoje 45 anos.
Mafalda começou por ser desenhada para um simples anúncio de electrodomésticos mas depressa passou para a Banda Desenhada. Esta menina com uma personalidade muito própria, com um olhar muito adulto sobre o mundo, rodeada de um grupo de amigos igualmente interessantes, depressa se tornou num êxito mundial e actualmente continua a ser muito popular. Dos livros passou também para o cinema de animação.

Caderneta de cromos de caramelos – ASES DAS MULTIDÕES – Universal – Época 55/56

 

Hoje trazemos à memória a caderneta de cromos de caramelos ASES DAS MULTIDÕES, uma edição da Universal referente à época futebolística de 55/56.
A caderneta representa 16 equipas: Benfica, Sporting, Belenenses, FC Porto, SC Braga, Académica, Atlético, GD CUF, V. Setúbal, FC Barreirense, SC Covilhã, Lusitânio de Évora, Boavista, V. Guimarães, Torreense e Caldas SC.

Convém salientar que destas 16 equipas o V. Guimarães e o Boavista não fizeram parte desse campeonato (então com 14 equipas), já que desceram na época anterior.

Esta imprecisão no alinhamento das equipas, relativamente às participantes em cada época, era mais ou menos uma constante das colecções de cromos de então. Conveniências de ordem económica e logística, certamente.


Cada um dos cromos individuais faziam parte de um puzzle que por sua vez constituía a equipa. Apesar deste conceito de estrutura gráfica não ser novidade, fugia, contudo, da norma tradicional de representação de jogadores de forma individual. Para além do mais, os cromos de cada equipa não tinham todos o mesmo tamanho, já que os cromos das extremidades eram mais largos. Por outro lado há equipas constituídas por 12 cromos e outras por 13.

Outra curiosidade, a equipa do Sporting da Covilhã apresenta-se como cromo único.

A capa representa a selecção nacional vencedora do jogo com a selecção de Inglaterra, por 3-1, no Estádio das Antas em 22 de Maio de 1955, tendo então alinhado, Passos, Carvalho, Pedroto, Juca, Caldeira, C. Pereira, Dimas, Matateu, Travassos, J. Águas e J. Pedro.

Nessa época de 55/56 do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão, o campeão foi o FC do Porto, com os mesmo 47 pontos do Benfica, mas com melhor confronto directo e diferença de golos. Na terceira posição ficou o Belenenses, com 37 e o Sporting obteve o 4º lugar com 36 pontos.

Como era norma com nestas colecções de cromos, ou estampas, em cada caixa de caramelos saíam diversos brindes cujas senhas estavam dentro dos invólucros. Eis os brindes indicados: Canivetes, lapiseiras, esferográficas, bolas de borracha de vários tamanhos, apara-lápis, apitos, emblemas de metal, estampas coloridas e cadernetas.

 

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