8/18/2013

É Domingo…é Verão e estamos em férias: Vai uma Laranjina C?

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É Domingo…é Verão e estamos em férias: Vai uma Laranjina C?

Embora já não se fabrique, a “Laranjina C”, uma marca de refrigerante, ainda faz parte da memória colectiva de muitos e bons portugueses, sobretudo a decorrente das vivências dos anos 60 e 70.

Pela leitura de algumas referências à sua história, ficamos a saber que esta marca nasceu na empresa Francisco Alves & Filhos, de Venda do Pinheiro, Mafra, com origem no ano de 1926. Para além de refrigerantes, a empresa da região oeste produzia também os míticos "pirolitos" mas a "Laranjina C" devido à sua comercialização a nível nacional e às consecutivas campanhas publicitárias, com incidência na televisão a partir dos anos 60, era sem dúvida um dos seus principais produtos.

Com a evolução do mercado, em meados dos anos 70 a empresa estabelece um acordo comercial com a Gesfor Aktiengesellschaft, com sede no Liechtenstein, e passa a produzir e a comercializar a marca "TriNaranjus", a tal sem borbulhas (sem gás), que veio também a popularizar-se a ponto de ser determinante para o fim da produção da "Laranjina C". Posteriormente, já nos anos 90, a Francisco Alves & Filhos veio a ser adquirida pela Cadbury-Schweppes Portugal, SA.

A referência ao Dr. Trigo, no cartaz publicitário acima (dos anos 60), reporta-se ao farmacêutico espanhol, de Valência, o criador da bebida, o qual em 1935, na Feira de Marselha, França, a apresentou publicamente sob o nome Naranjina, uma adaptação comercial ao termo naranja (laranja em castelhano).

A invenção do Dr. Trigo foi logo adquirida por Léon Beton, de Boufarik na Argélia, país que então era uma colónia francesa, e que ali começou a utilizar na sua preparação as saborosas e frescas laranjas, sem quaisquer adições de corantes e conservantes, premissa essa que foi explorada nas acções de publicidade.

Essa bebida foi rebaptizada para Orangina, marca registada nessa ano de 1935, nome que ainda se mantém apesar das várias alterações ao nível da propriedade, até porque já depois de ter sido transferida da Argélia para França, em 1962, após a independência daquele país do norte de África, a marca foi adquirida pela empresa francesa Pernod Ricard, em 1984.

Por sua vez a Pernod Ricard vendeu os direitos da Orangina à Cadbury-Schweppes, em 2001. O rol das transacções não ficou por aqui e a Cadbury-Schweppes vendeu a sua participação europeia para o fundo de investimentos da  Blackstone e Lion Capital.

Finalmente, em 2009, as respectivas participações foram vendidas à japonesa da Suntory.  Pelo meio, já nos anos 90, a marca esteve para ser vendida à poderosa Coca-Cola Company, negócio gorado pelo governo francês e fundamentado pelo perigo de concentração e monopólio do mercado.

Veja: História da Orangina

8/12/2013

Leituras para a 3ª classe - Livro escolar

 

Como o tempo corre! De facto passam já mais de 4 anos após a data em que trouxemos à memória o manual escolar “Leituras para a 2ª Classe”, de Clotilde Mateus e J. Diogo Correia, uma edição da Editora - Livraria Enciclopédica de João Bernardo, com sede na Rua da Cruz dos Poias, 95 - Lisboa. Hoje, volvido todo esse tempo, trazemos à tona dos dias o livro irmão, o correspondente à 3ª Classe, uma edição de meados dos anos 30. Tem as mesmas características do da classe anterior, nomeadamente o formato (144 x 190 mm), mas com mais páginas (156). Tem igualmente belas ilustrações, algumas impressas a cores.

 

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8/11/2013

Pomme Jeans – Texarte Têxteis

 

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Cartaz publicitário da segunda metade dos anos 70 à etiqueta “Pomme Jeans” da Texarte Têxteis, SA.R.L.

São escassas as referências sobre esta empresa e marca, sabendo-se que em princípio continuará em actividade e com fábrica e sede em Pousada de Saramagos, uma freguesia do concelho de Vila Nova de Famalicão, muito ligada à indústria têxtil.

A propósito desta relação com os têxteis, outra conhecida empresa do sector e da mesma localidade é a Riopele que chegou a dar nome a um clube desportivo (Grupo Desportivo Riopele), fundado em 1958, e que nos anos 70, época de 77/78 chegou a militar no Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão. Contudo não se aguentou nas “canetas” para além dessa época e foi descendo de escalão até que acabou terminar em meados da década de 80. Por curiosidade, nessa época alinhava na equipa do Riopele o Jorge Jesus, o actual treinador da equipa principal do S.L. Benfica.

8/09/2013

Corn Flakes da Nacional

 

Já tivemos a oportunidade de falar da Nacional, fábrica portuguesa de produtos alimentares, então a propósito das bolachas Imperial. Hoje trazemos à memória um cartaz publicitário do produto Corn Flakes, dos anos 80, o qual ainda hoje continua a ser muito popular, fazendo parte da ementa do pequeno-almoço de muitos portugueses.

A Nacional é uma empresa centenária, fundada em 1849, por João de Brito, autorizado a utilizar a denominação Nacional pela raínha D. Maria II, por proposta do Duque de Saldanha. Volvidos 30 anos, os herdeiros do fundador constituem a empresa com a denominação de Companhia Nacional de Moagem dando início à utilização dos cereais em produtos como massas alimentícias, bolachas e rações para alimentação animal.

Já no séc. XX, às portas dos anos 20, num contexto político conturbado, a empresa altera a designação social para Companhia Industrial de Portugal e Colónias (C.I.P.C.) decorrente  da fusão da Nova Companhia Nacional de Moagem com a Companhia Nacional de Alimentação.

Desde então e até aos nossos dias, a empresa conheceu as naturais alterações e transformações próprias do mundo empresarial, quer ao nível de instalações e equipamentos, quer na renovação de imagem e embalagens, bem como da sua estrutura social, mas também adaptando-se ao mercado e ao sector, com a introduções de novos produtos, dando resposta aos modernos hábitos de consumo, sempre com um espírito de inovação e modernidade de modo a respeitar regulamentações e índices de qualidade mas a competir com empresas e grupos importantes à escala global que também operam no mercado português. Por tudo isso, pela sua longa história mas sobretudo pela qualidade e diversidade dos seus produtos, a marca continua a fazer jus ao feliz slogan “o que é Nacional é bom!”.

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8/08/2013

Passarola Voadora


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 Rezam as crónicas que neste dia de 8 de Agosto, em 1709, portanto há precisamente 304 anos, o padre português Bartolomeu Lourenço de Gusmão, depois de algumas prévias experiências falhadas, fez subir o seu balão ou balonete de ar na Sala de Audiências do Palácio Real. O engenho subiu lentamente até ao tecto onde se manteve por algum tempo e depois desceu suavemente.

As experiências continuaram posteriormente, já no exterior e com aparelhos maiores, tendo sido devidamente testemunhadas por pessoas idóneas, pelo que este feito ficou registado para a História como pioneiro no longo percurso do sonho do homem em poder voar. Apesar disso, a capacidade de elevar um objecto com pessoas a bordo está documentalmente atribuída aos irmãos franceses Jacques e Joseph Montgolfier. Este feito também é considerado a Bartolomeu de Gusmão, já que se diz que terá voado  cerca de 1 km entre o Castelo de S. Jorge e o Terreiro do Paço, em Lisboa, mas de facto faltam as provas que o atestem.

Seja como for, este feito atribuído e reconhecido ao padre jesuíta, nascido em Santos, no Brasil, então colónia portuguesa, mereceu-lhe um lugar na História da Aviação e o seu engenho foi posteriormente desenhado de forma fantasiosa, quase como uma nave, em formato de grande pássaro, pelo que ficou conhecido como Passarola Voadora. Na realidade não se sabe ao certo o formato adoptado, sendo plausível que tivesse sido semelhante ao utilizado pelos franceses uns anos mais tarde.

Quanto à Passora Voadora ela acabou por ficar um pouco no nosso imaginário colectivo e com frequência era citada em manuais escolares, como nesta página do meu livro de leitura da segunda classe, sobre os caminhos do ar, numa bela ilustração de Luis Filipe de Abreu. Também quem não se lembra do poema “Pedra Filosofal” de  António Gedeão, passada para uma bela canção por Manuel Freire, em que é citada a Passarola Voadora?


caminhos do ar luis filipe abreu passarola voadora

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