Hoje publico um simples desenho que rabisquei, já lá vão mais ou menos 25 anos. Foi depois de uma visita à bela cidade de Viseu. Junto ao rio Pavia e ao fundo as silhuetas da Sé Catedral e da Igreja da Misericórdia.
É verdade que o desenho tem pouca qualidade, um simples esboço feito a lápis de cor, de forma muito rápida, mas as memórias que invoca, essas são nostálgicas mas muito ricas. Há coisas que têm essa capacidade, esse condão de nos remeter para outros tempos e outras emoções. São chaves que abrem as portas do templo do tempo.
11/13/2009
Rabiscos de outros tempos - Viseu
11/11/2009
S. Martinho – Tempo de lendas e tradições
Hojé é dia de S. Martinho. Um santo e uma data de fortes tradições, associadas ao tempo de Outono, às castanhas e ao vinho novo.
- Em dia de S. Martinho, desce à adega e prova o vinho;
- Pelo S. Martinho, lume, castanhas e vinho;
- Pelo S. Martinho, sobra a água no moinho;
- Pelo S. Martinho, sai o porco, entre o bacorinho;
- Pelo S. Martinho, todo o mosto dá bom vinho;
- Queres pasmar o vizinho? Esterca e lavra pelo S. Martinho;
- Virá o Verão de S. Martinho, nem que dure um bocadinho;
- Pelo S. Martinho, na horta alho e cebolinho;
- Pelo S. Martinho, fura o teu pipinho;
- Mesmo que perdido no caminho, chega o Inverno pelo S. Martinho.
- Na horta pelo S. Martinho, favas, alhos e cebolinho.
11/10/2009
Tábua e tabuada de multiplicação
De uma antiga Cartilha Escolar – Ler, Escrever e Contar, de Domingos Cerqueira, da Livraria Chardron de Lelo & Irmão, Editores (sobre a qual falarei aqui noutra oportunidade), reproduzo uma curiosa e interessante Tábua de Multiplicar, que em muito ajudava à pequenada da primeira classe a aprendizagem da tabuada. O funcionamento está bem explicado pelo que é de fácil compreensão. Do mesmo modo, e da mesma Cartilha Escolar, fica aqui a clássica tabuada da multiplicação, a tal que a criançada da primeira classe tinha que saber de cor-e-salteado, ou seja, na ponta-de-língua. Ainda hoje será assim?
11/06/2009
Artistas de Cinema – Cromos - 7
Hoje “colamos” mais três cromos da caderneta “Artistas de Cinema”, de 1965.
(clicar nas imagens para ampliar)
Artistas de Cinema – Cromos - 6
Artistas de Cinema – Cromos - 5
Artistas de Cinema - Cromos - 4
Artistas de Cinema - Cromos - 3
Artistas de Cinema - Cromos - 2
Artistas de Cinema - Cromos - 1
*
*
*
11/05/2009
À lareira
Cá em casa já se acendeu a lareira. Os primeiros frios deste mês de Novembro, que começou chuvoso e cinzento, trouxeram a nostalgia própria deste tempo avançado de Outono.
Nasci em Novembro e talvez por isso se compreenda a forma quase poética como consigo interpretar no cinzentismo dos seus dias uma espécie de aura mágica.
Fosse o ano um dia, e Outubro e Novembro seriam a noite; A noite do descanso, do retempero, dos sonhos. Acho, por isso, que este tempo é necessário, como um interregno, como um poupar de forças para o princípio do ciclo que depois começará com os alvores da Primavera e continuará até ao apogeu do Verão.
Novembro é um mês muito espiritual porque, pela tradição cristã, é o tempo em que trazemos à memória os nossos antepassados e ente-queridos que a morte já levou. Podemos andar o resto do ano esquecidos, mas em Novembro vamos mais vezes ao cemitério onde repousam aqueles que nos foram próximos. Há assim um pensamento e reflexão mais próximos da realidade da morte.
Dizia, no princípio, que cá por casa já se acendeu a lareira, e mesmo que o frio no corpo nem seja muito, a fogueira tem o dom de nos aquecer a alma. Tenho para mim que a fogueira é uma presença viva e dinâmica pelo que, mesmo sozinhos em casa, estamos sempre acompanhados. Estar sentado à lareira, é também um pretexto para recordar outros tempos, como os longos serões passados na casa de meus avôs, entre lendas e histórias contadas num aconchego de braseiro e fumo enquanto se assavam umas castanhas acompanhadas pelo vinho novo ou água-pé.
Por estas memórias, deixo aqui uma das páginas do meu livro de leitura da primeira classe, com uma bela ilustração de Maria Keil.
*
*
*
11/03/2009
Chicles MAY - O chicle da juventude - Repost
Hoje dizemos chicletes, mas no final dos anos 60 e princípios de 70, o termo era chicles ou mesmo pastilhas elásticas. Conforme se pode ver na imagem imediatamente acima a descrição até era a de "goma de mascar" e no inglês "chewing-gum". As chicles da May eram de facto excelentes, pela sua elasticidade, sabor e, acima de tudo, o aroma inesquecível. Pelo menos hoje temos essa memória.
Certo é, que associados à venda das pastilhas elásticas estavam quase sempre os produtos coleccionáveis, como cromos e vinhetas. De resto fica-se sem saber se eram os cromos que vendiam as chicletes se o contrário. Mas, claro, os "chicles" eram vendidos noutros formatos e mesmo com vários sabores e mesmo sem cromos.
Como não podia deixar de ser, nessa altura, fartei-me de coleccionar cromos da May e por arrasto, saborear as deliciosas chicles.
Pesquisar no Blog
7UP - Beber e arrotar
A história da 7UP, conforme registada pela marca em Portugal, revela um percurso de inovação que começou muito antes da sua chegada à Euro...
Populares
-
Já aqui tinha falado da Tabuada , que tão diligentemente aprendíamos na escola primária. Pois bem, hoje dou a conhecer mais um do...
-
Séries TV - Memórias por aqui publicadas: A abelha Maia AFamília Bellamy A família Boussardel - Les Boussardel A Flecha Negra...
-
Quem não se recorda dos antigos mapas de parede que existiam nas nossas escolas primárias, tanto o de Portugal como o dos arquipélagos d...
-
A Comunhão Solene, ou Profissão de Fé, é uma rito ou celebração do percurso da Catequese dos fiéis da Igreja Católica e que ocorre sensivel...
-
O postal de Natal, para além da sua história e da sua origem, é um elemento nostálgico e profundamente actual, ligado a esta festividad...




