7/17/2010

Shampoo Sunsilk

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Shampoo Sunsilk, uma marca criada em 1950, propriedade da multinacional Unilever, com uma linha voltada para a higiene, tratamento e cuidados do cabelo, sendo no seu nicho uma das marcas mais vendidas mundialmente.   

Sempre foi um produto bem conceituado, quiçá com um preço médio acima da concorrência.
Em adolescente usava com frequência, sobretudo na variante de limão, ideal para cabelos um pouco oleosos mas era corrente a ideia de que o Sunsilk era sobretudo um shampoo para raparigas, sobretudo pelos aromas. Preciosismos. Em oposição à minha preferência pela versão limão, não gostava da versão Ovo, pois relacionava com ovos partidos em cima de uma cabeça.

Acima a nostalgia de um cartaz publicitário do início dos anos 70, concretamente de 1971, e suas variantes comercializadas, seguido de alguns actuais produtos da marca.

7/16/2010

Detergente OMO

 

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De novo trazemos à memória o popular detergente OMO, porventura mais nos anos 60 e 70 do que agora, um pouco ultrapassado por outras marcas.
Seja como for, e porque o OMO ajudou a lavar muita da nossa roupa, suja pelas traquinices e brincadeiras de criança, e porque é certamente uma marca nostálgica, sabe sempre bem publicar aqui os antigos cartazes publicitários.

 

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7/15/2010

Matraquilhos e Mundial 82

 

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O Campeonato do Mundo em Futebol 2010, que decorreu na África do Sul, terminou no Domingo passado e já faz parte da história.
A este propósito veio-nos à memória outro Mundial de Futebol, o de 82, organizado pela Espanha (justa vencedora da edição recente), cuja mascote era o emblemático e sumarento Naranjito.
Parece que foi ontem, e por momentos regresso ao café da aldeia onde entre amigos, uma cerveja gelada e um abafado calor de trovão, assistia rendido ao futebol mágico do Brasil, de Sócrates, Zico, Júnior e Falcão, só travado pelo carismático e manhoso jogo de Itália e Paolo Rossi que arrecadaram o troféu de forma quase imprevista depois de uma parca prestação com apenas 3 empates na primeira ronda de grupos. E, contudo, entre ambas as edições decorreram 28 anos, quase três décadas. Se o vencedeor fosse determinado pela justiça e sobretudo pela beleza do futebol, o Brasil teria sido um excelente campeão.


Este cartaz publicitário dessa altura, para além da grata evocação do Mundial de 82, publicita um jogo de matraquilos, para crianças, um lançamento da Dinamização, empresa ou distribuidora pouco conhecida mas que por essa época estava associada a interessantes brinquedos e jogos.

Os matraquilhos, sobretudo na versão clássica, sempre foram um jogo que despertou o interesse da rapaziada. À volta do mesmo organizavam-se renhidos torneios e havia verdadeiros especialistas, tanto na linha defensiva como na avançada. Esse interesse ainda se mantém, sobretudo em cafés de bairro, aldeia e associações culturais e recreativas, e, vejam só, até existe uma Federação Portuguesa de Matraquilhos.

Este tema dos matraquilhos está repleto de boas memórias de tempos passados pelo que voltaremos ao assunto. Para já fica o cartaz e a evocação.

7/11/2010

Velhos caminhos

 

Ontem, Sábado, já ao declinar da longa tarde mas ainda com o sol teimoso na descida, fui dar uma caminhada por velhos lugares e sítios percorridos em criança. Nessa altura, eram um palco misto de brincadeira e trabalho. Nas canseiras das lides do campo, ajudando os pais, havia sempre tarefas a cumprir, desde o tempo da preparação das leiras para receber as sementeiras até às colheitas, já por meados de Outubro, passando pelas mondas e regas, não faltavam motivos de cuidados e mil canseiras. A plantação da batata, do milho, feijão, centeio, aveia, até às podas e vindimas, ou mesmo no cuidado e guarda de algumas cabeças de gado, era sempre um pão-nosso-de-cada-dia, trabalhado, suado mas abençoado. Mas é claro que havia também tempo e lugar às brincadeiras, vestidas de aventuras de índios e cow-boys, Robin dos Bosques, Tarzan ou Pequenos Vagabundos.

Passados todos estes anos, quase tudo mudou: Essas generosas leiras, de onde se arrancava parte da subsistência diária, estão agora transformadas em extensões de pinhais bravios onde apesar da beleza das amoras silvestres, que já começam a engordar e a pintar, os silvados são reis e senhores. Os carreiros, ainda vincados de outros tempos, são mais estreitos e submersos pela vegetação que cresce a seu belo prazer. Os regos sinuosos por onde passavam ligeiras as águas cantantes a caminho das regas, como veias caudalosas levando vida aos grossos e verdes milheirais, estão quase impraticáveis porque já ninguém os usa. As represas, esses regaços límpidos de águas de nascentes e minas, são uma pálida imagem de outros tempos e outras necessidades mas nelas ainda moram as rãs e sapos e à sombras da densa vegetação que as adornam, ainda namoram piscos, rouxinóis, pintassilgos, melros, gaios e pegas. Os moinhos, tocados pela força dessas abundantes águas, estão já em ruínas, sem telhados e esventrados na sua inutilidade e dá pena ver os rodízios podres pelo tempo, evocando outros dias e  noites em que incansáveis giravam afogados no infinito corropio da moagem dos consortes.

Mesmo assim, mesmo com toda esta dor de alma e de coração, faz-nos bem este regresso aos palcos da nossa meninice porque apesar desse entorpecimento e abandono das coisas e lugares, ainda é possível absorver muitas marcas de coisas imutáveis, como um velho muro, um velho carvalho, um aqueduto de água, a represa, o moinho, etç. Não é difícil adivinhar as mulheres a cantar pelos campos, alegres e distraídas; Ainda é possível sentir o cheiro morno da leiva da terra rasgada pela charrua puxada a bois nas frescas manhãs da Primavera na companhia das irrequietas alvéolas; Quase que sentimos o cheiro maduro das uvas e um mosto doce como banquete de abelhas e pássaros ou, mais cedo, uma aguarela de flores que hão-de brotar frutos.

Num desses sítios, um autêntico paraíso na terra, palco verde e fresco de uma sinfonia matinal de chilreios e de águas cantantes, estão já a decorrer obras de mais uma auto estrada, a A32 e tudo está já de pantanas e mesmo ao lado do velho moinho, onde tanta farinha vi nevar, mas agora em tristes ruínas, estão já a nascer pilares para um longo viaduto. É verdade que já não tem as frescas vides e sombras dos frondosos carvalhos e castanheiros como companhia, mas parace que vai descansar o resto dos dias á sombra do viaduto. Felizmente, mesmo à passagem do pogresso e dos caminhos de betão e asfalto, ainda há umas résteas de alguma sensibilidade e, sempre que se pode, preservam-se essas marcas de um tempo, de um povo e de um viver.

Já com o sol a brincar às escondidas por detrás dos pinhais do monte, volto costas e subo de regresso a casa, não muito longe, o que permite outros e constantes regressos, mas não deixo de pensar: – Meu Deus, o que te fizeram, vellhos sítios, o tempo e os homens!

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(clicar nas imagens para ampliar)

7/08/2010

Sabonete e pó-talco Bebex

 

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Já temos aqui falado de produtos de higiene íntima para bébés. Hoje trazemos à estampa um cartaz publicitário, do início dos anos 60, ao produto Bebex, na forma de talco, sabonete, óleo e creme.

Ressalta a particularidade de, possivelmente numa campanha, a marca oferecer máquinas fotográficas Brownie Starlet da Kodak, o que na altura seria um luxo ao alcance de poucos.

Seja como for, tenho memória do cartaz mas não do uso do produto e da marca. Desconheço também se ainda existirá no mercado, mas certamente que não até porque as referências ao produto são escassas ou mesmo inexistentes. Mas fica a memória a a típica imagem do bébé feliz nos braços (mãos) de sua mão babada e igualmente feliz.

 

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