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Folhas de pais – Educação

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Quem pelos princípios dos anos 70 frequentava a catequese da igreja católica, em cada aula recebia uma folha dobrada a meio, portanto com 4 páginas, a que se chamava "Folhas de Pais". Destinavam-se a ser entregues pela criança a seus pais, para estes tomarem noção do assunto da aula. Servia simultaneamente para pontos de reflexão e de interacção entre os pais e filhos sobre o assunto de cada lição..

Estas folhinhas, que coleccionei, num total de 24, impressas a duas cores (preto e laranja), para além dos textos, diferenciavam-se pelos diferentes desenhos que ilustravam a página de rosto, que por sua vez eram ilustrações retiradas de diferentes catecismos da época e anteriores, nomeadamente do Catecismo Nacional - Volume I, ilustrado por Laura Costa, do qual já fizemos referência.

Numa altura em que voltou à discussão pública a questão da violência entre crianças e adolescentes, com o caso da agressão selvática e desproporcional a uma rapariga de 14 anos, em Lisboa, não deixa de ser oportuno tecer algumas considerações sobre a forma como estamos, ou não, a educar os nossos filhos. Sem grandes delongas, considero que estamos apenas a colher os frutos que temos semeado.

A propósito de desculpas de preconceitos, de liberdades e garantias, fomos abandonando uma série de valores cívicos e morais em detrimento do facilitismo, do relaxamento, do deixa-andar. Na escola, outrora uma instituição de ensino mas também de educação, o que não são a mesma coisa, retirou-se a dignidade aos professores e com ela a autoridade. Conceitos e valores como disciplina, rigor e dever, tornaram-se obsoletos, retrógados, tudo em nome da liberdade. Não educamos, não disciplinamos nem deixamos que o façam por nós. Um ralhete de um professor mais ousado ao nosso filhinho e vamos logo de peito feito, com ar de ruins, a exigir satisfações e a reclamar castigo disciplinar para o professor.

Soa assim a hipocrisia que alguém ainda se indigne com estes casos que se vão multiplicando, quando em rigor pouco ou nada se tem feito para a educação alicerçada no adequado equilíbrio entre os direitos e os deveres, entre a liberdade e a disciplina. Mesmo o facto de alguns dos intervenientes no caso referido terem ficado em prisão preventiva, só demonstra que esta nossa sociedade e a sua Justiça, dançam de acordo com a música e, sendo merecida a medida de coacção, só se contradiz em situações igualmente graves e que não dão em nada, e após cada crime, o criminoso volta a ter a liberdade para retomar o crime como honrado e insuspeito cidadão de uma qualquer república das bananas.

Sendo assim, é lamentável, claro que é, mas, relembro, só estamos a colher o que semeamos e nesta nossa seara temos andado apenas a semear joio porque, convenhamos, semear, tratar e colher bom trigo exige canseiras, sacrifícios, rigor e disciplina, virtudes que há muito deixamos de ter.

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