3/02/2011
Belas pernas com meia-calça C.D.
3/01/2011
Maizena – Uma longa história
2/27/2011
Tabuada de Multiplicar - Livrinho
A tabuada de multiplicar, uma das bases da aritmética que tão diligentemente se ensinava e aprendia nos meus tempos de escola.
2/26/2011
Primeiro Livro da Infância
Hoje trazemos à memória o “Primeiro Livro da Infância”, sitema legográfico de leitura inicial, de autoria de Augusto Gomes de Oliveira, com distribuição por Domingos Barreira - Editor e Livraria Simões Lopes.
O livro em questão é da 12ª edição, do ano de 1939 e estava inserido na Campanha Nacional Contra o Analfabetismo. É um livro muito interessante e bem estruturado, com os passos necessários à aprendizagem da leitura e escrita.
Este exemplar em particular, está muito bem conservado, apesar do amarelado do tempo.
Não deixa de ser curiosa a nota introdutória do autor à edição:
“Mais uma edição; mais um triunfo na gloriosa e extenuante luta em prol da criança. E se é certo que os lucros materiais por nós auferidos têm sido nulos, também, é verdade que, a satisfação moral resultante da nossa obra a favor do ensino é para nós a melhor recompensa.”
Esta mensagem soa de facto a desactualizada, pois hoje em dia o negócio dos livros escolares é tudo menos “…um triunfo na gloriosa e extenuante luta em prol da criança".” Hoje faz-se tudo por lucro e a criança e o ensino em si mesmos são apenas um meio.
Por outro lado, com a actual crise no ensino e na educação, que de modo especial afecta a classe dos professores, pressionados, nada dignificados e muito desautorizados nos aspectos do exercício da disciplina e respeito, estamos em crer que sobra pouca “...satisfação moral”.
Sinais dos tempos. Afinal, passam já mais de 70 anos sobre a edição do livro e de todos quantos por ele aprenderam poucos já estarão entre nós, o que não deixa de ser comovente pensar-se que um velhinho de 78 anos aprendeu as primeiras letras por este belo e intemporal livo.
2/20/2011
Bandeira de Portugal
(clicar para ampliar)
PORTUGAL
Minha terra, quem me dera
Ser humilde lavrador,
Ter o pão de cada dia,
Ter a graça do senhor!
Cavar-te por minhas mãos,
Com caridade e amor.Minha terra, quem me dera
Ser um poeta afamado,
Ter a sina de Camões,
Andar em naus embarcado,
Mostrar às outras nações
Portugal alevantado.
António Correia de Oliveira
2/17/2011
Fantasma – O Espírito que caminha
Completam-se hoje 75 anos (17 de Fevereiro de 1936) que o herói de Banda Desenhada, conhecido e popularizado entre nós como “O Fantasma”, apareceu pela primeira vez, com publicação, em tiras, no jornal “New Yorker American Journal”, o que passou a fazer-se diariamente.
Em Portugal o herói deu à costa editorial em 1952, quase duas décadas depois, publicado na clássica revista de Banda Desenhada “Condor”. Seria, no entanto, popularizado sobretudo na revista “Mundo de Aventuras”, onde era presença mais ou menos assídua, quase sempre com belas capas do artista Carlos Alberto Silva. Apesar disso, o Fantasma e as suas aventuras encheram páginas de outras conhecidas publicações portuguesas, como o “Jornal do Cuto”, “Audácia”, Heróis Inesquecíveis” e outras mais.
Pessoalmente, temos vários números de várias colecções.
O Fantasma terá sido uma espécie de advento e percursor dos super-heróis “de pijama e collants”, já que a sua característica indumentária foi uma espécie de matriz para futuros heróis, sobretudo do universo da Marvel, realçando o aspecto físico e os movimentos na acção.
O Fantasma, conhecido como “o espírito que caminha” e “o homem que nunca morre”, tinha o palco da sua acção e aventuras numa selva africana, mais ou menos imaginária, chamada de Bengala, e tinha o seu refúgio numa caverna com a entrada em forma de caveira, de resto também a marca do seu famoso anel com que marcava o rosto dos bandidos e fora-da-lei que combatia numa luta interminável, quase sempre ao lado da sua bela namorada Diana Palmer (com a qual chegou a casar), o seu cavalo “Herói”, o seu cão “Diabo” e outros mais.
O Fantasma nasceu da inspiração de Lee Falk, “pai” do não menos famoso mágico do mundo da Banda Desenhada, “Mandrake” e o desenhador Sy Barry, que deu continuidade ao trabalho anterior de Ray Moore e Wilson McCoy, terá sido, quanto a nós, o que lhe imprimiu o seu traço mais característico. Na actualidade, rezam as crónicas que o trabalho criativo das tiras diárias do herói está a cargo de Paul Ryan.
O Fantasma é assim muito justamente, um dos muitos heróis fantásticos que povoaram o nosso imaginário de crianças e apesar da provecta idade, que afinal não faz mossa para quem se diz ser “imortal”, continua a sua infindável missão de combater os maus e estar ao serviço dos fracos e oprimidos, mesmo que continue a sua aura de mistério ou não fosse conhecido por Fantasma.
Faz falta um herói destes na selva da nossa sociedade portuguesa e não faltariam criminosos a precisar de ser marcados.
Do nosso espólio, ficam algumas das capas consagradas ao Fantasma.
- Excelente sítio que nos fala do “Fantasma”
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