8/29/2011
Leite Pasteurizado – C.P.L.L.
8/28/2011
Hotel Rural Quinta de Novais - Arouca
Ainda em ritmo de férias, o Santa Nostalgia tem andado molengão, logo pouco actualizado.
Mas as férias, apesar de curtas e pobres pelas condicionantes de um país que se arrasta em crise (embora esta não pareça afectar muita gente), devem ser precisamente um clique no botão do abrandamento, o levantar o pé do acelerador, o desligar de algumas rotinas.
Por nossa parte, fugimos do litoral como o diabo da cruz e preferimos o sossego de zonas mais interiores, mesmo que não distantes. Neste contexto, por estes dias, mesmo a curta distância, fomos pernoitar num ninho acolhedor e tranquilo chamado Hotel Rural Quinta de Novais.
Localizado a cinco minutos do centro da bela vila de Arouca, na freguesia de Santa Eulália, o Quinta de Novais surpreendeu pelo encanto do lugar, pela harmonia dos espaços e da arquitectura onde o rústico das alvenarias de pedra, telhados e cornijas, se conjuga com o moderno, na forma da amplos envidraçados em estrutura de ferro, mas, sobretudo, o sossego e tranquilidade que envolvem o local com uma exuberante e frondosa manta de carvalhos, plátanos e castanheiros que dominam a encosta disposta em socalcos até ao fundo do vale onde a ribeira corre entre viçosos campos de milho.
O hotel dispõe de uma apetecível piscina, jacuzzi, ginásio e um campo de mini-golfe, e espaços envolventes que convidam a uma caminhada ao som dos pássaros, da folhagem e da água. São 16 quartos e uma casa em que esta é adequada a uma família ou a um grupo de casais.
A simpatia é a palavra de ordem, desde o gerente Sr. Henrique e esposa, até aos funcionários, solícitos e competentes.
O restaurante oferece qualidade no serviço e pratos bem elaborados onde primam a inevitável vitela arouquesa e o cabrito da serra da Freita mas também um soberbo bacalhau com broa.
A carta de vinhos é adequada. A entrada sugerida é um sortido equilibrado de sabores e texturas. As sobremesas são fantásticas de onde destacamos as Fritas de Maçã.
O pequeno almoço em buffet, sem ser extravagante, é equilibrado e suficiente de onde se realça o excelente sumo natural de laranja.
O restaurante tem uma mais valia que é a de estar aberto ao público em geral, portanto acessível a quem não está hospedado.
Para quem conhece Arouca e o concelho, não importa estar a ensinar o padra-nosso ao vigário, mas para quem vem de fora e pouco conhece, há um vasto leque de pontos de interesse desde monumentos, de onde se destaca o inevitável Convento, mas sobretudo a invejável diversidade paisagística e geológica, que de resto justifica o estatuto de Geoparque. Os vales dos rios Paiva, Arda e Caima, a serra da Freita, suas encostas abruptas e seu planalto, os testemunhos das minas de volfrâmio de Rio de Frades e Regoufe, as aldeias típicas de Drave, Covelo de Paivô, Meitriz e muitas outras. A gastronomia onde a a carne de vitela arouquesa é raínha, é também por si só um motivo de procura de muitos e bons restaurantes do concelho.
É verdade que ainda falta melhorar alguns acessos centrais para que seja mais fácil chegar a Arouca (falta sobretudo a ligação rápida Arouca-Santa Maria da Feira, em projecto há vários anos). Quando essa via rápida for concretizada (está executada apenas uma parte) será fácil o acesso a partir do IC2, da A1 ou mesmo da A32, em fase final de execução e que em conjunção com a A41 permitirá uma excelente e rápida ligação à zona litoral e exterior ao Grande Porto.
Seja como for, gostamos desta escapadinha e da passagem pelo Hotel Rural de Quinta de Novais pelo que, obviamente, recomenda-se.
8/24/2011
Crise? Qual crise?
Os tempos são de crise!
Dizem-nos todos os dias e os cortes nas depesas e o aumento impiedoso dos impostos reiteram esta realidade. As empresas encerram e engrossa o número de desempregados.
Todavia, desconfia-se que as pessoas, os portugueses, claro está, ainda não adequaram o seu comportamento à crise pelo que o anúncio da mesma em certo sentido torna-se ridículo.
Vejamos: Apesar de dizerem que o consumo baixou, por estes tempos os restaurantes e os bares estão repletos, as estradas pejadas de automóveis e os centros comerciais inundados de gente. Continua-se a ir de férias para o Algarve ou para o estrangeiro. Os hotéis não se têm queixado.
Mesmo os vários festivais de Verão, um pouco por todo o país, abarrotaram de gente mais nova. Ora sendo que o grosso dos jovens é da classe estudante, pergunta-se de onde virá o dinheiro para suportar tanta farra? Mesmo admitindo que dormem ao relento, onde vem o dinheiro para os transportes, para os telélés, para as muitas bejecas, para a comida, para os bilhetes? Muitos deles no desemprego e outros sem receitas porque estudam, quiçá recorrendo a bolsas de estudo (estas cada vez mais magras), de onde virá o dinheiro? Dos papás? Do céu?
Não, meus senhores, a crise, por enquanto ainda não se faz sentir e por isso quase todos ainda gozam à grande e à francesa.
É possível que a crise ainda esteja nos preliminares mas não tardará a ejaculação e então depois é que o país, terminado o êxtase, cairá em si.
Crise? Qual crise?
8/23/2011
Vestuário – Roupas dos anos 60 - XXI
Modelos de vestuário feminino divulgado em revista da especialidade no Outono de 1961.
(clicar nas imagens para ampliar)
8/21/2011
Festa da Senhora D´Agonia
Estive ontem em Viana do Castelo, no segundo dia das Festas da Senhora D´ Agonia.
Comparativamente ao que tinha visto há já há alguns anos, fiquei terrivelmente decepcionado. Não duvido que seja uma das maiores e populares romarias deste nosso Portugal, mas, como seria de esperar, a massificação transformou este evento em algo demasiado confuso, descaracterizado, até.
A organização espera um milhão de visitantes e certamente a avaliar pelo dia de ontem, o número até será superior, e disso parece fazer alarde. Todavia, pelo que se viu, em rigor não tem condições de receber condignamente um terço dessa quantidade.
O parque da cidade, onde habitualmente é proibido acampar, transformou-se numa espécie de Woodstock pejado de portugueses típicos com tendas montadas e caravanas estacionadas com dias de antecedência, com gente a dormir e a comer em tudo quanto é sítio, com artistas a churrascar febras e a assar sardinhas no meio do acampamento, incomodando tudo e todos, numa aparente indiferença; Os carros a ocuparem os passeios e zonas relvadas; O trânsito caótico e sem espaços adequados para as dezenas de autocarros; Os sanitários portáteis, em plástico, a tresandarem a imundície num largo raio de distância; Os sacos de lixo a abarrotarem sem sinais de limpeza e sem capacidade de recolha diferenciada.
O trânsito, como já referi, caótico e pouco limitado, tornando a travessia entre a zona marginal e a zona interior da baixa uma autêntica e constante acrobacia. Apesar desta desorganização, aparentemente organizada, não se via nem um polícia. Aliás em toda a cidade, não vi mais do que meia dúzia de agentes.
Um familiar teve um pequeno acidente no parque, esfarrapando um joelho e foi impossível descobrir uma farmácia de serviço, ou um posto de bombeiros ou da Cruz Vermelha.
A procissão da Senhora da Agonia, o momento alto do programa do Sábado, é certamente um bonito espectáculo visual, sobretudo o seu percurso no rio Lima, quando vinda do mar se dirige até à ponte metálica e ali dá a volta. De resto, acreditamos que a componente da devoção exista sobretudo nas gentes da ribeira da cidade, mas no resto é um mero espectáculo, um mero folclore, com barcos alugados aos visitantes, embarcações de recreio e muitas motos de água.
Mesmo durante a missa, pelas 14:30, que foi campal devido à enorme multidão, era notória a pouca devoção da maior parte das pessoas, inclusive com vendedores de banha da cobra e seringadores a rondar e a abordar as pessoas, no que me fizeram recordar os vendilhões do templo. A cerca de 100 metros da zona da igreja e durante a missa, ía tocando a Banda de Música da Pocariça, perturbando nitidamente o desenrolar da cerimónia religiosa.
Sinceramente, toda esta romaria é uma orgia de confusão, onde a componente religiosa, a sua génese, está totalmente abafada e subvertida ao visual, ao barulho.
Até mesmo os famosos tapetes floridos de algumas ruas, afinal não são de flores, mas sim de sal colorido. É verdade que a execução dos mesmos comporta muito trabalho e dedicação mas quanto à arte, não nos parece que seja por aí além, já que todo o processo é repetido com moldes, a exigirem menos arte paciência como é o caso do uso de flores e pétalas.
Algumas das ruas estão transformadas em espécies de sambódromos com bancadas para se assistir à procissão. Vão longe os tempos em que as procissões eram algo para nelas se participar. Agora são um mero desfile folclórico, um espectáculo para as massas e para as objectivas dos milhares de fotógrafos.
As igrejas, locais de silêncio, estão pejadas de gente a fotografar e a falar alto sem a mínima decência. Entra-se na igreja como quem entre numa tasca ou num campo de futebol. Onde deveria haver alguma tranquilidade, aparecem os vendedores de chapéus, de águas, de peúgas e toalhas, berrando a sete pulmões num frenesim de malucos. As praças inundadas com vendedores de balões e pensos, pedintes prostrados nas praças exibindo macabramente as suas deficiências (uns sem pernas, outros sem braços) como chamariz para a piedosa pedinchisse.
As lojas, sempre a facturar, é certo, mas no grosso vendendo chinesices, mesmo que na forma das tradicionais peças do traje vianês, como as camisas de linho bordadas, saias, coletes, xailes, etç. Escapavam algumas tendas na Feira de Artesanato.
Pode parecer negativista esta nossa análise mas de facto, dada a dimensão, prestígio e popularidade da romaria, a organização deveria ser mais rigorosa de modo a minimizar os inconvenientes dos inevitáveis afluxos descontrolados dos visitantes. Ora esta organização nunca foi visível em toda a vasta extensão da romaria, tanto na zona histórica como na zona marginal e parques. Não basta publicitar o evento e chamar as pessoas à cidade; É necessário criar e oferecer as condições adequadas nos diferentes aspectos de logística, tanto no estacionamento e trânsito como na segurança. saúde e higiene.
É sempre interessante regressar à bela Viana do Castelo, mas é de evitar fazê-lo nestes dias, próprios de loucos, uma autêntica agonia.
8/19/2011
Vestuário – Roupas dos anos 60 - XX
No Verão de 1967, portanto há quarenta e poucos anos, estes eram alguns dos modelos de vestidos indicados para as raparigas usarem nos quentes dias estivais.
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