5/20/2012

Apanhar grilos

 

Hoje não andei a apanhar grilos, no sentido do termo, como tantas vez fiz em criança, por estas alturas de Maio, pelo que não usei a palhinha para o tirar do seu buraquinho nem, como alguns, fiz xi-xi para o obrigar a sair do seu refúgio. Por outro lado, nada como ouvir as suas sinfonias de cri-cri ou gri-gri no próprio prado ao invés de o confinar numa pequena gaiola colorida atravancado de folhas de alface.

Hoje percorri o prado onde tantas vezes os apanhei e depois de intuir de onde vinha o seu cantar, aproximei-me e pacientemente esperei que viessem para fora apanhar os raios de sol deste Maio envergonhado. Para meu espanto, era um casal e, mesmo sem aproximar demasiado a câmara para os não assustar, lá consegui o retrato.

Os grilos, estes simpáticos insectos, remetem-nos para evocações de infância, quase sempre associadas às brincadeiras ou mesmo aos trabalhos do campo.

 

grilos apanhar grilos grilo

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5/05/2012

A panela ao lume

 

Com os tempos de crise económica que varrem este nosso pobre país, no sentido da redução de custos nos orçamentos familiares, começam já a ser adoptados alguns expedientes ou práticas comuns há três ou quatro décadas atrás. Uma dessas situações tem a ver com a poupança nos gastos com electricidade e gás, cozinhando-se com lenha, na lareira, pelo que voltam a estar em uso, pelo menos em ambientes rurais, as velhinhas panelas de ferro que noutros tempos tantas vezes vi na lareira da casa paterna. E que saborosa era a comida que daqueles potes enegrados de fuligem saía…

Adaptadas a essa função estavam as panelas de três pernas, em ferro fundido. Nesses tempos eram presença obrigatória nas feiras, vendidas em diferentes tamanhos.

Para se começar a usar uma dessas panelas, era necessária uma preparação  destinada a retirar o sabor do ferro e de outros produtos usados na fundição, que, no caso da minha aldeia, norma geral consistía em cozinhar-se durante longas horas uma mistura de farinha de milho com nacos de unto (gordura de porco). Este processo poderia ser repetido duas ou três vezes até que o interior da panela ficasse revestido com uma película de gordura. Uma vez preparada, podiam então ser confeccionadas as típicas comidas de lavrador, nomeadamente a sopa ou mais popularmente, o caldo, muito substancial com feijão, legumes, um talhada de carne de porco salgada e de quando em vez uns arrozeiros.

panela ao lume cozinhar

panela ao lume cozinha lareira

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5/04/2012

Bilú Tetéia – Márcio Ivens

 

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Quem se recorda desta pérola musical dos anos 70, “Bilú Tetéia” cantada por Márcio Ivens ?

Independentemente da qualidade da música e da respectiva letra, hoje certamente analisada com outro olhar crítico,  a verdade é que na época o raio da música andava na boca de toda a gente que a cantarolava nos mais diversos sítios e ocasiões. Ainda hoje, para quem viveu esses tempos, pode surpreender-se com a coisa.

Fica a memória…e a letra:

Quando eu era criança mamãe dizia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Pegava eu no colo, mostrava pra vizinha
Bilu Bilu Bilu, Biluzinho Tetéia
Que me segurava, dizia que gracinha...
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
O tempo foi passando e eu fui crescendo
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
E de fazer Bilu, mamãe foi se esquecendo
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Agora eu estou grande, estou é barbadinho não encontro
mais ninguém pra me fazer um Biluzinho

Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia

Brincava de casinha, ninguém dizia nada...
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
E a filha da vizinha era minha namorada
Bilu Bilu Bilu, Biluzinho Tetéia
Agora eu estou moço não tenho liberdade
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Pra falar com a vizinha é uma calamidade...
Se quizer um Biluzinho tenho que fazer sozinho

Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia
Bilu Bilu Bilu, Bilu Tetéia

 

5/01/2012

O Novo Livro de História da 4ª Classe – António Branco

 

Hoje trago à memória o “Novo Livro de História da 4ª Classe”, um belo manual escolar editado pela Porto Editora, em 1973, de autoria do Prof. António Branco, com belas e didácticas ilustrações de Eugénio Silva.

Tem uma dimensão de 185 x 245 mm e 56 páginas.

Como seria de esperar, o livro percorre todas as principais fases da nossa História, desde o nascimento de Portugal até aos nossos dias (na altura 1973). As ilustrações do Eugénio Silva são elas próprias verdadeiras lições da nossa rica História, retratando com rigor cada uma das suas épocas.

 

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4/29/2012

Ciências Geográfico – Naturais – 4ª Classe – António Branco

 

Hoje trago à memória o manual escolar da 4ª classe, “Ciências Geográfico – Naturais”, uma edição conjunta da Porto Editora, Emp. Lit. Fluminense e Livraria Arnado.

É uma edição do final dos anos 60, sendo um dos muitos manuais da autoria do Prof. António Branco.

O livro, de acordo com o que sugere o título, aborda as áreas das Ciências e Geografia, sendo que nesta ainda está presente a componente do Portugal Ultramarino, incluindo a representação dos habituais mapas de Cabo Verde, Guiné-Bissau, S.Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Índia Portuguesa e Timor.

O manual tem 96 páginas num formato de 185 x 240 mm. Está profusamente enriquecido com ilustrações e fotografias, pelo que é muito apelativo.

Abaixo, ficam algumas páginas.

 

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