7/27/2010

Salazar

 

Passam hoje 40 anos (27 de Julho de 1970) sobre a morte de António Oliveira Salazar, primeira figura do regime de ditadura que vigorou no nosso país até 25 de Abril de 1974.
Amado por uns e odiado por outros, teve, contudo, a virtude de estabilizar o país após o caos, guerra civil, anti-clericalismo e anarquia geral em que vegetava a jovem República de Afonso Costa e companhia , mas o apego ao poder num contexto de um regime fechado e repressivo, agravado pelo tumor da guerra do Ultramar, uma política de "orgulhosamente sós", contra os sinais sentidos pela sociedade e ignorando os apelos da comunidade internacional, foram os seus grandes pecados. Com a sua morte, precipitada dois anos antes, pelo famoso caso da queda da cadeira de lona no Forte de Santo António do Estoril, esperava-se uma nova oportunidade de democracia, com Marcello Caetano, seu sucessor, mas foi uma Primavera curta e o regime durou quase 7 anos mais.
Seja como for, quer se queira ou não, Salazar será sempre uma figura incontornável na História Portuguesa e apesar dos seus pecados, as suas virtudes ainda merecem a admiração e respeito de grande parte da nossa actual sociedade e talvez por isso foi o vencedor do Concurso "Os Grandes Portugueses", organizado pela RTP em 2007, merecendo quase metade do total das preferências de quem votou.


Quando criança, as memórias pessoais que tenho de Salazar, remontam aos livros escolares e ao seu retrato (que abaixo reproduzo) que, tal como o presidente da República de então (Américo Tomaz) figurava no meu livro de leitura da terceira classe.

 

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7/26/2010

Bronzeador Coppertone

 

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Hoje trago à memória o bronzeador Coppertone, uma marca inicialmente propriedade da Merck, que se fundiu recentemente com a Schering-Plough.

O Coppertone era popular já nos anos 50/60 e frequentemente era alvo de campanhas publicitárias, especialmente em revistas. Para além do primeiro cartaz acima publicado, ficou famoso o segundo, dos anos 50, com a imagem de um cãozito a puxar o calção de uma menina, expondo a diferença do bronzeado. Esta imagem mantém-se como ícone e símbolo da marca. Apesar disso, num contra ciclo, mas num período onde os temas da pedofilia têm tido grande destaque na sociedade moderna, a imagem original tem sido revista de modo a denunciar menos as nádegas da rapariguita.


Por não ser utilizador destes produtos, confesso (santa ignorância) que na actualidade desconheço se será ou não comercializado em Portugal, sendo que no Brasil, produzido pela Mantecorp, é muito popular.
Seja como for, o tempo é de praia e por estes dias excessivamente quentes, com Coppertone ou com outra marca qualquer, mais com protector do que bronzeador, importa sobretudo proteger a pele da radiação do sol, sobretudo de crianças e se possível, na sombra, debaixo do guarda-sol e evitando as horas mais perigosas (11/16). Todos os cuidados são poucos.

7/23/2010

NIVEA Creme

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- Cartaz publicitário de meados dos anos 60.

O creme hidratante NIVEA é um produto e uma marca reconhecida em todo o mundo e a sua popularidade advém da sua qualidade e intemporalidade.
A sua História é riquíssima e interessante e revela-nos um percurso de sucesso.
Aquela latinha azul (que até começou por ser amarela) com um creme branco e perfumado, provavelmente em todo o mundo existe em cada casa. 
 
Para além  de tudo o que se possa dizer sobre a NIVEA, há uma imagem que desde os anos 60 ficou associada à marca, quando esta introduziu no mercado as famosas bolas NIVEA, de tamanho generoso e de cor azul ultramarino, e que faziam a delícia  nas brincadeiras de praia. Por outro lado, na versão gigante, colocada num suporte em muitas das nossas praias, tornaram-se pontos referência e de encontro de namorados e essa imagem, que nos remete ao tempo de férias, praia e mar, faz parte indelével do mais grato imaginário de muitos de nós.
A NIVEA é uma das mais populares marcas propriedade da Beiersdorf.


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7/22/2010

Jaime Pacheco – 22/07/1958

 

Jaime Pacheco, conhecido pela sua carismática carreira como jogador e treinador de futebol, faz hoje 52 anos, já que nasceu em Paredes, em 22 de Julho de 1958.


Como futebolista jogou no F.C. do Porto - 1980/1984 (onde mais se notabilizou); Sporting - 1984/1986; de novo no F.C. Porto - 1986/1989; V. Setúbal - 1989/1991; Paços de Ferreira - 1991/1993; Sporting de Braga - 1993/1994.


Como treinador, o seu feito maior foi a conquista do Campeonato Nacional (I Liga) pelo Boavista F.C., em 2000/2001, mas nessa função, antes e depois, esteve ao serviço de muitos outros clubes, como o Paços de Ferreira, Rio Ave, União de Lamas, Vitória de Guimarães e Belenenses e ainda o Mallorca - Espanha e Al-Shabab, da Arábia Saudita.

De Jaime Pacheco, para além da característica e precoce careca, ainda enquanto jogador, é conhecido o seu carisma, sobretudo o seu discurso muito directo para além da sua intrínseca qualidade e que fez dele um excelente futebolista, tanto nos clubes por onde passou como também na Selecção Nacional, onde foi Internacional A por 25 vezes, onde se destaca a sua participação no Campeonato da Europa – França 84 e Campeonato do Mundo – México 86 (de má memória com o caso “Saltillo”).

Pela sua frontalidade, por vezes excessiva e incómoda, se calhar passou ao lado de uma carreira num dos “três grandes”, nomeadamente no F.C. do Porto, pelas raízes da sua ligação, mas demonstrou sempre ser um homem vertical, sem estômago para determinadas situações tão características e recambolescas do nosso futebol, sobretudo ao nível do dirigismo.

Por tudo o que representou e representa, deixamos aqui um simples tributo ao Jaime Pacheco, com a colagem de diversos cromos, dispersos pelas diferentes equipas e épocas, incluindo da Selecção Nacional.

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7/21/2010

Colgate - Dentífrico

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Cartaz publicitário de 1961, apresentando o dentífrico Colgate, na altura do seu lançamento em Portugal. Esta marca, a par da Pepsodent, serão certamente as marcas mais populares e usadas pelos consumidores portugueses desde a sua introdução no nosso mercado.

Por essa altura recordo-me que aos poucos os dentífricos, vulgo pasta de dentes, começavam a fazar parte da higiene oral no quotidiano das pessoas o que até ali nem sempre acontecia nomeadamente em ambientes de aldeias interiores. É claro que, recorrendo-se a produtos naturais, existia sempre alguma higiene. Por exemplo, mesmo sem a popularidade dos dentífricos, frequentemente era usada cinza da lareira para esfregar os dentes, o que resultava muito bem pois a cinza é um abrasivo macio. Também se utilizavam certas plantas.

Por outro lado, sendo certo que a medicina dentária estava muito pouco implantada, e quando havia necessidade de extrair um dente por vezes era o barbeiro da aldeia a fazer o papel de carrasco, mas também é verdade que de um modo geral as pessoas tinham uma alimentação mais saudável, sem as lambarices modernas repletas de açúcar, e isso reflectia-se na saúde dos dentes. Pelo contrário, existindo hoje bons dentistas e gabinetes odontológicos quase em cada esquina, também é verdade que estão quase sempre repletos de pessoas com problemas diversos, sendo por isso actividades muito rentáveis.

A História da marca:

1783
Recuemos, então, até 1783, ano do nascimento de William Colgate.
Nessa época, o sabão era feito em casa e sê-lo-ia ainda durante bastante tempo. Mas, este jovem norte-americano tinha visão para o negócio e, em 1806, com apenas 23 anos, estabeleceu-se com um pequeno negócio de sabões, goma e velas, na ilha de Manhattan, em Nova Iorque. Decidido a fabricar e a comercializar artigos até então tradicionalmente feitos em casa, William apostou forte na grande qualidade e baixo preço do produto, fórmula certa para a conquista das consumidoras.
1817
Apercebendo-se da importância, cada vez maior, da publicidade, na comercialização dos produtos, cedo começou a sua propaganda em jornais e cartazes espalhados pelas ruas de Nova Iorque (1817).
1847
Devido à expansão do negócio, William mandou construir uma fábrica em Jersey City (1847), onde passaram a ser fabricados todos os produtos.
A morte de William Colgate, dez anos mais tarde, não afectou o negócio, passando a companhia a ser administrada por alguns dos seus familiares e associados.
1872 - 1898
Em 1872, foi lançado no mercado o sabonete "Cashmere Bouquet", o primeiro grande êxito comercial dos produtos Colgate, seguido, em 1873, pelo aromático creme dentífrico Colgate, embalado em boiões.
Em 1896, este creme dentrífico tornou-se no primeiro a ser embalado em tubos flexíveis, semelhantes aos actuais.
Nesse mesmo ano, foi estabelecido o primeiro laboratório de pesquisa Colgate.
Em 1898, foi introduzido no mercado o sabonete Palmolive (feito à base de óleos de oliva e palma), produzido pela B.J. Johnson Soap Company, mais tarde chamada Palmolive Company, devido ao êxito alcançado pelo sabonete do mesmo nome.
1913 - 1923
Em 1913, realizou-se a primeira exportação de sabão para Inglaterra, a partir da fábrica Colgate, em Toronto (Canadá). De tal forma a produção da companhia aumentou nos Estados Unidos, que se tornou necessária a construção de novas fábricas e a compra de outras, para remodelação.
Em 1923, foi construída uma fábrica em Sydney (Austrália).
1924
Em 1924, os produtos da Companhia foram, pela primeira vez, fabricados na Europa (Paris).
1928 - 1929
Em 1928 a Colgate Company associou-se à Palmolive Company. A fusão destas duas grandes companhias permitiu, não só, que ultrapassassem com sucesso a grande depressão económica de 1929, mas também que continuassem a sua expansão, contrariamente a grande quantidade de outras fábricas, obrigadas a fechar.
1937
Em 1937, foi iniciada a produção de detergentes.
1953 - 1956
Em 1953, a companhia adoptou o nome actual de Colgate Palmolive Company e, em 1956, mudou a sede para New York City.
1976
Em 1976, adquiriu a Hill's Pet Products, iniciando-se num ramo completamente novo: comida para animais de estimação.
A Companhia manteve sempre o mesmo ritmo, o que levou à continuação da aquisição de fábricas e marcas e ao lançamento no mercado de produtos cada vez mais dinâmicos, inovadores e competitivos.
Presentemente
Presentemente, a Colgate-Palmolive Company, produz e comercializa produtos que vão desde os de limpeza caseira (detergentes para a loiça e lava-tudo, lixívias, esfregões, detergentes para a roupa delicada, amaciadores, etc.), aos produtos de higiene pessoal e oral (sabonetes, gels de banho, shampoos, desodorizantes, pastas e escovas de dentes, linha para homem, etc.) e produtos para animais, tendo subsidiárias em cerca de 75 países, nos cinco continentes.
Produz detergentes para todo o tipo de lavagens, desde a vulgar barra de sabão das ilhas do Pacífico (onde a roupa ainda é lavada à mão nas águas do rio), aos amaciadores utilizados nas nossas máquinas de lavar e comercializa as suas marcas em mais de uma centena de países.
As fábricas, vão desde as instaladas na China e em África, onde a maior parte do trabalho efectuado é manual, até à moderna fábrica de Ohio, nos Estados Unidos, totalmente operada por computador.
A Colgate-Palmolive em Portugal
E depois desta viagem pela Colgate-Palmolive Internacional, chegou o momento de sabermos um pouco sobre a Colgate-Palmolive em Portugal.
1959
A Colgate-Palmolive inicia a sua actividade em Portugal com os dentífricos Colgate e os sabonetes e produtos para a barba Palmolive. A distribuição era subcontratada e o escritório comercial situava-se em Lisboa.
1961
É realizado um contrato com a SNS - Sociedade Nacional de Sabões, para a produção dos sabonetes Palmolive. O dentífrico Colgate e os produtos para a barba Palmolive são produzidos pela Colgate-Palmolive em linhas instaladas na antiga fábrica da SNS em Marvila.
Anos 60-70
O sucesso inicial foi tão grande, que permitiu o lançamento de novos produtos, com uma frequência quase anual: dentífrico Colgate (1961), creme de barbear Palmolive em bisnaga e sabonete Cadum(1962), pó de limpeza Ajax (1963), escova de dentes Colgate (1964), dentífrico Colgate Flúor e esfregão Bravo (1965), shampoo Palmolive (1967), after-shave Palmolive (1968), limpa-vidros Ajax (1970) e limpa-tudo Ajax (1971).
1972
É inaugurada uma fábrica em Queluz de Baixo, para onde passou a produção da maioria dos nossos produtos.
1976
Investimento numa moderna máquina de injecção de plásticos, para produção dos frascos, o que permitiu a integração vertical do nosso processo fabril.
1980
É inaugurada a nova sede da empresa, também em Queluz de Baixo. As instalações passam também a servir como centro de distribuição dos nossos produtos.
1973-1990
Lançamentos de novos produtos continuaram com o Soflan (1973), a espuma de barbear em aerosol Palmolive (1974), o dentífrico Dentagard e o creme amaciador Palmolive (1982), o dentífrico Colgate Gel (1984), o lava-tudo Fabuloso (1986) e o dentífrico Colgate Júnior (1989).
1990
Em 1990 a Colgate Palmolive adquiriu à Quimigal, S.A. o grupo Unisol , um dos maiores na área de produtos de consumo em Portugal.
A Unisol trouxe para a Colgate importantes marcas locais como o lava-loiça Super Pop, a lixívia Javisol, e os produtos de higiene pessoal Festa, Feno, Pigal e Vert Sauvage.
1990-1992
Concentração das operações fabris no Sobralinho em Vila Franca de Xira e das comerciais nos escritórios em Queluz de Baixo.
Profunda reestruturação fabril iniciando-se a produção centralizada de líquidos para Portugal e Espanha no Sobralinho, após o fecho das fábricas de Alovera em Espanha e Queluz de Baixo em Portugal.
1992-1993
Construção e início de funcionamento de um moderno armazém de distribuição semi automático e consequente centralização das operações de distribuição no Sobralinho.

[fonte]

7/20/2010

Chegada do Homem à Lua

Passam hoje 41 anos (20 de Julho de 1969) sobre a primeira chegada do Homem à Lua. Foi pela missão Apollo 11, integrada pelos astronautas norte-americanos, Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins.
Para além da Apollo 11, mais 5 missões tiveram êxito e ao todo 12 astronautas norte-americanos tiveram o raro privilégio de pisar o solo lunar.
Tal como proferiu Neil Armstrong no momento histórico (pelos vistos de forma ensaiada e não espontânea), tratava-se de "um pequeno passo para o Homem mas um grande salto para a Humanidade".
Decorrido todo este tempo, e apesar do sucesso de outras missões posteriores à Apollo 11, e apesar da importância do assunto para os rivais na corrida espacial, a União Soviética (URSS), a verdade é que ainda vão ganhando adeptos algumas teorias de fraude, defendendo e tentando provar que tudo o que foi divulgado à volta da 1ª chegada do Homem à Lua foi forjado algures num deserto dos Estados Unidos.
Quanto ao dia propriamente dito, era criança mas recordo-me do acompanhamento dado pela RTP, em plena era do preto-e-branco. Segui o assunto com a curiosidade e fascínio próprios da idade e à noite não evitava ir à rua e olhar de boca aberta para o céu nocturno, tentando, em vão, ver os astronautas a passearem na Lua, aos saltinhos nos seus fatos espaciais.

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