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1/12/2024

Uma Casa na Pradaria - Série de televisão

Hoje trazemos à memória a série de televisão "Uma Casa na Pradaria", tradução do título original "Little House on the Prairie". 

A série foi produzida nos Estados Unidos pela NBC, de 11 de Setembro de 1974 até 21 de Março de 1983, sendo que no último ano teve  o título de "Little House: A New Beginning". A série foi baseada na obra literária de Laura Ingalls Wilder. Teve um total de 183 episódios com uma duração de 45 minutos cada. 

Em Portugal, a data em que foi estreada é incerta já que algumas fontes dizem que a série apenas foi exibida originalmente na RTP a partir de 7 de Janeiro de 1984, por isso já depois de ter terminado a sua produção e exibição nos Estados Unidos. Outra fonte diz ter iniciado em 1980. Ainda uma terecira fonte consultada informa que foi exibida entre 1978 e 1984. 

O espaço temporal da série desenrola-se na década de 1870. O enredo acompanha o dia-a-dia da família Ingalls, liderada pelo patriarca Charles Ingalls (interpretado por Michael Landon), sua esposa Caroline (por Karen Grassle) e suas  filhas, Mary (Melissa Sue Anderson), Laura (Melissa Gilbert), que era a narradora habitual, Carrie (pelas gémeas Lindsay e Sidney Greenbush) e Grace. Ainda o Albert, filho adoptivo.

Determinada a construir uma vida melhor, a família de pioneiros estabelece-se em Walnut Grove, uma pequena cidade na fronteira do oeste americano.

A série aborda temas como as lutas diárias da vida na fronteira, o espírito de comunidade, a superação das dificuldades, perigos e desafios e as relações familiares e comunitárias. Charles Ingalls é um homem trabalhador e compassivo, enquanto sua esposa Carolline é uma mulher forte e dedicada à família. A narrativa destaca a educação das filhas, as amizades na comunidade e os obstáculos enfrentados pelos pioneiros, como os rigores do clima, conflitos com povos nativos americanos e a busca pela prosperidade em uma terra ainda selvagem.

Ao longo de suas nove temporadas, "Little House on the Prairie" tornou-se um clássico da televisão, cativando o público com suas histórias emocionantes e personagens memoráveis, enquanto oferecia uma visão nostálgica e romântica da vida no oeste americano do século XIX.

Entre nós a série foi igualmente popular e seguida com muita devoção. A figura de Charles Ingalls beneficiava da popularidade do intérprete Michael Landon na série de western "Bonanza", como Little Joe.

Pessoalmente assisti a alguns episódios mas em rigor nunca me prendeu demeasiado a atenção. Gostos. Daí, talvez, só agora trazer à memória esta série apesar de ter sido uma das mais emblemáticas dessa metade da década de 1970 e toda a década seguinte. Mesmo que tardiamente é justo que fique aqui a referência.

1/09/2024

Gina - A revista com cores da liberdade


Já tivemos a oportunidade de trazer aqui à memória a revista GINA, um dos ícones dos primórdidos da liberdade pós-revolução e da década de 1980.

Esta revista de cariz pornográfico foi na época uma quase novidade e mesmo lida, partilhada e guardada às escondidas, ficou na memória de toda uma geração, sobretudo dos jovens rapazes, sendo que naturalmente, embora de forma mais discreta, por algumas raparigas.

Recorde-se que esta revista teve publicação desde Setembro de 1974 até 2005,com 196 números. O êxito foi, imediato com o preço de capa inicial em 25 escudos mas alterado com frequência de acordo com a inflacção da procura.

A publicação da editora Pirâmide, liderada por Mário Gomes e seu irmão Acácio, fundamentava-se, essencialmente, em conteúdos provenientes do próspero e liberal mercado alemão. Estes eram traduzidos ou adaptados por Mário, sem uma preocupação literária evidente. As capas, concebidas para a exposição nos quiosques, geralmente mantinham uma postura discreta, exibindo rostos de mulheres com uma aparência feliz e recatada, remetendo à inocência virginal, o oposto do que se encontrava no interior das páginas, onde as cenas eram notavelmente mais audaciosas. O papel utilizado era brilhante, apresentando tons vibrantes.

Queira-se ou não, a revista Gina faz parte do imaginário colectivo da geração das décadas de 1970 e 1980.

1/04/2024

Pseudo-concursos da RTP


A propósito de um "pseudo-concurso" "Temos Artista - Especial Fado" no programa "A Praça da Alegria" na RTP:

Não somos muito de comentar, sobretudo em redes sociais porque invariavlemente é "chover no molhado", mas, por excepção, deixamos um comentário no Facebook do respectivo programa.

Infelizmente a RTP presta-se a estas tristes figuras. O apelo ao voto das massas, que por regra têm em conta a simpatia e não a qualidade intrínseca do talento dos concorrentes, dá nisto e demonstra que o factor da receita das chamadas tem mais peso. O júri, mesmo que competente, como o José Gonzalez, que percebe como poucos do fado, faz apenas figura de corpo-presente.

 Neste caso, apesar de globalmente ter reconhecido a qualidade do Franklim e da Tânia e de apontar as fragilidades técnicas da mais jovem, a Bea, que demonstrou notoriamente problemas de dicção, atrapalhação com algumas palavras e de respiração, e que, todavia, naturalmente pela sua juventude tem qualidades a explorar, com caminho a percorrer e muito a aprender, viu o público a confirmar o paradoxo destes pseudo-concursos que acabam por premiar a capacidade dos familiares, amigos, escola, empresa e comunidade local onde se inserem, em concentrarem os telefonemas.

Posto isto, estes pseudo-concursos na RTP, não são mesmo para levar a sério e em rigor sujeita-se a eles quem quer. Dá-lhes montra? Dá! Isso é o mais importante? Cada um que responda por si!

Em todo o caso, de pouco ou nada vale comentar aqui méritos, justiça ou injustiças. Ninguém da RTP e da produção se incomoda com isso nem virá aqui prestar contas. Quem não gostar, como eu, ponha de lado no prato. Apenas comentei agora, pela primeira e última vez, porque apesar de já ter ocorrido antes, este caso foi flagrante no paradoxo criado, em que de facto a qualidade e o mérito não contaram para o totobola. 

O próprio júri deve ter-se sentido mal mas faz parte do contrato aguentarem com estas singularidades. É para isso que lhes pagam. Poderia haver uma classificação apenas pelo júri, mas isso já seria pedir de mais. O nosso modelo de televisão, mesmo pseudo-público não se compadece com  lirismos e o liga, liga, liga, é quem mais ordena!

[foto: RTP]

1/02/2024

Compêndio de Geografia - Livro escolar antigo

 



Compêndio de Geografia, para o Ensino Primário Complementar, de António C. de Magalhães Mateus - Edição da Atlântida - Coimbra - Ano de 1949. Dimensões de 12 x 18 cm - 108 páginas.

Totobola - Guia do apostador 1973/1974

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