6/02/2016

Oliva - Postais de trajes típicos - Laura Costa

A empresa Oliveira, Filhos & Cª. Ldª, fundada em 1925, com sede em S. João da Madeira, entre diversos artigos metalúrgicos, alfaias e ferramentas, tornou-se conhecida sobretudo devido às máquinas de costura com a marca OLIVA que rivalizava com a não menos popular marca SINGER.
Pelo final dos anos 70, com o patrocínio da OLIVA, então ainda muito popular, foi editada uma colecção de postais com a temática de trajes típicos portugueses femininos. 


São 16 postais, com as dimensões de 15 x 10,50 cm com ilustrações de Laura Costa  (Vitória, Porto, 1910-Porto, 1992), de quem já temos falado. De resto esta artista portuense em muitas das suas ilustrações, sobretudo dos anos 40 e 50, caracterizava com frequência o tipicalismo dos trajes portugueses.
Esta série de postais, objecto de interesse de muitos coleccionadores, retrata as seguintes regiões portuguesas, insulares e ultramarinas: Açores, África, Algarve, Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, Douro Litoral, Estremadura, Índia, Macau, Madeira, Minho, Ribatejo e Trás-os-Montes e Alto Douro.

















Sobre a OLIVA:

Oliva. O império do ferro

Em 1925, António José Pinto de Oliveira fundou a empresa Oliveira, Filhos & Cª. Ldª dedicando-se a criar um verdadeiro Império do Ferro que produziu os mais diversos produtos metalúrgicos, nomeadamente, alfaias agrícolas, forjas portáteis, equipamento para a indústria da chapelaria, máquinas de costura, tubos para canalizações, fogões em ferro fundido, ferros de engomar, autoclismos, prensas para bagaço, máquinas para padarias, radiadores e salamandras, equipamento para lavandarias industriais, tornos de bancada, banheiras e lavatórios colectivos, motores de explosão de pequena cilindrada, entre muitos outros.

Homem de grande visão estratégica, António José Pinto de Oliveira irá apostar na sólida formação dos seus quadros, numa política de bons salários acompanhada de interessantes estratégias de utilização eficiente da mão-de-obra e na racionalização do espaço da fábrica, quer do ponto de vista arquitectónico, quer do ponto de vista do layout das secções.

A empresa tornou-se verdadeiramente conhecida, em Portugal e no estrangeiro, através da máquina de costura OLIVA e de um arrojado plano de comercialização através do qual foram criados centenas de pontos de venda no País e nas ex-colónias portuguesas, todos eles devidamente sinalizados com grandes e luminosos reclamos publicitários da marca.

Paralelamente foi desenhado um plano de propaganda, objectivamente dirigido ao segmento de mercado das máquinas de costura, o feminino, que instituiu em todos os agentes a realização de cursos de corte, costura e bordados. Os cursos terminavam com uma festa de encerramento durante a qual eram entregues os diplomas às alunas finalistas e era realizada uma exposição dos trabalhos.

Simultaneamente, a empresa promove o concurso de “Vestidos de Chita” e o célebre concurso anual para eleição da “Miss Oliva”.

Complementarmente é implementada uma grande campanha de propaganda, que vai da imprensa à rádio e mais tarde à televisão, fazendo ocupar a comunicação social com anúncios publicitários de grande qualidade gráfica.

Em todas as cidades do País encontravam-se cartazes afixados nas paredes.

São também criadas duas marchas, gravadas em disco, que eram oferecidas aos compradores das máquinas de costura e a empresa realiza publicidade cinematográfica nos filmes “A costureirinha da Sé” e “Sonhar é fácil”.

Outra preocupação foi a de garantir a presença da empresa nas principais feiras e exposições industriais realizadas a nível nacional e internacional.

A Fábrica Oliva é um ícone incontornável na história industrial portuguesa, e assumiu durante largo período uma acção preponderante na afirmação e desenvolvimento sócio-económico de S. João da Madeira.

(fonte: Oliva Creative Factory)

5/27/2016

Escuteiros

Está de parabéns, neste dia 27 de Maio, o CNE - Corpo Nacional de Escutas, movimento nascido em Braga no ano de 1923.
Nunca fiz parte dos escuteiros nem nunca tive essa vontade, mas é reconhecidamente um movimento com importância social no nosso país, de resto como em todo o mundo.
Para muitos o escutismo é uma escola onde se aprendem e cultivam os valores da amizade, os princípios da disciplina, responsabilidade e rigor, amor e dedicação pelo próximo, preocupação activa pelo meio ambiente, fauna e flora e muitas mais coisas boas e bonitas, incluindo o envolvimento na comunidade e suas causas, nomeadamente nas paróquias. Seja tudo isto e temos de facto uma autêntica escola de virtudes, o que nos dias que correm não deixa de ser importante e marcante na valorização e dignificação de muitos milhares de jovens, quando sabemos que a tônica é a rebeldia, indisciplina, libertinagem e desresponsabilização.
Para outros, mais críticos ou mordazes, é apenas um movimento com uma estrutura hierarquizada, adequado a quem gosta de pertencer a grupos ritualizados, vestidos com fardas engraçadas e janotas, e um movimento adequado e propício a amizades, é certo, mas também a farras, escapadelas de férias e acampamentos em locais remotos e fora do controlo dos papás, namoricos nas tendas e copadas à luz da lua e calor da fogueira.
Como já disse alguém, os escuteiros não são nem melhores nem piores que os demais, mas na gênese têm de facto os condimentos para serem pessoas mais estruturadas e com uma visão da vida, do próximo e da natureza, bem mais profunda e cimentada. Assim sejam fiéis aos ensinamentos e fundamentos do escutismo. Tenho amigos escutas e nos quais vejo reflectidos todos os valores do escutismo. Acredito que seja assim com a larga maioria.



5/22/2016

Passo em Frente–Livro de leitura–Ensino Primário

 

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Hoje trago à memória o “Passo em Frente”, livro de leitura para a 2ª fase do 2º ano do ensino primário, de autoria de Maria Luisa, com capa e (creio) ilustrações de Fernando Garcia.

Data da segunda metade dos anos 70, tendo sido autorizado oficialmente por despacho ministerial de 4 de Junho de 1975.

É uma edição da Livraria Popular de Francisco Franco – Lisboa, com execução gráfica de Peres – Artes Gráficas, L.da.  Tem um custo de capa de 30$00. Tem um formato de 150 x 220 mm e 144 páginas com ilustrações a cores. Tem belos textos de muitos autores portugueses como João de Deus, Matilde Rosa Araújo, Hernani Cidade, José Régio, Virgílio Couto,Raúl Brandão, Maria Cecília Correia, Miguel Torga, Alves Redol, etç.

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5/20/2016

James Stewart





Passam hoje 108 anos sobre o nascimento de James Stewart, actor norte-americano (Indiana, 20 de maio de 1908 – Los Angeles, 2 de julho de 1997). Foi um actor de eleição, tanto no cinema como no teatro e televisão.

Da sua vasta filmografia ao longo de mais de meio século, as minhas memórias vão principalmente para as suas interpretações em filmes western, de resto traduzidas numa das populares colecções de cartões (cromos) de cowboys que pelo final dos anos 60 eu e a malta da minha geração coleccionava. Recordo "A Conquista do Oeste", "Flecha Quebrada"  e "Winchester 73", entre outros. Fora da temática do western, recordo "Janela Indiscreta", de Alfred Hitchcock e "Águia Solitária - The Spirit of St. Louis" em que recria a façanha aeronáutica de Charles Lindberg ao fazer a travessia do atlântico norte.

 Nota: O fotograma que deu lugar ao cromo acima reproduzido (Nº8 de uma colecção de 99) foi extraído do filme "Flecha Quebrada" (Broken Arrow), de 1950, a que se referem também as outras duas imagens que ilustram este artigo. Abaixo o poster oficial do filme.


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