12/09/2010

Philishave – Barbear memórias

 

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Cartaz pubicitário, de 1973, à conhecida Philishave, porventura sinónimo de máquinas de barbear eléctricas.

Recordo-me que a primeira vez que tomei contacto com uma destas máquinas da multinacional holandesa Philips, foi precisamente em final dos anos 70, um presente (talvez de Natal) oferecido a meu pai por parte de um meu primo, então emigrado em França. É claro que o meu pai, daqueles habituados a fazer a barba semanalmente no barbeiro da aldeia, com os pés num manto de caracóis e madeixas, não se adaptou de todo à geringonça pelo que a máquina acabou por ser experimentada por mim e meu irmão mais velho, mas nem mesmo assim a coisa pegou, porque exigia a limpeza no final da “ceifa” para além de que a sensação na pele pouco habituada não era a mais agradável.  Resultado: A máquina foi encostada às boxes. trinta anos mais tarde, já com o meu avô materno doente e acamado, fiquei incumbido de aos domingos lhe escanhoar a cara pelo que perante a dificuldade dos movimentos de um doente, acabei por me socorrer da dita máquina. Essa tarefa durou quase um ano e depois, pelas leis da vida, deixou de ser necessária. O último barbear, contudo, já com o rosto frio da morte, teve que ser da forma mais tradicional, com lámina e a velha máquina foi poupada pelo menos a essa dura tarefa.

A Philishave está-me assim associada a recordações indeléveis e até marcantes. Por vezes os objectos têm esta matriz e é neles que balança muitas das nossas nostalgias de outros tempos. A ter em conta o slogan do cartaz publicitário, no meu caso nem todas as barbas foram felizes.

12/07/2010

Postais de Natal - III

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Ao longo deste mês de Dezembro, iremos publicando por aqui alguns simples postais de Natal, de nossa autoria. Serão assim uma espécie de decoração festiva, um alegre tempo do Advento em que se impregna o blog de um clima de espírito natalício.


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12/05/2010

Arthur and the Square Knights of the Round

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Quem não se lembra da série de animação "Arthur and the Square Knights of the Round" ?
Trata-se de uma série de 35 episódios de cerca de 25 minutos cada, produzidos em 1966 pela australiana "Five Arrows Films".

É uma alegre paródia à volta da popular lenda do Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda com os nomes do próprio Rei Artur,  a raínha Guinevere, o cavaleiro Lancelot, o mágico Merlin, o sempre desastrado Cavaleiro Negro, a feiticieira Morgana e outras divertidas personagens.

Não tenho informações quanto ao ano da primeira exibição da série na RTP, mas pessoalmente recordo-me de a ver na primeira metade dos anos 80, portanto na era da RTP a cores.
Adorava a série e as trapalhadas do dia-a-dia de Camelot, o reino de Arthur, talvez pelo universo e cenário tão dados a aventuras como é a Idade Média e que muitas vezes foram pretexto e argumento das minhas brincadeiras de criança.

Para recordar, fica abaixo o clip do vídeo de abertura da série, um pouco dentro do estilo da produtora norte-america, Hanna Barbera, referente a outras grandes séries de referência na animação como The Fintstones, The Roman Holidays e muitas outras.

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12/04/2010

O Rapaz do Elefante – Elephant Boy

 

Voltamos à memória das séries de TV da nossa infância:

Em 1974, a RTP transmitia a série de televisão "O Rapaz do Elefante", no original "Elephant Boy".
Uma série do género de aventuras, dirigida particularmente ao público infanto-juvenil, uma co-produção autraliana-francesa-alemã, em 1973, com 26 episódios de cerca de 25 minutos cada.
A série foi baseada na obra do escritor Rudyard Kipling “O livro da selva”, nomeadamente o capítulo “Toumai of the elephants”, que de resto, uns anos antes (1937) já havia dado origem a um filme, como o mesmo nome desta série.
”O Rapaz do Elefante”, com cenário no coração da Índia (foi no entanto filmada no Sri Lanka), narra-nos as aventuras de um jovem rapaz de 12 anos, Toumai, o seu pequeno irmão Ranjit, órfãos, e a sua amizade com o elefante indiano Kala Nag. Toumai vive numa reserva da selva e as histórias resumem-se ao confronto dos interesses e problemas entre o dono do território e do elefante, e a preservação e defesa dos animais da selva e dos seus habitats.

Esta série integra-se na linha de outras séries da época igualmente populares, como Dektari e Skkipy.

Intérpretes e personagens:

Esram Jayasinghe : Toomaï
Peter Gwynne : Madison
Peter Ragell : Ranjit
Isobel Black : Kay Stevens
Margot Léonard : Mme Weiner
Uwe Friedrichsen : Karl Bergen
Janet Kingsbury : Suzanne Fraison
Kevin Miles: Prince Paddam
Ric Hutton : Colonel Shannon

Como seria de esperar, apesar da série nos anos da sua exibição em Portugal ter sido muito popular, entre nós dela restaram poucas ou nenhumas referências. Neste aspecto, somos muito pobres.

Na França e Alemanha, países co-produtores, a série também foi muito popular e ainda hoje se encontra no mercado de DVD´s.

 

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