1/08/2010
A paixão pelos cromos – Visão Júnior
O Professor Baltazar
A série é composta por 57 episódios, produzidos por Zlatko Grgić no estúdio Zagreb Film, entre 1967 e 1978 (1ª série de 12 episódios entre 1967/1969, 2ª de 13 episódios entre 1971/1972, 3ª série de 12 episódios em 1977 e finalmente a 4ª série de 20 episódios em 1978). Algumas fontes referem um total de 59 episódios e também há divergências quanto ao espaço temporal da produção.
A série teve ainda uma versão em 3D, “The return of professor Balthazar”, em 1999, também produzida pela Zagreb Film. Desconheço se passou em Portugal e qual o êxito, mas certamente sem a a magia própria do original dos anos 70. Há coisas que não funcionam mesmo quando adaptadas ou revestidas com novas tecnologias. Há vários casos desses fracassos.
"O professor Baltazar" tinha o cunho inconfundível de muitas outras boas séries produzidas na Europa de Leste, nomeadamente "O Lápis Mágico", da Polónia. Cada episódio é relativamente curto, entre 5 a 10 minutos, e onde a fala quase não existe, mas apenas sons e música, sempre de forma expressiva que acentua os ritmos e emoções das histórias.
Na Croácia, a figura do Professor Baltazar transformou-se num ícone ou ex-libris e deu lugar a vários produtos de marketing.
Baltazar, apresentado como professor, é mais do que isso, pois é também um cientista, um químico, um inventor, e até mesmo uma espécie de mágico que mistura líquídos e poções numa complexa maquineta, na extremidade da qual tem uma torneira de onde saem umas gotas da poção que resolverá determinado problema no contexto de cada história. Como inventor também constrói maquinetas e mecanismos deveras estranhos mas sempre funcionais.
Em criança, a exemplo do que acontecia com "O Lápis Mágico", eu ficava um pouco fascinado por essa magia do Professor Baltazar.
Para além do desenho animado em si, das suas histórias, da sua magia, a música de abertura, de autoria de Tomica Simović, tornou-se uma memória indelével e que ainda hoje nos sai facilmente dos lábios. Bal…Bal…Baltazar, Baltazar, Baltazar.
1/06/2010
As fábulas da floresta verde
A série, com um total de 52 episódios, com cerca de 30 minutos cada, foi baseada em livros de autoria de um escritor de contos infantis, dos Estados Unidos, Thornton W. Burgess.
As histórias giravam à volta das aventuras diárias dos habitantes da bela e frondosa floresta verde, com as figuras principais Joca e Mara, um casal de marmotas, e secundados pelo Gaio Avelar, Urso Lino, Tio Rudolfo, esquilo Quico, coelho Pom-Pom, Nestor, texugo Faísca, Zeca, Avó Rã, Raposinho (também uma das figuras centrais) e outros mais, que eterneceram e deliciaram um vasto público infantil e juvenil e até mesmo adultos.
Pessoalmente sempre comparei esta série com outra não menos popular, "Bana e Flapi", com a diferença de Joca e Mara serem marmotas e Bana e Flapi serem esquilos. Os enredos e as mensagens tinham fortes semelhanças. Creio que ainda hoje há quem faça essa confusão pela natural proximidade gráfica e narrativa.
é bom imaginar o que irá acontecer,
são tantas amizades,
são histórias de amizades,
que vão nossos amigos animais viver.
São mil aventuras entre os animais,
fabulosas fábulas de encantar!
São mil aventuras tão sensacionais,
fabulosas fábulas que nos fazem sonhar,
que nos fazem sonhar,
que nos fazem sonhar.
Pompom é um coelhinho a saltitar,
O guaxini Gugu com ele vai brincar,
Namoram as marmotas, a Mara mais o Joca,
Fugindo ao rapozinho mau que os quer caçar.
São mil aventuras entre os animais,
Fabulosas fábulas de encantar,
São mil aventuras tão sensacionais,
Fabulosas fábulas que nos fazem sonhar.
São tantas coisas que aqui se vão passar,
São tantos animais que brincam sem lutar,
Por isso na floresta há sempre aquela festa,
A festa da amizade que se tem p´ra dar.
São mil aventuras entre os animais,
Fabulosas fábulas de encantar,
São mil aventuras tão sensacionais,
Fabulosas fábulas que nos fazem sonhar.
1/02/2010
Caderneta de cromos de caramelos - Os Grandes da Bola – Confeitaria Alex – Época 66/67
Hoje trago à memória a caderneta de cromos de caramelos “Os Grandes da Bola”, uma edição da casa Produtos da Confeitaria Alex, referente à época futebolística 66/67.
Equipas representadas: SL Benfica, Sporting CP, FC Porto, CF Os Belenenses, GD CUF, Académica de Coimbra, V. Setúbal, V. Guimarães, Leixões SC, SC Braga, Atlético CP, Varzim, SC, SC Beira-Mar e AD Sanjoananese.
Esta colecção é composta por 154 cromos, na colecção designados de estampas (fotografias artisticamente coloridas), correspondendo 11 por cada uma das 14 equipas.
A estrutura é a clássica das cadernetas de cromos de caramelos, seguida pelas editoras da época, com os 11 jogadores por página, distribuídos em 3 linhas (3+4+4), com o guarda-redes na linha de cima, ladeado por dois defesas.
Os cromos são típicos dos caramelos, com os jogadores pintados sobre um fundo colorido. No caso as cores amarelo na parte superior o e verde na zona do relvado. O nome do clube numa barra preta na zona superior e o nome do jogador e nº do cromo numa barra preta inferior. Lateralmente, uma bordadura de elementos gráficos repetidos. Como sempre, apesar da pobreza gráfica, os cromos apresentam um efeito mágico na sua representação global em cada página.
Como não podia deixar de ser, esta é uma caderneta muito rara e desejada por coleccionadores. A capa está bem conseguida, com uma fotografia de uma acção de um jogo entre o Benfica e o FC do Porto, aparentemente disputado no Estádio da Luz.
A título de curiosidade estatística, nessa época de 66/67, o SL Benfica foi o vencedor do campeonato, com 43 pontos, seguido da surpreendente Académica de Coimbra, com 40 pontos, acima do FC Porto e Sporting com 39 e 30 pontos, respectivamente. Nessa época desceram à divisão secundária as equipas do Atlético CP e o SC Beira-Mar, sendo substituídas pelas primodivisionárias equipas do FC Tirsense e FC Barreirense.
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1/01/2010
Livros de leitura da Escola Primária
Balada da neve – Augusto Gil
(ilustração de baixo: pintado com a boca por Alexsandr Ivanov)
BALADA DA NEVE
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim...
Será chuva ? Será gente ?
Gente não é, certamente,
e a chuva não bate assim...
E talvez a ventania:
mas há pouco, hà poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente ?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento, com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria.
- Hà quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pèzitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
A neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!
Porque padecem assim ? ! ...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa
Cai neve na Natureza...
e cai no meu coração.
Augusto Gil
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Totobola - Guia do apostador 1973/1974
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