6/02/2011

Folhas de pais – Educação

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Quem pelos princípios dos anos 70 frequentava a catequese da igreja católica, em cada aula recebia uma folha dobrada a meio, portanto com 4 páginas, a que se chamava "Folhas de Pais". Destinavam-se a ser entregues pela criança a seus pais, para estes tomarem noção do assunto da aula. Servia simultaneamente para pontos de reflexão e de interacção entre os pais e filhos sobre o assunto de cada lição..

Estas folhinhas, que coleccionei, num total de 24, impressas a duas cores (preto e laranja), para além dos textos, diferenciavam-se pelos diferentes desenhos que ilustravam a página de rosto, que por sua vez eram ilustrações retiradas de diferentes catecismos da época e anteriores, nomeadamente do Catecismo Nacional - Volume I, ilustrado por Laura Costa, do qual já fizemos referência.

Numa altura em que voltou à discussão pública a questão da violência entre crianças e adolescentes, com o caso da agressão selvática e desproporcional a uma rapariga de 14 anos, em Lisboa, não deixa de ser oportuno tecer algumas considerações sobre a forma como estamos, ou não, a educar os nossos filhos. Sem grandes delongas, considero que estamos apenas a colher os frutos que temos semeado.

A propósito de desculpas de preconceitos, de liberdades e garantias, fomos abandonando uma série de valores cívicos e morais em detrimento do facilitismo, do relaxamento, do deixa-andar. Na escola, outrora uma instituição de ensino mas também de educação, o que não são a mesma coisa, retirou-se a dignidade aos professores e com ela a autoridade. Conceitos e valores como disciplina, rigor e dever, tornaram-se obsoletos, retrógados, tudo em nome da liberdade. Não educamos, não disciplinamos nem deixamos que o façam por nós. Um ralhete de um professor mais ousado ao nosso filhinho e vamos logo de peito feito, com ar de ruins, a exigir satisfações e a reclamar castigo disciplinar para o professor.

Soa assim a hipocrisia que alguém ainda se indigne com estes casos que se vão multiplicando, quando em rigor pouco ou nada se tem feito para a educação alicerçada no adequado equilíbrio entre os direitos e os deveres, entre a liberdade e a disciplina. Mesmo o facto de alguns dos intervenientes no caso referido terem ficado em prisão preventiva, só demonstra que esta nossa sociedade e a sua Justiça, dançam de acordo com a música e, sendo merecida a medida de coacção, só se contradiz em situações igualmente graves e que não dão em nada, e após cada crime, o criminoso volta a ter a liberdade para retomar o crime como honrado e insuspeito cidadão de uma qualquer república das bananas.

Sendo assim, é lamentável, claro que é, mas, relembro, só estamos a colher o que semeamos e nesta nossa seara temos andado apenas a semear joio porque, convenhamos, semear, tratar e colher bom trigo exige canseiras, sacrifícios, rigor e disciplina, virtudes que há muito deixamos de ter.

5/26/2011

5/20/2011

Rendas de prateleiras e louceiros

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Uma das memórias do meu tempo de meninice que tenho bem viva  lá de casa, é o uso de umas tiras de papel colorido que se compravam na mercearia para com elas se decorar as toscas prateleiras da cozinha e mesmo os louceiros. São por isso conhecidas popularmente por papel de prateleira. Era uma prática muito corrente nas cozinhas da aldeia.

Estas folhas, normalmente com dimensões  aproximadas de 15 cm de largura por 60 cm de comprimento eram de papel fino, estampadas com motivos mais ou menos coloridos, em padrões repetidos ou mesmo em quadros diferentes. Havia-os com motivos florais, vegetais, animais, sobretudo pássaros, e mesmo cenas do quotidiano ou os mais temáticos como os alusivos ao Natal e Páscoa. Monocromáticos, a duas ou mais cores, quase sempre em cores planas. Os desenhos ou padrões eram de autores anónimos mas por vezes com muita qualidade artística.

Estas tiras de papel eram frequentemente coladas aos topos das prateleiras com cola fabricada com farinha-triga ou mesmo com pioneses, quando se vulgarizaram ou alfinetes, quando não com pregos finos. Na montagem procurava-se sobrepor o papel de modo a dar continuidade natural ao padrão. Duravam até durar sendo normalmente substituídos em contextos de festas na casa ou nas quadras festivas sobretudo no Natal e Páscoa.

É claro que apesar da simplicidade da coisa, em contextos de pobreza essas tiras por vezes eram fabricadas com folhas de jornal fazendo-se um corte à tesoura em zig-zag ou ondulado. Ah pois, em casa com dificuldades nas economias a necessidade aguçava o engenho e os aspectos decorativos perdiam sempre face às necessidades do corpo.

5/19/2011

Cadernos Escolares – Pop-Troup


Quem se recorda dos cadernos escolares referentes à série "Pop-Troup"? Os "Pop-Troup" são um grupo de oito crianças, cada uma com determinadas características; São a Lita Quiducha, a Lili Pop, o Três Vinte Sete, o Quim Cantiga, o Tó Fisga, a Xana, o Chico Serenata e o Zé Paixão.
Esta série é uma das emblemáticas edições da Ambar, produzida nos anos 70 e que muito alegraram os nossos dias de escola.
Esta colecção de cadernos, de algum modo traz-nos à memória outra fantástica colecção, a da "Família Pituxa", aqui já recordada.











5/16/2011

Caminhai na minha presença – Catecismo do 1º ano de catequese

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Em 7 de Fevereiro de 2010, trouxe aqui à memória um dos emblemáticos catecismos, referente à segunda classe da catequese, "Vós sereis o meu povo", publicado em 1970, por isso utilizado por essa altura.
Hoje, e deveria ter sido ao contrário, trouxe o seu "irmão", o volume da primeira classe, “Caminhai na minha presença”,, publicado na mesma data, com o mesmo formato, grafismo e orientação.

Estou certo que estes dois volumes estarão na memória de muitos quantos por essa época frequentavam a Catequese da Igreja Católica.
Sabe bem recordar.


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5/14/2011

Cerveja Marina

 

Rezam algumas crónicas que a cerveja Marina começou a ser produzida em 1967, em Loulé, pela Fábrica Imperial que uns anos mais tarde deu lugar à Unicer.
A produção desta mítica marca de cerveja cessou em 1982, em detrimento do alargamento da produção e distribuição da marca Cristal.
Em 2005 a Marina foi pegada e lançada pela Sonae, como marca própria embora produzida pela Unicer. Não consegui confirmar esta situação ou mesmo se na actualidade ainda continua a ser produzida.


De todo o modo, a Marina é uma marca que faz parte do nosso universo de memórias e recordações de tempos passados. Podemos não ter presente o seu característico sabor, mas recordamos os muitos momentos refrescantes numa qualquer esplanada à beira-mar na companhia dos imprescindíveis tremoços.

 

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